Too Strange To Be Loved
2 Colegas
Notas iniciais
Espero que estejam a gostar :) Preciso da vossa opinião sobre uns assuntos, leiam as notas finais.
[Esta é a Liah ]
— Ainda faltam muito, mãe? — perguntei.
— É a última loja. — prometeu ela.
— Ok.Entramos na loja e saímos de lá com montes de sacos.
* * *
— Defenitivamente estou de rastos! — disse quando me sentei no sofá.
— Ahahah. — riu a minha mãe. — Na verdade é.
— Como correram as compras? — disse o meu pai a descer as escadas.
— Bem. — respondi. — Acho que entrei em quase todas as lojas do shopping. — ri.
— É capaz. Como a tua mãe é... — disse também a rir.
— Eu estou aqui. — disse a tua mãe.
- Eu sei querida, mas é a verdade. — disse ele.
— Não queres mostrar as coisas ao pai? — perguntou ela.
— Queres ver pai? — perguntei.
— Claro. — disse ele.
Mostrei-lhe o uniforme, as roupas, os sapatos e os acessórios.
* * *
— Ainda demoram? — perguntou o meu pai.
- Já estou aqui. — disse descendo as escadas com a mala.
- E eu. — disse a minha mãe atrás de mim.
- Vamos lá embora então. — disse eu.O meu pai guiou o carro em direcção ao colégio.
* * *
- Vamos ter muitas saudades Liah! — disse a minha mãe abraçando-me.
- E eu vossas. — abracei ambos.
- Sempre que precisares de alguma coisa liga. — pediu o meu pai.
- Fiquem descansados. — respondi.
- Todas as semanas mandamos dinheiro para comprares algo que precises. — disse a minha mãe.
- Eu sei, mãe.
Dlim Dlam. Tocou o sino, o que significava que estava na hora do jantar.
- Tenho de ir. — disse.
- Toma conta de ti. — disse a minha mãe.
Dei um beijo a cada um, e afastei-me acenando.
Deixei as malas no atrio como todos os outros e fui para o refeitorio.
Sentei-me numa mesa, não ligando se ficava ao pé de alguém que conhecia. Até porque era raro alguém me dirigir a palavra.
- Sentem-se todos! — pediu a directora.
Todos fizeram o que ela disse, e o silêncio instalou-se.
- Sejam todos bem-vindos. Alguns já são meus conhecidos, outros apenas vieram este ano.Tenho dizer que este ano vai haver grandes surpresas e novidades que irei revelar na altura certa.
Ouviram-se alguns : "Ohh" e "Conte agora"
- Espero que todos tenham um bom ano, se divirtam, façam amigos, mas também trabalhem, esforçem e criem um bom futuro para vocês. Deixem a escola orgulhosa. — e terminou assim o seu discurso.
Todos bateram às palmas e depois começaram a comer.
Não falei com ninguém, e quando acabei dirigi-me ao atrío e subi as escadarias até ao dormitório das raparigas.
Procurei o meu nome na porta dos quartos, até que encontrei.
"Quarto 7: Phillipa Evans, Teressa Nicole, Helen Grease, Liah Collins, Darcy Young & Melanie Porte." Era ali.
Abri a porta e deparei-me com 2 raparigas já no quarto ( só que tinha 3 beliches e 3 secretárias ).
- Olá! — disse logo uma rapariga ao ver-me entrar.
- Olá. — respondi.
- Sou a Phillipa. — disse ela apresentando-se.
- Sou a Liah. — respondi.
Ela deu-me dois beijos.
- Sou a Teressa. — disse outra rapariga aproximando-se.
- Liah. — disse novamente.
- Aquela ali é a Darcy. — disse a Phillipa. — Não é lá muito símpatica...
A rapariga olhou para nós de lado e voltou a concentrar-se no seu telemóvel.
- Acho que é da claque, sabes? Têm a mania. — completou a Teressa.
- É o primeiro ano que cá estou. — disse a Phillipa. — E vocês?
- Já cá estou à mais tempo. — disse eu.
- E eu. — disse a Teressa.
- É estranho nunca ter reparado em ti. — disse virando-se para mim.
- É, eu... Não tenho grandes amigos. Na verdade não tenho quase amigos. — assumi eu.
- Anima-te! Eu acho que és muito simpática. — disse a Phillipa.
Nesse momento duas raparigas entraram no quarto. Pareciam vir a discutir.
- Nem acredito que fiquei no mesmo quarto que tu. — disse uma.
- Nem eu! — disse a outra.
Uma delas, dirigiu-se para perto da Darcy e ambas deram um grande abraço. A outra entrou timidamente.
- Olá! — disse a Phillipa e a Teressa.
- Olá. — respondeu a rapariga. — Sou a Melanie.
- Phillipa.
- Teressa.
- Liah. — apresentei-me eu.
A rapariga aproximou-se de nós e deu um beijo a cada uma.
- Gente de jeito neste dormitório, aleluia! — disse e olhou para as outras duas raparigas.
- Não liguem à Darcy e à Helen. Elas são insuportáveis.
- Reparamos que vinhas a discutir com a Helen. — disse a Teressa.
- É. Ela é minha meia-irmã. Damo-nos muito mal. — disse a Melanie.
Acabei por dividir o beliche com a Phillipa, e a Teressa ficou com a Melanie.
As outras duas, a Helen e a Darcy ficaram com o outro.
Era tarde, e na manhã seguinte já tinhamos aulas, por isso fomos dormir.
Na manhã seguinte acordei com o sino, fui até à casa de banho onde tomei banho e me arranjei vestindo o uniforme.
Saí do dormitório sem esperar por ninguém e fui para o refeitório. Ainda não havia muita gente pois alguns ficavam a dormir até mais tarde, e demoravam mais tempo a descer.
Comi sossegada e depois saí para o jardim.
- Ah, o jardim… — pensava eu.
Sentei-me num banco, num canto e deixei-me ali ficar.
- Hum, olá Liah. – disse alguém atrás de mim.
Assustada virei-me para trás.
- Ah, és tu Margaret! – disse acalmando-me.
– Olá. – e sorri.
- Então tudo bem? – perguntou-me ela.
- Sim e contigo?
- Também. Finalmente voltaste ao colégio. – disse ela contente.
- É verdade… É o último ano que vou estar cá Maggie. – disse desanimada.
- Nem sabes quanto tempo desejei que aparecesse alguém aqui como tu, é raro… Bastante raro. – disse ela.
- Eu sei. Gostava que houvesse mais gente como eu. Talvez todos acreditassem em mim, e não me vissem como uma aberração assim que descobrem este segredo. – lamentei-me eu.
- Tu és muito especial Liah! Não te devias sentir mal pelo que fazes, é um dom.
- Eu sei… Mudando de assunto, como foram as tuas férias? – perguntei-lhe.
- O mesmo de sempre, ficar aqui. As pessoas não são muito simpáticas, e não tenho grandes amigos… Andam sempre tão atarefados e preocupados, como se lhe valesse de alguma coisa estarem assim.
- É. As pessoas aqui são muito estranhas. – ambas rimos. – Se me pudesses ir visitar.
- Eu tentei. Desejei estar lá, falar contigo, mas… — suspirou. – Mas quando se está preso a um sítio como eu estou a este é difícil.
- Eu sei. Mas talvez um dia consigas sair daqui. – tentei anima-la.
- Sabes que não Liah. Pertenço aqui e sempre pertencerei. – disse ela triste.
Dlim dlam. Tocou o sino para assinalar o toque de entrada para as aulas.
- Tenho de ir Maggie, desculpa. – disse eu.
- Não faz mal. Boa sorte. – desejou ela.
- Obrigada. – agredeci.
- Talvez te faça uma visita durante a aula. – disse ela mais contente.
- Lá te espero! – disse eu. – Até logo.
- Até logo. – disse ela.
Levantei-me e dirigi-me para o edifício.
- Não te esqueças de cá vir. – pediu ela.
- Claro. – respondi a gritar, pois já estava longe.
- Claro? Estavas a falar sozinha Liah? – disse a Phillipa aparecendo ao meu lado.
- Não. Estava a dizer que o céu está claro. – menti.
- Pois está. – concordou ela. – Vais ter o quê? — Inglês, sala 12. E tu?
- Química, sala 15. É pena não sermos da mesma turma… — lamentou ela.
- Sim, tens razão. – disse eu.- Então até logo. – despedimo-nos.
Cada uma seguiu para a sua sala. Ao lá chegar pude ver que nenhuma das raparigas do meu quarto era da minha turma.
Entrei na sala e sentei-me numa das mesas do fundo, sozinha. Para que ninguém ocupasse a cadeira a meu lado pûs lá a mala.
- Bom dia! – disse o professor ao entrar.
- Bom dia. – dissemos todos.- Já me conhecem. Por isso sentem-se e façam silêncio. Vamos começar a aula.
Todos fizeram o que ele pediu e começamos logo a rever matéria.
Notas finais
O que eu queria saber era se:
- Queriam que a Liah se tornasse amiga de alguma das raparigas do dormitório ou de outra qaulquer?
- E sabem que é a Margaret ou desconfiam? :b
Mandem reviews a responder :b Thanks!
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