Topo do mundo

6 O grande dia — parte 2


Notas iniciais
Só tava em hiatus, viu? Mas muito Pirate Warriors 4 me inspirou. Nem contei pra Kori que ia postar. Hihihi.

Depois de uma sessão de fotos das noivas, Robin e Nami chamaram a todos para o jantar. Nami fez questão de anunciar que Sanji, seu padrinho, era o responsável pela bela comida que seria servida naquela noite.

Antes de servirem a comida, no entanto, Nojiko se levantou para propor um brinde. Ela fez um discurso rápido, mas poderoso, sobre como Nami e Robin enfrentaram tudo e todos para ficarem juntas. E provavam ao mundo que o amor tinha que prevalecer.

As noivas estavam sentadas lado a lado numa mesa clássica longa, com os pais e padrinhos logo ao lado. Garçons andavam de um lado para o outro servindo as entradas e as bebidas. Nami já estava animada por poder começar a beber espumante, mas tomou apenas uma tacinha para acompanhar o jantar. Sanji havia se superado. Não tinha nenhuma preocupação quanto a isso, mas sabia que ele tinha. E não era possível tecer críticas. Tudo estava ótimo, desde a entrada até a sobremesa.

O bolo estava majestoso. Tinha cinco andares, todo decorado com flores frescas. A camada externa tinha textura de renda e, no topo, uma miniatura das duas que Sanji havia feito à mão. Elas se divertiram para cortar e servir os primeiros pedaços, uma para a outra.

Robin chamou todos para a festa após receber um aviso de Hancock. Canapés seriam servidos constantemente durante toda a noite, e docinhos ficariam disponíveis junto ao bolo. No entanto, elas não podiam ir direto para a farra: precisavam tirar mais fotos. Muitas fotos. Nami já estava com a bochecha doendo de tanto sorrir quando chegaram ao fim. Tiraram foto com todos os convidados que quiseram. Fizeram muitas poses, mas estavam cansadas.

— Eu quero meu champagne! Cadê? — Nami chamou algum garçom por perto, que rapidamente deu uma taça para ela.

Não demorou nada e Nami estava na pista, dançando com Usopp, Kaya e Hikari. Robin ainda tinha que tirar mais algumas fotos e conversar com alguns convidados, mas Nami não aguentava mais, e Robin não hesitou em mandá-la ir se divertir. Pouco depois, Bellemere se juntou a ela com Hina, depois Nojiko, e logo a pista estava cheia. O vestido era longo, mas a cauda havia sido presa de um jeito específico para ajudá-la a se movimentar à vontade durante a festa.

Robin trocou palavras com todos os convidados que conseguiu. Precisava manter a pose. Olvia ficaria orgulhosa. Porém, já era hora de partir para o espumante. Não hesitou em pegar logo uma taça e se afastar gentilmente de um casal de conhecidos, afirmando que iria atrás de sua esposa.

Foi muito bem recebida quando se aproximou, por todos que estavam dançando. Ela não era tão boa nisso, mas não importava. Só importava passar o máximo de tempo possível com Nami, agora. A fotógrafa conseguiria capturar belos momentos. Robin quis chamar Olvia e Kuzan para dançar, mas sabia que não seria bem-sucedida nisso. Melhor não forçar a barra. Deixou eles à vontade após uma negativa gentil da mãe e voltou para a pista trazendo docinhos.

Sanji estava no espaço aberto do terraço, fumando, e recebendo elogios pelo jantar. Mal cabia dentro de si mesmo. Era excelente ouvir de várias pessoas que sua comida era excepcional. Ficou feliz com o sucesso, e também animado com a perspectiva de alavancar sua carreira no ramo de catering.

Em algum momento que ficou sozinho, virou-se para olhar a cidade e aceitou um uísque que lhe ofereceram. Terminou o cigarro e, quando pensou em ir para a pista de dança, viu que Zoro se aproximava. Tentou apressar o passo, mas Zoro fez o mesmo e conseguiu interceptá-lo.

— O jantar estava delicioso.

— Obrigado — Sanji pigarreou. Tentou driblá-lo, mas Zoro foi mais rápido, colocando-se na frente.

— Eu estive pensando...

— Surpreendente.

— E, depois desse casamento...

— Não quero casar.

— Decidi uma coisa. Mas preciso do seu consentimento.

— Hum. — Sanji cruzou os braços, curioso.

Zoro sacou o celular de dentro do bolso. Era imenso, e Sanji achava horroroso, mas não por isso fez a expressão espantada: na tela, Zoro atualizava uma informação em sua rede social, colocando Sanji Vinsmoke como seu namorado. Ainda faltava confirmar. Não era uma declaração à imprensa, nem nada grandioso, mas era... o que importava. Era o que queria. E esperava que transmitisse a Sanji a mensagem correta. Não era novidade que Zoro não era a melhor pessoa com as palavras, então, acreditava que sua atitude seria o suficiente.

Sanji ergueu os olhos para ele.

— Você tem certeza disso?

— Absoluta. — Zoro foi firme. Precisava.

Havia pensado muito. Havia colocado todas as possibilidades na mesa. Refletiu de todas as maneiras, todas os resultados que poderiam advir daquela decisão, e em todas que resultavam estar com Sanji ele ficava satisfeito. E, por fim, decidiu que precisava fazer o possível para consegui-lo de volta. Sabia que Sanji ainda o amava, de alguma forma, mas também sabia que ele não estava satisfeito com amor em segredo. Com meio termo. Com incertezas. Sanji precisava de um relacionamento por completo, e um parceiro inteiro, e não metade.

Sanji encarou a tela do aparelho por alguns instantes, depois apertou algo ali. Zoro, mais que rápido, virou o celular para ver que ele havia confirmado. A informação foi publicada e diversas notificações começaram a disparar em segundos. Ele colocou o aparelho no silencioso e devolveu no bolso. Sanji estremeceu quando Zoro pôs a mão em sua nuca e fez uma carícia suave do dedo; num sussurro, convidou-o para irem a um local mais reservado.

Nami e Robin dançaram. Tiraram mais fotos. Beberam e comeram tantos docinhos que Nami já estava quase achando que, caso tirasse o vestido, não entraria mais nele. Estava se sentindo tão feliz, que mal podia segurar o sorriso.

Em algum momento, ela percebeu que Sanji nunca apareceu para dançar. Chamou Robin para ajudá-la a procurar por ele, mas não encontraram. Robin percebeu que não via Zoro há algum tempo também, mas isso não era surpreendente, ele devia estar se embebedando por aí.

Decidiu procurá-los na sala reservada onde estavam se arrumando anteriormente e, ao abrir uma porta lá dentro, Nami quase gritou quando se deparou com Sanji, sem as calças, sentado de frente no colo de Zoro, que estava com as mãos por dentro da camisa do outro. Por sorte, o barulho era muito alto e eles não perceberam que ela fechou a porta rapidamente.

— O que foi?! — Robin falou ao olhar para ela.

— Nada. Vamos embora. — Nami começou a empurrar a mulher para fora dali.

— Nossa, o que aconteceu? — Robin disse quando Nami fechou a porta e encostou-se nela.

— Sofri um trauma muito grande agora, Robin. Não posso falar.

— Então vamos tomar uma água...

— Não podemos sair daqui. Outras pessoas podem entrar.

— Qual o problema?

— Meu Deus, o Zoro e o Sanji estavam lá, ok? Não vou falar mais nada.

— Ah — Robin deu um risinho. — E o que você viu?

— Nada, ainda bem que a camisa do Sanji é comprida. Mas vi o suficiente.

— Fiquei curiosa.

— Não seja safada. — Nami deu um beijinho nela. — Vamos ficar por perto até eles saírem. Acho que o Sanji morre se alguém flagrar os dois.

— Você já flagrou.

— Ele não precisa saber.

— Então vai me contar?

Nami abriu a boca, fingindo estar indignada com o atrevimento da esposa, mas acabou por descrever em detalhes o que havia conseguido ver, pelo menos. Robin se divertiu com o relato.

— Bom, as coisas se ajeitaram no final. — Robin falou, sorrindo. — Não vamos ficar em cima da porta, senão quando eles saírem vai ser muito óbvio.

Elas ficaram sentadas por ali e aproveitaram para beber mais espumante e trocar uns carinhos gentis. Curtir um momento só para elas naquela festa era difícil, e aquele parecia ideal. O ambiente estava maravilhoso e Nami nem conseguia pensar em fofocas e bobagens do gênero. Tanto fazia o que falariam, no final das contas. Ela estava no paraíso. Pisando nas nuvens. Tudo havia dado certo, havia sido perfeito. E dali só estava fadado a melhorar.

Algum tempo depois, Zoro e Sanji saíram da salinha, e Nami, já embriagada, decidiu que iria atazaná-los. Robin procurou impedir a esposa de ir colocar o amigo numa situação vexatória, e foi bem-sucedida ao colocar razão nela. Ainda tinha esse dom, ainda que sobre Nami bêbada. E olha que precisava de muito para embriagar aquela mulher. Ela havia bebido muito espumante mesmo. Estava precisando era de uma água.

A festa foi longe, mas somente até o horário reservado. Muitas pessoas ficaram até a hora de ir embora, mas em especial, todos os padrinhos e familiares, com exceção de Kaya e Usopp, que acabaram saindo mais cedo por causa da filha, o que era normal. Aliás, Hikari dançou tanto que não era surpreendente ela estar tão cansada.

Nami apressou Robin para irem embora na hora combinada, porque ela mais do que ninguém sabia como era insuportável para o staff lidar com riquinhos que não queriam ir para casa. Elas respeitariam todos que trabalharam naquele casamento.

Tudo correu perfeitamente. Sem erros. Nami e Robin beijaram Hancock tanto que ela ficou até sem jeito, mas também muito contente com o sucesso. Sanji também ganhou muitos beijos pelo jantar impecável.

Foi fácil ir embora, porque havia uma limusine esperando. Nami foi com uma taça cheia de água para casa, encostada na esposa. O resto do pessoal, ainda animado e cheios de energia, conversavam e riam de momentos do casamento. Robin e Nami nem curtiram tanto o passeio de limusine, mas não importava. Eram recém-casadas. Com a bela família por perto. Estava tão confortável e pacífico, apesar do barulho, que Nami quase pegou no sono.

Estava plena. Feliz. Não poderia estar mais feliz, aliás. E sentia no fundo do coração que Robin também estava.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.