Notas iniciais
Olá semi-bruxos, Queria agradecer a todos vocês por mandarem personagens tão carismáticos e incríveis que me ajudam e inspiram a escrever, assim como os comentários. Muito thank you Também gostaria de agradecer a Time Lady uma grande amiga que me auxilia quando preciso :D

POV Elizabeth Miller

Morar no chalé da deusa da sabedoria era quase como viver em uma biblioteca de diversão, as paredes eram feitas de prateleiras todas lotadas com livros dos mais variados gêneros, próximo a elas, haviam puffles, cadeiras e poltronas confortáveis para sentar e relaxar ou ler um pouco, várias mesas com jogos de estratégias, um pequeno espaço circular com o chão feito com uma espécie de mosaico de duas espadas se cruzando com um fundo de escudo para pequenas lutas amigáveis, o teto do tinha uma grande pintura retratando uma batalha épica que a noite se transformava em uma espécie de planetário.

Mas, o que eu mais gostava era de um lugar que encontrei por acaso quando peguei um certo almanaque, ao tirá-lo do local, que ficava exatamente na prateleira 65b da seção de conhecimentos gerais, uma espécie de manivela surgia, ao girá-la no sentido anti-horário (mesma direção apontada por um dos personagens da pintura do teto e o mesmo sentido da maioria dos planetas), uma passagem se abria, lá havia livros secretos, falando dos mais estranhos e interessantes fatos, inclusive sobre bruxos e bruxas de uma escola chamada Hogwarts. Mas não era somente isso, o local era muito bem iluminado, todo esculpido em mármore, tudo seria branco senão fosse uma pequena cascata artificial que jorrava um pouco de água, as poltronas grandes, bonitas e confortáveis, o grande tapete que cobria parte do chão e as belas pinturas que enfeitavam algumas paredes, a maioria ilustrava as grandes guerras já travadas pelos deuses e outros heróis. Por incrível que pareça o lugar que era praticamente abandonado era mais bem cuidado e surpreendentemente não tinha nenhuma aranha, ainda bem.

Assim, passava certa parte de meu tempo lá, não gostava muito de ficar interagindo o tempo inteiro com os semideuses, ainda mais com as filhas de Afrodite e alguns egocentristas, que se acham demais, quando na verdade são uns manés. Bem, a pouco tempo conheci Cristal Campbell, logo no meu esconderijo secreto, sim, ela desvendou o mistério, o que era de se esperar, na verdade era até meio estranho, estar cercada de filhos de Atena, que por natureza eram inteligentes e somente duas semideusas da mesma terem descoberto o mistério do almanaque que envolvia o teto que levava para uma sala secreta, ou como prefiro chamar, o mistério do ATSS.

Desde então vinhamos nos esbarrando de vez em quando e conversando, ou somente lendo, cada uma de um canto da sala. Aqui também conheci o Dylan, Dylan Growing, ele literalmente caiu na mesa onde eu e Cristal lanchávamos, provavelmente jogado por algum filho de Zeus querendo fazer uma brincadeirinha sem graça, a propósito ele era filho de Hades.

Neste exato momento havia acabado de sair do esconderijo depois de terminar de ler um livro sobre um bruxo que estudara em Hogwarts e relatava como era lá, realmente me deu uma certa vontade de ir para lá, mas enfim, agora estava indo encontrar de Cristal e Dylan, para conversar um pouco. Encontrei os dois sentados próximo ao lago.

– Olá pessoal. – Digo chamando a atenção deles.

– Liz! E ai, estava lendo mais algum livro? – Pergunta a garota de lisos cabelos castanhos com uma pequena variação de claro para escuro e belos olhos azuis chamativos, que esbanjavam a sua inteligência.

– Não, claro que não! Vivo no chalé de Atena, encontrei uma passagem secreta que levava a uma série de livros misteriosos e não li nenhum. – Digo em tom de sarcasmo, fazendo ela dar uma pequena risada.

– Na verdade acabei de terminar um sobre aquela escola de magia e bruxaria que comentei com vocês. – respondo acenando para Dylan que havia me dito um olá.

– Ainda não entendo o motivo de colocar livros secretos escondidos logo no chalé de Atena. Afinal, eram para eles serem lidos ou não? – Fala o garoto de cabelos pretos bagunçados, olhos castanhos claros e estatura mediana, controlando a sombra de uma pequena folha que acabara de cair. Assim como Cristal, já havia me acostumado com isso.

Não sei se era para responder ou não, mas damos algumas risadas. Logo somos interrompidos por um barulho semelhante a um trotar de vários cavalos, como não somos nada curiosos (~ironia~) fomos imediatamente ver o que era. Estávamos espantados, Caçadoras de Ártemis, pouquíssimas vezes, pelo que me lembre, cheguei a vê-las, acredito que somente umas duas vezes. Se estavam aqui, alguma coisa séria havia ocorrido ou iria.

– Vamos ver o que é – Sugere Dylan que não podia esconder a curiosidade. Cristal assente com a cabeça, ambos olham para mim esperando uma resposta.

– Podem ir, daqui a pouco eu vou – Digo rapidamente. Logo perco os dois de vista.

Ando calmamente a caminho do meu chalé para descansar um pouco antes da possível reunião com Louis e Ártemis, ficar naquela multidão de curiosos, espremida como uma sardinha num vai para lá e para cá era realmente uma coisa que preferia dispensar e ficar o menos possível. No caminho fico pensando as muitas possibilidades de motivos para a reunião, aquilo não acontecia todos os dias ainda mais hoje, que pelo que eu saiba teria uma caça a bandeira.

Depois de uma hora, um filho de Hermes, Nicolas di Marquês, vai ao chalé chamando todos os que lá estavam de uma maneira “muito calma”

– Gente! Gente! O Acampamento está pegando fogo, temos que sair, correm para as montanhas! Ahh! – Grita ele batendo o que pareciam uma colher de pau e uma panela.

Eu saio calmamente, sabia que uma das habilidades de Nicolas era fazer pegadinhas, o que consequentemente o deixava na lista negra de Louis. Quanto aos outros poucos semideuses que se encontravam no chalé, algum tiveram um leve susto, mas logo viram que era brincadeira.

Chegando ao centro do Acampamento onde todos estavam reunidos, fico em uma das pontas, quanto a Cristal e Dylan, era impossível encontra-los no meio de tanta gente. Desisto de procura-los e dirijo meu olhar para o diretor que começara a falar.

Ao final de seu discurso e das observações de Ártemis estava perplexa. “Cara, como assim? Eu estava lendo um livro sobre bruxos hoje mesmo, na sala secreta e agora vamos jogar com eles?” penso fazendo algumas expressões faciais.

– Wow – Comento para mim mesma por fim.

Logo depois surge Poseidon e seu Cálice, sinceramente fiquei curiosa para saber o gosto do mar primordial, será que ele era mais salgado que o mar normal? Bem, isso não vem ao caso. Sentia meu coração quase pular para fora, se fosse selecionada conheceria Hogwarts, porém o que poderia acontecer durante os jogos era inesperado. Respiro fundo e espero com uma aparência indiferente o primeiro nome.

– Akisha Assfly – Diz Poseidon lendo o papelzinho que saíra com formato de peixe do Cálice.

Vejo uma caçadora de aparência solar subir na bancada. Achei bastante interessante uma caçadora participar do Torneio. Do Cálice, sai mais um papelzinho com o nome de um filho de Quione, Liam White. A cada papelzinho era um alívio e uma ansiedade, curiosidade e apreensão para o próximo.

Quando Poseidon abre o terceiro papel que vai nadando no ar até suas mãos, não podia acreditar.

– Elizabeth Miller

Foi tudo que ouvi até todos os semideuses dirigirem seus olhares para mim, isso me deixou muito desconfortável, não gostava de todas as atenções voltadas para mim, tinha uma sensação meio estranha. Mesmo assim, fui andando até o palco. Quando recebi os parabéns de todos que lá estavam, logo vejo a Ártemis vindo em minha direção.

– Sua mãe tem te observado, pediu para eu lhe mandar os parabéns pela descoberta da sala secreta. – Diz ela, antes que pudesse pensar em qualquer coisa, um sorriso sai de meu rosto.

POV Cristal Campbell

Era mais um dia como qualquer outro, foi o que pensei quando acordei. Dei um bom dia para minha coruja, que havia ganhado de minha mãe, hoje ela estava um pouco temperamental, o que era raro, já me fazendo duvidar de que esse dia seria realmente como qualquer outro.

Deixei de filosofar e levantei, fui uma das primeiras a acordar. Após ler mais da metade de um livro sobre a batalha épica entre romanos e gregos, sai do chalé para respirar um ar puro.

Lá encontrara Nicolas Di Marquês, provavelmente preparando mais uma de suas travessuras, me lembro de certo dia em que ele colocou um barril de melado em cima da porta do diretor, o resultado foram um batalhão de formigas andando por Louis que estava quase um picolé de açúcar derretido. Ao me ver acenou e eu retribui, ele andou em minha direção.

– Olá senhorita intelectual

– Oi – Digo eu tentando evitar. Isso poderia soar um pouco anti-social, e realmente eu pareço, mas é só aparência mesmo, com meus amigos sou bem divertida.

– Então, o que você acharia de um homem pena? – Pergunta ele com um sorriso, sinalizando que faria uma pegadinha.

– Se for mais uma de suas pegadinhas, sinceramente, te desejo boa sorte, vai precisar. –Respondo dando um pequeno sorriso no final.

Ele dá uma pequena risada e continua com seu plano. Seria divertido observar o que iria acontecer, mesmo sabendo que o resultado não seria um dos melhores. Nicolas coloca um balde cheio de uma espécie de cola preta em cima da porta da casa do diretor Louis e um cobertor de penas no chão, logo se esconde atrás de um arbusto esperando acontecer. Nesse mesmo instante Louis aparece caminhando pelo acampamento, percebe a pegadinha armada e diz

– Nicolas Di Marquês, eu sei que você está ai e quero que fique sabendo que dessa vez não deu certo, hahaha – Grita o diretor com todo seu senso de humor embora o cansaço aparente de alguém que ficara acordado um bom tempo por algum motivo desconhecido.

– Ah não! Essa entraria para a história, seria épica. – Lamenta Nick saindo do arbusto.

Deixo os dois discutindo no que parece mais um show de comédia do que uma discussão e vou para o lago ficar um pouco sozinha, pensar ou quem sabe ler um livro que deixei dentro de um buraco protegido no tronco de uma árvore. Mal se passa meia hora e vejo Dylan vindo em minha direção. Ele era um pouco excluído pela maioria dos semideuses, não sei se por causa de seus poderes, ou do seu jeito de ser, o que não entendo muito bem, ambos eram bem legais.

– Olá senhor sombrio, vai um livro? – Digo olhando para ele.

– Oi. — Ele retribui com uma risada — Claro, por que não? – responde pegando um livro de ficção.

Logo depois chega Elizabeth, uma semideusa, filha de Atena como eu, de cabelos castanhos levemente ondulados e olhos de mesma cor.

Após todos conversarmos e vermos as caçadoras de Ártemis, fui junto de Dylan tentar descobrir o por que da vinda delas, infelizmente sem nenhum sucesso. Nisso já haviam se passado algum tempo, logo apareceu Louis nos chamando para a reunião no centro do Acampamento.

O que ele e Ártemis falaram foi... foi... sem palavras para descrever, jogaríamos com bruxos? Bruxos? Aqueles que eu li nos livros da sala secreta? Não podia acreditar. E ainda mais quando surgiu Poseidon com o Cálice do mar sorteando como primeiro nome o de uma caçadora e o terceiro da minha amiga, Liz, que não consegui encontrar no meio da multidão.

O quarto papelzinho em formato de peixe estava a caminho das mãos de Poseidon, a única coisa que podia sentir era ansiedade e apreensão, meu coração batia mais que uma bateria. Mesmo assim ainda consegui lembrar que Dylan também estava lá e dei uma olhada para ver sua cara, não sou especialista em análise de faces, mas acho que ele estava um pouco nervoso e pasmo.

– Dylan Growing. –Diz Poseidon lendo o papelzinho que mal percebi que já havia chegado em suas mãos.

Quando olhei para Dylan ele parecia nervoso com aquela multidão olhando para ele, mesmo assim prosseguiu até o palco, onde recebeu os parabéns de todos lá presentes e ficou ao lado de Liz, que estava surpresa com tanta coincidência, ambos estavam um pouco nervosos com todos olhando. Analisando a situação, havia me esquecido que o sorteio ainda estava ocorrendo, só saio de meu transe quando ouço.

– Cristal Campbell.

Mesmo estando com um pouco de medo, estava ainda mais animada, ficaria com meus amigos em um Torneio único, claro que tudo poderia acontecer nesse jogo, qualquer coisa mesmo, mas e dai? Logo Ártemis vai a meu encontro

– Atena também pediu para eu lhe mandar os parabéns. – Diz a deusa da caça com seu ar de heroísmo e sai. Fico sem entender muito bem do que ela estava falando.

– Ela está falando da sala secreta. – Cochicha Liz no meu ouvido percebendo minha dúvida.

Não sei, mas tinha a impressão que esse Torneio seria muito interessante.

Notas finais
Espero que tenham gostado :D Algo precisa ser melhorado?