Topo do mundo

6 Diversão no parque


Notas iniciais
um capítulo novíssimo, espero que goste, é o primeiro POV da Rose, é essa maluca vai ter os próprios POV´S. Divirtam-se.-A ESCRITORA.

POV Rose

Já estava na hora de me encontrar com o pessoal, o Hiro e a turma me convidaram pra sair, decidimos dar uma volta no parque de diversões, ele e galera, eram gente de bem, gostavam muito deles, apesar de serem... Estranhamente familiares, deve ser besteira minha. O dia seguinte passou rápido na faculdade, estava ansiosa para ir ao parque, por que tava querendo ir faz tempo. Agora não vou mais sozinha, detesto andar sozinha! Mal prestei atenção na aula, tava pensando em mais tarde. Como somos “vizinhos” de laboratório, é lógico evidente que eu e o Hiro topamos um com o outro varia vezes. E também com o Baymax, era o robô mais fofo que conheci, gente é tão fofo que devia ser proibido! Marcamos nós encontrar as 04h00 no café gato da sorte, o melhor café da região, tinha o capuchino mais divino de todos! Eu amava aquele capuchino!

Entrei dentro do lugar que era animado e vivo. Cheio de cardápios, placas dos pratos da casa, mesas bonitinha com toalhas xadrezes em vermelho e branco, pequenas flores enfeitando, estilo anos 60 em simpáticos tons pastéis, era fofo. Por sinal eu fui a ultima a chegar, talvez pelo lance de todo mundo já tivesse chegado. Estavam numa mesa não muito longe da entrada, como era a primeira vez que eu saia com aquele pessoal, queria causar uma boa primeira impressão, vamos dizer que eu tenho um pouco de dificuldades em digamos... Convívio social. Além do mais, queria esta acompanhada ao parque como disse detesto andar sozinha. Eu estava usando uma blusa comprida de alça grossa com uma gola arredonda, quase parecendo um vestido que batia na parte superior no meu fêmur. Era um estilo tubinho reto, que era listrado em rosa, lilás e com um cinto roxo. (sim eu sou louca por listras!), uma calça jeans azul marinho, com detalhes de flores azul-gelo, uma sapatilha verde-água com laços amarelos. Meu cabelo estava metade preso e metade solto, pois duas mechas dele eram presas em um fino rabo-de- cavalo, enfeitado com pequenas piranhazinhas brilhantes em forma de flores, que quando reflitam contra a luz dava efeito de Glitter e uma pulseira rosa-pink (também sou louca por pulseiras!). Encontrei com o pessoal.

–Oi gente. -eu falei tentando soar cortês, sentando-se à mesa em seguida.

– Olá Rose. — Honey falou sendo a primeira a me cumprimentar. Ela estava usando uma roupa que dava para ver que consistiam na época dos anos 60 e 70. Um vestido amarelo ouro com uma gola Peter-pan, branca, legs também brancas meio acinzentadas, saltos altos plataforma amarelos claros, uma tiara na cabeça amarela da mesma cor e um grande casaco cor-de-rosa, com botões de morango, e uma bolsa lateral bege, enfeitados de bolinhas peludas e seus óculos de aros rosa no rosto. Seus cabelos loiros estavam soltos. — então como você esta passando?- ela continuou amigavelmente.

– Eu estou muito bem, obrigado. — eu respondi sorrindo leve.

– Ótimos então todos prontos para ir? Eu estou loca pra andar no carro bate-bate. Era a Gogo, ela estava usando uma jaqueta de couro cinza escuro, uma blusa branca, uma calça também cinza escuro com manchas violetas, debaixo de um short preto com raias vermelhas, e luvas de motociclistas que deixavam seus dedos á amostra. Usava também um batom lilás e sombra da mesma cor. –onde estão meus modos, como vai Rô, Hiro disse que podemos chamar você assim. -ela disse.

– Sim pode me chama de Rô. — eu falei a eles.

– Então Rô, você não se importou com que o Fred disse certo?- Wasabi disse, ele vestia um suéter verde-grama enfeitado com quadrados amarelo-chá, calças pretas e um sapato jikatabai da mesma cor. Uma espécie de faixa verde-oliva na cabeça, dando as caras seu estilo japonês.

– Sem ofensas Rô, eu estava só cuidando da nossa segurança dos alienígenas que estão infiltrados na sociedade, eles acham que nos engana, mas eu sou mais esperto e tenho um plano, que é confidencial. — Fred o maluco que me chamou de alienígena, não era o que eu, digamos... Mais “simpatizava”, mesmo assim era legal. O maluco usava uma blusa vermelho- sangue, quase beirando o rosa, com um monstro kaiju estampado nela, com mangas brancas, calção verde-escuro e um tênis branco com cadarços verde-escuros e um gorro verde com a cara de um monstro. Ok! Ele era esquizito.

– Certo, já que todo mundo tirou suas duvidas e fez seus comentários, vamos? Era o Hiro. Eu tinha mesmo uma leve impressão que ele era familiar, familiar até demais, é como já tivesse o visto antes em algum lugar. Enfim, ele usava um moletom azul, uma blusa vermelha com uma espécie de robô (ele gostava mesmo de robôs! Eu em!), uma bermuda bege e um tênis preto com cardaços amarelos, trazia junto o seu companheiro inseparável: Baymax, aquele robozinho gentil que me fez o favor de cuidar de mim. Sério muito fofo!O Hiro tinha cara que já tinha aprontado muito e não to falando só das robôlutas era algo mais... Além disso. Antes de ir a tia dele fez questão de nos dar um lanche por conta da casa, um capuchino (meu preferido! Com chocolate!), e um donut pra cada. Entramos no carro do Wasabi (uma van grande pra nós todos, incluindo o Baymax), E seguimos o bonde ao parque.

***

Chegamos! Uma observação. Retiro o que disse, o Baymax ocupou espaço demais que ficamos muito espremidos, mas voltando ao parque! O lugar era acalorado! Cheio de luzes, sons e muita mais muita DIVERSÃO! Assim que chegamos a Honey disse que queria ir à roda gigante e varias outras coisas, Wasabi comprou nossos ingressos, e entramos. Tinha mil e um brinquedos diferentes, música animada tocava das caixas de som do parque, que acendia as luzes por causa da chegada da noite, eram 06h00 mais ou menos. Honey foi logo à roda gigante arrastando a gente junto, ficamos eu e ela em um dos lugares do acento, Fred e Wasabi depois, Hiro e Baymax em seguida e por ultimo a Gogo, que fez questão de ir sozinha, já que o acento era pra duplas cada. A lua tava cheia e o céu estrelado, o que deixava o clima maravilhoso, lá no alto da roda, dava pra ver toda São Fransokyo, o ar frio do topo era incrível.

– Topo... No topo do mundo. — eu falei murmurando, com os olhos fechados e sentindo aquele frio bom, aquela sensação de paz de que nada me atingiria. Mas como tudo que é bom, dura pouco chegou a hora de descemos. Agora foi o carro bate- bate. Meu lado piloto, motorista sei lá, veio a toda. Bati em todo mundo, eu manjo na coisa! Fred depois inventou de ir ao acerte o alvo, até ganhou um algodão doce nessa brincadeira, o pior é que ele era bom. Chegou à vez do Hiro de decidir o brinquedo que foi uma montanha-russa, gritos e mais gritos foi o que aconteceu, sobretudo do Wasabi. Eu ri tanto dele, que gritava, nem percebeu. Foi dessa vez no meu lado o Fred que gritava alto com as mãos pra cima como eu e Gogo, uma verdadeira viciada em adrenalina. Voltas e rodopios da montanha-russa, subidas e decidas, foram emocionantes! O vento fazia nossos cabelos voarem, especialmente os cabelos negros rebeldes do Hiro.

Chegou a minha vez e eu escolhi arco e flecha, porque, modéstia a parte, minha mira é excelente.

– Certo quem vai?- eu perguntei pra galera. Quem se voluntariou foi: Wasabi (depois de muita insistência, pois tava com medo e não escolhera nenhum brinquedo), Gogo (como eu disse, viciada em adrenalina) e Hiro (o moleque que eu achava estranhamente familiar). Estava tudo indo bem até um Mané começar a encher a gente. Sabe ser jovem em uma classe alta não e fácil e era um chato da faculdade que estava irritando a min por causa da idade, o Hiro e galera queriam interferi, mas não deixei. Eu mesma ia dar uma lição naquele idiota.

– O que você faz aqui?- ele perguntou pra min com um ar de deboche.

– Jogando, Senhor Óbvio não ta vendo. — eu falei sarcástica com uma cara fechada.

– Você?! Não acerta nem um alvo. – o mesmo me desafiou e eu não levo desaforo pra casa (não nesse caso, odeio briga, mas nessa ocasião abriria uma exceção gratificante).

– Não acredita, vem jogar pra ver. — eu o desafiei.

– Por que eu jogaria com você pirralha, prova o que eu já sei?- ele falou quase não, falou me insultando. Ok, aquilo foi à última gota.

– Não, pra provar que não tem medo de perder pra uma garota que é mais nova que você em cinco anos e que apesar disso ta na faculdade idêntica a sua. — sim, eu o desafiei com um tom serio.

– Certo pirralha, vamos jogar. — ele tinha topado.

– Primeiro você, pode ir. — eu proferi fazendo uma reverencia em direção ao alvo.

Eram três alvos, ele acertou o aro mais perto centro no primeiro, no segundo já perto da borda lateral e o terceiro bem no centro.

–Faça melhor. -ele disse se vangloriando.

– Beleza. — eu disse com um sorriso travesso escondido nos lábios.

Já no primeiro alvo acertei o meio dele, no segundo o meio também, quando eu cheguei ao terceiro alvo, respirei fundo, puxei a corda e... Parti a flecha dele ao meio fazendo a minha acerta o alvo! Quando me virei todos estavam boquiabertos e impressionados. A flecha não era a das melhores, por isso consegui parti-la.

– Então quem é o próximo?- falei brincalhona e sorrindo muito, dando até pulinhos de alegria.

– M-M-Mas como você fez isso?- ele disse totalmente surpreso com a derrota esmagadora por pura aniquilação!

–Simplesmente só fiz melhor que você. — eu falei dando o troco por zua a mim e aos meus amigos.

–vamos pessoal, vamos. -Hiro chamou a gente com uma expressão travessa.

– como você fez aquilo?- ele me perguntou surpreso com um olhar de surpresa.

– não me chame de pirralha, isso pode virar um problema pra você. — eu falei, era verdade detestava se chamada disso. No meio dessa conversa e de tudo que aconteceu nos distanciamos e nós meio que nos perdemos do pessoal, sobrando só eu, Baymax e o Hiro. Depois de algum tempo é que caiu à ficha.

– Rô, eu acho que nos perdemos da galera. -ele falou procurando o pessoal.

– Sim, definitivamente perdidos. – o mesmo completou.

– E agora? Como vamos voltar, o carro é do Wasabi?- eu falei preocupada com as mãos na cintura.

– Sem pânico eles não vão embora sem a gente. Temos que ficar em um lugar e não sair para facilitar a procura em uma das partes. — ele disse com um controle digno de um líder.

– Ele esta certo. E um dos requisitos básicos de segurança. — Baymax completou levantando o dedo em forma de explicação.

Sendo assim, fomos ate uma espécie de ponte que tinha no local onde o parque foi montado, com uma lagoa embaixo. Sentei-me no corrimão, que era cheio de espirais enfeitando, e fiquei observando as estrelas, eram lindas. A luz da lua cheia refletia por toda parte, deixando meus enfeites de cabelo cintilantes, assim como as partes metalizadas do meu cinto que emitia um leve brilho roxo. As luzes do parque se misturavam com o resplandecer das estrelas, que destacava o branco lunar. O vento noturno batia na parte solta dos meus cabelos que pareciam dançar e rodopiar nele. Nós três começamos a conversar encarando a bela paisagem.

– Então... Está gostando do passeio. — o Hiro falou, deixando mega óbvio que queria puxar assunto.

– Sim, esta sendo muito legal. –respondi sendo simpática.

–Não sabia que atirava tão bem, da até medo de entrar em uma competição com você. — disse ele irônico.

– Eu sou meio desocupada depois da faculdade e faço isso e outras coisas. – falei revirando os olhos.

– Legal. -respondeu.

Passaram-se alguns segundo de silêncio. Até ele quebra-lo novamente.

– Sua experiência foi muito legal, queria ter visto a apresentação. — ele confessou sentando- se no meu lado e baymax chegando mais perto de nós.

– Mas, eu vi a sua. — falei sapeca pra ele.

– Serio?!-ele me encarou surpreso.

– Sim seu bobo, eu fui ver. — eu falei sarcástica dando uma cotovelada de leve no braço dele.

– Eu nem ti vi lá? Como você foi?

– Talvez, por que estivesse preocupado e tremendo de medo? E estava lotado?- eu falei brincando e rolando olhos de novo.

– É deve ser isso. — ele falou com ironia em sua voz. — me conta o que você viu.

–Era a noite da seleção, ia me inscrever antes, mas já era tarde, contudo decidi que ia ir do mesmo jeito, participando ou não. Arrumei-me e fui assistir, nunca vi tanta invenção em um lugar só, cada uma bizarra que a outra, desde que envolviam a terra até mudanças genéticas, estranhos, sim. Observei cada coisa, que... Francamente, fiquei maravilhada com aquilo tudo era descomunal e totalmente pirado, invenções e mais invenções... Até testeis algumas a pedidos dos construtores, que convocavam voluntários, fiquei de cabeça pra baixo, literalmente, dentro de uma bolha, sem gravidade e etc. Aconteceram varias apresentações, mas pra ser honesta a sua me chamou mais atenção, principalmente a mão gigante e o microbot gigante. Você mostrou todas os campos possíveis de sua invenção ser utilizada. Transporte,construção e várias coisas, combinou as palavras com a apresentação, apesar de ter ficado parcialmente surda depois do inicio. Chamou minha atenção.

– Por quê?- ele me perguntou interessado na minha resposta.

– Por que nunca pensei que ia ver alguém da minha idade fazer aquilo, e você arrasou! Foi ótimo, apesar de parecer um pouco convencido. -eu disse a ele brincando.

– Eu vou encarar isso como um elogio vindo da sua parte, mocinha. -ele falou zoando.

–Mas, o que chamou mesmo atenção, foi antes de começar a apresentação, que conseguir ver você apesar de não ir até La, foi o seu nervosismo. Ele ia me interromper quando eu disse:

– Me deixe terminar. O que você sentiu demonstra que apesar de sua invenção ser espetacular, ainda ficou com receio, expressava que apesar de confiante por fora, aqui dentro, — eu falei apontando para seu coração — estava com medo o que fez que se empenhasse mais, você mereceu passar, enfrentou seus medos. Donde eu tirava isso pra falar eu não, só sei que saia. Tirei mão de perto e ele sorriu encarnando meus olhos verde-esmeralda.

–Puxa! Você tem dentes?! Eu não sabia que conseguia dar um sorriso. — falei brincando.

–Hilário, mas então, no dia... -ele começou, mas nem necessitou continuar, eu já sabia o que iria dizer.

– Sim, eu... Estava no incêndio. Mordi os lábios, se aquilo era difícil pra min falar, imagina ele, que perdeu o irmão naquele lugar, naquela situação horrorosa.

– Como foi pra você sair daquele lugar? Era muito fogo, todos estavam em pânico. — ele me perguntou preocupado me fitando com seus olhos cor de avelã.

– O incêndio estava grande, era muita gente com medo, a fumaça era sufocante, tava sem ar, todavia eu consegui escapa somente com machucados leves que foi deixado aos cuidados dos profissionais, consegui por mera e puramente sorte achar a saída naquilo que parecia ser meu fim. Dei um suspiro de alivio, só a lembrança daquilo era angustiante.

– Que bom que você escapou. – ele falou.

– Pois é... – eu falei respirando fundo.

– Sinto pelo seu irmão, sei como é ruim perder alguém. — falei no automático, mas, era verdade.

–Já que tocou no assunto, o que aconteceu com seus pais, se não se importa dizer?- ele indagou meio que relutante.

– Eu... Era muito nova, faz 10 anos, eram cientistas, um dia tiveram que viajar e me deixaram aqui, sob os cuidados de uma pessoa de confiança. Pegaram o avião em um dia chuvoso, e em certo momento a torre perdeu contato... O avião não retornou ou chegou ao local, e eu nunca soube o... Nunca soube o porquê, disseram que não dava pra explicar o que teria acontecido e concluíram que o avião tinha caído na trajetória. –olhei pra baixo, eu queria chorar, senti os olhos cheios de lagrimas, mas me contive, detestava autopiedade.

– Sinto muito pelo avião. –ele falou junto com Baymax.

Foi ai que ouvimos um barulho, um barulho estranho, um barulho incomum.

– O que foi isso?- perguntei assustada me virando imediatamente e me pondo de pé.

– Parece que tem... Alguém nos observando?- Hiro disse estreitando os olhos também já de pé indo em direção do som.

–Seus batimentos cardíacos aumentaram. — Baymax nós disse.

O que ouvimos nos deixaram nervosos, quando escutamos outro barulho,entretanto, mais longe.

–É o mesmo barulho, porém distante. — Hiro me disse atento como soubesse o que era.

Fomos investigar, ouvindo o estrondo e quando chegamos à origem do som...

Ficamos pasmados com o que vimos...

***

Que negocio é essa escritora ah! Eu to mais confusa que cego em tiroteio. Eles viram, viram o que, eu quero saber. Sou narradora mais não vejo o futuro, serio, a Rose tem que fazer poesia. Esse barulho não pode vim coisa boa, se estão tão curiosos como eu, junte se ao clube, certo, mas pra onde o resto da equipe foi? Isso somente nós próximos capítulos. Da sua narradora (ou melhor, maluca!) favorita.

Notas finais
esperam que tenham gostado. Eu quero fazer um pedido comentem, eu quero saber se estão gostando da historia e se sugerem alguma melhora e gostaram também. Peço perdão pelos os erros de ortografia. E até os próximos capítulos...-A ESCRITORA