Topo do mundo
16 Reencontros
Notas iniciais

POV Narradora
Olá povos e povas! Hoje o POV é oficialmente meu! Eu sei legal! As tretas serão grandes! Bem eu vou parar de enrolar e logo ao ponto. Sei, eu falo demais. Vamos, treta, treta, treta...
***
A passagem foi um tanto turbulenta. O transporte entre os sonhos era difícil demais. Era uma espécie de ventania em espiral que impedia sua visão, o som era de um avião decolando. Você sentia, porém, seu corpo ser abraçado pelo vento; era confortável. Resumo: é com estar em uma queda livre, mas sem o paraquedas. Depois de uma viagem e tanto, eles chegaram ao local que queriam. Honey e Rose estavam tontas e com náuseas. Muitas náuseas. A moça permanecia estranhamente bem, como se fosse comum para ela. Certo, ela era muito estranha!
–Podemos voltar pra pegar meu estômago? Acho que ficou nas últimas rotações. -Rô falou irônica enquanto se sentia enjoada. Ela estava a ponto de vomitar. Mas conteve-se. Ela olhou ao redor.
Era uma sala maior de onde estavam. Era diferente do branco, era negra. Porém dava para enxergar. Ateava um vento frio no local que dava arrepios. Ela olhava ao redor como todas. Deixou de ver o lugar para ver como estava Honey.
–Honey, você está bem?-ela perguntou a garota que estava se apoiando no braço de Rô. Ela estava tonta, no entanto se normalizou em seguida.
–Eu estou completamente bem, agora. –ela citou.
–Moça, onde estamos?-Honey inquiriu a mesma. Olhando ao redor como Rose.
–Nos sonho, ou melhor, pesadelos dos seus amigos que restaram, ele já os venceram seus medos, porém estão presos já que eu sou a responsável por tirar todos vocês daqui. -ela falou séria enquanto ia ao sul com passadas fortes. Suas respirações eram intensas e seus batimentos rápidos. A moça fez um movimento de mãos e fez reaparecer a porta oval dourada que parou dentro da sala de memórias.
–Que sala é essa?-As duas “visitantes” perguntaram.
–É uma sala de memórias. Meninas, eu sou a consciência do Hiro. -ela disse calmamente.
–Como?!-elas exclamaram ao mesmo tempo. Com os olhos arregalados de completo pânico. -Ok, essa a situação mais estranha de toda a minha vida. Onde eu fui me meter?-Rô afirmou choramingando.
–Eu sou do efeito do gás, parte da mente dele ficou interligada a de vocês, pois sou responsável por tirá-los daqui. Só vocês me sentem aqui, ele não. –disse indo ao oeste do local.
–Por que nos trouxe a essa sala moça?-Honey perguntou olhando alguns orbs.
–Seus amigos estão em algum sonho, vou pegar um mapa de referência aqui e encontra-los. Estão em alguma parte que não acho. -ela falou segurando vários pergaminhos. Honey estava ajudando a procurar o mapa e a Rô bem, ficou a observar os orbs. Percebeu que tinha imagens passando dentro delas. Como os gifs da internet.
–Já viu todos esses orbs?-ela perguntou curiosa olhando atentamente.
–Uma vez cada, se não me engano. -respondeu a ela.
Como não tinha nada pra fazer, ficou caminhando pela sala. Ela observa os orbs negros que tinham certa frequência em um determinado período. Como era uma pouco curiosa (tá, muito curiosa!) chegou mais perto. Como era esperta (cara a menina é um prodígio!) viu o primeiro orb da sequência, não sendo negro, mas sim, cinza azulado. Que por sinal era o único do local. Como estava desocupada, ela chegou mais perto desse orb da série na estante. Assim que fez isso, o brilho do mesmo aumentou a intensidade com sua presença, deixando receosa, mas impressionada com a reação. Ela hesitou por um momento, mas tomou coragem e tocou a bola com suas mãos. Uma luz forte, azul, envolveu seus alegres olhos verde-esmeralda assim como ela toda. Um ruído surgiu como em um sussurro (ruídos, ruídos, ruídos! Eu em!):
“Isso irá lhe conduzir a um caminho agora.”
Um cenário começou a ser construído no mesmo momento. Aos poucos o lugar tomou forma. Imediatamente ela se encontrava no ambiente da faculdade. Mas não era como de costumeira estar, era em outro dia. Ou melhor, noite. Permanecia tudo iluminado.
– O dia da apresentação. -ela reconheceu o local. -Como é possível?-continuou.
Ela estava em uma parte escondida do local, entre árvores. Estava perto da ponte, à mesma via Tadashi apoiado no corrimão olhando o prédio.
–Mas como? Ele não tinha...?-ela não terminou a frase. Não ousaria. Percebeu que tinha outra pessoa vinha do sul. Ela revolveu e viu Hiro.
– Hiro, não acredito! Eu tô aqui, eu e a Honey... –ela não completou a frase. O garoto passou por ela como nem existisse. Invisível. Ela se encolheu. Virou-se devagar.
– Eu não existo. Sou invisível. Aqui é uma memória. -ela ponderou respirando fundo.
Chego bem perto dos dois, não fora percebida. Chegou perto o suficiente para ouvir a conversa. Esboçou um sorriso leve e até meio triste. Ela sabia que Hiro tinha um carinho muito grande pelo seu irmão, compreendia também que Tadashi era um bom rapaz e sentia muito por sua morte. Uma das frases chamou muito a atenção da garota.
–Obrigado por nunca desisti de mim. – Hiro proferiu. Aquilo mexeu com a garota, sabia que ele ia robôlutas, mas nunca imaginou que o irmão causaria uma mudança tão profunda no garoto. Em seguida a isso ouviu um alarme. Todos os três correram em direção ao prédio. Ele estava sendo cosumido pelas chamas. Encontrava-se uma expressão de assombro em seu rosto. Tadashi amparou uma mulher.
–Você está bem?-Tadashi inquiriu preocupado.
–Sim, mas... O professor Callaghan ainda está lá dentro.
Tadashi iria ingressar no local, mas Hiro o impediu. Ela nunca soubera o que tinha acontecido ainda aquele momento, estava lá longe, já sendo atendida. Ela viu o desespero do garoto, sua expressão era de medo completo. O prédio explodiu. Ela não sentiu efeito algum, mas a luminosidade a obrigou a cobrir o rosto. Em seguida só viu Hiro clamar pelo irmão desesperadamente.
A imagem se extinguiu, dando lugar à escuridão novamente. Em seguida o ruído resurgiu das sombras que se encontrava:
“Escolha o próximo acontecimento, ele levará você ao lugar que queira ir.”
Vários fios azuis brilhantes aparecerem ao seu redor. Observou e arrazoou. Estendeu a mão hesitante. Optou pelo que levaria a imagem seguinte da passagem que fora retirada. A mesma foi conduzida a outro lugar.
O lugar era um ambiente tétrico e chuvoso. Quando se deu conta estava em um velório. Era o velório do Tadashi. Via várias pessoas com flores e velas em frente a um grande prédio. A cena muda novamente a um cemitério. Ele estava cheio de pessoas de preto e começou a chover, entretanto ela não se molhava. De novo em outro local, que a mesma reconheceu sendo a casa dos Hamada.
Ela via a casa lotada de pessoas vestidas de preto e semblantes pesarosos. Começou a andar em direção a parte superior da casa. Viu seus amigos consolarem a dona Cass após o enterro. Notou alguma pessoa sozinha na escada. Subiu os degraus lentamente. Deu de cara com Hiro cabisbaixo. Estava com a cara virada para o chão. Ainda não era notada. O menino se levantou. Ficou cara a cara com o garoto. Ela via a aflição em seus olhos castanhos que não refletia mais alegria, mas sim a dor, ela se sentiu ser consumida por pena imediatamente. O garoto virou e foi embora, nem percebera que uma futura amiga o observava, ela seguiu o garoto. Ele estava encolhido e chorando, chorando muito com soluços fortes. A imagem se dissolveu em uma cor azul degradê. Ela começou a dar pequenos passos pra trás. Esbarrou em alguém levando um susto em seguida. Era a moça-consciência.
–Não pode ficar olhando as memórias dos outros assim. -disse ela de um jeito doce.
–Eu só queria saber o que aconteceu pra ele ficar tão... Triste assim. Sempre foi tão alegre. E eu... Não fazia ideia que ela tinha já tinha passado. -falou em um tom monótono.
–Entendo, mas vamos, temos que ir. — a moça disse.
–Certo. — e se juntou as meninas. Mas antes ela se virou, dando uma última e boa olhada na sala de memórias.
***
Andavam pela sala negra novamente. Tinham achado o mapa e a moça-consciência as guiavam. Ela tinha pegado uma espécie de varinha que iluminava. Não desgrudavam dela de jeito nenhum.
–Silêncio. Aqui é perigoso. -ela as advertiu parando elas com seu braço estendido.
–O que houve?-Honey perguntou meio assustada.
–É aqui a área dos pesadelos mais perigosos. Eles podem farejar o medo. -respondeu aflita sussurrando.
Elas passaram cuidadosamente. Era um local cheio de gaiolas e coisas tenebrosas. Os piores pesadelos que você possa imaginar. Com um movimento de mãos a moça as vendou. Conseguiram passar em segurança. Ela as regia. Aproximaram-se de algumas pessoas, eram eles. O resto da equipe. Continuavam perdidos.
–Gente!-Rose e Honey falaram em uníssono. As duas correram em encontro de seus amigos, foram muitos abraços, perguntas e “vocês estão bem?”. Depois disso tudo a moça novamente explicou quem era e onde estavam.
–Muito legal o reencontro de vocês, mas o Hiro está as suas procuras. Precisam ir embora. -ela disse sorrindo leve.
Em seguida com uma agitação da “varinha”, começou a movê-la em espirais. Em seguida abrindo o portal da saída.
–Vão logo, não se demorem. -ela disse apontando com a cabeça.
–Thau. — todos disseram acenando. Rô deu um passo em falso e retornou.
–Obrigada por tudo, a gente se vê em breve. -Rose falou abraçando a moça.
–Espera se você é a consciência, e quando o efeito acabar, quando nos formos embora, você vai morrer?-a garota perguntou aflita.
–Transformar; vou voltar ao meu estado “normal”. Até logo Rose Bennett.
–Você sabe meu sobrenome?-perguntou.
–Sim, agora vá. – a moça disse.
–Olha, só mais uma coisa, você até parece um pouco comigo. Sabe os mesmos olhos verdes. -a mesma falou apontando pros olhos.
–Pois é. Eu sei, agora vá, precisar ir agora. -a moça continuou.
Atravessaram em seguida, saíram. Não tinham mais medos.
***
Hiro continuava a correr pela biblioteca. Ele chamava, chamava, chamava, chamava... E ninguém aparecia. O coitado já sofreu tanto!
–Baymax, os seus sensores captaram algo?-perguntou ofegando se apoiando nos joelhos.
–Ainda não, sem sinais cardíacos fortes. Nenhum dele acordou ainda. -Baymax respondeu.
–Que droga! Não achamos ninguém. -ele bateu o pé. Respirou fundo.
Estava no centro da biblioteca com grandes livros, poltronas e o tapete persa bem caro. No centro, os computadores dos registros. Tudo da biblioteca tinha lá, mas era somente para funcionários da maior confiança da cidade escolhidos a dedo. Pois continha dados importantes de São Fransokyo, era vigiado duramente 24 horas pelos seguranças, que não estava mais ali. Deixando-os sem proteção, as câmeras também estavam desligadas.
Ele notou um dos computadores ligado, o que era no mínimo estranho, porque todos os outros estavam fora de operação. Ele chegou perto e viu que a página aberta era nos arquivos antigos da biblioteca. Sentou-se na cadeira e começou a pesquisar nele. Ponderou milhões de hipóteses de que Callaghan procurava e que esteve lá provavelmente, naquele computador. Consegui hackear o sistema local de segurança (foi para uma boa causa). E depois de uns 10 minutos achou o histórico.
–Ainda bem que não era paranoia minha, eu sabia. -ele viu que a última página era de um projeto esquecido, que nem viu direito pela pressa de pegar algo. -E que bom que não sai sem isso. -ele pegou seu pen drive pessoal do bolso do moletom.
Plugou no computador e baixou os dados, enquanto vigiava. Ele viu que tinha mais alguém à biblioteca, era Yokai conferindo se ainda estavam desacordados e se não tinha mais ninguém. Pegou o pen drive, nem viu direito o que era o que tinha baixado; resguardou Baymax dentro de um armário e se escondeu debaixo da mesa torcendo que não fosse pego. Estava sem armadura ou arma, não teria como lutar corpo a corpo, apesar de saber artes marciais. Ele se sentou na cadeira. Hiro estava suando e seu coração aceleradíssimo. Yokai fechou só computador e foi embora, dava para ouvir o bater da porta. Hiro soltou um suspiro de alívio. Saiu de debaixo da mesa, não estava ainda disposto de olhar nos olhos daquele homem. O simples fato de pronunciar seu nome, já lhe causava raiva. Mas, também no fundo sentia pena, que apesar de tudo ele também estava triste por perder a filha, embora não seja razão pra pirar, querer matar alguém e destruir a cidade. Quando ainda estava preso sabia que Abigail raramente ia vê-lo, e quando ia, tratava-o friamente como nem se fosse seu pai, porém havia dias que até mesmo o abraçava e conversava civilizadamente, mas na maioria das vezes o tratava com frieza. Balançou a cabeça, pegou Baymax e prossegui sua busca pelos seus amigos que estavam mais perto que ele imaginava.
***
Todos estavam despertando: Rose, Honey, Fred, Wasabi e Gogo. E todos acordaram em um sobressalto. Todos voltaram à realidade e estavam sorrindo, em seguida se levantaram. Começaram suas próprias buscas. O problema era cada em uma direção diferente. O que por lógica deixaria as coisas um pouco mais difíceis.
***
Rose estava rondando a biblioteca, assim como todos. Por todos os lados só os livros era o que via. Corria desesperadamente em busca dos amigos, silêncio. Era tudo que ouvia. Ou melhor, não ouvia, sei lá!
–Gente, gente! Podem me ouvir!-ela berrava (esse é o termo mesmo!), ninguém respondia ainda era muito longe dos outros que em movimento deixava mais difícil se acharem. Exceto umas pessoinhas adivinha... Isso mesmo, eles! Pois é né! De repente a bússola ficou obsoleta em comparação a intuição. Enfim, eles todos se encontraram.
Ele estava no corredor chamando todos, que Rose ouviu. Correu feito uma louca pela biblioteca, a regra de fazer silêncio foi para o espaço! A mesma deu de cara com a duplinha. Em ambos dos adolescentes, não pôde conter o sorriso de orelha a orelha dos dois. Em um deles, ou melhor, dela, não conseguiu conter as lágrimas de alegria. Hiro esperava um: “te achei” ou “como você está?”. Mas na realidade acabou ganhando um grande abraço, a garota entrelaçava os braços nos seus ombros, abraçando-o forte como ele fosse evapora no ar. Estavam tão colados que um podia sentir os batimentos do outro, ele ficou confuso por um tempo, mas depois retribuiu o abraço e um tempinho depois (quer dizer, 10 minutos depois, desgruda!). Baymax se juntou a eles e ficaram assim. Após se separarem, foram conversar.
–Mas que mania em? Que mania você tem em meter a gente em confusão!-ela falou irônica com os olhos marejados e com um largo sorriso.
–É um dos meus dons!-Hiro respondeu irônico.
–Eu fiquei preocupado com você, com todos vocês. Têm que parar com isso. –admitiu sendo brincalhão no final.
–Obrigada eu acho... Temos que achar os outros. -ela disse limpando as lágrimas e se recompondo.
–Não precisa. -Gogo disse. Os três se viraram.
–Gente. -Hiro falou alegre e corendo até eles.
–Vocês estão vivos. Seus malucos! Quase me matam do coração. –Hiro falou com uma cara engraçada.
–Sou equipado com desfibriladores, afastem-se. -Baymax falou.
–Espera! É só uma expressão!-Hiro falou dando um pulo pra trás e levantando os braços em forma de rendição. Todos riram, estavam juntos novamente.
–Eu achei o que Callaghan queria, mas vamos embora. -todos correram para saída. Chegando lá estava cheio de carros de polícia.
–Estamos ferrados. -Gogo falou baixo. Todos assentiram.
***
Depois de um longo interrogatório com cada, eles foram liberados. Estavam atrás de Callaghan, e como únicas testemunhas locais, foram feitas várias perguntas, várias perguntas. Pois, achara muito estranho só um terremoto, e mesmo São Fransokyo ser um local propenso pra isso, só um é muito raro, principalmente exclusivo em um local. Quando viram que Callaghan escapou, as buscas começaram imediatamente. Acharam que o terremoto fosse pra encobri, já que espantaria bisbilhoteiros por protocolo de segurança da cidade (já que, normalmente, as pessoas costumam ser retiradas dos lugares em que acontecem terremotos até que se tenha absoluta certeza de que não correm mais nenhum perigo ao ficar lá). Porém, foi uma tática de escape muito bem-sucedida. Além de distração, por pretexto dos tremores. O que ele procurava; não sabiam. Os heróis ainda não tinham sido contactados, para dar uma chance aos policiais, desde que eles chegaram os negócios estavam meio fraquinho. A perícia já estava começando a investigar toda a cela. Ela foi encontrada vazia após o alarme tocar.
Depois de várias perguntas individuais de se eles sabiam o que ele queria, onde queria, luzes na cara e de eles mentiram mais do que o Pinóquio; voltaram para a casa do Hiro. Já na entrado sua tia os avistou.
–Você está bem? Diga-me que está. -Cass perguntou ao sobrinho.
–Sim, eu estou tia. -ele respondeu olhando a mesma ternamente. Não gostava de vê-la preocupada por sua causa.
–Eu vi o noticiário de hoje à noite, que bom que todos estão bem. Rose; ligaram pra você. -ela falou a moça.
–O quê?!-ela saiu correndo desesperada, tropeçando em tudo. Subindo as escadas rapidamente.
10 chamadas não atendidas. Todas da Alana. Ela retornou, explicou que estava bem e implorou para não buscarem ela, depois de mil e uma desculpas diferentes, Alana acabou cedendo. Trocaram-se para dormir.
–Que dia! Não piso em uma biblioteca por um bom tempo. Além de explicar depois aos policiais sobre colocar luzes fortes na cara das pessoas não é lá muito legal. –Hiro falou se jogando na cama.
–O lance do gás foi sinistro. -Gogo falou arrumando a mochila cinza que tinha levado.
–Qual foi seu pesadelo?-Wasabi perguntou, arrumando seu colchonete.
–Ficar sozinha sem vocês. -admitiu esboçando um leve sorriso. -Meus doidos favoritos.
–Eu também, mas de uma forma diferente. -Wasabi disse cansado.
–Acho que todos foram assim. -Honey disse. Hiro estava apreensivo. Seu pesadelo fora diferente de certa forma, ou seja, totalmente diferente de todos. Todos perceberam isso, menos a Rose já que não estava à pá da situação toda, não sabia que ele tinha quase matado alguém. Ele tinha coragem de dizer algo tão perturbador para uma pessoa tão tranquila. Se ela não aceitasse esse fato? Se fosse embora? E os amigos reagiram a essa lembrança um tanto dolorosa? Eram coisas demais, para uma pessoa de 15 anos pensar. Ela corria perigo, isso ele nunca aceitou. Mas ela precisava saber. Seu receio real era que ela simplesmente não... Entendesse. Porque ele fez aquilo. Sua reação a aquela noticia, e de seus amigos também, mas ele sabia que isso tinha de ser resolvido de vez. Ele parou de pensar nisso e foi ponderar, estava na janela a sós com seus pensamentos.
–Fred, podemos até sua casa amanhã?-Hiro sugeriu ainda na janela. Era grande e cheia de jogos. Seriam perfeitos para esquecer-se daquele fato estressante, heróis também é gente!
–Boa ideia! Amanhã vamos. — ele confirmou. Voltou a ler seus quadrinhos.
–Boa noite gente. Vão dormir. -Cassa falou. Era a hora de dormir, depois de rodadas de pedra, papel e tesoura, Rose que fora chamar Hiro para dormir enquanto os outros já se deitavam e repousavam.
–Tá na hora de dormir. -ela falou. Estava com o mesmo pijama, como todos. Todos estavam mortos de cansados do dia “incomum”.
–Certo. Rô... Você já fez algo que pudesse se arrepender?-ele perguntou receoso.
–Bem não que eu lembre. Já aprontei muito quando criança, mas... Acho que sim. Eu não sei. Por quê?-rebateu.
–Por nada. Vocês vão ficar bem mesmo? Não precisam de nada mesmo. -ele falou ficando nervoso, aqueles pensamentos mexerá com ele demais, o bem-estar de seus amigos era o mais importante. Ele nem se tocou que estava tipo... Surtando!
–Seus batimentos aumentaram, está muito agitado. -Baymax falou.
–Hiro calma — a garota segurou nos seus braços, deixado o menino no mesmo nível dos seus olhos verdes-esmeralda –ninguém aqui é feito de papel, vamos ficar bem. — Ela afrouxou a pressão das mãos e o soltou.
–Você precisar dormir, essa agitação toda não é bom, tá. -tinha preocupação na sua voz bem como em sua expressão.
–Desculpe. -ele disse mais sossegado.
–Não precisa se desculpar. Só se acalme. – falou, a mesma foi para seu colchonete.
Ele foi pra sua cama e todos foram dormir. Baymax foi para sua caixa, Hiro ficou a fitar o teto por algum tempo. Os pesadelos, o arquivo misterioso e uma sensação inexplicavelmente boa cursando sua mente, foram às últimas coisas que sentiu antes de dormir...
Fale com o autor