Notas iniciais
Eai gente! Tah ai uma nova fic =) Espero que gostem...

Mais um ano se iniciara na escola de magia que abrigava os futuros bruxos mais poderosos existentes no ramo da magia. É, era isso que eu pensava antes de conhecê-los.

Mas que deselegante Tiago! Você nem ao menos se apresentou e já fica colocando medo nos coitados dos leitores?

Fica quieta aí Rosa! Ainda não chegou a sua vez de narrar!

Bom, como vocês já devem saber (pela fala de minha querida prima, lá em cima), meu nome é Tiago. Tiago Potter. "Tiago Potter, filho de Harry Potter? Filho do Menino Que Sobreviveu? Filho do Eleito? Filho daquele que matou Você-sabe-quem?" Isso mesmo. Mas acredite, ser filho dele não me dá nenhum crédito com os professores em Hogwarts. Muito pelo contrário. Eles sempre esperam mais de mim.

Voltando à história... Aquele era o primeiro dia de aula do meu quinto ano em Hogwarts. Havia prometido a mim mesmo que naquele ano não me meteria em nenhuma encrenca. Nossa como estava enganado!

Após a os alunos do primeiro ano serem selecionados para suas respectivas casas, o diretor adiantou-se para frente da mesa dos professores, para seu habitual discurso de início de ano. Era provavelmente o diretor mais jovem que Hogwats já tivera. E era realmente muito estranho vê-lo como diretor, pois além de jovem, aquele cara era meu tio. E não, não estou falando de Rony, muitos menos de Gui ou de Carlinhos. É isso aí, vocês não leram errado. Jorge Weasley era o novo diretor de Hogwarts. O que era extremamente sarcástico, pois ele nem ao menos finalizara seus sete anos de estudo. Mas a verdade era que depois da morte de titio Fred, tio Jorge amadureceu. Amadureceu muito.

- Bem vindos a mais um maravilhoso ano em Hogwarts! — começou ele — Porém, este não um ano comum para nós. Hogwarts sediará um evento lendário, no qual envolvem alunos de outras duas escolas de magia... — Não, não pode ser. Impossível. Será mesmo que esse ano haverá outro... — Neste ano realizaremos novamente o famoso Torneio Tribruxo! — aplausos iniciaram-se em todo salão. Jorge os conteve. — Para quem não sabe, o Torneio Tribruxo é um torneio que consiste de três tarefas extremamente perigosas, competidas por três alunos de três escolas distintas — ele parou por um instante, mas em seguida continuou — Participarão: Hogwarts, a sede do torneio; os bravos garotos da Durmstrang; e os poderosos sangues- de- faraó da Casa do Brooklyn!

Silêncio. Todos pareciam surpresos ao ouvirem as palavras "Casa do Brooklyn" saindo da boca de Jorge. Fala sério, será que eu era o único naquele lugar que não fazia à menor ideia do que era um "sangue-de-faraó"?

Virei-me para Rosa — que estava sentada logo ao meu lado na mesa da Grifinória –esperando que ela me fornecesse alguma informação a respeito dos tais "sangues-de-faraó". Rosa era um Google ambulante, provavelmente sabia alguma coisa sobre eles.

- Não, não, não, não! Nunca que conseguiremos ganhar o torneio se tivermos que competir com algum sangue-de-faraó! Não pode ser! — exclamou minha prima, ignorando-me completamente — É magia divina! Não podemos competir contra isso! E...

- Rosa! — interrompi — Primeiro me responde uma coisa: Quem são esses caras e o que é essa tal Casa do Brooklyn?

- São duas coisas — corrigiu ela. Essa era Rosa, sempre tentando ser a "sabe tudo".

- Tanto faz! Responde logo!

- Calma, não precisa gritar — ela respirou fundo e em seguida começou a explicar — A Casa do Brooklyn é a escola de magia para sangues-de-faraó. Para você ter uma ideia, o que aqui em Hogwarts levamos seis ou sete anos para aprender, eles aprendem em menos de seis ou sete meses! Eles são muito poderosos! Não há como vencê-los.

- Mas o que esses sangues-de-faraó têm de tão especial?

- No ramo da magia existem diversos tipos de bruxos: os nascidos troxas (erradamente chamados de sangues-ruins), os mestiços, os sangues-puros e por fim, os sangues-de-faraó. — explicou ela — Estes últimos são do ramo mais nobre da magia. Em suas veias correm o sangue de faraós do antigo Egito, e como você já deve saber, foi no Egito que a magia foi inventada.

- Sim, claro que sei — obviamente eu não fazia ideia de que a magia tinha sido inventada lá, mas não queria parecer ignorante na frente de Rosa — E o que isso tem a ver com fato de um sangue-de-faraó ser mais poderoso que um bruxo comum?

- Os sangues-de-faraó optam por fazer magia de um jeito... diferente do nosso. Do jeito antigo. Do jeito egípcio.

- Jeito egípcio? — perguntei ainda meio confuso.

- Bem, é mais complicado. Se qualquer um de nós, bruxos, tentar fazer magia do jeito deles, iríamos nos dar muito mal. Sem cotar que o efeito normalmente é menor.

- Então como eles podem ser mais poderosos e aprender tudo o que levamos anos para aprender em meses?

- Os sangues-de-faraó, especialmente os que estudam na Casa do Brooklyn, conseguem fazer uma coisa que mais nenhum mago ou bruxo consegue. Eles podem recorrer à magia de divindades egípcias.

- O que? Quer dizer que vamos competir com o poder dos Deuses? — espantei-me. Ia continuar reclamando se Jorge não tivesse berrado para que todos se calassem.

- Sei que estão agitados, mas peçam que mantenham silêncio para que possamos receber afetuosamente nossos amigos de Durmstrang! — disse Jorge.

As portas do salão se abriram e por elas passaram mais ou menos uns quarenta garotos fardados de vermelho e munidos com cajados de madeira, com o qual batiam no chão com a ponta sincronizadamente, formando uma melodia de arrepiar. À frente de todos aqueles garotos, estava um homem que me pareceu muito familiar.

Cabelo raspado. Porte militar. Ombros largos. De onde eu conhecia aquele cara?

- Victor! — exclamou Jorge dando um abraço no homem que me parecera familiar. Claro! Era ele! Victor Krum! Hermione nos apresentara ele em uma de nossas viagens para a Noruega. De acordo as histórias que meus pais e tios contavam, ele havia sido um competidor do Torneio Tribruxo, na mesma época em que papai fora. Mas o que eu não fazia à menor ideia era que ele havia se tornado o diretor da Durmstrang.

- Jorge! Quanto tempo! — cumprimentou Krum com certo sotaque norueguês.

Jorge sorriu e fez sinal para que se acomodasse em uma cadeira ao lado à sua na mesa dos professores.

Os alunos da Durmstrang se acomodaram todos na mesa da Sonserina, o que me aliviou muito, pois eu sinceramente não estava a fim de ter que agüentar um bando de trogloditas fardados sentados na mesma mesa que eu. Esperava esperançosamente que nessa tal Casa do Brooklyn houvessem meninas bonitinhas, não apenas garotos fedidos.

Fala sério, Ti! Os meninos da Durmstrang eram uns gatinhos!

Acho que não sou a melhor pessoa para responder isso... E fica quieta aí, Rosa!

- E agora, receberemos nossos parceiros do Ocidente. Casa do Brooklyn! — apresentou Jorge.

Os olhares se dirigiram todos para a enorme porta do salão, aguardando que os misteriosos sangues-de-faraó entrassem. Porém, não havia nenhum sinal deles.

- Há-di! — ouviu-se um grito vindo do vitral atrás da mesa dos professores, que no mesmo momento explodiu em milhares de cacos de vidro.

Os professores gritaram feito loucos e, instintivamente, cobriram a cabeça com as mãos para que os cacos do vitral não atingissem suas cabeças. Mas para a surpresa de todos, os cacos não atingiram ninguém. Não atingiram nem ao menos o chão, para falar a verdade. Os pequenos pedacinhos de vidro pareciam flutuar no ar.

De dentro do buraco do vitral aberto pela explosão saíram duas pessoas que aparentavam ter uns trinta e oito anos mais ou menos. Um homem e uma mulher. Ambos levitavam igual aos cacos do vitral.

A mulher tinha olhos de um azul intenso e cabelos loiros com uma mecha da mesma cor dos olhos. Ela usava uma jaqueta de couro preta, jeans escuros e um coturno comprido que combinava perfeitamente com a jaqueta. E o homem... bem, eu não fiquei reparando no que ele vestia, mas notei que tinha cabelos cacheados e a pele morena.

O homem e a mulher "aterrissaram " no chão do salão, em frente à mesa dos professores. Logo atrás deles, pelo buraco do vitral, entraram levitando outros quarenta jovens, mais ou menos da minha idade, que pousaram logo ao lado do homem e da mulher que haviam entrado primeiro.

Para minha sorte, não havia apenas meninos na escola. Até que havia meninas bem bonitinhas, mas uma delas me chamou a atenção mais do que todas as outras, e não foi por causa de sua beleza. A garota tinha longos cabelos negros e lisos totalmente repicados nas pontas e seus olhos eram maravilhosamente acinzentados, porém... não possuíam brilho algum. Ela olhava de uma forma vaga e fixa, como se... como se nada pudesse ver.

Todos do salão pareciam espantados com o espetáculo que acabaram de presenciar. Encaravam aqueles estranhos que haviam acabado de entrar em nossa escola flutuando pelo vitral central, de queixo caído.

- Sadie, a explosão do vidro era realmente necessária? — murmurou o homem de cabelos cacheados virando-se para a mulher de mechas azuis no cabelo, que aparentemente chamava-se Sadie.

- Ah corta essa, Carter — murmurou ela em resposta — O Weasley pediu para que bolássemos uma entrada triunfal, e da uma olhada nisso! Aposto que ninguém, em toda a história dos Torneios Tribruxos, fez uma entrada igual à nossa. Foi incrivelmente...

- Irado — completou Jorge de queixo caído.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.