Notas iniciais
Olá meio-bruxos, Como vão? Sei que esse capítulo demorou para ser postado, na verdade a previsão eram mais povs para ele, mas acho que seria melhor reparti-lo ao meio já que demoraria mais para postar se fosse colocar tudo previsto em um só capítulo. Então, sobre a prévia desse capítulo, tem algumas coisas que passaram para o próximo. Além disso, a Mostra Cultural da escola, provas, tarefas e trabalhos estão ocupando bastante nosso tempo, então não dá para escrever muito. Desculpem, realmente demos o nosso melhor para postar o mais rápido possível mas, realmente, não deu certo. Espero que o capítulo, mesmo não sendo o que vocês e nós esperávamos, fique aceitável, boa leitura :D

POV Luke Foster

Sabe quando alguém se esquece de um detalhe extremamente importante e só se lembra na última hora? Pois é, foi tipo assim comigo. Eu sabia que o Baile de Primavera ou Verão ou Outono ou Inverno ou sei lá, estava chegando, mas só me lembrei que eu tinha que convidar alguém um dia antes. A questão agora era, quem eu convidaria? Talvez aquele garoto que controla o gelo pudesse fazer uma acompanhante para mim... não, não, eu iria pegar um resfriado.

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Minhas mãos suavam frio enquanto me dirigia à biblioteca da the Night Curse. Sabia que Savvy estaria lá, e o que eu estava prestes a fazer era uma das coisas mais difíceis que eu já fiz na vida: convidá-la para o baile. Ela podia dizer sim, e então eu realmente ficaria feliz. Mas também podia dizer não, e então nossa amizade acabaria e ela iria me odiar para sempre e o mundo iria explodir... no sentido figurado, o que quer dizer que não é literalmente e... ah! você entendeu.

Estava tão distraído que mal percebi que havia chegado à biblioteca — e que havia uma pilha de livros perto da mesa onde Savvy estava. Resultado: eu caí incrivelmente, e com incrivelmente eu quero dizer da maneira mais vergonhosa possível, ou seja, os livros caíram em um efeito dominó dois em cima da minha cabeça e o logo depois eles foram atingidos pela minha cabeça quando cai mais umas sete vezes tropeçando no que tinha pelo caminho.

No final do meu belíssimo espetáculo a Savvy logo me ajudou a levantar, mas não conseguiu conter o riso. Senti meu rosto ficando vermelho.

– Não tem graça. — digo, sério, e ela para de rir.

– Me desculpe, senhor estressado. — ela retruca, e volta seu olhar ao livro que estava lendo antes de eu chegar. Esfreguei as palmas das mãos, que estavam parecendo as Cachoeiras do Niágara, na calça, na esperança de que secassem.

– Então... — comecei, mas não sabia como fazer isso. Iria apenas perguntar? Tinha que falar mais alguma coisa? Tinha que ser uma questão de múltipla escolha? — Sei que somos amigos há muito tempo, então... o que você achar, de, bem, tudo bem se não quiser... mas, será que, tipo, de uma forma talvez informal de se falar... ou talvez literal... – Ela estava começando a me encarar com uma expressão de estranhamento – Você quer ir ao baile comigo?

Não sei se foi impressão, mas ela pareceu ficar muito feliz por um momento — e então voltou àquela expressão de despreocupação de quando estava lendo, como se a pergunta não fosse grande coisa. Mesmo assim, não pode deixar de esboçar um sorriso. De qualquer forma, ficar esperando por uma resposta me deixava um pouco nervoso, será que ela já tem um par?

– É, acho que seria legal. — ela diz por fim, acabando com a minha tensão. Então sorrio enquanto me sento ao seu lado e então passamos o resto da tarde lendo “Poções e Feitiços Avançados Para Bruxos Estudantes”.

POV Nicolas Di Marquês

Neste momento, lá estava eu na área de refeições da Night Curse comendo banana split com bastante chantilly. Digamos que meu plano infalível de chamar a Malu para o Baile falhou, quer dizer, não que eu quisesse um par, mas dançar valsa sozinho, sendo que nem ao menos você sabe um único passo, é meio... bem, acho que deu para entender. Ao menos eu não seria o único, aparentemente, a Malu e o Peter também não teriam par.

– Hey cara, tudo bem com você? Está parecendo um buldogue inglês com dor de barriga. – Diz uma pessoa que aparece de repente, a senhorita Calmon.

– Sim claro, porque buldogues com dor de barriga comem sorvete. – Digo em tom de ironia.

– Obviamente, e muito, devo dizer. – Responde ela com uma voz sarcástica se sentando numa cadeira em frente ao balcão. – Enfim, não vim aqui pedir doação de sorvete, até porque eu posso ter o meu próprio sorvete. Vim aqui para questionar o que realmente foi aquilo lá no topo da Night Curse.

– Uma palavra cara: zoeira.

– A zoeira é algo inevitável, faz seu tipo...

– Epa, epa, epa... só meu? – Questiono com um sorriso no rosto.

– De praticamente quase todo mundo. – Admite ela, mas eu continuo a encarando. – Está bem, está bem, a zoeira também está ao meu lado.

– Assim está melhor, enfim, colegas de zoeira de novo?

– Colegas de zoeira de novo.

E assim passamos algumas horas lá no refeitório rindo e fazendo guerra de feijõezinhos de todos os sabores.

POV Alvo Dumbledore

Tudo por um pequeno momento estava quieto, tirando o fato da forte chuva com relâmpagos, nada de reuniões, corujas com cartas, reclamações, visitas e imprevistos, estava somente eu em minha sala olhando para uma das prateleiras com livros, porém, não estava descansando, minha cabeça estava pesada, cheia de pensamentos confusos e preocupações. Precisava, clarear a mente, não pensei duas vezes em ir para a penseira. Mas, como disse tudo por um pequeno momento, e esse momento acabou nesse exato instante.

– Dumbledore! – Grita Louis que abre a porta de repente me dando um leve susto. – Acho que você vai querer ver o que está acontecendo agora no Olimpo.

Não hesito antes de abrir a passagem secreta para o Olimpo bem escondida atrás da prateleira, logo depois de Louis eu entro. Todos os deuses principais estavam reunidos em volta de um objeto que estava brilhando bastante em vários tons de verde que variavam para vermelho.

– O que está acontecendo?

– O Cálice de Poseidon, ele está... como dizer? Ligado. – Explica Atena.

– O que significa que...

Antes que Louis pudesse completar sua conclusão, o Cálice do Deus do Mar libera clarão vermelho que avança pela sala inteira. Quando enfim abro os olhos percebo que no chão, ao lado do objeto milenar estava um pequeno envelope, todos olham atentamente para o pedaço de papel até que Zeus toma a iniciativa para abri-lo e ler o que tinha dentro. Ele dá uma olhada, porém não responde nada, só fica ali admirando a pequena carta com a pele já pálida.

– E ai? Vai querer falar para a gente ou terei que toma-lo da sua mão e ler eu mesmo? – Ameaça Hades, pelas poucas vezes que o vi, percebi que não tem lá uma boa relação com Zeus nem Poseidon.

– Ashley Bradley.

Quando o deus dos céus pronuncia esse nome, Hades e Poseidon também ficam pálidos. O que quer que aquele nome significasse, de fato já se deparou com os Três Grandes. Depois de um grande tempo em um silêncio perturbador, Apolo, que até em tão não tinha dito uma palavra se quer, decide se impor.

– Claramente seja lá quem for essa Ashley, ela foi convocada para o Torneio.

– Mas o sorteio de nomes já acabou, não? – Questiona a deusa da sabedoria.

– De fato, nunca sabemos quando uma profecia termina. Ninguém disse que o sorteio havia acabado, certo?

– De fato. – Concorda Atena se lembrando do dia da seleção.

– Mas de qualquer forma, por que esse nome só saiu agora? – Pergunto, afinal, era estranho um único nome só ter saído quando já havia se completado a primeira prova do Torneio.

– Isso eu não sei como responder, não sou o deus do tempo, sou o deus das profecias. E pelo que eu saiba, não tem um tempo certo para uma profecia acabar, a menos é claro, que ela diga isso. O que não foi o caso. – Devo admitir, Apolo é de fato o deus das profecias, então, não adianta questionar, mas também, não sei se foi impressão, mas suas respostas estavam... elaboradas demais.

– Apolo tem razão, mas de qualquer jeito, onde vamos achar essa tal de Ashley?

– Bem, acho que ou Zeus ou Poseidon ou Hades podem dizer para a gente. – Responde Ártemis desconfiada.

– Se está insinuando que ela seja filha de algum de nós, não ela não é. – Alega Poseidon.

– E então, o que ela tem haver com vocês? Alguma coisa tem, eu sei. – Questiona Atena.

– Aquela pirralha, aquela experiência má sucedida estava me deixando louco. – Resmunga Zeus.

– Como se você já não fosse. – Comenta Hades e seu irmão lhe dá um olhar da morte. – Enfim, para encurtar a história, mandamos ela para o acampamento Meio-Sangue, acho que Louis se lembra disso.

– Ah sim, aquela garotinha demoníaca que quase destruiu a minha casa no acampamento. – Diz o diretor se relembrando. – Bem, depois que ela saiu, não tenho mais notícias dela.

– Então, quer dizer que não tem como saber onde ela está. – Concluo por fim.

– Na verdade tem sim meu caro amigo bruxo. Se ela faz parte da profecia, logo receberá o recado. Posso me encarregar disso, até amanhã ela estará em Hogwarts. – Diz o deus das profecias.

– Tudo bem, agora vamos para o nosso próximo assunto: Morfeu, conseguiu convencer o garoto? – Pergunta Zeus olhando para o deus dos sonhos, depois de todos voltarem as posições iniciais, como se nada tivesse acontecido.

– Infelizmente, não, tive que lançar uma pequena maldição para impedi-lo.

– Me desculpem senhores, mas isso já está virando um abuso. – Digo me impondo levantando da cadeira e pondo as mãos na mesa.

– Dumbledore, ainda não é a hora certa. – Retruca Apolo de uma forma serena, como se aquilo fosse algo normal.

– Não é a hora certa? Não é a hora certa?! Desculpem senhores, mas muitas vidas estão e jogo, literalmente!

– Dumbledore, meu caro, acredito que Apolo sabe bem o que está fazendo, afinal, ele é especialista nisso muito antes de você mesmo nascer. – Argumenta Hera em um tom meio sádico, ela não me parecia uma boa deusa, mas, por fim, prefiro ficar quieto, afinal, de que adiantaria contrariar os deuses, se depois de qualquer modo não poderia contar nada aos jogadores?

A reunião acabou por volta das sete da noite. Assim que eu e Louis atravessamos o portal a única coisa que conseguia pensar num momento era descansar até amanhã com a chegada da nova jogadora no dia seguinte.

POV Ashley Bradley

Nada que um portal não resolva para me fazer chegar exatamente em ponto no horário marcado com o tal diretor Dumbledore. Enquanto estava a caminho de Hogwarts, fiquei me lembrando dos tempos em que passei com os meus amigos no Acampamento Meio-Sangue, não que eu tenha o coração mole, mas lembranças são inevitáveis.

Assim que a carruagem exclusiva pousou na terra bruxa, pude ver um senhor de idade avançada com uma notória barba longa e branca.

– Olá minha cara Ashley, me chamo Dumbledore. – Diz o sujeito com um sorriso sereno enquanto aperta a minha mão e logo vamos andando pelo gramado em direção a uma Torre. — Como vai? A viagem foi interessante?

– Olá, prazer. – Digo tentando parecer educada. – A viagem foi bastante satisfatória.

– Creio que Apolo deva ter contatado você.

– Sim, ele falou comigo. Então... quer dizer que eu... realmente, estou no torneio? –Pergunto fazendo uma expressão de surpresa.

– Claro minha cara. Bem-vinda ao Torneio Meio-Bruxo. Confesso que fiquei mais impressionado que você com a notícia, um nome saindo assim, depois do sorteio. Algo totalmente inesperado, mesmo que seja uma possibilidade. – Sem saber o que responder, apenas tento dar um sorriso simpático.

– Então, quando vou poder me juntar aos outros participantes? – Questiono ao chegarmos à frente da torre.

– Agora mesmo. – Responde ele abrindo a porta e quando vejo, todos estavam reunidos tomando café da manhã, contudo, ao perceberem o barulho da porta, logo voltam seus olhares à Dumbledore e à mim. Confesso que fiquei surpresa ao ver meus colegas do Acampamento. – Caros participantes, hoje trouxe à vocês a mais nova integrante do Torneio : Ashley Bradley, seu nome foi sorteado alguns dias depois do sorteio. Provisoriamente ela ficará no grupo de Hécate. Agora sem mais delongas, uma salva de palmas para a nova jogadora!

Enquanto desço os poucos degraus em direção à mesa onde se encontravam meus amigos a única coisa que consigo ouvir são bateres de palmas, além de ver alguns rostos confusos.

Uma coisa era certa: tudo estava saindo como o planejado.

Notas finais
Se houver algum problema relacionado à ortografia desculpem, vou tentar conferir semana que vem. E ai o que acharam? Por favor, comentem, sei que os capítulos estão demorando para serem postados e peço desculpas. Mas não deixem de comentar, isso incentiva bastante. Bem, como esse não é o capítulo inteiro previsto, alguma frases que estão como prévia desse capítulo, passarão para o próximo. Vale ressaltar que a segunda e terceira prova estão chegando, e infelizmente, terei que, como vários outros autores, dar um ponto final em alguns personagens, por mais que seja difícil. bye o/