Torpedos Para Você
1 Capítulo 1 Primeiro contato
Notas iniciais
_Você vai mesmo dizer isso para ela? – Eu perguntava para minha irmã, enquanto me vestia no vestiário da arena de treino de tênis.
_Claro garota, ela vai ter que te dar a carta de alforria por hoje. E trata logo de recolher essas tralhas ai. – Ela falou rindo, e depois que eu recolhi minha enorme bolsa, me deu um super abraço de lado.
_Você às vezes e maluca, mais bem que eu gosto. – Eu disse enquanto andava mos ate a quadra, minha treinadora nos esperava. E já estava impaciente, Como sempre, queria me matar de exaustão. Pois treinávamos incansavelmente e sempre ela me deixava exausta.
_Espera aqui que eu falo com a bruxa. — Era assim que eu e Arlete a chamava mos pelas costas e em alguns momentos de descontrações. Elas agora brigavam e Demetria queria falar mais alto que Arlete. Mais ela manteve sua classe. Ate parece. Ela falou mais alto e as duas gesticulavam com a mão.
Como ela era minha tutora e responsável, usava sua autoridade máxima. Eu gostava do jeito espontâneo de Arlete, mais às vezes ela se sedia e eles. O que me fazia refém de muitas vontades suas.
_Então Ane! — Arthu sentou ao meu lado e bateu seu ombro no meu.
_ Acho que não vou treinar hoje. – Falei o encarando, ele pegou minha mãe abriu um largo sorriso e beijou o alto da mesma.
_Tem certeza? Tinha alguns planos para depois. – Ele agora beijava o alto de minha cabeça, ia lhe responder mais minha irmã estava vindo em nossa direção é assim estragando o momento.
_Oi Arthu! Podemos ir? Ainda temos que passar na panificadora. – Virei-me e me despedi de Arthu, foi um momento de dor. Pois ele sorriu como um anjo, ele tinha uma espécie de combinação. Olhos azuis, uma boca carnuda pele branca e cabelos pretos como ameixa seca.
_Te ligo depois. – Foi tudo que ele disse mais afinal para mim já era muito. Um amigo como Arthu poucos tinham. E eu me sentia honrada por ser a escolhida. Ele era muito gato, e claro mexia muito comigo.
_Ane! A bruxa reclamou disse que ia ligar e falar com a senhora sua mãe. — Arlete não gostava de mamãe, então evitava contato direto com ela. _Trate de descobri como me retribuir depois. – ela me deu uma chave de braço e cheirou minha cabeça.
_Já que vamos à panificadora, eu posso lhe compra alguns Paes de açúcar com doce de leite. Sei que são seus favoritos, e eu estou meio que desprevenida para algo mais caro. – Ela sorriu e lambeu os beiços, o que foi suficiente para me fazer rir. Meu celular vibrou e imediatamente liguei aquela vibração a Arthu.
_Alo, quem fala? – O número era desconhecido, Arthu sempre me ligava do dele, que era registrado no celular.
_Gostaria de falar com Chard. – Engano, mais uma vez. Já era o segundo desta semana, meu número estava ficando muito rodado.
_Não conheço nenhum Chard, foi engano. – Coitado, deve ter ficado sem graça. Mais nada que o fizesse não jogar uma cantada barata.
_Desculpa então, mais se quiser conversa com alguém. Claro que seja de preferência comigo. – Ele deu uma risada fantasmagórica e eu desliguei.
Caminhei em direção do carro, onde nele minha irmã estava. Ele tinha uma longa ficção pela tal da saga crepúsculo, então comprou um carro de mesma marca que o de Edward o famoso volvo prata.
_Então o Arthu vai deixar agente ir? Ou ele vai ligar em meia e meia hora, Prometo te deixar viva ate ele chegar em casa para examinar. – Ela falou ligando o motor do carro e dando sinal de que ia sair. Ela me olhou e eu balancei a cabeça. _Não esquece que eu gosto dos redondos. – Fiquei sem entender, mais depois ouve uma complementação. _E com açúcar violeta, nem me chegue aqui com outro. – Ela parecia àquelas viciadas, e parecia esta sofrendo de abstinência.
_Já entendi. — Falei balançando a cabeça e a vendo ligar o som do automóvel, com certeza era Paramore. Ela dizia ter uma ligação com a banda, pensei em desligar mais do que ia adianta. Ela ligaria de novo e talvez ate me jogaria do carro, por cima da janela, nem se daria o trabalho de abrir a porta. Ela era uma maluca de 23 anos, mais que era independente, não precisava da ajuda de ninguém para realizar seus sonhos. Ela já havia ido a uns 30 shows, ganhado alguns ingressos para conhecer eles, havia conhecido também aos artistas da saga. Mais ainda queria mais, queria pisar no bosque que foi gravado o clipe decore. _É impressão minha, ou você não vai com a cara do Arthu? – Ela desligou o som e pareceu procurar uma palavra para definir seu sentimento por Arthu, não que ela gostasse dele. Mais às vezes ela tinha atitudes com ele que me deixavam indignada.
_Já viu como ele te olha? Cara aquilo da muito medo. Não acreditei que aquelas palavras saíram da boca da destemida Arlete. – Ele parece que vai te devorar com os olhos. – Ela agora dava uma abocanhada no ar. Eu nunca notei isso, e olha que sempre freqüentei a casa dele, dormia mos no mesmo quarto. Ele era um super amigo, Ate que eu gostaria que fosse verdade o que minha irmã estava falando.
_A sua auto- independência esta lhe afetando. – Estacionamos o carro em uma das varias vagas dispostas. Essa seria nossa primeira parada, a próxima seria em casa.
”Pensei ter ligado para a pessoa errada, mais vejo que caiu na ligação certa.”
Sai do carro com o celular em mãos, teria que comprar para a viciada sua droga. (Pão de açúcar com doce de leite. No primeiro momento em que li a mensagem, Achei que era de Arthu, mais não estava gravado em meu celular o nome.
E o único momento em que falei com ele foi no ginásio. Então resolvi descobrir quem era, já que a pessoa não se identificava.
“obrigado, mais será que te conheço”
Enviei ao sair da panificadora, caminhei para o carro onde minha irmã se encontrava impaciente. Levei um susto quando o mesmo vibrou em meu bolso. Eu havia acabado de o coloca- lo lá.
“Com certeza”
Quando entrei no volvo minha irmã tinha sinais de que se não come- se um daqueles deliciosos pães morreria. Ela pegou o pacote de minhas mãos e levou um dos pães imediatamente a boca. Enquanto que comigo mesma eu pensava: Como e difícil lhe- dar com uma drogada. Sem imaginar que me transformaria em uma.
_Poxa você demorou, e a panificadora nem pareci tão cheia assim. – Ela falou de boca cheia, mais com uma satisfação enorme.
_Devo ter encontrado um velho amigo. – Falei enquanto colocava o cinto.
_Como assim “deve ter encontrado” Conta isso direito menina. – Ela estava com o segundo pão na mão o que significava que ela pretendia comer mais um.
“Esta ocupada ou vai me restringir de sua amizade?”
Meu celular vibrou e com certeza só podia ser ele. Minha irmã ainda esperava uma resposta, e ele também.
_Vai me dizer que nuca ouviu falar que aparências enganam. – Foi o que respondi para Arlete, e a nossa conversa morreu ali. Finalmente o motor foi ligado, já o som encontrava- se no fundo foi aumentado, e Paramore novamente voltou a dominar. Podia agora responder ao “misterioso”, foi assim que o denominei.
“Não para as duas perguntas, mais seria melhor se eu soubesse seu nome”
Imediatamente recebi minha resposta, mais fui impedida de ver. Pois Arlete havia pegado o celular de minhas mãos. Estava mos em frente ao apartamento em que morava mos. Não pensei duas vezes e me joguei em cima dela, eu não liguei para o fato de ela ser faixa preta no karate. Mais depois vieram as conseqüências, ela estava em cima de mim. Sentada em minhas costas. Estava totalmente imobilizada, e leu a mensagem em voz alta.
“Se te contar teria que te matar”
Arlete ficou um tempo sem falar nem esboçar qual quer reação. Fiquei meio preocupada, mais o fato de ela esta em cima de mim ajudou bastante.
_Que brincadeira sem graça é essa?- Eu não sabia o que lhe responder e nem conseguia inventa nada, pois não tinha condições. _Vai responder ou eu vou ter que fazer mais pressão em você.
_Sai de cima que eu conto esta pesando. Eu vou morrer assim, e você vai para o xadrez, e você sabe quanto xadrez engorda. Ele saiu e me ajudou a me levanta, senti um grande alivio. Parecia que uma jibóia havia saído de cima de meus ombros. Tinha esquecido como irmã mais velha pode ser chata.
_Agora explica, quero saber direitinho que brincadeira é essa?- Ela me estendeu o celular, que agora já não me interessava, já que ela havia lido alto. Aquilo estava engatado em minha garganta.
_Foi assim... – Contei a ela com detalhes todo o ocorrido, pois além de ser minha irmã metida, é minha melhor amiga e confidente.
_Espera! Tem um garoto misterioso te mandando mensagens secretas? Ai que lindo você sabe como adoro isso. – Arlete estava encantada com os recados, no tempo em que ela estudava se comunicava através de recado. Principalmente para namorar, ou ficar fuxicando com as amigas.
_Ótimo! – Eu exclamei indo em direção do elevador, a maluque ti vinha logo atrás. Entra mos no elevador eu tive a briclante idéia para descobrir o nome. _Você pode me ajudar, pode ligar para ele como se fosse engano. Faz isso por sua caçulinha. – Falei fazendo bico e com uma voz dengosa. Isso sempre funcionou com ela. Estendi a mão onde estava o celular e ela pegou o mesmo.
_Tem certeza que vai querer me meter nisso?_ Eu balancei a cabeça positivamente. _Vou ligar, estou digitando o número dele. Ainda á tempo de desistir, esta chamando... — Ouve um silencio e logo depois ela quebrou o mesmo, havia colocado viva- voz.
_Alô, quem fala? – Ele estava calmo, e falava tão sereno. Minha irmã que pareceu perde a fala.
_Oi, é a irmã da sua admiradora, quero dizer que eu me encantei com os pequenos recados. – Fique irritada por ela ter falado isso, pedi para ela descobrir o nome dele, e ela faz é lhe dar mais informações. _Meu nome é Arlete, se quiser depois mando meu número. – Ela estava se oferecendo para ele, descaradamente. Do outro lado da linha um silencio se instalou, ele estava rindo. Com certeza.
_Ela esta ai? – Eu fazia sinal para Arlete dizer que não, mais ela estava hipnotizada, fique bem preocupada pós ela podia falar mais do que devia. Mais depois pensei em matar ela e deixar aqui mesmo no elevador.
_Sim esta, quer deixar algum recado? Esta viva- voz. – Ela estava como secretaria, ou era mais uma informante. O que ele queria falar? Por que queria saber se eu estava lá. Pergunta patética, com certeza ele sabia que eu que tive a idéia de ligar para ele.
_Você é muito curiosa, não posso dizer meu nome. E não tenta quebra nossa primeira regra de convívio. Beijos! – Ele desligou e eu nada falei, o elevador abriu e eu disparei para a porta. Estava morrendo de raiva de Arlete. Estava com as chaves entrei em casa e fui direto para o quarto.
_Vai ficar com raiva de mim por causa disso? Olha ele esta mandando outra mensagem, não vem ler? – Fui á sala e peguei o celular que estava na mão dela.
“Gostei da sua irmã, mais ainda prefiro você, olha nossa primeira regra.”
Eu fique um tempo relendo, Arlete que leu por cima dos meus ombros ficou indignada. Fazia- se de ofendida, ou talvez estivesse mesmo.
_Como ele pode dizer isso, sou muito legal. E divertida, nunca reclamaram de eu ser assim. Quem ele pensa que é? – Ela estava triste, com raiva e em sua voz tinha uma pontada de rejeição. Senti- me mal por um momento, mais pelo menos ele não faria parte de as lista de paqueras.
_A culpa é sua, quem manda ser tão atirada. Nem sabe quanto anos ele tem. – Eu disse sem olha- lá nos olhos. _Vou para o meu quarto, quando Arthu chegar me chama. – Ela foi para a cozinha, me joguei na cama e deixei o celular, e o celular estava em minha mão. Eu queria lhe responder mais estava sem crédito, achava isso o fim do mundo. Uma menina tão antenada no mundo e sem crédito. Tipo mico geral.
_Anevilla! Seu amigo chegou. – Ela gritou lá da sala, e não parecia satisfeita. Acho que ainda estava com raiva, por causa da mensagem.
_Já estou indo. _ Retruquei e coloquei o celular sem crédito em cima da cama. Depois falaria com ele, quanto coloca- se crédito.
Minha irmã fazia sala para Arthu, achei muito fofo a cena. Ate que eles faziam um bom par. Se ela não implica- se tanto com ele quem sabe?Ela estava contando algumas coisas que aconteceram entre nós duas, a caminho de casa.
_Então, vai fazer o que para a gente comer? — Falei me sentando entre os 2 no sofá. _ Estou com fome, e você tem que me alimenta bem. – Falei fazendo gesto para ela sair. Arthu colocou a mão em minha cintura e me apertou contra seu corpo.
_Isso é muita melação, vou preparar um miojo. Você vai comer aqui? – Ela se referia a Arthu, ele deu uma pequena risada de lado.
_Depende de vocês, querem ir comer uma pizza? – Ele tinha um sorriso cativante, suspirei e torci para Arlete aceitar, não seria ético de minha parte deixa- lá aqui sozinha. Arlete balançou a cabeça indecisa e saiu logo em seguida sem responder.
_Então! Onde a gente vai? – Ele estava serio, eu o encarei e mordi o lábio inferior, seu rosto de espanto ou talvez de indignação.
_Você ia me falar? _ Fiquei sem entender, afinal do que ele estava falando? Arthu estava um tanto que estranho aquela atitude não combinava com ele.
_Ok! Vamos volta, do que você esta falando? Por que eu estou falando da pizza. – Falei me levantando e ficando de frente para ele, mais direção a cozinha.
_Você gostou?
_Que?
_Responde Ane, você gostou das mensagens? – Ele segurou meu braço, mais não apertava. Era delicadamente.
_Vamos logo? – Minha irmã falava vindo do quarto, toda linda. _Vai se arrumar estaremos lhe esperando lá em baixo. – Arthu deu a mão para ela é eles foram.
Leleti era muito observadora, e às vezes me livrava de cada situação embaraçosa. Neste caso a culpa era dela. Nada que mais sensato.
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