Notas iniciais
Hey, povo! Primeiro gostaríamos de nos desculpar pela demora. O capítulo provavelmente teria saído mais cedo se não fossem tarefas, trabalhos e algumas dores de cabeça por aí. Para compensar, o próximo capítulo já está pronto e será postado daqui a dois dias (só pra deixar um suspense no ar). Espero que gostem. OBS.: Esse cap foi escrito por Luna, não por mim. Eu apenas revisei. Mas o próximo foi totalmente escrito por mim.

POV Alfred Arthur Tames

Ontem a noite realmente não foi meu dia de sorte. Estava sentado na mesa da Sonserina ouvindo o comunicado do Torneio Tribruxo quando aparece aquela voz astral. A medida que ela ia falando era como se todas as minhas energias estivessem sendo sugadas além da repercussão de todas as palavras que ela dizia na minha mente. Quando ela acabou era como se tivesse sugado o último pingo de energia que eu tinha. Logo depois da mensagem daquela voz, muitos alunos entraram em pânico. Aproveitando a correria, um dos poucos amigos que tinha, Dean Winchester, reparou que eu não estava muito bem e foi na minha mesa.

– Alfred? Tudo bem com você cara?- Pergunta ele sentando ao meu lado.

– A... acho que sim, só estou cansado.

– Sério? Porque sinceramente você parece mais um bicho preguiça anestesiado. Acho melhor você ir na enfermaria.

– Não precisa, só vou levantar agora e aproveitar que ninguém está vendo e vou para o quarto deitar um pouco. – Digo tentando me levantar, o que não dá muito certo, já que sinto uma tontura enorme e caio inconsciente. A única coisa na qual me lembro é o Dean me pegando e levando para fora do Salão Comunal.

Agora tudo estava escuro.

Quando abro meus olhos, estou em uma sala totalmente branca, sem nenhum objeto ou ser por perto, totalmente sozinho. Levanto-me e vou andando procurando alguma saída, mas quando me viro vejo a sala sendo tomada por uma espécie de tempestade de areia negra. Começo a correr o mais rápido que posso e quando reparo estou no último pontinho branco da sala. Tento tocar a parte preta da sala, mas acabo me queimando. Logo depois aparece uma figura estranha.

– Qu...Quem é você?! Onde eu estou?! Me tira daqui! O que aconteceu comigo?! – Digo um pouco nervoso e assustado olhando de um lado para o outro. Mas logo paro para pensar melhor e me acalmo.

Aquilo não era realidade. Era um sonho.

Aquela figura estranha, transmitia boas energias e estava com um pequeno sorriso, como se tentasse me tranquilizar ou rindo por ele saber de tudo e eu não.

– Olá Alfred. Você pode não me conhecer. Sou Morfeu, deus dos sonhos. Acho que você já deve ter percebido que isso é um sonho. – Diz aquela figura aparentemente divina olhando para mim. Ao fazer um gesto com as mãos, toda aquela sala escura desaparece e me vejo em uma nave espacial com um teto transparente permitindo mostrar os vários corpos celestes do universo. Fico fascinado observando, assim, acabo levando um tempo para falar com ele.

– Prazer, eu acho... Mas por que me trouxe aqui? – Pergunto não escondendo a curiosidade.

Do nada surge outra figura.

– Morfeu me trouxe para lhe dar um recado. Aliás, sou Apolo. – Responde a outra figura divina pegando um pequeno pedaço de meteoro e o arremessando. Neste momento estava me perguntando quem mais apareceria no meu sonho e ainda mais quando eu iria acordar.

– Alfred, temos um assunto sério a tratar... – No exato momento em que o tal Apolo diz isso, o cenário muda novamente, dessa vez para uma floresta totalmente silenciosa com um lago cristalino. Morfeu nos deixa a sós, indo brincar com o que imagino ser um hipogrifo que sonhei uma vez.

– Como você pode ter percebido as coisas não estão andando muito... normais. Aquela voz, você ter sentido sua energia totalmente esgotada depois do comunicado não muito agradável... E acredite, isso não é nem o começo...

– Pera ai... foi você que fez isso comigo? – Respondo perguntando a ele desconfiado e um pouco zangado, porque me fazer desmaiar assim. Não é nada legal.

...

Tivemos uma longa conversa. Sinceramente não podia acreditar no que havia ouvido, mas por mais absurdo que pareça tudo aquilo que Apolo falou era verdade. Depois disso, fecho meus olhos.

Ao abri-los novamente, estava na enfermaria de Hogwarts, com o Dean conversando com a bruxa enfermeira. Ao me ver acordado vem correndo conversar.

– O que aconteceu Alfred? Que me matar do coração? Porque acredite, se você morrer eu não quero que me leve junto. Aliás, se você tivesse morrido, meu jovem, pegava toda a sua coleção de figurinhas dos bruxos importantes e todos os livros sobre astrologia. O que importa é, você teve sorte que ninguém reparou que você passou mal, além de mim, por causa da confusão que estava no Salão... o que estou dizendo? Me responde logo! O que aconteceu Alfred? – Dean dispara a falar fazendo vários gestos engraçados.

– É que... – Começo a dizer, mas me lembro que não poderia contar a ninguém sobre o meu encontro no sonho até a hora certa. Ao menos foi o que pediu o tal Apolo e se aquilo era um deus, eu com certeza não queria irritá-lo.

– Para dizer a verdade, acho que não me lembro muito bem o que aconteceu, só tive uma dor de cabeça e do nada, sei lá, desmaiei. – Respondo simplesmente, tentando desviar olhares.

– Ah, deve ter batido feio a cabeça hein? Ficou feliz que esteja melhor. Agora, tenho que ir para o meu quarto, a gente se vê amanhã. Até, melhoras.

– Até. – Falo dando um aceno enquanto ele saia pela porta.

Seria uma longa, longa, longa noite. Não sei se já mencionei, mas tenho insônia. Não gosto de dormir, ainda mais porque toda vez que durmo, tenho pesadelos. Não exatamente pesadelos, diria lembranças ruins. Felizmente meu amigo deixou na cômoda ao lado da cama, um livro sobre as constelações e seus significados. Assim, fiquei grande parte da noite lendo ele.

No outro dia, após a enfermeira trazer meu café da manhã, chega Dean segurando uma bandeirinha com o símbolo da Lufa-Lufa.

– Hey Alfred! Está melhor? Vejo que você leu o livro que eu deixei aqui, só vim pegá-lo e devolvê-lo para a biblioteca antes de ir ao jogo de quadribol. – Diz Dean segurando o livro de astrologia.

– Sim, já estou melhor. Obrigado pelo livro, vai lá assistir ao jogo.

Assim que ele sai correndo a caminho da biblioteca, o melhor lugar de Hogwarts, na minha opinião, fico pensando alguns minutos sobre tudo que Apolo disse e começo a desenhar uma coruja que vi voando pela janela. Ao terminar o desenho a enfermeira avisa:

– Senhor Alfred Arthur Tames, já está liberado. Dumbledore convocou todos os alunos para o Salão Comunal.

Eu me levanto da cama, já me sentindo bem melhor, vou para o meu quarto colocar o uniforme da Sonserina e caminho até o Salão Comunal onde já se encontrava Dean sentado na mesa dos lufanos que me dá um aceno. Ao sentar-me, todos os sonserinos ao meu redor se afastam um pouco. Como deu para perceber sou um pouco excluído, mas prefiro isso do que ter amigos falsos. Além do mais, sou o que se pode chamar de antissocial. As únicas que não se afastaram foram Flora e Katryna, elas eram bem legais.

Ouvi com muita atenção tudo que Dumbledore e a professora Minerva disseram, já esperava esse aviso sobre o torneio com semideuses, Apolo havia me falado. Alguns nomes já haviam sido sorteados quando Dumbledore leu em um dos papeizinhos voadores:

– Alfred Arthur Tames

Também já estava esperando que o Alvo me chamasse. Mesmo assim, ainda fiquei um pouco nervoso, não gostava de todas as atenções voltadas para mim. Fui andando até o palco e recebi os parabéns de todos lá presentes.

– Espero que tenha melhorado meu caro Alfred, já esperava seu nome, bem vindo. – Falou Dumbledore dando um pequeno sorriso e apertando minha mão.

POV Dean Winchester

De ontem para hoje parece que o mundo virou de cabeça para baixo. Primeiro aquela voz estranha, segundo meu amigo na enfermaria de Hogwarts, já que caiu inconsciente logo depois do discurso daquela voz de um velhinho rouco, terceiro o comunicado de Dumbledore e quarto o Alfred ser selecionado pelo Cálice de Fogo. Mas confesso que realmente o que mais me surpreendeu foi o fato de jogarmos com semideuses.

Mais do que já ouvi falar desses seres, vivia com um.

Minha mãe teve uma breve relação com Zeus que originou no meu querido meio-irmão Samuel Winchester, como ele vive no Acampamento e eu em Hogwarts, nos encontramos poucas vezes, sempre que possível. Por isso não podia acreditar que jogaria com semideuses.

– Dean? – Diz Saphira chamando minha atenção e me tirando do transe de lembranças com meu irmão.

– Ah, oi Saphi, desculpa, esqueci que você estava ai. Então... Surpreendente o que o Alvo Dumbledore falou, não? – Pergunto, tentando puxar assunto.

– Surpreendente mesmo, imagina o tanto que será incrível esse Torneio, embora ainda um pouco, assustador. Você viu? O seu amigo foi selecionado. – Responde ela animada.

– Seria interessante, sim, eu vi. Pobre Alfred, mal saiu da enfermaria e já foi selecionado, ele odeia ser o centro das atenções. Aliás e o jogo? Como você está? Sei que quase perdemos, mas ainda bem que o Dumbledore encerrou antes de acabar – Digo dando um aceno de longe para Alfred que retribui timidamente.

– Teríamos ganhado se não tivessem derrubado nosso goleiro, estou pronta para uma revanche. – Diz ela um pouco irritada. Provavelmente não queria falar do assunto.

Nossa conversa é interrompida por mais um nome sorteado pelo Cálice:

– Dean Winchester. – Diz o Alvo em alto e bom tom.

Meu coração começa a acelerar de emoção. Não sei se ficava feliz ou preocupado, por isso só deixei um sorriso no rosto, como de costume, e vou andando até chegar ao palco.

– Dean, Dean, Dean, algo me diz que você encontrará um parente próximo nos jogos. – Fala Dumbledore me dando os parabéns.

POV Saphira Deveraux Alvored

O fato de perder o goleiro no meio de um jogo de quadribol que poderia tirar Lufa-Lufa de sua invicta fama de perderora foi no mínimo frustrante. Felizmente haveria uma revanche, é o que espero, se não Dumbledore que se prepare para a pior conversa da vida dele. Ao menos pude mostrar minhas incríveis habilidades de batedora. Até que não foi tão ruim, embora ainda quisesse ter ganhado. Treinei a semana inteira e não deixaria que esse treino fosse em vão.

Agora estava sentada na minha respectiva mesa, rodeada de alunos curiosos se perguntando o que seria tão importante, porém conveniente para nós lufanos, que Dumbledore interrompesse o jogo de Quadribol. Dean estava ao meu lado, pensativo e aparentemente tendo um flashback da sua curta vida de dezesseis anos. Tiro ele do transe e começamos a conversar, quando somos interrompidos, não podia acreditar. Ele foi selecionado para os jogos.

– Boa sorte Dean. Represente muito bem a Lufa-lufa. – Digo dando uma força para ele.

Assim que ele sobe, fico um pouco decepcionada por não ser escolhida. Mas tudo podia mudar, ainda faltavam alguns papeizinhos. A medida que iam sendo sorteados os nomes, nenhum era meu, já tinham alunos de todas as quatro casas lá, menos eu. Faltava somente mais um papelzinho que demorou para ser lido, provavelmente Dumbledore queria deixar um suspense.

– Caros alunos, este é o último papelzinho. Antes de ler o nome mais que merecido a se ingressar nos jogos, deveria ressaltar que este ano os jogos serão com semideuses. Reparei algumas caras duvidosas do que seriam esses seres, já outras, aparentemente conhecem muito bem eles. Semideuses são nada mais, nada menos que filhos de um deus com um humano. Agora sem mais delongas, quem é o último selecionado ou selecionada para os jogos é...

Meu coração começou a bater fortemente de emoção, ansiedade e curiosidade, que nome estaria naquele papel? Seria o meu? Logo minha pergunta é respondida:

– Saphira Deveraux Alvored. – Diz o Alvo com um sorriso no rosto.

Não podia expressar como estava feliz, por isso, tentei ficar indiferente. Fui andando lentamente até o palco, pensando como seria épico esse torneio.

– Bem vinda, querida Saphira. Dizem que guardamos o melhor para o final. Acho que essa frase é mais que certa para você. – Fala Dumbledore me cumprimentando.

– Agradeço a atenção de todos e peço uma salva de palmas para os selecionados. – O diretor retorna a falar com todo o público presente. – Professores, por favor, levem os alunos para os quartos, me deixem a sós com os selecionados e a senhora Minerva.

Obedecendo ao pedido, todos os alunos que estavam sentados nas mesas de suas casas, foram em fila até seus quartos acompanhados dos professores. Alguns estavam estressados por não terem sido selecionados e outros estavam aliviados. Eu não estava nenhum dos dois. Já que fui selecionada, realmente estava muito animada.

– Não é emocionante Dean? Jogar com semideuses, vai ser muito épico.

– É, vou poder rever meu irmão. – Diz ele sem pensar no que falou. Ao perceber ele fica com uma expressão “cara, por que eu disse isso? Não devia ter dito”. Ao menos ele falou baixo.

– Seu irmão? – Eu e seu amigo Alfred perguntamos ao mesmo tempo.

– Ah! Por que as coisas escapolem assim? Ah! Já que não adianta de mais nada esconder, que eu fale logo de uma vez. Minha mãe teve um breve caso com Zeus, um deus grego. Eu já havia nascido, assim, logo veio meu irmão Samuel, ou Sam. – Explica ele baixinho, somente para nós ouvirmos. Logo nossa conversa é interrompida pelo diretor.

– Caros selecionados, o Cálice de Fogo é um objeto de imenso poder, imensa magia e grandiosidade. Se seus nomes saíram lá, é porque todos têm capacidades incríveis, ideias brilhantes e personalidades maravilhosas.

– Esse novo Torneio, que decidimos chamar de Torneio Meio-Bruxo, é de muita importância. Vocês formarão junto com os meio-sangue, três grupos, cada um com um tutor. – Complementa Minerva Mcgonagall.

– Para a melhor segurança, preparo e organização, reservamos uma torre somente para vocês e os semideuses. Sigam-me. – Diz Dumbledore andando para fora do Salão.

Todos os selecionados, incluindo eu, seguimos o Alvo acompanhado da professora Minerva. Eles nos levam para a biblioteca. Lá, Dumbledore tira um livro da seção de jogos falando sobre as diferentes bolas do Quadribol e pronuncia uma palavra meio estranha:

– ανοίγει σουσάμι

POV William Wallace

Ao pronunciar aquelas palavras fico confuso e muito curioso.

– ανοίγει σουσάμι é abra-te de sésamo em grego. – Explica Kristal Andrade.

Logo, a prateleira vai mudando de cor junto com os livros, assim, surge uma passagem.

– Um de cada vez, por favor. – Pede Minerva que entra primeiro no portal.

Todos os selecionados ficaram um pouco receosos, menos Merida Dunbroch, que deu o primeiro passo e entrou confiante naquela passagem, sem medo algum. Assim, decido entrar logo depois.

Não podia acreditar no que estava vendo.

Notas finais
Baixou suspense aqui. E então? Gostaram? Precisamos melhorar algo? Se acharem algum erro, por favor, avisem. Ah, e só mais uma coisa: mesmo não participando da história, comentem! Nós realmente queremos ouvir a sua opinião, leitores fantasmas! O próximo cap será o último capítulo no Acampamento... se é que me entendem. Até o/