Notas iniciais
Hey semi-bruxos Primeiramente: é isso mesmo, não abandonamos vocês leitores Segundamente: SORRY, SORRY, SORRY, desculpa mesmo pela demora, digamos que juntou bloqueio criativo com final das aulas e muita coisa para escrever, então, foi por isso que demorou, desculpaaa. Espero que desfrutem e se divirtam com o capítulo :D Eu e a Lady gostaríamos de agradecer pela recomendação Mrs Padfoot Lady) GENTE SUA LINDA MARAVILHOSA MEUS DEUSES AFSDAFSDAFSDAFS EU TE AMO MUITO OBRIGADA OBRIGADA OBRIGADA PELA RECOMENDAÇÃO MARAVILHOSA EU TROCARIA METADE DA MINHA SALA POR VOCÊ! UM SUPER ABRAÇO! Luna) Contenha-se minha jovem Lady.... AH QUEM EU TÔ QUERENDO ENGANAR? VERY VERY VERY VERY THANK YOU PELA RECOMENDAÇÃO, TAMBÉM TROCARIA METADE DA MINHA SALA POR VOCÊ ^^ QUE CONTINUE O TORNEIO! 1ª PROVA - PARTE III

POV Dylan Growing (semideus)

No começo, achei que seríamos o grupo mais invicto por perdas, porque sinceramente aquela prova com pégasos e o pomo de ouro que Zeus fez foi sobrenatural. Afinal, o que era natural agora? Enfim, o fato era que o grupo de Hécate ganhou uma prova, ou melhor, a prova de Poseidon.

Tínhamos grandes possibilidades de ganhar essa prova com o Peter e a Malu no nosso time, mesmo que as vezes tivesse um certo receio, devido a lerdeza herdada do pai (sem ofensas, é claro). Agora iria iniciar-se a terceira parte da primeira prova, ou como gosto de chamar: a missão quase sem volta.

– Certo, meus caros selecionados, devo dizer que foram muito bem até agora. Enfrentaram os desafios com destreza e bravura. Me sinto como se estivesse no primeiro Torneio Tribruxo de toda a história. – Comenta Dumbledore, não escondendo a animação e o sorriso de orgulho. — E nada como mais uma prova a altura, com um visual um tanto... diferente.

Não gostaria que essa parte chegasse tão cedo. Agora iríamos para o pior lugar do universo, em minha tão sensata opinião: o Submundo. Sei que sou filho de Hades, mas o fato de me aproximar dessa forma do meu pai, causador de tanto ódio, literalmente, porque isso era um dos trabalhos “maravilhosos” dele, me deixava um tanto inquieto.

– Como sabem, agora terão que chegar até Hades, no Mundo Inferior. Espero que tomem muito cuidado, pois só poderá sair de lá quem encontrar o deus. – Completa Louis preocupado. Avisaram que teríamos dez minutos para descansar da fase anterior. Durante esse tempo estava reunido com meu grupo.

– Acho que me devem os parabéns, sabe, não é fácil pegar a bandeira de outra pessoa, ainda mais de uma caçadora de Ártemis. – Disse o filho de Hermes, que estava bufando de cansaço.

– Como se o fato de eu ser filha de Poseidon não ter ajudado em nada – Ressalta Malu.

– Todos foram muito bem, se bem que... – Liz começa a falar, até que acha melhor voltar ao assunto principal. – Melhor não. Enfim, o que quero dizer é que precisamos pensar na prova que vai ter agora.

– Tenho a leve impressão que esse tal Mundo Inferior me é muito familiar. – Comenta Peter bebendo uma garrafa d’água.

– Olha, se você tivesse ido ao submundo ia precisar de a ajuda de um deus para sair. E todos sabemos que deuses são super prestativos e tudo o mais, mas acho difícil isso ter acontecido. – Fala a filha de Atena. Mesmo assim, Peter continuava pensativo. Aquele lugar realmente fazia parte de alguma lembrança esquecida dele.

– Não sei se é uma boa ideia irmos lá. – Resmungo por fim.

– É incrível como um filho de Hades não quer ir à casa do pai. – diz Nicolas, dando um pequena risada.

– Dylan, claro que não é uma boa ideia ir ao Mundo Inferior, lá é onde ficam todos os mortos e todos os monstros conhecidos e desconhecidos, mas nós não temos muita escolha. – Fala Savvy olhando para mim. Era incrível como em poucos dias ela havia aprendido tanto sobre a mitologia grega.

Por fim, achei melhor ficar calado e esperar até o começo da prova. Já haviam se passando dez minutos e um portal totalmente negro havia se aberto para o submundo. Cada grupo foi entrando bem devagar no portal, como se estivessem indo para morte, se bem que era isso mesmo que estávamos fazendo.

Após todos entrarmos Dumbledore diz alguma coisa como um “boa sorte” e o portal se fecha. Notei que dessa vez não havia plateia. Dumbledore não devia estar brincando sobre o "não sair a menos que encontre Hades". Meus batimentos aumentaram e eu respirei fundo. Acho que não precisaríamos só de sorte. E repito mais uma vez, não gostava nem um pouco daquele lugar. Era totalmente hostil, tudo ao meu redor era praticamente cinza, com alguns tons de vermelho e preto, resumindo escuridão, além, é claro, do ar semelhante ao rarefeito devido a tantas almas penadas que vagavam por ai. O lugar parecia ser a própria morte, apenas aguardando que você entrasse. E era apenas isso que eu conseguia enxergar ao entrar ali. Morte.

Chegamos em uma praia feita de vidro quebrado de frente ao rio Estige, o maior rio do Mundo Inferior, como estava escrito no livro que por incrível que pareça ganhei do meu pai. Um coveiro semelhante a um esqueleto estava em cima de um barco nesse rio. Devia ser o Caronte.

– Ora, ora, ora, o que temos aqui, belas almas vivas. O que vieram fazer aqui no submundo? – Pergunta o Coveiro.

– Até parece que você não sabe. Será que dá pra nos levar até o outro lado do rio? – Fala Merida impaciente, e o semi esqueleto dá uma risada.

– Garota tola, não atravesso ninguém de graça. Quero quatro dracmas. – Exige ele.

– Ah, é só isso. Acho que eu tenho aqui. – Diz Amélia pegando quatro daquelas moedas do bolso da calça dela.

– Por pessoa. – Completa ele.

– O QUE? ISSO É UM ABUSO! – Reclama Dean que estava ao lado de Amélia.

– QUE ABSURDO É ESSE? — Malu grita, inconformada. — ACHA QUE NÓS SOMOS RICOS, É?

– É pagar ou largar. — Caronte diz, sem alterar sua expressão. – Ou melhor, é pagar ou ficar aqui pelo resto da vida, ou morte, se é que me entendem.

– Aliás, porque estamos aqui discutindo com essa coisa subdesenvolvida, se podemos atravessar o rio? – Pergunta Katryna do grupo de Ártemis.

– Não! É quase impossível sair do rio. – Digo em voz alta.

– Esse rio pode lhe conceder a invulnerabilidade, mas apenas se você conseguir sair. Alguns dizem que é como se seu corpo estivesse derretendo. É preciso muita força de vontade para sair. Portanto, sugiro que ninguém faça isso. – Explica Liz que estava procurando algumas dracmas no bolso.

Logo todos os semideuses estavam procurando dracmas no bolso e nos calçados, porque além de nos bancar, teríamos que bancar os bruxos, que mal sabiam o que eram dracmas.

– Eu tenho sete. – Afirma Liam.

– Dez dracmas. – Conta Cristal.

– Doze. – Diz Stephen.

– Quinze – Fala Nicolas.

Acabou que contamos oitenta e oito dracmas, o que já era alguma coisa, embora precisássemos de noventa e seis. Isso significa que duas pessoas ficariam para sempre no Mundo Inferior, a menos que alguém achasse mais algum.

– Então, acho melhor adotarmos uma política de escolha. Acho que podia ser em ordem alfabética. – Sugere Dean.

– Não, primeiro as damas. – Contesta Malu.

– Acho melhor os com deficiência de memória primeiro. — Sugere Peter.

Logo tudo vira uma confusão, todos estavam discutindo quem iria primeiro até que achei mais dois dracmas no meu bolso. Faltavam seis.

– Achei mais cinco! – Afirma Halle que acabara de vasculhar seu outro bolso.

– Que sorte. – Comenta Hiccup.

– ACHEI UM! — grita Cristal, e todos suspiramos aliviados.

– Graças a Tique! – Suspira Nicolas aliviado. — Só pra constar, eu nunca deixaria meus companheiros de time para trás.

Todos concordaram e então entregamos as moedas à Caronte. A travessia pelo rio não foi a das melhores, levando em conta que o pequeno barco estava com excesso de peso e ameaçava cair a cada minuto. Quando chegamos ao outro lado não podia deixar de agradecer a Tique pela sorte de todos termos saído intactos, pelo menos a maioria...

– Acho que eu não estou me sentindo bem... – Comenta Luke totalmente enjoado indo em direção a um arbusto.

Só agora que havíamos reparado os gigantescos tanques de guerra peludos que olhavam para nos esperando alguma reação. Eram cães infernais.

– Esse será o nosso transporte? – Questiona Halle com um olhar meio desconfortável para os cães.

– Como se não bastasse cair no submundo e perder todas as minhas dracmas ainda tenho que andar numa coisa dessas? – Reclama Hiccup.

– Veja pelo lado bom, tem dois para cada grupo, ao menos não sofreremos com superlotação. – Comenta Liam dando uma indireta para o Caronte que acabara de ir a outra margem do rio.

Ainda não entendo o preconceito que alguns tinham com cães infernais, eles eram umas graças. Claro que eram letais e sanguinários, e provavelmente não é aconselhável comer uma picanha na presença deles a menos que queira perder um braço, mas também eram amigáveis, era só trata-los da maneira certa.

Assim, todos os grupos montam em seus respectivos cães seguindo caminho para o que seria o Palácio de Hades. A cada vez que nos aproximávamos tinha uma sensação estranha, vozes na minha cabeça o tempo inteiro diziam coisas como “mate”, “vingue-se de todos aqueles que te rejeitaram”, era perturbador. Assim, preferi passar a maior parte do tempo calado, me controlando.

– Dylan, você está mais estranho que o normal, o que foi? – Pergunta Liz que segurava firme no pescoço do cão.

– Não é NADA... quer dizer, não é nada não.

– Okay então... – Diz ela voltando seu olhar de estranhamento para a trilha.

POV Hiccup Handoock

Com tanto lugares para ir, tinha que logo ser o SUBMUNDO? Casa daquele deus imundo da morte, Hades. Fico me perguntando se isso era um Torneio ou uma missão suicida. Já estava quase certo da segunda opção. Afinal, acho que nenhum diretor de uma competição mandaria seus jogadores para um lugar sem volta em sã consciência.

No momento, meu grupo juntamente com os outros que estavam um pouco a frente, passávamos por um rio peculiar, tinha de tudo dentro dele: buquês de rosas murchas, documentos rasgados, troféus quebrados...

– Esse deve ser o rio Aqueronte, dos sonhos mortos. – Supõe Amélia Brave. Todos ficamos a observar o rio enquanto aquelas bolas de sangue nos atravessavam por ele.

– Ei, o que é aquilo ali? – Pergunta Akisha apontando para alguns pontinhos pretos que vinham em nossa direção e já empunhando sua arma.

– Espero que não seja o que estou pensando... – Disse Katryna pegando sua varinha e ficando em posição de ataque em cima do cão infernal.

– E o que exatamente você está pensando? – Pergunto curioso empunhando meu martelo de cobre-tartariano.

– Demetadores. – É a única coisa dita por Merida que também pega sua varinha.

Aqueles pontos pretos a medida que se aproximavam se transformavam em uma espécie de fantasmas pretos sem rosto sedentos em obter alguma coisa a qualquer custo. Confesso que eram um pouco assustadores. Uma dessas criaturas já estava bem próxima do meu grupo.

– Expecto Patronum! – Pronuncia a garota de cabelos ruivos rebeldes mirando sua varinha nele. Logo um feixe de luz prateada vai em direção ao dementador. Essa luz se transforma em algo mais brilhante, uma espécie de figura, no formato de um animal semelhante a um porco espinho que faz a criatura das sombras afastar-se. Na minha opinião, isso foi fantástico. Até que ter um pedaço de madeira mágico não seria má ideia.

Quando observei ao meu redor, os bruxos de todos os grupos começaram a fazer a mesma coisa, miraram suas varinhas no enxame de dementadores. Muitos conseguiram liberar o raio de luz que logo se transformava em um animal. Tinha de tudo: equidna, águias, cisne, fênix, cavalo, cobra e até tartaruga. Todos atacavam os dementadores que rapidamente se afastavam. Outros bruxos não conseguiam liberar seu animal, ou patrono, segundo a Katryna. Esses bruxos pareciam se esforçar para se lembrar de alguma coisa, como quando você esquece uma palavra na ponta da língua, e não consegue se lembrar de jeito nenhum.

O fato agora era, os semideuses eram inúteis no momento, nenhuma arma que tínhamos podia deter esses fantasmas. Por isso a maioria de nós ficou atrás dos bruxos, já que segundo os mesmos, essas criaturas sugavam todas as suas lembranças felizes e depois toda sua alma. O enxame de dementadores parecia diminuir a medida que os bruxos invocavam seus patronos. Só faltava mais um. Este tinha alguma coisa de diferente dos outros. Era mais forte.

POV Nicolas Di Marquês

– Nicolas cuidado! – Avisa Malu apontando para um dementador ao meu lado. Senti minhas lembranças sendo sugadas, sinceramente, que eu saiba eles não eram vampiros. Mas enfim, o fato era que estava perdendo as forças, era uma sensação horrível. Caí de joelhos, mas felizmente empunhei minha espada e passei por aquilo que parecia ser o pescoço dele... mas nada aconteceu.

Logo, Savvy, a menina de treze anos da Grifinória me vê com o fantasma esquelético e libera um cavalo de luz de sua varinha com as palavras “expecto patronum”. O dementador se afasta e, quando o faz, foi como se eu nascesse novamente.

– Graças aos deuses – Digo aliviado, me levantando.

– Sua anta, dementadores só morrem com o feitiço do patrono. – Explica a menina que volta a combater o restante das criaturas. Dessa vez, seu cavalo detém três dementadores de uma vez.

– Para de humilhar, já não basta me acordar com um banho ainda tem que ser melhor no feitiço do patrono. – Reclama Luke para a menina que dá um sorriso. Logo ele consegue liberar seu patrono, que era um hipogrifo na direção de um dementador que estava se aproximado de Peter.

Dessa vez, a garota da Grifinória faz seu patrono derrotar cinco dementadores de uma só vez, como se aquilo fosse um simples jogo, se bem que, na verdade isso era mesmo um jogo.

– Esse feitiço que detém essas criaturas só acontece quando os bruxos se lembram de alguma emoção forte, como a felicidade especialmente. – Explica Dean que estava atacando um dementador com sua águia careca.

Tudo estava prestes a acabar, do enxame inteiro de dementadores só faltava um, o restante havia sido detido pelos bruxos, tanto do grupo de Atena quando do de Ártemis e Hécate.

Mesmo cansados com tanto feitiço, os bruxos, após trocarem olhares uns com os outros, liberam juntamente seus patronos da ponta de suas varinhas. Um raio gigantesco de luz corre rapidamente em direção ao último dementador que tenta desviar sem êxito. Cerca de dez animais feitos de pura energia positiva atacam o fantasma gerando um forte clarão que se propaga por vários metros, causando um pouco de agitação nos cães infernais que já estavam ociosos com a batalha, mas nada muito prejudicial. Todos fecharam os olhos e ao abrirmos novamente, não havia mais se quer um sinal de dementador.

Assim continuamos a seguir caminho para o Palácio de Hades. Dessa vez os três grupos, que estavam andando juntos até o momento, se separam indo cada um para um caminho distinto, mas que ambos levavam ao Palácio de Hades.

POV Saphira Deveraux

Aquele enxame de dementadores havia me deixado muito cansada, deter tantos assim era dose para leão, se é que me entendem. Agora estávamos passando por mais uma parte de um rio. Comecei a sentir ainda mais cansaço. O que mudaria se eu me deitasse ali e apenas desistisse? Se deixasse o rio me levar? Essa sensação me incomodou, pois não era nada normal, eu não desisto fácil das coisas. Estava ficando seriamente preocupada.

– Acho que esse deve ser uma parte do rio Cócito. – Afirma Cristal Campbell olhando para ele montado no cão infernal que agora estava mais calmo.

– E o que seria exatamente ele? – Pergunto

– Dizem que ele é o rio das lamentações, é normal passar por ele e sentir um leve desconforto, mas piora quando se pula dentro dele. – Explica ela. Ao menos agora minha sensação estranha estava justificada.

– O mundo da mitologia grega é bem estranho. – Afirma William. – Um rio da desistência, submundo, monstros, tártaro...

– O mundo bruxo também é bem estranho, por que raios alguém chamaria alguém sem magia de trouxa? E por que as escadas são tão bipolares? Uma hora elas estão aqui e outra elas estão no sentido contrário. – Diz Halle gesticulando com as mãos.

– Bem, isso é um pouco complicado de se explicar... – Fala Kristal Andrade.

Conversamos mais um pouco sobre a diferença entre nossos mundos e chegamos a conclusão que mesmo sendo de mundos opostos, havia uma ligação entre os dois mundos. Ambos tinham coisas muito estranhas, mas mágicas.

Um pouco mais a diante nos deparamos com duas criaturas quase do tamanho dos nossos cães infernais. Elas eram semelhantes a leões, porém a cauda era metade de uma serpente e as patas traseiras eram de cavalo. Já li um livro sobre elas, eram as chamadas quimeras. Para mim, tudo bem a parte leão e cavalo, mas tinha que ter parte cobra? Se tinha uma coisa que eu realmente nunca gostaria de enfrentar na minha vida eram esses repteis.

Elas vêm correndo até nós aparentemente famintas por alguns petiscos. Mesmo um pouco nervosa, pego minha varinha e pronuncio “Bombarda”, era esperado que após isso as quimeras sofressem com a explosão, porém o único efeito desse feitiço foi uma fumaça que favoreceu as criaturas se aproximarem ainda mais de nós.

– Acho que agora é com a gente. – Afirma Stephen correndo com sua adaga junto aos outros semideuses até as quimeras.

Enquanto as cabeças de leão atacavam Halle, as caudas de cobra ameaçavam Cristal e Stephen. A filha de Atena pega seu chicote banhado em veneno de górgona e joga na direção da cobra que estava prestes a morder.

– De nada. – Diz ela pulando em cima da cabeça da cauda e tentando acertá-la com suas adagas.

– Precisa de ajuda ai? – Pergunta o filho de Hermes combatendo a outra cobra com sua espada semelhante a um raio.

Antes de responder Stephen, Cristal com seu chicote bem amarrado na cobra e as duas adagas em mãos faz um gigantesco corte na parte da criatura que da um leve grunhido de dor. A cabeça de serpente havia saído do restante do corpo. Mesmo assim, ainda continua a reagir. Por sorte, ela acaba se desequilibrando e caindo no rio Cócito onde se deixa ir até o fundo.

– Não sei, mas tenho a leve impressão que não. – Responde ela com o rosto um pouco sujo de sangue indo atacar a cauda da outra quimera.

– Ah não, agora deixa comigo. – Pede o garoto que vai correndo ao encontro da cobra que tenta mordê-lo, mas acaba batendo em uma pedra. Logo Stephen havia conseguido subir na cauda que o joga para cima tentando pegá-lo novamente, mas este utiliza isso a seu favor, segura a espada com as duas mãos e corta a cabeça da cobra e logo a joga no rio.

Já na parte da frente das quimeras, incomodadas com a perda da cauda (felizmente a parte cobra já havia ido) Halle tentava matar a parte felina da criatura.

– Não vai mais precisar de pedicure gatinho – Comenta a garota ruiva jogando sua espada no dedo de uma das quimeras que ruge de dor com o dedo mutilado que vem em minha direção.

– Ao menos não é uma cobra – Comento olhando com repulso para aquele dedo gigante sem corpo. Enquanto isso Cristal e Stephen vão ajudar a filha de Tique.

Stephen consegue subir em cima da outra criatura e fura seu olho com uma adaga de ouro celestial. Sinceramente, aquilo era uma luta ou um show de horrores? O fato era que perder tantas partes do corpo deixou as quimeras muito bravas, elas estavam mais atentas e agitadas. Toda vez que os semideuses se aproximavam elas os jogavam para longe com patadas e ameaçavam sérias mordidas.

Precisava pensar em algo rápido, talvez algum feitiço que as paralisassem por um momento aquelas coisas... mas espera, tem um feitiço para isso.

– Pessoal – Chamo reunindo todos os bruxos que até agora estavam só conjurando alguns feitiços nas criaturas, que não tinham nenhum efeito significativo.

– O que foi Saphi? Temos que ajudar os semideuses, esqueceu? – Pergunta William dando uma olhada na batalha.

– E se todos usássemos o Petrifucus Totatulus? Tenho certeza que seguraria as quimeras tempo o bastante para jogarmos elas no rio Cócito. — Sugiro.

Todos assentem com a cabeça e empunham suas varinhas na direção das quimeras “Petrifucus Totatulus” é o que todos pronunciamos, fazendo um raio sair de cada uma das nossas armas e atingindo em cheio as criaturas que estavam prestes a atacar os cães infernais que estavam prontos para tudo.

O feitiço estava tomando conta delas, que lutavam contra isso sem sucesso. As patas já estavam petrificadas, e logo todo o corpo também. Assim os cães já haviam se acalmado. Os semideuses nos olharam com estranhamento, pedindo uma justificativa.

– Elas ficaram petrificadas, temporariamente. – Explica Kristal se aproximando das duas criaturas imóveis.

– Temos que empurrá-las para o rio. – Digo tentando levá-las até a beira, o que não dá certo. Eram muito pesadas. Logo todos tentam me ajudar, sem êxito algum, seriamente, o que aquelas criaturas comeram de café da manhã? Chumbo?

Já tentávamos empurrá-las há um bom tempo, quando o feitiço estava começando a perder o efeito.

POV Cristal Campbell

No momento estávamos passando por uma situação delicada. As quimeras petrificadas estavam começando a mover as patas. Isso era um sinal de que o feitiço estava perdendo o efeito e provavelmente não adiantaria fazê-lo novamente, levando em conta o cansaço aparente dos bruxos. Tínhamos que pensar rápido.

– Que tal se a gente deixasse elas aqui e começássemos a correr? – Sugere Halle que havia desistido de empurrar as criaturas.

– Elas viriam atrás de nós. – Responde Stephen.

– Até mesmo com os nossos cães infernais? – Persiste a garota ruiva.

– Sinto em informar que sim. – Diz Saphira tentando buscar outra solução.

– É isso! – Ouço alguém dizendo em voz alta. Era aquele bruxo da Sonserina meio antissocial. Todos voltam os olhares para ele, este se sente um pouco desconfortável, mas continua – E se os cães infernais empurrassem as quimeras?

– E como exatamente eles obedeceriam? Ninguém aqui é adestrador, muito menos filho de Hades. – Pergunta o filho de Hermes.

– Acho que eu sei como. – Digo me lembrando do Dylan falando sobre adestramento de cães infernais. Após isso, me aproximo dos dois cães que estavam deitados esperando que seguíssemos caminho. Coloco minhas mãos e uma das cabeças de cada um e faço um pouco de carinho.

– Seus fofos, coisinhas lindas do submundo... empurrem aquelas duas quimeras meio petrificadas no rio Cócito. – Digo subindo em cima deles. Eles estranham um pouco e ficam meio confusos.

– FOFOS? – Pergunta Will preocupado com o meu estado de sanidade.

– Vê se não reclama, só deixe-me me concentrar e observe. – Digo dando dois tapinhas amigáveis nos dois cães infernais que rosnavam para William e persisto em um tom firme para as criaturas “façam isso, agora”. Assim eles vão andando até as quimeras que já mexiam um pouco o pescoço e as jogam sem esforço algum no rio. As criaturas agora caiam até o fundo do rio.

Pelo menos era o que eu pensava. Como estava enganada. De alguma forma, uma das quimeras conseguira se desfazer do feitiço bem na hora que ia cair no rio e se segurou na ponte. Ela subiu furiosa, olhando para nós com um olhar mortal. Além de perder alguns de seus membros a criatura agora perdera sua “colega de luta”. A quimera raivosa vem correndo em minha direção, que estava mais próxima, suas patas estavam prestes a me atingir. Tentei usar meu chicote, mas nada a parava. Ela estava a um centímetro de me atingir. Os outros integrantes do meu grupo estavam tentando desviar sua atenção ou lhe machucar de alguma forma com suas armas, mas parece que o sentimento de raiva a deixara mais forte. Ela havia me cercado, com os dentes a mostra. Ela provavelmente iria me devorar, se um certo tanque canino não tivesse a atacado bem na hora.

– Vem Cristal, o “fofo” não vai segurar aquele bicho para sempre! – Chama Alfred me puxando para junto dos outros semideuses e bruxos.

O cão infernal que decidi junto com todo mundo chamar de Fofo e tinha uma marca de mordida na orelha, estava batalhando ferozmente com a quimera. Cada um mordia o outro de uma maneira tão forte que era possível arrancar a pele e ver o sangue jorrando do ferimento. Sinceramente era difícil saber quem venceria a briga. Mas era mais difícil ainda saber o por que de um cão infernal de guerra arriscaria sua vida para salvar uma semideusa qualquer. O fato agora era que o nosso segundo e último cão infernal foi correndo ajudar o colega da mesma espécie e começou a atacar a quimera nervosa.

Parecia que os cães estavam vencendo agora, de fato, somente criaturas do mesmo porte poderiam derrotar a quimera. Se tentássemos ataca-la, provavelmente grande parte de nós não sobreviveria. Já tínhamos certeza de que os cães venceriam, se um triste ato não tivesse acontecido. Um deles tropeçou na ponte e o meio leão aproveitou esse descuido para empurrá-la. O resultado infelizmente não foi um final feliz, o cão infernal que não era o Fofo havia morrido caindo no rio Cócito. Agora a quimera só se preocupava em atacar Fofo, que estava totalmente ferido e sem muitas forças. Nessa hora muitos de nós decidimos reagir.

– NINGUÉM VAI LÁ AJUDAR, se o cão quis se sacrificar, pois bem, já fez sua escolha. Tenho certeza que se ele fez isso não gostaria que fôssemos lá ajuda-lo, a menos que algum de vocês queira morrer, desapontar o cão e nos fazer perder a prova. É um fato que ninguém vai conseguir ajudar. Tenham um pouco de senso e vamos agora antes que a quimera se lembre que estamos aqui. – Explicam Stephen, nos puxando para o seguimento a trilha.

Eu, junto com uma parte dos semideuses e bruxos hesitamos. Porém já era tarde demais para voltar: quando nos viramos decididos a ajudar, a quimera já havia jogado Fofo no chão, mutilando uma cabeça e prestes a mutilar a outra com seus dentes já escorrendo sangue, como se o cão fosse seu brinquedinho pessoal. Foi uma cena horrível, ainda mais porque acabara de perder o que poderia ser um grande amigo. Tinha vontade de enfiar uma espada em todo o pescoço da quimera e fazê-la sofrer sendo queimada e sufocada dentro de um incêndio. Mas certamente não obteria sucesso nisso. Assim todos fomos correndo trilha a frente em silêncio, como sinal de respeito ao fofo e o outro cão infernal.

– Se não fosse por mim, ele ainda estaria vivo. – Digo cruzando os braços e abaixando a cabeça.

– Acho que ninguém saberia de fato o que iria acontecer se ele não tivesse te salvado. Mas tenho certeza que o Fofo está feliz por ter conhecido você e poder ter feito algo heroico assim. – Diz Alfred com muito esforço, certamente era tímido, tentando me reconfortar.

– Concordo com o Alfred. Não fica assim Cristal. – Diz Kristal. Mas eu não esqueceria tudo isso tão cedo.

POV Nicolas Di Marquês

Estava me perguntando por mais quanto tempo ficaria em cima daquele cachorro. Não que eu não estivesse gostando, aquilo era o máximo, mas confesso que já estava com fome, sonhando seriamente com a morte de uma galinha para ela aparecer aqui no submundo e virar um saboroso sanduíche de frango.

– Acho que já estamos chegando, se aquela construção enorme e totalmente escura não for o Palácio de Hades, tenho certeza que minha mãe não nasceu da cabeça de Zeus. – Afirma Liz apontando para uma sombra gigante.

– Graças aos Deuses! – Digo levantando as mãos.

Mas tudo que é bom, dura pouco, e com isso não seria diferente. Quando voltamos nosso olhar para a trilha, vemos que a mesma já havia acabado, dando lugar a uma ponte estreita e bastante longa. De fato, nenhum cão infernal passaria por ali.

– Acho que teremos que deixa-los aqui. – Disse Luke descendo graciosamente do cão, e com graciosamente, quero dizer caindo desastradamente, batendo em tudo a sua volta.

– Hey cara, você está bem? – Pergunta Savvy ajudando ele a levantar, mas não conseguindo segurar o riso.

– Tirando o fato de eu ter visto minha vida passar diante de meus olhos, sim, estou me sentido renovado, como se tivesse nascido de novo. – Responde o garoto batendo na calça para tirar a poeira.

– Certeza que acha uma boa ideia passar pela ponte? Sem querer citar nomes, mas acredito que duas pessoas em potencial aqui tem grandes chances de cair no caminho. – Digo apontando meus olhos para Luke e Malu, que estava conversando com o irmão.

– Acho que não temos outra escolha – Disse Dean começando a atravessar a longa e estreita ponte.

Logo, todos estávamos atravessando a conexão entre um extremo e outro do submundo. Ela balançava muito, qualquer passo em falso e “BUM”, uma passagem só de ida para o precipício. Era como se estivéssemos andando de montanha russa, só que mais mortal e perigosa. Felizmente isso durou pouco, dentro do possível. Já que eu era bastante rápido e tinha a grande habilidade de ser cauteloso (principalmente quando se trata de pegar coisas, mas isso não vem ao caso) cheguei rapidamente no outro lado. Quanto aos outros ainda estavam atravessando tomando cuidado em cada passo que davam, enquanto isso, fiquei esperando educadamente eles:

– Anda povo, não quero passar o resto da minha vida aqui, tenho coisas a comer. – Grito na direção deles.

– E eu com isso? Se está com fome, come seu tênis coisa, e para de reclamar. – Disse Malu com toda sua delicadeza tentando passar de uma tábua para outra sem cair.

– Sua delicadeza me emociona – Comento com uma voz sarcástica.

Mais algum tempo se passou e Liz, Savvy e Dean já haviam conseguido chegar ao outro lado. Quanto a Dylan, só faltava mais algumas tábuas para chegar e até agora ele não tinha dito uma só palavra pelo que me lembro. Já Peter estava atrás da irmã, rindo da cara dela quando atravessava cada tábua quase caindo e quanto ao Luke estava um pouco mais a frente, porém caído entre as placas de madeira.

– Anda Malu, não quero passar os meus próximos dez anos atrás de você. – Diz Peter para sua irmã.

– Quer dizer de novo? Porque pelo que eu saiba você sumiu há mais ou menos dez anos e provavelmente estava me procurando todo esse tempo. — Disse ela. Peter pensou em dizer alguma coisa, mas preferiu ficar quieto e passou na frente da irmã.

Neste exato momento, a ponte começa a balançar novamente. Nesse forte para lá e para cá, Peter se desequilibra e quase cai da ponte, se não estivesse agarrado com uma de suas mãos uma das cordas de sustentação.

– Quem tem a habilidade de cair nas horas mais impróprias agora? – Pergunta Malu com um sorriso maléfico no rosto estendendo a mão para levantar o irmão que dá uma leve risada sarcástica. Ri cargas d’água com aquilo, assim como a maioria do grupo.

Agora todos já haviam atravessado a ponte quase mortal e estávamos prestes a entrar em uma espécie de jardim. Sim, um jardim, no meio daquelas sombras inteiras tinha um belíssimo jardim, mas o mais importante: COM COMIDA!

– Os deuses ouviram minhas preces! Olha quanta coisa gostosa para comer! Por onde eu começo? – Digo exaltado pegando uma romã.

– NÃO COME NADA DAQUI CARA! – Grita Liz arrancando a pobre fruta da minha mão, sem eu ao menos ter dado uma mordida. – Cara, você nunca leu em algum livro ou ouvido falar do Jardim de Perséfone?

– Adoraria dizer que sim, mas... não, nunca ouvi falar.

– As frutas do Jardim da deusa não permitem que aquele que as ingeriram saiam do submundo. – Explica a filha de Atena.

– Ah, então quer dizer que tem esse banquete inteiro aqui e eu não posso comer nada?

– A menos que você queira ficar aqui o resto da vida, até que não seria uma má ideia. – Disse Malu analisando a romã jogada.

POV Peter Calmon

Sinceramente aquele Jardim de Perséfone, me era familiar. De alguma forma, aquele lugar me era uma lembrança esquecida, que não queria voltar a memória. Durante todo o nosso percurso pelo belo jardim, ficava me esforçando para lembrar de onde o conhecia.

– Cara, não é uma tortura ver esse tanto de comida e não poder dar nenhuma mordida? Eu estou praticamente morrendo de fome. – Comenta Nicolas.

– Concordo, mas tem uma coisa que ainda me deixa mais pensativo, eu não consigo lembrar de nada e o pior é que eu tenho a leve impressão que já estive aqui.

– Você está mesmo muito encucado com essa coisa de passado né? – Pergunta Nicolas pegando uma outra fruta e arremessando ela para longe.

– Um pouco. – Confesso.

– Pelo que eu saiba, é muito difícil alguém que entrou no submundo conseguir sair. – Disse Malu que estava conversando com Liz até o momento.

– Eu tenho certeza eu já vim aqui. E não me trate como se eu fosse anormal. – Digo

– Tecnicamente acho que você meio anormal sim. – Diz minha querida irmã e eu dou mais uma risada sarcástica.

– Pessoal, se isso daqui é o jardim de Perséfone, onde está ela? – Pergunta Luke que acabara de desviar de uma abobora.

– Hum... talvez ela tenha saído daqui por causa da prova. – Tenta responder Elizabeth.

– Ei pessoal! Acho que enfim chegamos ao Palácio de Hades. – Diz Dean apontando para a grande construção em nossa frente.

POV Stephen Valentine

Aquele episódio com os cães infernais foi um tanto inusitado. Por que criaturas das trevas seriam capazes de sacrificar suas vidas por semideuses e bruxos? Mas isso não vem ao caso, se quiseram se sacrificar, que seja. Devido a esse acontecimento, tivemos que ir andando até o respectivo Palácio de Hades. Felizmente não demorou muito.

– Nossa, esse Palácio é grande. – Comenta Flora observando a construção de baixo para cima.

– E por incrível que pareça, só é habitando por uma única, mísera, somente uma pessoa, quer dizer, por um único deus. – Digo deixando transparecer como achava Hades egocêntrico. Não mais que Zeus, mas próximo disso.

– Realmente ele parecer ser um pouco exagerado quanto ao poder. Mas enfim, vamos entrarmos logo, antes que os outros grupos cheguem. – Sugere a aluna da Sonserina e começa a abrir o gigantesco portão que dava lugar ao espaço interno do Palácio. Esta porta faz um leve rangido.

Ao entrarmos, nos deparamos com grandes colunas gregas escuras, paredes cinzas iluminadas por tochas fincadas na mesma e bem mais a frente com um trono feito de ossos, como crânios e tudo mais. Neste assento, encontrava-se o deu da morte e do submundo: Hades.

– Ora, ora, ora, estava aguardando ansioso pela sua chegada. – Diz ele com um ar de superioridade. – Espero que tenham gostado da futura casa de vocês depois de um tempo. – Completa com uma risada sombria.

– Acho que eu prefiro ficar nos Campos Elísios, se não se importa. – Resmunga Flora. – Mas isso não vem ao caso, queremos sair logo daqui, então abre logo esse portal ou passagem ou túnel ou sei lá o que. – Essa fala da garota faz o deus da morte dar mais uma risada sarcástica.

– Acho que os responsáveis pelo torneio esqueceram de dar um pequeno aviso sobre a prova. – Comenta Hades, esboçando um sorriso de desdém.

POV William Wallace

Estávamos a alguns metros do Palácio de Hades. Tudo estava quieto, até que ouço um barulho vindo de um pequeno arbusto cinza que se movia um pouco. Rapidamente ponho a mão em meu bolso com a intenção de usar minha varinha, porém para minha surpresa, não a encontrei. Assim fiquei esperando receoso o que poderia surgir daquele pedaço de planta. Felizmente não era nada, só um galho velho que caiu de uma árvore próxima.

Mesmo assim, ainda não achava minha varinha. Onde ela poderia ter se enfiado?

– William, procurando alguma coisa? – Pergunta a aluna da Corvinal, Kristal Andrade.

– Eh, bem, não exatamente. – Digo colocando minha mão dentro de um arbusto na esperança de achar minha varinha e acabo tropeçando. Isso foi vergonhoso. — Na verdade sim, desde a luta com as quimeras, não encontro minha varinha. – Confesso olhando novamente no bolso na esperança de encontra-la como um passe de mágica.

– Ela teria aproximadamente 26 centímetros? – Pergunta ela e eu respondo assentindo com a cabeça. — Seria de Pena de Fênix?

– Assim como os trouxas não são mágicos. Vem cá, você é vidente ou algo assim? – Pergunto já curioso encostando em uma árvore sem folha alguma. Como ela saberia tanto assim sobre uma varinha? Kristal dá uma pequena risada e tira alguma coisa de sua manga.

– Ela é bem desobediente. Mais cuidado da próxima vez que for lutar com quimeras, William. – Alerta a garota de belos olhos azuis me entregando a varinha.

–Pode me chamar só de Will. Obrigado, aliás. – digo.

– Kris – É a única coisa que ela diz antes de seguir junto com o restante do grupo de Atena.

Eu e Kristal nos conhecíamos a um bom tempo, mesmo que um pouco vagamente. Mas isso não vem ao caso, havíamos acabado de entrar na residência oficial do deus da Morte que acabara de falar que ainda havia mais um fator não avisado sobre a prova.

Como se não bastasse perder dois cães infernais, lutar com quimeras e combater dementadores, além de pagar noventa e tantas moedinhas esquisitas para aquele esqueleto lá, ainda teremos que fazer mais uma coisa imposta por Hades? Sinceramente, isso era um torneio ou um genocídio? Porque cá entre nós, acho que em uma competição olímpica ninguém cai em um buraco para correr no submundo. Já cansado de tantas batalhas e com a minha energia praticamente esgotada de tantos feitiços, tomo coragem e digo:

– E que parte exatamente seria essa? Por que não sei se você viu, mas já passamos por quatro episódios “totalmente calmos” aqui no submundo.

– Nada de mais, estava pensando em uma batalha com todos os monstros do Tártaro ou que algum de vocês se sacrificasse pelos outros ficando aqui pelo resto da vida e da morte...

Ao dizer isso, me coração quase saiu pela boca, como a maioria dos integrantes do grupo, menos Alfred, que parecia muito calmo. Sinceramente, às vezes esse sonserino ele me assustava.

– VOCÊ ESTÁ QUERENDO O QUE? QUE A GENTE MORRA? – Pergunta Stephen já estressado com o deus. Acho que ele seria capaz até de mata-lo se pudesse. O fato era que mais uma vez Hades estava se divertindo com o nosso suposto desespero.

– Esperava mais coragem do grupo de Atena.

– Não se trata de coragem, e sim do fato de não sermos deuses para suportar tanto de uma só vez. Mas acho que você não deve entender isso, porque desde o momento que chegamos aqui, você só fez supostas ameaças sem ao menos sair do seu trono. – Comenta Alfred em um tom baixo após respirar fundo.

– Devo dizer que estou impressionado com a sua observação, meu caro Alfred. Deve ter sonhado com isso, não é? – Diz o deus se levantando, deixando Alfred um pouco inquieto.

– Pare de ficar enrolando e diga logo qual é o outro desafio que teremos que enfrentar logo. – Diz Stephen já sem paciência.

– Tudo bem, se é isso que vocês querem, infelizmente os responsáveis pelos jogos não deixaram eu colocar nessa prova nenhum outro desafio mortal, somente um jogo como xadrez, mas como não sou muito bom para isso. Acho melhor dar somente uma charada da segunda prova.

– Graças aos deuses! – Diz Halle levantando as mãos – Acho que não aguentaria mais enfrentar nenhum monstro hoje.

– Não sou muito de bancar o bonzinho, mas era isso ou ficar dois dias inteiros aprendendo a jogar xadrez bruxo e eu prezo muito minha eternidade de tempo, então isso foi mais uma ideia egoísta do que um presente. – Ele faz uma pausa para tentar se lembrar da dica. – Uma manada de elefantes pode suportar tempestades, enchentes e buracos no caminho, porém é só preciso um mísero rato para atrapalhar a manada inteira.

– Isso é uma charada? – Questiona Saphira.

– Chame do que quiser, charada, piada, história, lenda... O fato é somente um, isso é o que vai acontecer na segunda prova. Agora vou mandá-los de volta para o mundinho onde habitam, não aguento mais tantos comentários desagradáveis e não poder mandar nenhum de vocês ainda para o Tártaro.

E assim aconteceu, Hades abriu grande portal e todo o meu grupo passou por ele. Logo estávamos novamente nos jardins de Hogwarts com uma plateia nos aguardando juntamente com Dumbledore e Louis.

– Bem-vindos, ganhadores da terceira fase da primeira prova! Devo dar-lhes os parabéns. – Diz Dumbledore com um grande sorriso.

– Obrigad.. – Ia terminar meu agradecimento quando percebo uma coisa. — Pera, chegamos aqui primeiro? – Pergunto, não conseguindo acreditar. – A gente ganhou alguma coisa? Não somos perdedores invictos?

– Yay! Enfim, pude honrar o meu grupo! Lufa- Lufa não é mais a última! – Grita Saphira animada, fazendo todos olharem para ela, ao perceber o que disse corrige – Quer dizer... O grupo de Atena não é mais o último! Aliás, temos que contar isso para o Samuel! – Diz ela puxando Cristal e Alfred a caminho da enfermaria.

– Toma isso Hades. – Até Stephen não conseguiu resistir a comemoração.

– Não é inacreditável? A gente ganhou! – Diz Kristal pulando de alegria e ao perceber que eu estava olhando, para dando um pequeno sorriso.

De alguma forma aquele simples sorriso havia me deixado sem palavras, pela primeira vez, não sabia o que dizer. Assim, a única coisa que faço é retribuir com outro.

POV Dylan Growing

Sinceramente estava prestes a explodir. Um mínimo comentário ou ação e eu perderia a cabeça, talvez até no sentido literal. A cada vez que nos aproximávamos da casa do meu “querido” pai, ficava mais nervoso e não sabia mais por quanto tempo conseguiria aguentar. Logo, estava em frente à casa dele, o que não era NADA bom.

– Não é pelo menos um pouquinho interessante chegar aqui na casa dele, Dylan? – Pergunta Liz tentando puxar assunto, afinal, não conversei nada com ela desde quando chegamos aqui nesse fim de mundo.

– AH SIM, MARAVILHOSO, INCRÍVEL, A MELHOR COISA QUE JÁ ME ACONTECEU... Só se você achar que ficar diante da casa do cara que me abandonou por praticamente toda minha vida e é responsável pela morte das pessoas, seja bom. – Digo um pouco exaltado e todos viram para mim com olhares estranhos.

– Calma, só perguntei. – A filha de Atena fala se afastando um pouco.

O clima permaneceu um pouco tenso até que enfim alguém decidiu abrir a grande porta que dava espaço para a casa do deus da morte. Um pequeno rangido soou por toda a estrutura do palácio, o que dava a impressão de que não havia ninguém lá. Só que infelizmente tinha.

– Ora, ora, bem vindos a minha grandiosa casa caros semideuses e bruxos. Presumo que sejam o grupo de Hécate, mas isso pouco importa num momento. Aposto que estão muito animados para voltar para casa... – Dialoga Hades, se levantando de seu trono de ossos e vindo em nossa direção lentamente.

– Será que poderia agilizar um pouco com o discurso? Não sei se você sabe, mas tem ainda mais dois grupos chegando aqui. – Diz Nicolas olhando para trás se certificando de que não tinha ninguém se aproximando.

– Ah, se a pressa é somente por causa desse pequeno detalhe, eu não me preocuparia, os dois grupos já passaram por aqui, faz poucos minutos. – Comenta o deus na maior naturalidade do mundo.

– Tudo bem, acho que não tem problema, já que ganhamos a prova de Poseidon. Mas mesmo assim, ainda queremos sair daqui. – Disse Luke e alguns dos nossos integrantes olham para ele meio indignados.

– É claro que deixarei vocês saírem, não quero adolescentes aqui no meu magnífico Palácio. Mas antes temos alguns assuntos pendentes a serem tratados... – Diz ele com um sorriso sombrio olhando para mim e estranhamente para Peter também.

– Primeiramente, Peter, como é agradavelmente aceitável revê-lo, não sabia que o Submundo era um hotel, onde você pode sair a hora que quiser. – Começa a discursar o deus, porém aparamente Peter não fazia ideia alguma do que Hades estava dizendo.

– Como assim? Eu já estive aqui? – Pergunta o filho de Poseidon. Porém não recebe resposta alguma do deus que retoma sua fala o ignorando.

– Em segundo lugar, devo dizer que por serem do grupo de Hécate, esperava mais de vocês. Ainda mais de você Dylan, deveria saber disso. Você é meu único representante nessa prova, e gostaria que se esforçasse mais. Os meus filhos sempre foram grandiosos de alguma maneira, e até agora você não fez nada que me impressionasse. Espero que nas próximas duas provas você seja melhor.

Sinceramente, ele NÃO DEVERIA TER DITO AQUILO, não deveria mesmo, mas acho que era exatamente aquilo que ele queria causar em mim: fúria.

– EU TENHO VERGONHA DE SER SEU FILHO, POR SUA CAUSA MINHA VIDA INTEIRA FOI UM INFERNO – Digo irritado. Já era tarde de mais, a raiva, transmitida por Hades já tinha me dominado. Estava fora de mim, meu lado obscuro, sombrio, totalmente das trevas, já havia me consumido. Assim, pego minha espada e corro na direção de Hades. Este me atingi fortemente com um simples aceno.

– Não me desrespeite. Além de ser seu pai, eu sou um Deus. Meus filhos sempre foram civilizados, como devem ser. Assim que você aprender seu lugar, venha falar comigo de novo. – Diz Hades como uma frase final para mim que acabara caído num canto.

Ao ver isso, Nicolas e Peter correm na minha direção tentando me segurar até eu voltar a mim.

– Cara, se controla eu não quero passar o resto da minha vida aqui vendo uma luta dessas... quem eu estou querendo enganar? Eu adoraria ver isso! Mas tem grandes possibilidades da gente não sair mais daqui e eu estou com muita fome. – Diz Nico segurando meu braço.

– ME SOLTA, EU TENHO QUE DAR UMA LIÇÃO NAQUELE DEUS METIDO A EGOCÊNTRICO – Falo tentando sair daquela contenção dos dois semideuses, o que deu certo. Controlo algumas sombras que estavam próximas fazendo elas empurrarem os dois para o outro lado do salão. O restante dos integrantes do meu grupo tenta me impedir, mas também são levados para junto de Peter e Nico.

Assim vou mais uma vez correndo até Hades com minha espada e dessa vez, consigo fazer um leve corte. O deus não parecia nenhum pouco feliz. Ele respira fundo, seus olhos ficam totalmente negros e ele invoca alguns mortos por meio de um buraco aberto no centro da sala. Esses mortos vivos eram bastante poderosos, pareciam gladiadores, e conseguem me prender com algumas correntes que estavam em suas mãos.

– Dylan, Dylan, Dylan... se era para dar um show desses, esperava que estivesse mais preparado. Mas confesso que me diverti com o sofrimento dos seus amigos e o seu surto. – Começa a discursar o deus andando calmamente até chegar na minha frente. Quanto aos semideuses e bruxos do meu grupo, não conseguiam fazer nada se não olhar perplexos. Provavelmente não queriam se envolver em um assunto de pai e filho ou se machucar gravemente.

– Como dizer isso... Dylan, você é uma granada, uma granada defeituosa. Só precisei ativá-la com algumas simples palavras e você explodiu, praticamente. Busque controlar melhor seu lado sombrio. – Diz Hades com um tom de superioridade.

– Acredito então que a culpa não seja exatamente dele. – Liz começa a dizer ajudando Savvy a se levantar. – Pelo que saiba você é capaz de espalhar ódio nas pessoas.

– Muito bem observado, filha de Atena. Mesmo assim, ele não deixa de ser uma granada. Mas enfim, vamos acabar logo com isso, já disse tudo que queria. — Fala ele estralando os dedos e fazendo com que os mortos e as correntes desapareçam, libertando-me, após esse estralar de dedos volto a mim.

Os bruxos e semideuses já haviam se recuperado do ataque que havia feito, mas ainda preferiram não dizer nada, pelo menos enquanto eu estivesse no submundo. Sinceramente, naquele momento, eu queria ter forças para me transportar pelas sombras, para o meu grupo não precisar nunca mais me ver.

Assim que Hades abre o grande portal dando passagem a Hogwarts, todos vamos passando de um por um . Eu fui o primeiro a passar, não queria ficar um segundo a mais naquele maldito Palácio.

– Bem-vindos de volta, grupo de Hécate. – Diz Dumbledore nos recebendo com um aperto de mão amigável, assim como Louis. Como estava tarde, tiveram que acelerar a cerimônia de premiação da primeira prova, além também do fato de muitos semideuses e bruxos de todos os grupos estarem feridos.

– Devo dar-lhes os parabéns, todos se saíram muito bem na primeira prova, mas por isso mesmo, houve um empate entre os três grupos. – Disse Louis em cima de uma plataforma onde todos podiam vê-lo.

– Por isso, hoje os três grupos são ganhadores e merecedores de uma salva de palmas. – Completa Dumbledore aplaudindo juntamente com todos os alunos de Hogwarts.

– As duas próximas provas que virão, irão definir quem será o ganhador do Torneio Meio-Bruxo. Agora acho que vocês devem estar precisando de um bom descanso, a torre os espera. – Fala Louis nos acompanhando até a Night Curse.

Assim, logo todos os grupos se dirigiram para seus respectivos quartos, exaustos e um pouco chateados, afinal, arriscaram tanto para não haver nenhum vencedor na primeira prova. Quer dizer, quase todos. Nicolas foi o único ainda com disposição para ir ao refeitório fazer um lanchinho.

O fato agora, era que eu estava no quarto pronto para dormir e tentar esquecer tudo que fiz hoje, mas não foi bem isso que aconteceu.

– Dylan, sobre a prova de Hades... – Liz começa a dizer.

– Eu sei, eu não deveria ter feito aquilo, peço desculpas, mas infelizmente, eu não consegui controlar. Aquele não era eu. Nunca gostaria de ter feito aquilo. – Interrompo ela e puxo as cobertas pronto para dormir.

– Na verdade, eu não iria dizer isso. Acho que digo por todos aqui, que quem realmente fez aquilo foi Hades, que mesmo sabendo sobre esse seu lado... exótico adormecido, decidiu provoca-lo com todo seu poder. – Explica a filha de Atena e todos que já estava deitados na cama, inclusive Nicolas, que trouxe um prato de coxinhas, concordam com ela.

– Mas cá entre nós, você soube dar um surto e tanto. – Comenta Luke brincando. – Não faça mais isso durante os próximos dois anos, acho que quase tive um ataque cardíaco. — Ao dizer isso, todo tentam esconder, sem sucesso a risada.

– Okay, okay, acho que já rolou muito coisa hoje. Agora poderíamos por favor ir dormir, porque com grandes poderes vem a grande necessidade de se tirar um cochilo, além de comer, é claro. – Diz Nicolas puxando as cobertas.

Ao dizer isso todos vão dormir. Acho que dormiria mais aliviado, mas Hades havia dito um fato. Eu era uma granada. E bastava apenas mais alguma coisa para que eu explodisse de vez, sem volta.

POV Alvo Dumbledore

Certamente, não era viável nem coerente ter uma plateia no Submundo. Por isso mesmo, ninguém sabia de fato o que havia acontecido lá, quer dizer, até agora. Após o anúncio desse Torneio Meio-Bruxo, tratei de ter uma passagem que me levasse ao encontro dos deuses, para assim podermos discutir sobre o andamento do “jogo”.

Neste momento estava eu sentando ao lado de Louis em uma grande mesa com todos os deuses. No centro, havia uma bola de cristal de base negra e núcleo vermelho, pertencente a Hades. Nela estava registrado todo o percurso dos três grupos do Torneio no período em que estiveram no Mundo Inferior.

– Silêncio. – Pede Zeus ao ver Hermes e Dionísio conversando. – Caros deuses e diretores, hoje estamos aqui reunidos...

– Para observar a “maravilhosa” performance dos grupos na terceira fase da primeira prova do “jogo”. – Interrompe Hades, deixando Zeus um pouco furioso. – Agora sem mais delongas, o filme que todos estavam esperando.

Neste exato momento, estava me perguntando, se os deuses sempre tinham esse lado imaturo. Mas logo deixo isso para lá e começo a ver o relato visual exibido pela bola de cristal. Ao final do flashback, eu, como todos ali presentes, esboçávamos uma face de preocupação.

– Não pode ser, não pode ser! Como eles podem estar tão despreparados assim? São os escolhidos! Com essas fraquezas evidentes, perderemos a guerra facilmente. – Diz Zeus zangado.

– Créditos a mim, por bolar um desafio a altura. – Ressalta Hades.

Assim, ocorre uma grande discussão no local. Após não aguentar mais esperar que alguém tomasse uma atitude para acabar com a briga me imponho.

– SILÊNCIO! Não veem como estão agindo? – Ao dizer isso, todos os deuses se calam e voltam as suas posições.

– Dumbledore tem razão, tomemos um pouco de decência, meus irmãos. – Diz Atena se levantando de sua cadeira. – Temos um assunto muito mais importante a tratar agora. Preparar nossos campeões, para evitar a ameaça eminente.

POV Katryna Space

A prova de Hades foi um tanto... desafiadora. Nosso grupo chegou em segundo lugar, tudo graças ao atraso causado por dez dracaenas no meio do caminho que feriram muitos dos nossos integrantes, inclusive eu. Segundo a enfermeira, eu teria que amputar a perna se as garras daquela criatura tivessem penetrado mais dois centímetros.

Mas nada como uma boa noite de sono para reabastecer as energias, certo? Sinto em informar, mas não, não está certo. Quando acordei, parecia que um bruxo tinha me lançado o crucio ou algo do tipo. Felizmente, não era a única a me sentir assim.

– Sinto que fui esmagado por um rolo compressor. – Reclama Liam despreguiçando. – Graças aos deuses, hoje não terá nenhuma prova.

– Pois é – Concorda Clarissa Pond. – Isso significa, que podemos ficar aqui o dia inteiro?

– Acho que sim – Digo voltando a colocar minha cabeça no travesseiro e puxando as cobertas, na tentativa de voltar a dormir.

Mas nossa felicidade durou pouco, alguém bateu na porta. Era Minerva Mcgonagall.

– Integrantes do grupo de Ártemis, reunião no primeiro andar em cinco minutos – Avisa ela fechando a porta e indo avisar os outros grupos.

– Por que tudo que é bom dura tão pouco? – Reclama Liam enfiando a cara no travesseiro dando um grande suspiro.

– Anda, para de reclamar bola de neve, quando mais rápido formos, talvez mais rápido voltamos. – Diz Hiccup jogando o travesseiro no filho de Quione e se levantando.

– Nisso eu tenho que concordar. – Digo tentando criar disposição para sair daquela cama macia. Nisso, ouvimos a porta abrir e fechar novamente, era Akisha. Como ela se levantou tão rápido assim? Ou melhor, como teve disposição para isso?

Agora todos estavam no primeiro andar, sentados em nossas respectivas mesas esperando a fala de Dumbledore e Louis.

– Caros jogadores, não pude deixar de notar o cansaço de vocês depois da exaustiva primeira prova. Por isso, juntamente com Louis e os deuses, decidimos dar-lhes uma recompensa pelo esforço. – Diz o professor em alto e bom tom.

– Essa recompensa, seria nada mais, nada menos que um ambrosia ou suco de abóbora, feitos “sob medida” para cada um de vocês. – Explica Louis ajudando Dumbledore a distribuir as recompensas.

O estranho ou refinado até demais, era o fato de cada suco de abóbora entregue para os bruxos ter seus respectivos nomes em duas cores. Alguns recebiam escrito em vermelho e outros em azul. A mesma coisa acontecia com as ambrosias entregues aos semideuses. Mas ao sentir aquele cheirinho saboroso do suco de abóbora com meu nome escrito em azul, deixei todos os meus receios para lá, como todo mundo, e bebi. Ao tomar aquele líquido me senti mais revigorada.

– Espera, cadê o Alfred? – Ouço alguém do grupo de Atena perguntar em voz alta.

Notas finais
E ai, gostaram? Alguma observação? Como em todos os capítulos, vou deixar um suspense muahahahaha Ah, sim, antes que eu me esqueça, vocês devem estar se perguntando: Se o fofo morreu, então como ele aparece em Harry Potter? Bem, digamos que o cão infernal de Harry Potter ganhou esse nome em homenagem ao fofo original.