Too Complicated For Just a School
16 Consolo
Tashigi e Robin estavam na cozinha de casa. A terceiranista fazia companhia à amiga, que queria mais que tudo esquecer as últimas duas horas de sua vida. O desfecho do musical que ela se preparou tanto para fazer não foi de modo algum parecido com o que ela esperava.
- Tashigi, não acha melhor maneirar na bebida, não? Daqui a pouco você vai acabar com o estoque de álcool do Mihawk — Falou Robin, tentando evitar que a segundanista terminasse se embriagando
- Ah, não precisa se preocupar, Robin. Amanhã mesmo eu reponho tudo – A garota planejava sair no dia seguinte para comprar tudo que beberia naquela noite
- Bom, se é assim... – A veterana resolveu não insistir mais – Mas olha, eu acho que você não precisa disso... Digo... O musical foi um sucesso... Todos adoraram, talvez você esteja se atendo à questão errada...
- Eu sei, Robin, eu sei que foi um sucesso, mas o Zoro conseguiu destruir minha noite. Incrível como eu simplesmente não consigo me importar com o musical, tudo que eu consigo pensar agora são nas inúmeras vezes que aquele idiota me disse que não tinha nada errado...
- Não acha que você ta pegando muito pesado, não? Pelo que eu entendi, a mãe dele o abandonou quando ele nasceu, e agora voltou do nada querendo começar um contato, certo? Isso é muito chocante pra uma pessoa. Acontece que algumas pessoas preferem manter esse tipo de coisa pra si mesmas, é o jeito delas.
— Claro, eu compreendo perfeitamente. Porém não é tão simples assim... Ah, se fosse...
- Se não é assim, qual o problema então?
- Você está se esquecendo do fato de ele ter contado tudo pra Nami... Dá pra acreditar? Perdi as contas de quantas vezes me ofereci pra que ele pudesse desabafar, me contar o que tava acontecendo, e ele sempre negou com veemência que alguma coisa estava errada... E aí ele vai correndo compartilhar os problemas com a Nami
- Ah... – Robin sabia que não havia argumentos que pudesse melhorar a situação de Zoro diante daquilo
- Olhando agora, numa imagem geral... Nosso relacionamento não passou de uma piada – Tashigi não conseguia parar de externar sua mágoa – Uma brincadeira de mau gosto...
Robin via as primeiras lágrimas descerem pelo rosto da amiga. Sentia-se impotente, não sabia o que falar para confortá-la. A única coisa que podia fazer era escutá-la
- Sabe como a gente começou tudo? Ele havia acabado de levar um fora da Nami. Foi no colégio, uma tarde. Taca chovendo forte. Ele a beijou, ela se afastou. Ele ficou lá, parado, sozinho, debaixo de chuva. Eu não queria me meter, eu não queria! – A garota deu uma pausa e suspirou – Mas eu não consegui. Não consegui “não me meter”. Não consegui virar as costas e ir embora, como deveria ter feito. Eu fui até ele e pus meu guarda-chuva sobre sua cabeça...
Robin ouvia com atenção. Lembrar de tudo aquilo agora parecia bastante doloroso para a segundanista
— Eu o levei até um dos bancos do pátio e sentamos lá. Ele começou a falar um monte de bobagens sobre como ele tinha sido idiota e não enxergado o que tava bem na cara dele o tempo todo...
- E o que estava bem na cara dele o tempo todo?
- Que eu era a pessoa com a qual ele deveria se preocupar, e não a Nami... Bom... Eu acreditei e o Resto... O resto você já sabe... – Tashigi deu um leve sorriso de descaso – Que ironia, né?... Ou não... Talvez ele tenha me traído todo esse tempo com ela... Vai saber...
- Não acho que ele seria capaz de uma coisa dessas – Robin tentava amenizar a situação como podia
- Na realidade, eu também não, eu só... Eu só não sei no que mais acreditar...
As duas continuaram ali. Tashigi se lamentando, magoada, e Robin sem poder fazer muito, apenas escutando.
--
Yass e Zoro haviam ido ao Baratie assim que o musical acabou. Zoro nem ao menos falou com a mãe e não chegou a ver Tashigi sair. Os dois estavam em silencio, apenas bebendo. Yass não sabia como começar uma conversa naquela situação, então resolveu perguntar:
- O que você quer que eu fale?
- Não é óbvio? Que a culpa não foi minha, que eu estou sendo injustiçado e que a Tashigi está exagerando
- Você estragou tudo – Falou o monitor, após um sorriso de leve incredulidade
- Ou podia ser isso também... – Zoro respondeu, virando uma dose de whisky
- O que você vai fazer agora?
- Não sei. Ela obviamente não quer nem olhar pra minha cara, duvido que aceite conversar comigo
- A Tashigi não é uma criança, Zoro, ela não vai recusar conversar com você... O que não significa que as coisas vão se acertar
- Não era pras mães ajudarem a solucionar os problemas dos filhos? Só a minha que aparece e acaba com minha vida
- Você já conversou com ela?
- Ainda não
- Opa, olha quem está sendo infantil
- É diferente
- Como?
- Eu e a Tashigi temos coisas pra resolver. Eu e aquela mulher, não.
- Como assim “Não”? “Aquela mulher” é sua mãe
- Você é mais minha mãe do que ela, Yass
- Ela não vai embora, Zoro. Não até você falar com ela.
- Claro que vai. Vai desistir e vai embora
Yass limitou-se a olhar o amigo com as sobrancelhas erguidas como quem diz “Você sabe que isso não vai acontecer”
- Certo, Yass, certo, eu vou falar com ela. Satisfeito?
- Não. Você ainda tem que resolver a bagunça que você fez com a Tashigi
- Ela vai me xingar
- E com razão...
- Nossa, você hoje só ta servindo pra piorar minha situação
- É, hoje eu não to inspirado.- Falou Yass, reconhecendo que não estava servindo exatamente aos propósitos que o amigo queria dele naquela noite — Acho melhor eu só falar que a culpa não é sua, você ta sendo injustiçado e que a Tashigi ta exagerando
- Concordo...
--
Ace voltava do teatro do colégio para a casa de Bonney, caminhando. Não era exatamente perto, mas o garoto resolveu tirar o tempo para refletir. Já havia levado praticamente todas as suas coisas para a casa da namorada, os pais dela viajariam no dia seguinte. Apesar de ser temporário, ir morar na casa de Bonney parecia ser um grande passo na relação dos dois. Perguntava-se se não estaria apressando as coisas. E como iria sentir saudade de casa. Do irmão, dos amigos, das festas, dos mutirões de limpeza depois das destas, das conversas pós-festas na cozinha que iam madrugada adentro. Era, sem duvidas, muito feliz na casa de Mihawk e infelizmente não sabia se um dia voltaria a viver tudo aquilo. Estaria saindo sem ter certeza se o professor de História iria conseguir impedir que a ex-mulher tomasse o imóvel. Se aquilo acontecesse, o que seria de todos? Robin e Tashigi teriam que voltar pra suas respectivas casas, voltar pros antigos dilemas familiares que haviam dado um tempo para as garotas desde que elas se mudaram. Ele e Ruffy teriam procurar uma república nova, já que a antiga provavelmente já não teria mais vagas. Ou poderiam os dois ir morar na mansão de Bonney, quem sabe...
Imaginou-se na situação de Mihawk. E se um dia algo parecido acontecesse com ele e a namorada? Será que ela tentaria desapropriá-lo? Afastou aqueles pensamentos rapidamente. Estava tudo dando certo no relacionamento dos dois, não tinha porque ficar enchendo a mente de besteiras. Parou em frente a uma guarita e um portão de entrada de carros. “Como é grande” pensou, referindo-se ao seu novo lar. Acenou para o porteiro que logo liberou a passagem. Seguiu andando por um caminho de pedras ao longo do jardim. Passou pela sempre limpa piscina, cheia daquelas bóias em forma de colchão. Chegou à porta da frente e enfiou a mão nos bolsos para procurar a chave. Assim que entrou, foi direto subir as escadas. Parou no primeiro degrau. Voltou-se em direção à cozinha, estava morrendo de sede. Aquela caminhada havia sido mais cansativa do que imaginava. Abriu a geladeira e saciou-se com dois copos de água gelada. Foi até a pia e deixou o copo. Pensou ter escutado algo, uma voz abafada. Concluiu que era só impressão. Dirigiu-se à saída da cozinha. Parou. Havia escutado novamente. Não era impressão. Olhou para trás. O som parecia vir da porta que dava para a área de serviço. Deu meia volta. Seguiu na direção do som. As vozes vinham de um dos quartos de empregada. Mas não poderia haver ninguém ali. Os pais de Bonney haviam liberado todos os funcionários que dormiam na casa enquanto estivessem fora, só haviam deixado os de meio-período, que já deveriam ter ido todos embora. Chegou mais perto. Conhecia aquelas vozes, mas não estavam conversando. ‘’Não pode ser’’, pensou. ‘’Por favor, por favor, que eu esteja errado’’. Não podia mais voltar, teria que ir em frente. Continuou, implorando para que estivesse alucinando. A porta estava entreaberta. E então Ace viu. A visão do adultério passou como uma lamina pela sua mente. O barulho que a cama velha fazia ao balançar era como um compressor nos seus ouvidos. Traição. Pior. Com ele? Tinha que ser justamente com ele? Ficou tonto. Quis vomitar. Cambaleou para trás. Esbarrou na parede. Silenciosamente, pôs-se a fazer o caminho de volta. Passou pela cozinha, sala, jardim, desnorteado. Da guarita, o porteiro abriu o portão, tentou um diálogo, mas Ace fez que ‘’não’’ com a mão. Queria pegar um taxi, mas estava tarde, não passaria um tão rápido. Ele não ficaria ali parado esperando. Teria que ir para a casa de Mihawk andando. E assim o fez.
--
- Nami, o que você ta fazendo me ligando uma hora dessa? Você não deveria estar dormindo? – Perguntou Vivi, ao atender ao telefone celular
- Não consigo dormir, Vivi. Não consigo tirar da cabeça o que aconteceu hoje
- Ta falando do incidente com o Zoro, a mãe dele e a Tashigi?
- Sim... Eu não... Espera, como você sabe? Nós não chegamos a conversar depois do musical e...
- Todo mundo já sabe, Nami. Tinham várias pessoas naquele backstage, não esperava que não se espalharia, né?
- Ai, meu Deus, e agora, Vivi? O Zoro vai ter um ataque
- Ele com certeza já espera que a história já seja do conhecimento de todos, Nami
- O que será que vai ser dele e da Tashigi?
- Não faço idéia, é uma pena...
- Eu me sinto tão culpada...
- A culpa não foi sua de ele ter te contado e não ter contado a ela
- Não, Vivi, não foi bem assim. Aconteceu de eu estar com ele justamente no momento que a mãe apareceu pela primeira vez
- Ah... Entendo. Mas o que você estava fazendo com ele, então?
- A gente tinha se encontrado por acaso no orfanato. Quando estávamos voltando, ele me ofereceu uma carona e eu resolvi aceitar. Fomos ao estacionamento do colégio pegar o carro dele e lá estava ela
- Ah, Nami, então não é culpa de ninguém... Aconteceu, só isso, não foi programado, você não tem culpa...e nem o Zoro
- Não é bem assim... O Zoro passou esse tempo todo dizendo pra Tashigi que não havia nada errado acontecendo... E o modo como ela descobriu tudo... Não foi nada agradável
- Mas ainda assim, o que você tem a ver com isso tudo? Foi o Zoro que resolveu omitir da namorada que a mãe dele tinha voltado. Você não tem nada a ver
- Eu sei, mas... Eu sinto que... Se eu não tivesse aceitado aquela maldita carona...
- Já chega, Nami. A culpa do que aconteceu não foi sua. Esquece isso, as coisas vão se acertar mais cedo ou mais tarde
- Ah, falar é fácil
- Bom, que eu saiba não há nada que você possa fazer...
- Tem uma coisa que eu posso fazer...
- Nami... Não me diga que você está pensando em ir falar com a Tashigi... Pelo amor de Deus, isso é completamente desnecessário e...
- Sim, Vivi, é isso que eu vou fazer. E ela vai ter que me ouvir. Agora eu preciso desligar, boa noite e obrigada por me ouvir. – Assim, Nami desligou o celular, não dando nem chance de Vivi a responder
--
Já era tarde da noite, Luffy estava parado, encostado em um poste, em frente a um bar perto de casa, aonde Ace sempre ia. O mais novo nunca havia entrado em um sozinho. Mas sempre ouviu que aquele era o lugar para onde ir quando se estivesse com problemas. Ace estava indo embora e ele considerava aquilo um grande problema. Imaginava se o irmão estaria lá dentro. Estava começando a sentir frio. Resolveu voltar para casa. Não gostava de álcool e Ace muito provavelmente não estava naquele bar. Após alguns passos, ouviu uma voz chamar seu nome:
- Luffy? O que está fazendo aqui sozinho, uma hora dessa? Não me diga que está saindo desse bar... – Falou uma figura alta, vestida de negro
- Ah, oi, Professor Mihawk, não, não estava lá dentro. Tava só olhando
- Já disse que não precisa me chamar de professor, Luffy. São bem poucos os alunos que me chamam de Professor Mihawk no colégio, quanto mais fora dele. E, além do mais, moramos na mesma casa. Não existe a menor necessidade dessa formalidade besta.
- Ah, ta certo. É o costume, mas vou tentar não esquecer – Respondeu o garoto, com um sorriso amarelo
- Mas me diga, queria entrar aqui? Se quiser, te faço companhia...
- Não, na verdade. Aí não deve ter comida. Só bebida. Tava só olhando mesmo, talvez o Ace pudesse estar aí
- Ele disse que iria pra casa da Bonney direto do colégio depois do musical
- Ah...
Mihawk pôde perceber que Luffy não estava normal. O garoto demonstrava um desanimo raro em se tratando dele.
- Algo errado?
- Ele vai embora amanhã...
- Ah... É isso. Mas, Luffy, isso é só temporário. Ele vai voltarem poucos meses
- E se ele não voltar?
- O que quer dizer? – A essa altura, os já estavam andando na direção de casa
- Talvez ele prefira morar lá mesmo depois de os pais da Bonney voltarem
- Duvido muito, Luffy, você vem em primeiro lugar pro Ace. Pra ele é tão ruim ficar longe do irmão quanto pra você. Duvido muito que faria algo assim
- Uma vez ele preferiu sair com uma ex-namorada do que sair comigo...
- Sair para um passeio é diferente de morar – Disse Mihawk, agora achando graça da preocupação desnecessária do estudante
- Ele bem que poderia me levar junto com ele pra casa da Bonney, né? Já esteve lá Mihawk? Já viu o tamanho? Aposto que tem muita comida!
- Hahaha... Não, nunca estive lá. Mas soube que é uma mansão bem grande. E com certeza deve estar sempre cheia de comida. Mas, Luffy, ir morar lá significaria que você não iria mais morar com a gente lá em casa
- Ah, é... – O garoto desanimou. Não havia pensado por esse lado – Poderíamos todos ir morar lá então! – O segundanista voltou a sorrir
- Hahaha, claro... Vamos todos morar lá – Pelo menos teríamos um lugar para ir caso eu perca minha casa, pensou Mihawk
Os dois haviam sentado em uma praça, próxima a uma lanchonete que ficava aberta vinte e quatro horas.O professor de Historia comprara muita comida para o estudante. Era incrível como o apetite do garoto era insaciável mesmo tão tarde da noite. A dupla conversava enquanto Luffy se deliciava com hambúrgueres e cachorros-quentes, e assim seguiu a madrugada.
--
- Bom, Tashigi, acho melhor subirmos. É bem capaz de você terminar bêbada se continuar bebendo. – Robin levantou e começou a arrumar a mesa da cozinha
- É, é melhor mesmo. – A garota pôs-se a ajudar a amiga.
- Vou levar essas garrafas de cerveja lá pra cima, inclusive as vazias. Esconder as evidências do crime
Robin riu
- Ótima idéia
As duas subiram, se despediram e foram para os seus respectivos quartos. Assim que entraram, a porta da sala se abriu e Ace entrou em casa e olhou em volta. Agradeceu por ninguém estar acordado. Não queria ter que explicar nada a ninguém. Pelo menos não naquele momento. Subiu as escadas silenciosamente e abriu a porta do seu quarto que, para sua surpresa, não estava vazio
- O que é que você está fazendo aqui? – Perguntou ele a Tashigi que terminava de tomar sua ultima garrafa de cerveja
- Eu é que pergunto o que você ta fazendo aqui. Não era pra estar na casa da Bonney?
- Longa historia, depois eu explico. Agora sai. To morto de cansaço. Preciso dormir.
- Vai ter que procurar outro quarto. Esse aqui é meu agora, já falei com o Mihawk.
Ace revirou os olhos e suspirou, não estava no humor para discutir
- Ah, chega pra lá e me dá uma garrafa dessas aí – Falou enquanto sentava na cama ao lado da segundanista
Tashigi pegou uma cerveja restante e entregou ao veterano
- Eu soube do que aconteceu entre você e o Zoro. Barra pesada...
- É... Você e o colégio todo...
- Se serve de consolo... Minha situação é bem pior
- O que quer dizer?
- Acabei de... – Ace hesitou por um instante – Acabei de pegar a Bonney na cama com... Com o Kidd
Tashigi não disse nada, apenas abaixou a cabeça
- Não parece surpresa
- Não confiava muito nela. Nunca gostei do modo como ela é negligente com a Perona...
Ace tomou um gole da bebida e então disse:
- Parece que estamos no mesmo barco, não é mesmo?
Tashigi riu levemente
- Dificilmente. Você é popular, bonito... Consegue alguém melhor que a Bonney quando quiser
- Não vejo como isso torna nossos casos diferentes. Você também é muito bonita, Tashigi. O Zoro deu o maior vacilo da vida dele ao perder você
- Para com isso, Ace
- Eu to falando sério. Você é um mulherão...
Os dois se olharam. Ambos estavam com garrafas de cerveja nas mãos. Desceram os olhos para elas e voltaram a se encarar.
- Olha pra gente – falou Tashigi – Estamos no fundo do poço
Ace riu e voltou a beber
- Tenho que concordar – Disse ele
- Mas eu estou pior. Só venho fazendo coisa idiota ultimamente... – A garota falou, olhando para a bebida em sua mão
- Eu sei de mais uma coisa idiota que você pode fazer...
Voltaram a se olhar. Pensaram em tudo o que havia acontecido, no que estava acontecendo e no que estava prestes a acontecer. E, então, resolveram parar de pensar. Os dois foram de encontro um ao outro num beijo frenético. Pararam por um instante para largar as garrafas no criado-mudo e, em seguida, voltaram ao ato, deitando na cama e despindo-se rapidamente, como se aquela fosse a ultima coisa que fariam na vida...
Notas finais
E continuem deixando review por favor aiuehauiheauieh
Fale com o autor