Too Good At Goodbyes
1 Capítulo Único: Too Good At Goodbyes
Notas iniciais
Eu (Sr. Artie) tinha uma ideia de fazer uma fic SasuSaku com a música White Horse da Taylor, tinha plot e tudo mais. Decidi chamar a Karvie para ser uma co-autora comigo na história, ela topou. Só que quando começamos a falar sobre a história surgiu a ideia de trabalhar com esse hino chamado Too Good At Goodbyes e esse foi o resultado final dessa parceira incrível.
Too Good At Goodbyes
By: Sr. Artie e Karvie
Capítulo Único
Ele estava finalmente de volta à Konoha. Havia passado muito tempo desde a última vez que Sasuke esteve em casa, mas ali se encontrava ele, deitado sobre a cama de um quarto de hotel alugado temporariamente.
Era a sua primeira noite na Vila e, apesar do conforto desfrutado, lidava com a insônia. Não conseguia dizer o motivo, mas depois de anos dormindo no chão de cavernas escuras e úmidas, em florestas desconhecidas, o shinobi sentia certa estranheza em dormir numa cama macia, o que acabava por prejudicar seu sono.
Por causa da ausência do sono, divagava sobre como os anos fora de Konoha o tinham afetado. A memória fraca não era capaz de relembrar as minúcias da Vila. Os detalhes, ele constatou mais cedo, enquanto fazia uma caminhada, não conseguia lembrar-se deles. A verdade é que as particularidades que tornavam Konoha a sua Konoha, tinham sumido, perdidas no decorrer dos anos em que estivera longe. Apenas uma coisa ainda tinha se mantido constante: a Sakura.
Naturalmente, a kunoichi permanecia em Konoha até então e, dessa vez, Sasuke estava decidido a fazer a coisa certa em relação a ela. Por anos, negligenciara os sentimentos da médica. Sasuke teve seus motivos, precisa-se dizer, embora ele saiba que suas razões não são justificativas plausíveis para o modo com ele desdenhou do amor da Haruno.
Sasuke odiou demais a pessoa que destruiu o seu clã, a sua família. Contudo, ele amou demais ela também. Ódio não é a emoção que se opõe ao amor, mas as duas são a face de uma mesma moeda. Ele odiou o Itachi porque o amava. Amou o seu irmão sobremaneira que esse amor conseguiu devorá-lo por dentro até que não passasse de uma existência vazia.
Uma criança amarga e vazia, esse tipo de criança o Sasuke foi. No entanto, quando entrou para o Time 7, com o Naruto e Sakura, ele viu tudo isso mudar. Naruto era como um doce de chocolate, uma explosão de pura felicidade. O jinchuuriki, aos poucos, foi conseguindo tirar a amargura do Uchiha. Sakura, por outro lado, possuía tanto amor dentro de si, que transbordou para fora, preenchendo a existência vazia de Sasuke.
Pela primeira vez, desde o massacre, se viu cercado de emoções positivas. Sasuke, brevemente, esqueceu-se da vingança que desejava realizar mais que tudo. Até o dia que Itachi reapareceu e o fez perceber o quão fraco ele era. O ódio o cegou. Ironia do destino um Uchiha ter sua visão obstruída por algo tão banal. Partiu da vila em busca de poder, nem que se aliar ao Orochimaru fosse o preço que tivesse que ser pago.
Quando se rendeu à proposta do Sannin e fez sua marcha para a saída da vila que o tornaria um renegado, Sasuke nunca esteve tão certo de que iria matar seu irmão, mas não poderia negar que o aparecimento de Sakura em seu caminho o abalou. Sua determinação era maior que tudo, porém ouvir a voz dela embargada relembrando sua relação com o time e revelando seus sentimentos como nunca antes lhe causou algum efeito.
Entretanto, ele sabia e tinha de se lembrar que o tempo passado com Naruto, Sakura e Kakashi fora uma mera distração para atingir o maior objetivo da sua vida. Ele jamais poderia se dar ao luxo de permanecer na vila e tentar viver fingindo que poderia ser feliz, que poderia amar a sua colega de volta. Seus caminhos diferentes foram traçados desde o momento em que nasceram. Ela em uma família feliz e ele em um clã amaldiçoado.
Então, novamente focado naquelas imagens horríveis que Itachi tatuou em sua memória, o Uchiha cobriu qualquer fio de incerteza com a frieza que usou para calar a Haruno e poder partir rumo a sua vingança, deixando para trás com ela o que havia restado de bom em si ao agradecê-la. Com isso, Sasuke terminou não só com a infância arruinada, mas com a adolescência também.
Depois de anos fora da Vila, após ter matado o Orochimaru e conseguido a sua vingança contra o Itachi, Sasuke descobriu que fora enganado por toda uma vida. Itachi não era o vilão da sua história. Ódio foi aquilo que sentiu, mais que antes. Odiava Danzou e os anciões da Vila. Odiava Konoha. Odiava o próprio sistema do mundo ninja. Queria vingança contra todos.
Os Kages foram os primeiros alvos. Ensandecido era única palavra que poderia descrever o Sasuke no dia que invadiu a sede da reunião dos Kages, foi o ápice da sua loucura.
Inexplicavelmente, o amor da Sakura nunca pareceu se abalar pelas ações do Uchiha. Então ela apareceu, após tudo isso, pedindo novamente que ela a levasse consigo. Era mentira. Ela não queria ir com ele, não mais. Matá-lo, isso era o que a kunoichi desejava. Sakura havia amadurecido e passado a priorizar o melhor para o mundo do que para ela. Sasuke percebeu que o amor não poderia resistir mesmo a tudo. Sakura tentou enganá-lo, outra vez alguém que dizia o amor tentava fazê-lo de idiota. Revidou, enfurecido, quis matá-la também. Tentou, embora fora interrompido pelo Kakashi.
A partir desse momento, tudo começou a acontecer rapidamente e logo Sasuke se viu preso na linha de frente da Quarta Guerra Ninja. O Time 7 reunido mais uma vez para salvar o mundo. A raça humana estava completamente ameaçada por Kaguya, apesar disso, Sasuke sabia que ele e Naruto dariam um jeito na situação, juntos. Eles realmente deram, era engraçado como algumas coisas nunca mudam.
A deusa Coelho fora derrotada e tudo poderia terminar bem, mas Sasuke ainda sentia ódio, pretendia virar Hokage e mudar ele mesmo o modo com o sistema funcionava. Sim, era loucura. Por isso que Sakura estava ali, mais uma vez se declarando para ele, implorando seu amor. Sasuke não acreditava mais nela, não depois que ela tentou matá-lo, por esse motivo a colocou sobre um forte genjutsu, no qual ele a matava. Sasuke sabia que podia matá-la, porém, ele não queria, pois embora o Sasuke não acreditasse mais no amor da Sakura, ele gostaria de acreditar.
Ao fim, Naruto o salvou. Sasuke trocou socos com o melhor amigo até que última gota de energia dos corpos de ambos se esvaísse, até Naruto colocar sanidade dentro da sua cabeça. Então, Sakura apareceu para curá-los e salvá-los.
“Sakura… eu…”
Sasuke estava preste a reconhecer todos os erros que cometeu com a Sakura.
“Não… preciso me concentrar”
A médica, por outro lado, não parecia disposta a ouvi-lo e o interrompe friamente.
“Me desculpe”
Finalmente, ele tinha reconhecido o tanto que errou.
“Desculpar? Pelo quê?”
Sakura estava com raiva ainda, machucada pelos inúmeros vacilos do Uchiha. Talvez, ela quisesse que ele se baixasse. Desejava ouvir o motivo do pedido de desculpas, por mais que soubesse que eram muitos para ele listar.
“Por tudo o que eu fiz”
Ferido e machucado, depois de quase morrer, a primeira coisa que Sasuke fez foi se desculpar com a Sakura, porque essa era o maior arrependimento que ele tinha naquele exato momento.
“É bom mesmo que você… Maldição. Você me causou tantos problemas…idiota.”
Pela primeira vez Sakura o xingou, Sasuke percebeu. No entanto, não se ofendeu. Alegrou-se. Poderia ter uma chance de recomeço, tanto em relação à Sakura quanto a sua vida.
Deixaria Konoha mais uma vez. Precisava enxergar o mundo com novos olhos, os de alguém disposto a se livrar daquela visão borrada pela perversidade. Era uma missão um tanto íntima e pessoal, exigia muito tempo com nada além de si mesmo e o seu entorno, por isso quando Sakura pediu que o o Sasuke a levasse consigo mais uma vez, o Uchiha teve que negá-la. Ela não merecia ir com ele em uma jornada de redenção, não era justo e nem de seu querer. No entanto, aquela despedida foi diferente, o Uchiha não queria deixá-la com aquele gosto amargo das outras vezes, ele tinha de esclarecer que, dessa vez, voltaria, e voltaria por ela.
Após o tempo que ele julgou necessário para se sentir minimamente digno de retornar à vila para rever seus companheiros, lá estava. O shinobi novamente se sentia vazio, porém, não como antes, quando cruelmente lhe arrancaram seus sentimentos e sim porque ele mesmo trabalhou para se livrar deles, já que tudo que vinha sentindo eram emoções negativas. Agora o Uchiha estava em branco, finalmente pronto para reaprender a escrever em si as melhores sensações, como o amor — principalmente o amor da Sakura.
Foi com esse pensamento lhe preenchendo a mente que palmilhou pelas ruas de Konohagakure até o hospital, no fim da noite, horário cujo — graças a Naruto — ele sabia que a médica estaria saindo de seu turno.
Era uma noite de lua cheia e ventania muito semelhante àquela sob a qual ele deixou a vila pela primeira vez, notou. De cima do galho de uma árvore um pouco distante do centro médico, viu o momento que ela saiu, carregando uma bolsa no ombro direito e de braços cruzados, olhando para os lados até visualizá-lo no ponto em que estava. É claro que ela o perceberia de longe no mesmo segundo em que ele deixou de camuflar seu chakra, apenas para ver a reação dela ao senti-lo repentinamente.
Sakura desviou o olhar para frente e continuou sua caminhada uniforme com uma postura mais rígida, sem nem mesmo parar ao chegar na árvore em que ele estava e que ficava no mesmo caminho que precisava fazer. De fato, a kunoichi nem moveu a cabeça para ter uma visão dele além da periférica. Sasuke franziu o cenho observando as costas dela se afastando e logo pulou da árvore, indo atrás.
— Sakura.
Ela parou, com ele alguns metros atrás.
— Sasuke, está de volta. Bem-vindo.
Ela não usou o sufixo de tratamento de sempre, isso o surpreendeu ainda mais que a sua voz estranhamente ríspida. O timbre também havia amadurecido um pouco e talvez fosse apenas isso, a falta de costume em ouvi-la nos últimos tempos. Estava sendo a primeira vez que se viam após alguns anos distantes, Sasuke mal sabia o que sentir, enquanto Sakura se sentia exausta — não apenas pelas horas de trabalho árduo.
A jovem mulher estava cansada da sua relação, ou melhor, não-relação com o Uchiha.
— Hn, estou. Eu… bem, preciso falar com você.
— Pode falar.
— Você não quer…?
Ela se virou ao perceber o pedido implícito para irem a outro lugar. Respirou fundo e soltou o ar de forma lenta o observando. Kami, por que tão lindo? A forma confusa e aparentemente inocente como ele a olhava só tornava tudo mais difícil.
— Estou realmente cansada, Sasuke. Gostaria muito que fosse breve.
Sasuke procurou na mente as palavras certas para falar a médica. Não esperava que o primeiro encontro deles em anos fosse marcado por uma Sakura completamente arisca. Ela não queria ouvi-lo, mas ele a faria escutá-lo, pois ela nunca deixou de tentar alcançá-lo com seus sentimentos. Agora, ele seria aquele a fazer isso.
— Essa noite, com essa lua cheia e toda essa ventania, te lembra alguma coisa em particular?
Sakura olhou para o céu, lembrando daquela noite quando implorou pelo o amor do Uchiha pela primeira vez. A noite em que o disse que o amava e que o seguiria pelos caminhos mais tortuosos que ele escolhesse seguir. A noite que ele a abandonou em um banco, deixada sozinha ao relento.
— Infelizmente, Sasuke, tenho que te responder que sim.
A tentativa de apelar para a primeira memória mais íntima deles fracassou e a personalidade rabugenta de Sakura manteve-se.
— Naquela noite, Sakura, você veio até mim pedindo que a levasse comigo e me revelando os seus sentimentos mais profundos. Eu fui um covarde, porque ao ouvir que você me amava, tudo que consegui fazer foi fugir. Eu estava muito machucado e magoado, mas tinha a ciência que não deveria corrompê-la com minha maldade.
A kunoichi ponderou cada palavra dita por ele, mas não se convenceu. Se algum dia ela decidiu ser uma fugitiva e seguir pelo caminho da maldade ao lado do Sasuke, o direito de escolha não era dele, ele não podia privá-la de fazer suas escolhas.
As lembranças daquela despedida — e de todas as outras despedidas dele, cada uma com suas particularidades, mas todas tão descabidas —, invadiram a cabeça da Haruno.
— Peregrinando, eu aprendi que todo mundo já errou um dia e que a partir desses erros é que nós amadurecemos. — Sasuke continuou. — Eu amadureci e perdi o medo de amar. Se aquela noite fosse hoje e você me pedisse para ir embora comigo, eu te levaria para longe. Contudo, hoje é uma noite diferente e por essa razão, eu sou aquele que está pedindo para você ir embora comigo. Sakura, vamos comigo.
Sakura não negava que havia ficado esperançosa e alegre com a última despedida, contudo, com o tempo passando e nada dele voltar, começou a entender a situação de uma nova forma. A conclusão que ela tirou era que Sasuke jamais deixaria de ser egoísta. O que custava tê-la levado? Ele já havia andado tanto pelo mundo, para o bem ou para o mal, o que tanto mais tinha para ver? E por que demorou tanto, deixando-a para trás sem notícias, sozinha e agonizando em suas próprias incertezas sobre o futuro? Ela permaneceu de mãos atadas em relação a eles por todo aquele tempo, apenas observando enquanto todos os seus amigos estavam se unindo em casais e formando algo sólido. Isso evidenciava que, ao contrário deles, embora tivesse crescido em diversos aspectos, ela continuava uma adolescente iludida quanto ao amor.
— Você deve achar que eu sou idiota.
— Sakura, eu…
— Eu não quero mais ir com você, Sasuke — interrompeu-o, deixando-o sem reação para rebater, assim continuando: — Estou farta de sempre colocar suas vontades acima das minhas e de te venerar como um deus, não recebendo nada em troca além do seu descaso. Eu entendo que você tinha seus objetivos muito antes, mas nada justifica a maneira como você me tratou, acima de tudo.
Sasuke ouviu cada palavra dita. Não ousou interromper a Sakura, porque sabia que era um direito dela dizer tudo o que quisesse. Somente esperou ela continuar a falar
— Eu nunca te fiz nada antes de você ficar louco, e quando decidi que iria tirar sua vida, eu não pretendia continuar viva para contar história. Tudo o que fiz antes foi para te satisfazer e até quando vi que você não tinha jeito, estava disposta a abrir mão da minha vida também, porque eu não seria nada depois daquilo.
Ele chocou-se com a revelação. A traição da Sakura mais parecia um ato desesperado de amor.
— Você me pediu desculpas por tudo e por mais significativo que seu pedido tenha sido, não foi o suficiente, porque no momento em que você teve a oportunidade de me negar a chance de ir com você, outra vez, você me negou.
O Uchiha queria repetir para ela novamente que os pecados dele nada tinham a ver com ele. Entretanto, não conseguia uma brecha para silenciar Sakura.
— Então, Sasuke, pode ter certeza que nunca mais deixarei você se aproximar de mim, mesmo que você signifique tudo para mim, pois sempre que me abri para você, eu me machuquei.
Sasuke, finalmente, conseguiu interceptar a fala da médica.
— Sakura, eu posso jurar que dessa vez será diferente. Agora, compreendo a maneira como me sinto e que, assim como eu sou tudo para você, você é o meu.
Sarcasticamente, a Haruno sorriu.
— Mesmo que eu simbolize o seu tudo, eu jamais vou ficar muito próxima de você, caso mais algum dia você parta e me deixe na sujeira novamente. Sasuke, a cada vez que você me machucava, menos eu chorava. A cada vez que você me deixava para trás, mais rápido as lágrimas secavam, e toda vez que você ía embora, menos eu te amava daquela maneira incondicional. Eu ainda amo você, mas prezo mais pelo meu bem-estar e minhas vontades hoje. Sinto em dizer que não temos a menor chance e que este momento não passará da nossa última despedida. Graças a você, agora, eu sou boa até demais em dar adeus.
Sakura sabia que ele estaria pensando na sua frieza, se perguntando onde estava seu coração, mas ela não se importava, considerando que era o mínimo perto do que ele já havia feito para si. No entanto, atualmente, ela não queria deixar Konoha. Sakura era diretora do hospital, tinha inúmeros pacientes sob os seus cuidados e pessoas que se importavam realmente com ela.
Observou a feição dele por um tempo e Sasuke não se demonstrou fora dos eixos por nem um segundo. Estava estático e a olhava atentamente, parecendo processar tudo da forma mais tranquila possível, mas ela não podia ver seus punhos cerrados por baixo da capa, ou mesmo ouvir as batidas aceleradas do seu coração.
Diante da falta de resposta, Sakura deduziu que era o adeus, então. Poderia ser crueldade da sua parte, mas só desejava proteger sua inocência, antes do Uchiha tirar de si todas as expectativas boas que ainda tinha sobre o amor. Sentiu um bolo se formar na garganta e logo se virou, de jeito nenhum ela deixaria que ele a visse chorar.
Sasuke perdeu-se em meio a uma gama de pensamentos desconexos que surgiram em sua mente devido às palavras da Sakura. Só quando ouviu os passos da médica se afastando, foi que o despertou do seu transe. Mal foi capaz de decidir algo coerente antes de chamar pelo nome da kunoichi.
— Sakura...
Entretanto, ela não estava mais disposta a ouvi-lo, nem se dando o trabalho de olhá-lo, mesmo de relance. Sentia-se triste e vazia, depois de pôr para fora tudo o que desejava dizer ao Sasuke.
Deixado para trás, sozinho, Sasuke entendeu. Estupidez sua acreditar que Sakura jogaria tudo para o alto e correria diretamente em sua direção assim que o visse. Ela era uma médica renomada na Vila, tinha amigos importantes aqui, além de uma família. Por que ela deveria abandonar tudo isso por sua causa? Magoou-a tantas vezes.
Sakura sentia raiva — talvez, ódio — e sabia que não podia culpá-la por isso. A emoção que Sakura estava sentido era uma velha conhecida do Uchiha. Por esse motivo, sabia que a melhor forma de lidar com ela é dando espaço para pessoa processar tudo.
Não fazia parte dos seus planos, mas permaneceria em Konoha. Daria espaço a Sakura e faria ela perceber que ele realmente havia mudado. Ela podia odiá-lo agora e sentir-se vazia em relação a eles. Todavia, Sasuke não desistiria, porque ele sabia como é ter o seu vazio preenchido de amor e, embora a Sakura fosse nova nisso, ele já havia visto isso antes.
Notas finais
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