Too Complicated For Just a School
14 Família
Notas iniciais
Pessoal, foi a mal a demora. Eu to estudando pro vestibular e tempo livre que é bom, nada
Mas então, eu não abandonei a fic :)
É falta de tempo mesmo...mas agora eu espero que as coisas se acalmem porque eu acho que eu já estou em dia com os estudos e tals
vou tentar postar sempre que der
Espero que gostem do capítulo :)
- Foi isso mesmo que você ouviu. — A mulher, estranha a Zoro, falou firme — Olha, eu sei que essas palavras foram um baque pra você, mas eu não encontrei outra forma de te contar...
— Não encontrou outra forma de me contar? — O garoto perguntou num certo tom de indignação— Você queria que eu te mandasse uma carta, um e-mail? Que eu te contasse por telefone? Zoro, eu sou sua mãe. Eu te abandonei quando você era um bebê e você não tem nem idéia do quão arrependida eu estou. Eu passei todos esses anos amargando o maldito dia em que eu te deixei naquele orfanato, rezando pra que você estivesse bem, tentando obter informações sobre você e...— Espe-espera aí...isso ta tudo errado. Eu passei toda a minha vida sem saber o que era uma mãe, sem saber o que era uma família normal... Você tem idéia de como é viver assim? E aí você aparece depois de 18 anos e despeja tudo isso em cima de mim? — O marimo ainda se mostrava desnorteado— Mas, Zoro, eu... — A mãe do garoto agora derramava lágrimas— Me faz um favor, de verdade... — Zoro fez uma pausa — Nunca mais volte a me procurar. Vamos, Nami. — O garoto ordenou enquanto puxava a segundanista em direção ao carro— Meu filho, espera... — A senhora agora se mostrava com dificuldades para falar devido ao constante choro— Espera, Zoro, você tem certeza... Ela é sua... Não seria melhor vocês conversarem? – Nami tentava mediar a situação— Nami, por favor... — Falou o terceiranista enquanto colocava a garota dentro do carro e dava a volta para entrar pela porta do motorista— Zoro! — A senhora gritou em vão, enquanto via o carro do filho sair rapidamente do estacionamento e sumir de vista ao virar à direita na primeira esquina.— Escuta, Zoro, sério, eu...— Nami! Eu não quero falar sobre isso. Não aqui, não agora. A única coisa que eu quero é que você me prometa que não vai falar sobre isso com ninguém. Nem com o Law, nem com a Vivi... Ninguém....— Mas você...— Nami!— Ta bom... Ta, eu... Eu prometo que não vou falar com ninguém, mas, Zoro, isso muito sério... Você tem que...— Você acha que eu não sei? Você acha que de todas as pessoas, eu não sei que isso é muito sério? Estamos falando da minha vida. Na vida que eu deixei de ter, de tudo que eu passei... De todos aqueles momentos que eu... Olha, Nami, eu sei que isso é muito sério. E eu também sei que eu não quero levar isso à frente. Quero que as coisas fiquem como estão. Eu não quero conhecer aquela mulher, eu não preciso mais dela. Eu segui com minha vida, eu vivi sem uma família por todo esse tempo. Eu aprendi a lidar com tudo sozinho e agora que está tudo bem, agora que eu vou terminar o ultimo ano da escola, entrar numa faculdade, agora que eu finalmente tenho uma vida social digna, que eu estou dividindo minha felicidade com outras pessoas... Eu não quero que ela venha e estrague tudo... Entendeu?Nami permanecia calada. Zoro dirigia no limite de velocidade, ele nunca havia feito isso. Ele queria chegar logo em casa, queria tomar um banho, não queria ter que conversar com Nami sobre o ocorrido de alguns minutos atrás. A cabeça do marimo ainda estava uma bagunça, uma bagunça ainda maior do que aquela quando ele se viu envolvido por Nami. Ele não tinha condições de pensar naquilo. Tudo em que ele conseguia pensar era chegar em casa e beber o máximo possível. Era um único jeito que ele conhecia de organizar o bolo de pensamentos que insistiam em não formar uma sequência lógica em sua cabeça— Entendeu? — O veterano voltou a perguntar, mediante ao silencio da ex-parceira de projeto.— Entendi...Essa foi a última coisa que Nami falou até o ‘’Tchau, Zoro. Se cuida e qualquer coisa que precisar, pode contar comigo’’ que ela falou para o terceiranista ao sair do carro.Zoro respondeu com um rápido ‘’Obrigado’’ e seguiu tão rápido quanto antes . Mas o marimo não estava indo na direção de casa— Alô... Yass? Já chegou em casa? — Falava o veterano no celular — Ta bom, to indo pra aí te pegar, tenho que falar com você e aí não dá por causa dos seus pais... É muito importante...O garoto não deu detalhes, deixando Yass intrigado. Ele encerrou a ligação e manteve-se a toda velocidade em direção à casa do amigo.--— E aí, como tão as coisas pra mudança? — Perguntou Law enquanto sentava-se no seu lugar— Mudança? — Falou Ace depois de engolir um biscoito— É, você não vai se mudar?— Eu vou passar um tempo na casa da Bonney até os pais dela voltarem, só isso.— Uma viagem ao redor do mundo demora, sabia?— Deve levar o que, uns 3 meses? 4?— Por aí... Pensando bem, que lua de mel grandinha essa, hein? Nem coelho deve ter tanto fôlego... Brincou Law, referindo-se ao apetite sexual dos coelhos— Hahahahaha, você é horrível — Ace riu, entrando na brincadeira— Eu sou horrível e você ri... Muito bonito— Eu posso, são meus sogros, graças ao fôlego deles eu tenho uma namorada— Verdade...— Mas, mudando de assunto, até quando você acha que a Kalifa vai ficar atrás de você— Até ela descobrir meu trauma de infância— Você tem um trauma de infância?
— Não.Ace ficou em silêncio, esperando o amigo se explicar— Ela acha que eu tenho, eu já disse mil vezes que eu não tenho nenhum transtorno psicológico, mas ela insiste em ficar brincando de quem desiste primeiro— E o que você pretende fazer?— Eu vou esperar até que algum aluno mais transtornado que eu apareça e ela me esqueça. Tem horas que me dá vontade de bancar o psicopata pra assustar ela, mas aí ela iria querer me internar...— Eu acho melhor você ficar quieto. Mais confusão não é o que você precisa— A Nami diz a mesma coisa, vocês dois parecem meus pais. Mas não é como se eu precisasse de alguém me policiando, eu sei que eu não posso arrumar confusão, só tava dizendo que dá vontade...— Falando nisso, onde seus pais moram?— Na Inglaterra. Foram morar lá ano passado, vêm me visitar a cada 2 meses— Eu vou sentir saudade do pessoal da casa do Mihawk, já estávamos começando a nos entender— Depois você volta— É, eu sei...mas não sabemos com certeza quanto tempo os pais ninfomaníacos da Bonney vão estar em lua de mel— E o Luffy?— Ele ta tranquilo. Não é como se eu tivesse indo pro outro lado do país. Nós ainda vamos estar estudando no mesmo colégio.-E pode até ser que demore menos do que a gente ta imaginando...— É... A conversa dos dois teve que se encerrar quando Shanks pediu que todos abrissem os livros na página 46--— Oi, Zoro, tudo bem? Eu nem te vi hoje — Falou Tashigi pondo-se na ponta dos pés para beijar o namorado— Eu tava meio ocupado — O marimo respondeu, sem dar muita atenção à garota— Parece que você tem estado meio ocupado a semana toda, já que eu posso contar nos dedos de uma mão só as vezes em que nos vimos— O que foi, você quer alguma coisa? — Zoro continuava a mostrar-se aéreoTashigi ergueu as sobrancelhas, mostrando estar levemente surpresa. A garota cogitou a hipótese de responder o marimo da seguinte maneira:Se eu quero alguma coisa? Bom, eu acho que nós ainda somos namorados e namorados, principalmente se estudam na mesma escola, supostamente, devem passar um tempo considerável juntos, e, ao invés disso, tudo que eu recebo do meu namorado são pequenos momentos, e ainda assim quando eu vou atrás.Mas optou apenas por um sorriso de como se diz ‘’Inacreditável’’.— Escuta, Zoro, o que ta acontecendo, hein?— Nada, está tudo normal...eu só estou meio ocupado esses tempos. As provas estão chegando e eu tenho que estudar...essas coisas — O garoto se esquivou da pergunta— Nada...essa é a sua melhor resposta... De repente, você muda completamente e quer que eu acredite que não tem nada acontecendo — Tashigi sabia que havia alguma coisa fora do normal— Eu já disse que eu só estou ocupado. É só isso...— Ta bom. Eu já entendi que você não quer me contar o que está havendo e eu não vou forçar a barra. Se um dia você confiar em mim o suficiente pra me contar, eu ficarei muito feliz em te ouvir e poder te ajudar.Zoro ficou calado durante um tempo, desviando o olhar dos olhos de Tashigi. Depois de um breve silêncio, falou:— Você ta precisando de alguma ajuda? Você sabe...com o musical?A segundanista percebeu que o namorado não queria falar sobre o assunto e nem sobre o fato de ele não querer contar a ela o que estava acontecendo, mas resolveu não insistir, não queria pressioná-lo demais.— Não, não precisa... Eu já estou bem avançada nos ensaios e não quero te dar mais trabalho, já que você tem andado tão ocu...— Mas eu quero...- O marimo a interrompeu — Como você mesma disse, a gente ainda não ensaiou nem uma vez essa semana e eu acho que...me concentrar em alguma outra coisa talvez me dê um tempo de sossego...um tempo em que eu não me preocupe com essas coisas que vem me incomodando...essas provas e todos esses trabalhos do colégio— Não sei...acho melhor não...eu meio que não to no clima pra ensaios...— Dá pra pelo menos fazer um esforço?— Nossa, você é realmente inacreditável, Zoro— Qual foi a última vez que eu te pedi alguma coisa?— Ah, agora é desse jeito que as coisas funcionam?— Você não me deixa outras alternativas— Ta bom, Zoro...vamos ensaiar--— Já conseguiu achar uma data disponível? – Perguntou Vivi a Yass— Ainda não –O terceiranista respondeu – Esse calendário do segundo semestre ta impossível.Os dois estavam na sala dos monitores, fazendo trabalho de monitores, nos seus horários livres.— Eu não posso acreditar que a Camie tenha feito a gente ficar aqui organizando a Feira de Ciências que ela teve que mudar de data— Eu é que não posso acreditar que você tenha ficado aqui pra me ajudar mesmo eu pedindo de ultima hora— Você sempre segura essas barras, Yass. Ajudar é o mínimo que eu posso fazerO monitor sorriu enquanto voltava a encarar o cronograma escolar no computador— Mas e aí, como estão as coisas? Faz tempo que a gente não conversa...e você e o Luffy? Já saíram do papel?Agora foi a vez de Vivi sorrir— Eu e o Luffy nunca nem estivemos no papel. Aquele menino lerdo não consegue enxergar uma coisa que ta na cara dele...mas, paciência, não é? Fazer o que...— Hahaha, ele ainda é muito inocente— É, eu sei. Eu já desencanei disso. Meu problema agora é fazer ele desgrudar de mim. Ele acha que somos best friends forever...desse jeito fica muito difícil.— Coitado, Vivi, o que é que tem de mau em tentar ser amiga dele?— Já tentou ser amigo de alguém por quem você está apaixonado?— Não.— Ah.Yass sorriu novamente do modo como a amiga falou— Mas e você, como anda sua vida? Com muito ciúmes da Perona com o Sanji?— O terceiranista arregalou os olhos— Como assim eu com ciúmes da Perona com o Sanji? De onde você tirou essa idéia?— Vai dizer que você não esperava estar no lugar dele depois do beijo que deu nela? – Perguntou Vivi com um sorriso travesso e provocador— Mas aquilo foi... Não tem nada a ver, eu e a Perona não temos nada a ver. Você ta igual ao Zoro falando nesse assunto. Mas vocês estão errados, muito errados. Eu estou feliz que ela tenha passado a se dar bem com as pessoas e que está feliz com o namorado. É só isso— Ta bom, então... Se você diz... Mas, me conte, como está o Zoro? Faz tempo que eu não falo com ele também...Yass hesitou um pouco. Zoro não estava exatamente bem. A questão da mãe que havia voltado estava deixando o marimo angustiado, mas Yass não queria entrar nesses detalhes tão íntimos da vida do amigo com Vivi, então respondeu com uma mentira necessária:— Ele tá bem, tem andado um pouco ocupado esses dias com coisas do colégio, mas nada demais...— Ah, claro...isso explica o porque de eu não ter encontrado ele ultimamente...e o namoro dele com a Tashigi? Como vai?Vai bem também. – Respondeu Yass sem hesitar. Ele sabia que aquela era outra mentira necessária, mas não precisou de tempo pra decidir contá-la. Os últimos dias não tinham sido muito bons pro namoro de Zoro e Tashigi. O marimo estava distante da novata. Estava apreensivo e preocupado com a volta de sua mãe, mas, ao mesmo tempo, não dividia essas angustias com a namorada, o que, de certa forma, acabava por desgastar o relacionamento.— Ah, que bom está tudo bem – Falou Vivi sorrindoOs dois, então, passaram o resto da tarde mudando datas e horários para encaixar a Feira de Ciências no período que Camie havia pedido. Ao fim do dia, quando estavam saindo do colégio, a garota resolveu falar o que tinha passado toda a tarde sem saber se devia:— Yass... – Chamou a monitora-Sim? – O garoto virou-se para ela— Bom, acho melhor eu falar. Olha, eu soube que as coisas na sua casa não andam muito bem...o lance com seus pais, que é bem chato e tudo. E... Bom, você disse que o Zoro tem andado ocupado... E que a Perona, bem, que você e a Perona não têm nada a ver, então... Eu só queria que você soubesse que se você precisar de alguma coisa... Pode contar comigoO terceiranista sorriu.— Obrigado, Vivi. Eu sei que eu posso contar com você. Obrigado por lembrar.Vivi assentiu com a cabeça, sorrindo e então seguiu para o portão de saída, dando tchau ao amigo.--Era noite de sábado. Tashigi estava acordada sozinha na sala assistindo a um filme. Luffy e Ace haviam saído. Robin ainda não tinha chegado e Mihawk já estava dormindo. A garota tinha tentado ligar para Zoro por várias vezes para ver se os dois saiam para algum lugar, mas ele não atendia, o que já estava virando algo comum. Então, assistir a um filme em casa e sozinha foi o que restou para a segundanista no seu sábado à noite.
Após alguns minutos de filme, a porta da casa se abriu e Robin entrou, pretendendo subir direto para o seu quarto e ir dormir. Ela não estava com clima para fazer qualquer outra coisa. Mas ao passar pelo hall em direção às escadas, a terceiranista viu Tashigi vendo televisão na sala e então decidiu se juntar à amiga.Nem Tashigi, nem Robin estavam para conversas naquela noite. A novata viu seu namorado passar da água para o vinho em uma semana, não sabia mais o que fazer e nem até quando aquilo iria durar. E o pior, talvez, é que Zoro não confiava nela o suficiente para dividir o que quer que estivesse atormentando ele. Robin, por sua vez, havia voltado de um fracassado jantar na casa dos pais, onde seus tios e sua prima estavam morando. Estava mais do que claro que a osteoporose que a tia dizia ter era puro fingimento, mas agora eles nem faziam mais questão de esconder. Robin ficou tão indignada com esse fato que ligou na mesma hora para os pais para tentar desmascarar os familiares, mas não teve sucesso, como já era de se esperar. Para completar, ela descobriu que a prima iria se transferir pra sua escola no próximo semestre e ela teria que lidar diariamente com uma das pessoas responsáveis por ela não estar morando na própria casa.Enfim, as duas, Tashigi e Robin, apenas aproveitaram a companhia uma da outra sem trocar palavras.Após mais algum tempo de filme, Mihawk desceu as escadas em seu moletom cinza. Ele se dirigiu à cozinha para e beber um copo de leite e, em seguida, em direção à sala para, silenciosamente, se juntar às garotas na sessão cinema em casa.Assim, em silencio, o tempo passava e os três continuavam atentos ao filme. Em determinado momento, Tashigi, inspiradas pelas cenas de desabafo às quais estava assistindo, sentiu-se confortável o bastante para simplesmente falar:— Meu namorado me esqueceu. Além de não confiar nem um pouco em mim. E ainda acha isso tudo muito normal.Os outros dois escutaram em silencio, ainda olhando para a TV, até que Robin, ainda fitando a tela, resolve se pronunciar:— Meus pais preferem acreditar nos meus tios mau caráter do que em mim. E ainda vão pagar para minha prima nada diferente dos pais estudar lá na escola a partir do semestre que vem.Depois de alguns segundos e mais algumas cenas de filme, Mihawk suspirou e então falou:— Meu casamento que eu achava que iria durar para sempre terminou porque minha mulher me traiu com meu irmão. E como se não bastasse, hoje eu soube que ela quer tomar a minha casa no divorcio,As duas meninas, que até então não haviam desviado o olhar da tela, olharam para Mihawk com um semblante levemente surpreso e preocupado.--Duas semanas haviam se passado depois do inesperado retorno da mãe de Zoro e daquele desastroso encontro. A senhora continuava a tentar falar com o filho, e continuava a ser rejeitada. Nami não conseguia esquecer o ocorrido e, apesar de ter prometido ao ex-parceiro que não iria comentar nada daquilo com ninguém, sabia que havia uma pessoa a qual ela podia procurar sem aborrecer Zoro.Havia acabado de anoitecer. Nami se encontrava em frente a uma bela e imponente casa, pensando nas palavras que iria usar dali para frente. Depois de um breve instante, a garota tocou a campainha da casa e aguardou até a porta se abrir.— Nami? Perguntou Yass surpreso. — Ele não esperava a visita da colega.— Oi, Yass, boa noite, eu posso falar com você?— Claro, claro — Respondeu o monitor, movendo-se para o lado para dar passagem a Nami — Entre, por favor.Yass conduziu a novata até à sala de estar. Nami notou que a casa do terceiranista parecia ainda maior por dentro e era muito bem decorada, mas não se demorou muito contemplando o local e, assim que os dois sentaram-se, iniciou o diálogo:— Então, Yass, eu acho que você já deve ter uma certa idéia da razão de eu ter vindo aqui— É, eu posso imaginar.— Eu simplesmente não consigo esquecer o que aconteceu há duas semanas. Eu fui pega totalmente de surpresa. — A garota fez uma pausa — Eu sei que eu não tenho nada a ver com isso, mas... Mas não dá pra simplesmente ignorar... Então... Então, por favor, será que você podia me ajudar?— Eu entendo sua situação, Nami, eu ficarei feliz em poder esclarecer o que você precisar-Nossa, muito obrigada! Bom... É que... Eu não fazia idéia de que o Zoro cresceu sem família... Eu não imaginava isso... Deve ter sido muito duro... Uma vida tão solitária... Como é que... Como é que ele estuda numa escola tão cara? Ele é bolsista? Ele disse que cresceu sem saber o que era uma família de verdade... Ele foi adotado, mas não gosta da família, é isso?— Não é bem assim...bom, deixa eu te contar tudo do começo:O Zoro foi abandonado quando era um bebê, até aí você já sabe. Mas ele não passou muito tempo no orfanato. Foi adotado antes de completar um ano por um cirurgião já de idade que havia perdido a família num acidente de carro, Stuart era o seu nome. Zoro me disse que apesar de não ser muito presente devido profissão, esse senhor foi um ótimo pai pra ele. Fazia o que podia pra deixar o filho sempre confortável e feliz. O responsável pelo Zoro na ausência do Stuart era Alan, o mordomo da casa, em quem Stuart depositava total confiança. — Nami seguia ouvindo tudo, com muita atenção — Bom, quando Zoro tinha 9 anos, Stuart veio a falecer. Zoro ficou devastado na época. Toda a fortuna do falecido médico ficou pra ele. Mas ele ainda era muito novo, teve que esperar até completar 16 anos pra se emancipar e poder ter acesso à herança, por ser maior de idade. Durante esse período, Alan foi o tutor do Zoro. Cuidou dele e administrou o dinheiro muito bem. A vida do Zoro não foi mais solitária graças ao Alan. Então...quando ele completou 16 anos, se mudou pra cá sozinho. Já era emancipado, maior de idade. Mas até hoje ele mantém contato com o Alan...— Ele sempre soube que era adotado? — Perguntou Nami, curiosa— Sim, Stuart nunca escondeu dele e isso nunca foi nenhum problema. Ele deve ter sentido muita falta de uma mãe, de uma família normal, mas ele sempre foi feliz no final das contas. Se acostumou com a vida que tinha, aprendeu a lidar com aquilo tranquilamente— Nossa, agora eu to lembrando de uma coisa que eu disse... Meu Deus... Como eu sou idiota... — Falou Nami de cabeça baixa, lembrando de uma cena ocorrida no início do ano— Como assim? O que você disse?— Quando eu e o Zoro estávamos voltando da nossa primeira visita ao abrigo como parte da nossa tarefa do projeto, eu perguntei a ele que tipo de monstro abandonaria o próprio filho e... Bem... Eu não fazia idéia...Yass deu um leve e suspiro e, em seguida, respondeu:— Olha, Nami, não é como se o Zoro adorasse a mãe, entende? Ele não deve ter ficado chateado nem nada com o que você disse— Eu sei, eu sei...mas eu deveria ter ficado com minha boca fechada. Eu lembro que ele me respondeu dizendo que não achava que pais que abandonavam filhos eram necessariamente monstros e... Bom... Ele tinha razão... É algo injustificável de se fazer, mas muitos deles tinham seus motivos, muitos estavam pensando no bem dos filhos...O monitor ficou em silêncio— Bom, Yass, mais uma vez, muito obrigada, você me ajudou muito — Falou Nami, se levantando— Foi um prazer, Nami — Respondeu o veterano com um sorriso e começou a acompanhar a garota até à saída— Ehr...só mais uma coisa... — Falou a segundanista após passar pela porta — Você acha que o Zoro vai ficar chateado por você ter me contado?— Não, não... Eu só te contei porque eu sei que ele não vai se importar. Não é algo que ele queira esconder... Só que ele não quer dar mais motivos pras conversas do colégio serem todas sobre ele... Mas você sabia da questão da mãe dele, então...não tinha porque não te contar a história toda...— Ah, claro...eu fico mais tranquila então. Bom, boa noite, Yass, te vejo no colégio!— Eu posso te levar em casa, Nami...— Ah, não precisa, tem um taxi me esperando, mas obrigada de qualquer formaApós se despedir de Yass, Nami entrou no taxi com uma sensação de missão cumprida. Agora ela entendia completamente a situação do ex-parceiro e estava disposta a ajudá-lo no que ele precisasse.
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