Tomando Coragem
45 Esperança
Notas iniciais
Naruto que notara o clima entre os dois, ficou sem jeito e começou a se afastar andando de um lado pro outro na clareira.
“Será que a Hinata está bem?” pensava ele olhando para os lados preocupado, pois não via sinal de sua amada. Mas sua confiança em Hinata e também em Shino que estava com ela, aliviou sua preocupação “Tomara que eles não demorem” pensou, afinal não queria ficar segurando “vela” sozinho.
– O que você disse era verdade? – perguntou Emi com a cabeça encostada no ombro de Kiba.
– O que? – perguntou Kiba curioso.
– Quando você estava... quase... você sabe. — disse a garota não querendo lembrar-se de um dos piores momentos de sua vida, o ninja compreendendo o que ela queria dizer apenas assentiu — Você disse que me amava. — continuou Emi sem jeito.
Kiba enrubesceu, em seguida separou-se do abraço da guardiã e fitou-a por um momento, sem palavras.
– É verdade? — perguntou Emi novamente sustentando seu olhar.
– Sim. — respondeu o garoto seriamente, mas ao ver a expressão emocionada na face da garota, deu um leve sorriso — E... você... também me ama? — perguntou um pouco sem jeito, mas com um sorriso maroto.
– B-Bem eu... — começou a garota envergonhada.
– Claro que me ama! — falou Kiba de repente surpreendendo-a — Falou "eu te amo" zilhões de vezes antes de eu acordar. — continuou presunçoso. Constrangida, Emi estava pronta para ralhar com ele, mas Kiba não lhe deu essa oportunidade — Foi sua voz que me guiou de volta, quando ouvi essas palavras fiquei muito feliz, foi como se meu coração antes frio fosse inundado por uma brisa morna e calorosa que aqueceu meu coração.
Ao ouvir essas palavras a garota ficou sem palavras, seus olhos transbordavam em lágrimas e seu coração batia rapidamente.
– Eu te amo minha "bravinha". — disse o ninja em tom carinhoso, mas zombeteiro.
– Bravinha?! — irritou-se Emi — Ora eu... — mas não conseguiu concluir a frase, pois foi pega de surpresa pelos braços de Kiba que a envolveram novamente, sendo silenciada por seus lábios que começaram a beijá-la calorosamente.
Como da primeira vez a garota correspondeu ao beijo quente do ninja, e desta vez nada a faria querer se afastar dele.
– Emi!
O casal ficou estático ao ouvir a voz surpresa e elevada de Daichi. Contrariados, mas envergonhados, os dois instantaneamente se separaram.
– Naruto-kun! — exclamou a voz fina e gentil de Hinata que estava feliz por ver que seu amado estava bem.
– Hinata-chan! — exclamou o garoto louro quando avistou a garota que amava, correndo ao seu encontro.
Naruto abraçou a kunoichi com carinho, que apesar de estar envergonhada retribuiu seu abraço com todo seu amor.
– Caham! Também estamos aqui, viu? — pigarreou Sakura com um expressão mortal em seu olhar e Naruto percebeu sua presença, de Shino, Sai e claro Daichi que já havia se pronunciado — Não basta ter presenciado o "agarramento" entre o Kiba e a Emi e agora tenho que aturar você e a Hinata. — disse ela irritada.
Nesse momento Daichi fuzilou Kiba com o olhar, que engoliu em seco, coçando a cabeça, sem graça, enquanto que Emi tentava não olhar na direção do irmão.
– "Dor de cotovelo" é fogo. — disse Naruto em tom zombeteiro, enquanto se afastava dos braços de Hinata, mas mantendo sua mão entrelaçada a dela — Você tá é com inveja porque tá sozinha e encalhada.
– Quem tá encalhada aqui? — exclamou Sakura furiosa, batendo uma mão em punho em outra aberta, preparando-se para socar Naruto, mas parou ao ouvir Shino, que ainda não havia se manifestado, pronunciar-se.
– O que aconteceu com Kimimaro? — perguntou seriamente.
O sorriso de Naruto esvaiu-se e ele contou a todos com certa tristeza, o que havia presenciado desde o momento em que encontrara Emi sendo atacada por Kimimaro, que na verdade estava sendo controlado por Orochimaru.
– Então... você quase morreu Kiba-kun? — perguntou Hinata preocupada com seu companheiro de equipe.
– Pois é, Hinata... mas já estou bem... graças a Emi. — respondeu o garoto sorrindo ao mesmo tempo que trocava um olhar caloroso com a guardiã, que sorriu levemente envergonhada.
Os gestos dos dois não passaram despercebidos por Daichi que aproximou-se da irmã, desviando sua atenção.
– Temos que levar o cristal de volta à vila, antes que Orochimaru ache outra forma de voltar. — disse seriamente, depois fitou cada um dos ninjas de Konoha, parando seus olhos em Kiba continuou — Agradeço por tudo que fizeram por nós, mas gostaria de pedir que não revelassem a existência de nossa vila. Vou conversar com nosso oji-san e vamos mudar de lugar, para que Orochimaru não encontre mais o Cristal da Ressurreição.
– Mudar?! — exclamou Kiba temendo o que viria a seguir — Mas pra onde?
– Não sei... mas ninguém além do povo da Vila da Cachoeira deve saber nosso paradeiro. — respondeu Daichi fitando-o de maneira significativa.
– Mas eu não quero me mudar, eu gostaria de... — começou Emi preocupada.
– Você é a guardiã do cristal, sua vontade não importa. — interrompeu Daichi duramente — É sua missão!
– Isso não é justo! — gritou a garota indignada enquanto lágrimas caíam de seus olhos.
Kiba aproximou-se de Emi e colocou as mãos sobre seus ombros, confortando-a. A garota aceitou seu gesto, pendendo de leve sua cabeça para o lado.
Todos olhavam a cena surpresos, enquanto que Daichi fitava o ninja de cabelos castanhos seriamente. Kiba respirou fundo, fechando seus olhos, mas abrindo-os em seguida, decidido.
– Eu amo sua irmã. — disse ele sinceramente — Você pode me achar louco ou inconsequente, mas não quero me separar dela. — continuou olhando brevemente para a garota, que o observava estupefata, com carinho — Se quiser se mudar, me uno a vila de vocês e os seguirei.
O jovem de cabelos negros fitou o ninja levemente surpreso, mas sua expressão não se amenizara, o que significava que ele não mudara sua opinião.
– Admiro sua coragem e sinceridade, mas tudo o que está dizendo é ilusão. — rebateu Daichi — Acredito que você tenha uma família... — continuou ele e Kiba assentiu — Como explicaria seu sumiço para eles, sem revelar nossa existência?
– Bem, eu... — começou Kiba sem saber o que dizer.
– Não vê? Você nem ao menos sabe o que fazer... aproveite que o sentimento de vocês está no início, a separação não será tão dura. — disse o jovem seriamente — Logo a tristeza será esquecida e o que sobrarão serão apenas lembranças.
Emi e Kiba estavam indignados com as palavras de Daichi, mas não tinham como contestá-las, mantendo-se em silêncio.
– O amor não é um sentimento descartável que pode ser jogado como se fosse lixo. — disse Naruto de repente, surpreendendo a todos — Eu aprendi o que é amar e ser amado e não trocaria esse amor por nada, nem que tivesse que morrer por isso. — o olhar do garoto louro cruzou com o de Hinata, que estava vermelha, mas sorria maravilhada pelas palavras de seu amor, Naruto retribuiu o gesto, dando um de seus sorrisos calorosos e em seguida desviou seu olhar para Daichi — Deve haver outra forma de resolver isso.
– Não há uma maneira de destruir o cristal? — perguntou Shino de repente.
– Sim há. — responderam Emi e Daichi juntos, seriamente.
– E qual é? — perguntou Kiba ansioso.
– Bem, antes de morrer, nosso pai estava terminando de desenvolver o cristal. — começou a garota com uma leve tristeza em sua voz — Ele o testou em animais que haviam morrido de causas naturais e viu que os resultados eram satisfatórios, só que ao testá-lo em animais que morreram de alguma doença, constatou que eles não eram curados totalmente, e ao tentar revivê-los novamente o cristal ficava instável.
– Ele disse que se tentasse usá-lo em um humano, o cristal poderia auto-destruir-se, pela grande quantidade de energia usada para ressuscitar um mesmo corpo. — continuou Daichi
– Mas... o que aconteceria com essa pessoa? — perguntou Sakura curiosa.
– Ela teria chances iguais de ressuscitar ou não. — disse o garoto de cabelos negros — E como nosso pai queria ressuscitar nossa mãe, nem pensou na hipótese de testar isso. — explicou.
– Mas haveria chances da pessoa voltar à vida sem a doença que a matou? — perguntou Naruto repentinamente.
– Talvez... por receber uma segunda carga do poder do cristal, isso fosse capaz de curar a pessoa. — respondeu Daichi estranhando o interesse de Naruto.
– Então por que não tentamos em Kimimaro?
Todos olharam Naruto espantados, sem entender sua atitude.
Contanto Hinata fitou seu amado, levemente surpresa, mas ao ver seu olhar confiante e esperançoso, sabia que haveria uma boa razão para Naruto ter mencionado o ninja de cabelos brancos.
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