Tola
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Uma brisa tão agradável de sentir, sua pele chega se arrepiava com a sensação tão boa. Seus cabelos trançados loiros dançavam no ritmo da agradável ventania, suas roupas seguiam o mesmo movimento. Abriu os braços e fechou os olhos para aproveitar mais o momento.
Por quanto tempo será que não podia sentir essa sensação? Um sorriso não pôde ser segurado.
— Humanos não deveriam ficar aqui, é muito perigoso. — uma voz chegou aos seus ouvidos. Um tom irônico era notado na fala, principalmente ao falar "humanos".
A garota abre os olhos e olha para trás, de onde a voz vinha.
— Ah, você — fala indo na direção do gato, agachasse quando estava em frente a ele. — Como se sente?
— Cheia de energia. — responde. E no final solta um sorriso que há tempos não soltava — E sem dor.
E o pequeno animal corresponde com um pequeno sorriso.
— Mah, é melhor eu ir agora. — disse levantando-se e começando a andar calmamente.
— Hm?! A magia afetou seu senso de direção? A saída da floresta não é para esse lado.
Sem parar de andar vira um pouco a cabeça para encarar o gato pelo canto do olho, segundos depois volta a olhar para frente.
— Eu sei, mas preciso pegar a poção para tirar aquelas flores logo à frente.
— Por que não a pegou antes de sair da casa?
— Estava tão ansiosa para vim aqui fora que esqueci.
Deu apenas uma pausa na caminhada para explicar, mas voltou logo em seguida a movimentar as pernas na direção que iria.
— Ohh... — com a voz cheia de interesse, o gato preto dá saltos na direção da loira e caminha ao seu lado. — Então vai entrar na casa da "bruxa"? — novamente aquele tom cheio de ironia, e carregado em excesso na palavra "bruxa".
E a garota igualmente responde com um sorriso irônico.
— A essa hora ela já deve estar morta, aproveitarei e me despedirei do corpo.
Chega ao destino, a grande casa. Em frente a porta da casa dá uma leve pausa.
— E também me despedirei da casa que a tanto tempo vivi.
Leva a mão a maçaneta da porta. Um choque. Não muito forte. Um choque leve.
— O que foi? — pergunta o pequeno animal ao ver a expressão de surpresa da menina.
— Hm, nada. Deve ter sido minha imaginação. — ignora.
Abriu a porta normalmente sem nenhum choque dessa vez. É, deve ter sido coisa da sua cabeça.
Ao entrar se surpreendo um pouco, o corredor de entrada estava vazio, não tinha os lindos arranjos de flores e nem as portas laterais. A única porta era a que estava atrás de si e outra na parede a frente. Tenta novamente abrir a porta por onde passou.
— Mas o que... — trancada. E reparando melhor, o gato não estava mais ao seu lado.
Trinca os dentes tendo a única alternativa ir pela segunda porta que aquele local tinha. Ao passar pela porta da entrada a outra sala, e que tinha um pequeno recado grudado na parede. Foi andando calmamente até o bilhete, e claro, tomando cuidado para não pisar na pequena poça de sangue. Lê o pequeno bilhete.
"Venha para meu quarto."
Uma expressão começa a aparecer no rosto da garota quando ela começa a compreender o que se passava. Em seu rosto não demonstrava medo, nem preocupação, era uma expressão... fria, mostrando sua indiferença.
Gira os calcanhares e vai em direção à porta pela qual passou para chegar a essa sala, anda igualmente calma do mesmo jeito que entrou, desvia da poça novamente.
E ao passar da de cara com o corredor de entrada não mais vazio, arranjos e tudo voltaram, e a porta que ficava atrás de si simplesmente sumiu.
— Parece que ela ainda não morreu. — aquela voz já tão conhecida. Olha pelo canto dos olhos vendo novamente o gato ao seu lado. Ele e sua mania de aparecer do nada.
— O quão tonta ela pode ser? Devia apenas ficar quietinha esperando a morte chegar. — fecha os olhos com tamanha decepção pela outra ser tão tonta. — Isso explica o pequeno choque, era a casa me avisando para não entrar.
— O que vai fazer agora? — abre os olhos vagamente. E ri. Sim, a garota começa a rir. Não uma risada escandalosa, era controlada quase chegando a ser delicada, porém, zombeteira.
O pequeno gato a encara curioso.
— Ela realmente acha que vai me prender aqui? — ao parar de rir, começa a falar. Abaixa um pouco a cabeça, assim deixando a franja cobrir os olhos deixando impossível visualizá-los. — Quem ela acha que está tentando prender. Alguém que mora por tanto tempo nessa casa. Realmente tonta.
— Vai precisar de minha ajuda?
Ela nega balançando a cabeça.
— Consigo sair sozinha da minha própria casa.
Dá um passo, pretendendo ir para a sala que tinha ao lado.
— Ellen.
Para ao ser chamada, ainda continua com a cabeça baixa.
— Embora não precisa da minha ajuda, vou segui-la. Estou curioso para saber como vai terminar. — e por fim — Boa sorte com a "bruxa".
E ao finalmente a garota levantar o rosto, os olhos de Ellen podiam ser vistos. Friamente sem emoção acompanhado de um sorriso nada gentil.
— Pode deixar que cuidarei da minha querida e amável "amiga" — uma voz tão doce... mas ao mesmo tempo tão assustadora.
E calmamente volta a andar, passos feitos sem pressa em direção a sala ao lado.
— Então, vamos brincar mais um pouco, Viola.
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