Topo do mundo
34 Tempos infindos.
Notas iniciais
POV Narradora
Sou eu de novo, povos e povas. Eu sei, faz muito tempo né? Bem, aqui estou eu de novo. Ninguém se livra de mim assim tão fácil. Enfim, eu estou aqui para narrar um dos momentos finais, eu, eu sei, vão sentir minha falta, pior, foi ficar sem emprego, cara! De toda forma, chega de enrolação. Vamos nessa!
°°°
Rose já estava deitada, encarando o teto com uma cara de tédio nessa altura. Ela sabia que iria ser resgatada, mas venhamos e convenhamos, é muito chato ter que esperar por isso, principalmente quando você descobre que está conectada a uma espécie de energia que pode destruir a cidade onde você mora por quilômetros, em frações de segundos. A viagem de rapto dela já estava muito demorada. Mais de uma hora diria, viajar de um robô com jatos propulsores melhorados era uma coisa, mas ir de microbô com um cara louco é uma tortura lenta e dolorosa. E como ela já não tinha muita paciência.
— Pra onde esse maluco quer me levar, pro outro lado da terra? Será que estamos indo longe demais, e se a galera não conseguir me achar? Não, se controla Rô, eles são o Big Hero 6. Lógico que eles vão te salvar, principalmente quando o líder é um menino que se importa mesmo com você. Que só pra constar é muito lindo.— Pensou consigo mesmo meio vermelha, suspirando. Ah o amor é lindo demais não acham? Mas, Rose minha querida, não é a hora, caramba!
— Enfim, não tem nem perigo de não virem. Eu conheço esses malucos, irão vi me ajudar mesmo que eu não quisesse.— Sussurrou se sentando abraçando os joelhos. A mesma sabia que era por essa razão que Yokai a sequestrou. Eles tinham que ter um motivo pra ir atrás dele, nesse caso sem pensar e sem hesitar. Ela era esse comprovante que eles não deixariam de aparecer. Um motivo forte, que se não for esse não sabia mais o que era.
— Rô, Rô você tá na escuta?— Uma voz soou nos ouvidos da menina como um coro de anjos no comunicador. Sorriu quase instantaneamente assim que ouviu o som. Era nada menos do que Hiro, ou, pelo menos, a voz dele.
— Eu estou sim. Mas, e vocês, onde estão?— Indagou preocupada e meio (leia totalmente) irritada. Ela já estava bem preocupada.
— Seguindo de uma distância segura, e quase pronto para o ataque. Suas flechas voltaram a funcionar?— Perguntou com certo tom traveso que tinha.
— Sim voltaram, mas é melhor nós entramos no esconderijo dele. Não querendo dar um de Fred, mas é melhor destruir a máquina já lá dentro do que esperar ele trazer pra fora. Falo com vocês depois, ele já deve tá desconfiando dos sussurros.— Afirmou desligando. A mesma sentiu um solavanco na bolha que a fez praticamente voar pra frente. Não ficando inconsciente só por causa do capacete.
— Ai! Que bruto! Não sabe nem carregar uma pessoa! O que eu tô falado, isso tudo vai me deixar meio sem noção! Só falta eu voltar pra onde eu tava!— Falou revirando os olhos. Outro solavanco, que dessa vez a fez ir pra trás. Batendo em cheio as costas no locl.
— Eu e a minha boca grande.— Pensou no chão da bolha. Quando sentiu que parou de ser carregada. A bolha estava agora saindo do ar e aterrissando delicadamente no chão. Dessa vez é delicado né? Em todo caso, Rose sentiu que estava no chão de algum local. Não sabia qual local, mas de algum. A bolha se desfazia as poucos de cima pra baixo, deixando o local externo lentamente visível. Ela não pode reagir, pois no mesmo momento uma pequena jaula de microbôs se formou ao seu redor, ser a isca do plano é fogo! Com certeza daria o troco no Hiro por isso, o mesmo poderia esperar plantas carnívoras no laboratório, ou alguém ia ficar muito tempo sem ver a janela por um tempo. Rose não podia mal se mexer dentro da cela improvisada. As flechas estavam ativadas, mas não agiria no momento, era muito arriscado, tinha que esperar o pessoal chegar e, geralmente, é nessa hora que os vilões fazem uma descrição detalhada de seus planos. Foi isso que ela pensou.
— Eu acho que estou andando com o Fred demais.— Como eu disse, pensou.
O local não era no outro lado do mundo não, mas sim na própria cidade, em uma rua consideravelmente movimentada. O problema era que o esconderijo era em um casarão abandonado, e nos quartos mais profundos, porém com muitas janelas, deixando a luz solar entrar livremente. E, era na rua da Krei tech! Sério, isso tá virando rotina. Dentro havia várias peças quânticas e bastante complexas. Estava aparentemente sozinha no local, checou umas mil vezes. Entrou em contato no comunicador com os outros.
— Hiro, Hiro estão aí?— Indagou com a mão no comunicador.
— Estamos na rua onde foi levada. Mas, perdemos você de vista. Onde você tá?— Hiro perguntou preocupado.
— Eu estou no subterrâneo. E há várias peças de máquinas quânticas isso é estranho, acho que a luz alimenta a máquina, e por sua vez, a ativa. Não venham agora, ele sumiu e está muito calado, não é um bom sinal. Mas, estou viva se quer saber.— Rô afirmou no seu senso de humor básico.
— Eu amo esse seu senso de humor, sabia?— Hiro falou. A garota ficou vermelha. Realmente ficar afim do que era seu melhor amigo é embaraçoso
— Olha, eu sei que o amor é lindo, mas nós temos uma cidade para salvar então, deixa para namorar depois!— Gogo gritou histericamente fazendo todos colocarem as mãos nos tímpanos.
— Tá certo, só não grita outra vez. Minha audição não vai aguentar não.— Rô afirmou.
— E não é só ela não.— Todos disseram em uníssono entre dentes.
— Olha me desculpem é que o assunto é sério.— Gogo afirmou. Há! Gogo e suas patadas diaras, sem patadas não seria Gogo Tomago. E no fundo, os amigos gostavam desse jeito dela, durão.
— Agora, nós entramos quando você achar que é seguro.— Honey disse fazendo a morena no outro lado da linha sorrir.
— É muito bom ouvir você de novo, mana, cuida desse cabeção pra ele não fazer besteira. Eu te conheço Hiro. Você é bem impulsivo.— A morena falou com certa malícia.
— Bom, isso é muito confuso, sem comparação. Esse maluco quer algo com química quântica. O que vocês acham que é?— Indagou.
— Eu não sei, só que queremos ir até aí para te resgatar.— Hiro afirmou.
— Daqui a puco vocês vêm. Mas, sejam pacientes. Ok. Esperem o meu sinal, isso é pra você Hiro. Até logo.— A mesma se despediu.
— Ela vai ficar bem. Eu tenho quase 100% de certeza disso.— Hiro tentou dizer, sem parecer nervoso. Coisa que estava bem visível no seu rosto.
— Não precisa ficar apreensivo assim. Ela sabe se cuidar muito bem, ser herói está no sangue dela. Literalmente. Afinal, ela tem uma ligação bem interessante com a luz do infindo.— Fred os lembrou. Eu diria até meio anormal, ainda bem que não podem me ouvir.
— Em fim. Mas, ela foi levada em uma bola de micobôs. Ela não viu a entrada, onde será que fica então?— Wasabi fez a pergunta que deixou todos parados sem respostas como tontos, no meio do nada.
De fato, eles não sabiam a entrada, somente a rua onde eles estavam, e como é bem movimentada, levaria um pouco de tempo para encontrar a entrada.
— È oficial temos um problema.—Hiro falou.
°°°
— Você é uma moça curiosa.— Yokai afirmou. Rose estava fixada nas peças quânticas no momento.
— Talvez seja porque eu queira saber eu estou presa em um lugar tão agradável.— Não importa a situação, ou ela vai ser sarcástica ou irônica. Era sua maca registrada na vida. Essa daí é fogo!
— Minha cara, uma pergunta, você já quis mudar a história?— Indagou a ela. Que arqueou a sobrancelha.
— Quem não quer. Por quê?— Disse assustada. Afinal a psicopatia desse cara não tinha muito limite.
— Porque é exatamente o que vou fazer.— Terminou deixando a morena em estado de choque. Era pra isso que ele queria isso tudo era…uma máquina do tempo! Ele queria mudar a história, porém qual ponto da história? Ele tinha a oportunidade de mudar tanta coisa, e era isso que apavorava a adolescente. Com a fonte forte suficiente, poderia pôr o plano em prática.
— Esse maluco podendo controlar o tempo, isso não vai ser bom.— Ela pensou. E fato, não iria ser nada bom. Há não mesmo.
°°°
— Vai demorara uma eternidade pra achar a entrada sem a ajuda da Rose. Afinal, ela era a única que tinha o instinto natural pra achar a luz.— Gogo opinou com seu sarcasmo natural.
— Diga uma coisa que não sabemos. A rua é movimentada e está fora de cogitação ficar procurando com as roupas de herói, se a população nos virem vão fazer zilhões de perguntas. E de longe, essa não é a hora.— Honey afirmou. E ela tinha toda razão assim como ficar em cima de um telhado não era confortável.
— Gente na escuta?—Rô entrou em contato.
— Sim na escuta.— Todos disseram em uníssono.
— Onde você está, por onde podemos entrar?— Fred indagou.
— Gente, estão vendo o prédio perto da Kei Tech. Um grande, meio velho, cinza com muitas janelas?— Perguntou fazendo todos olhares para o norte. Como ela descreveu era assim. Além de caindo aos pedaços, e muito.
— Sim, e mais uma coisa, vocês já lutaram contra o tempo?— A mesma indagou fazendo todos ficarem confusos.
— Não.— Fred respondeu.
— Ele fez uma máquina do tempo, então posso dizer que o tempo definitivamente não está ao nosso favor.—Afirmou chocando todos. De fato, não estava mesmo. E com o tempo, não queira tê-lo com inimigo.
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