Notas iniciais
Bom, tentei inovar. Sem filha perdida, prefiro um bom e adolescente garoto. Espero que gostem.

O milionário Tony Stark já estava incomodado com o barulho da campainha. Sexta-feira estava em inércia por algumas horas, o que significa problema. Pepper deixa o namorado na mesa do café e vai atender a porta.

– Gostaria de falar com o senhor Tony Stark, por favor — disse o garoto assim que a porta se abriu.

– Olha só, menino, o Tony não come bolinhos de escoteiros, então lhe sugiro ir em outra residência — não fingiu gentilezas. Quem seria aquela criança, que a uma hora dessas já estava incomodando?

– Acho que não me entendeu, Pepper Potz, não fiz perguntas. — arrogante como ela, responde o moleque.

Antes que a mulher batesse a porta, um moreno — apenas de regata branca e calça de moletom — segurou a porta. Avistou a figura do pequeno homossapien.

À sua frente, um menino de aparência saudável. Loiro, olhos âmbar. Seus cabelos na testa pareciam incomodar. Em suas costas, uma enorme mochila.

– Que foi, garoto? Tá vendo que tá incomodando não?

– Na verdade sim, senhor Stark, e acredite que não há nada que me alegra mais que tirar seu sossego. — em puro desafio, pôs as mãos nos bolsos, sorrindo.

– É sério, menino. O que quer? — deixou o braço para dentro, pronto para chamar uma armadura, aquele garoto o assustara.

– Ah! Perdão. Como pude me esquecer? -bateu na própria testa — Me chamo Bernard, Bernard Hansen. — depois de um susto, os adultos se entreolharam.

– Você... — Pepper tenta — É filh...

– Da Maya, que foi morta há dois anos pelo desgraçado do Aldrich Killian.

– E está aqui por...? — extasiado, Tony pergunta.

– Vim atrás de meus direitos... papai — completou lenta e torturante, com um sorriso vitorioso.

– Há um engano, só pode. — Pepper se recusa a aceitar.

– Sem dúvida há. Minha mãe deveria ter te contado antes de morrer, se ela tivesse feito isso eu não estaria naquele lugar imundo. Olha só, os exames estão aqui — jogou uma pilha de papéis no milionário.

– Não pensa que isso vai me convencer, garoto... Ou pensa?

– Não me julgue um estúpido, papai. Estou disposto a colaborar com meu material sanguíneo. Mas, olhe só para nós! Somos idênticos! — abriu os braços e gesticulou desnecessariamente.

– Você é loiro, garoto! — tentava "acordar" Sexta-feira a todo custo, pelo celular.

– Nossos olhos são iguais.

– Meus olhos são pretos. Qual seu problema garoto?

– Falta de grana! — se apressou em dizer — eu não tenho dinheiro pra nada. Mas voltando, não pode negar nossas sobrancelhas! — se aproxima mais, mostrando-as. — Nossas sobrancelhas são iguais. — Tony as olha por um tempo, sem perceber acaba concordando.

– Verdade, nem tinha repar... me deixe em paz, moleque.

– Já isso aí eu duvido. — estava deveras sorridente.

– Bom dia, chefe. — a voz robótica soou.

– Sexta-feira, vamos fazer um exame. — com força, arranca fios do cabelo do garoto — Você fica aí — lhe aponta o dedo indicador e bate a porta.

O pequeno Bernard se vira, sentando-se na soleira.

– Idiota! Acha mesmo que eu iria perder meu tempo inventando mentiras... nada será mais gratificante do que a cara de tacho que ele vai fazer — riu divertidamente, pondo os enormes fones.

[...]

Pepper tentava manter a calma, o que era difícil. O resultado era invariável, aquele garoto era mesmo seu filho. Sentou-Se cansado na cadeira ao lado do balcão do laboratório. Não havia solução, se não "acolhesse" o garoto teria complicações com a SHIELD, e obviamente com a polícia e juizado. Pediu a Pepper que mandasse o menino entrar. Assim ela o fez:

– Obrigado por não me jogar na rua, Tony. — declarou ao ver o moreno na escada.

O pequeno Hansen foi direto para as escadas, subindo-as.

– Aonde vai, Bernard? — tentando ser amigável, a ruiva indaga.

– Vou escolher meu quarto, ora.

O que a mulher viu foi, um Tony Stark revirar os olhos e um Bernard Hansen sair correndo até o andar de cima. Sem dúvida, essa seria a pior de todas as operações do Homem de Ferro.

Notas finais
E então, chuchus? Vocês gostaram? Diga aí sua opinião, ela vale muito pra mim. No mais, beijinhos. Amo vucêis