Tokyo Ghoul - Knight and Owl
14 Tempo aberto
Notas iniciais
2 Semanas depois do Ataque ao 2° Distrito...
Desde o acontecimento das semanas passadas, a CCG em ido vários problemas. Quando a noticia se espalhou foi um caos, principalmente porque grupos pequenos de Ghouls começaram a surgir e se organizar, algo que poderia ser problemático em um futuro próximo.
Passava pouco das 15:30, Hospital Geral Kanou...
Andando pelos corredores, um homem jovem carregava uma maleta prateada, vestindo um moletom preto e uma calça-jeans.
Arima estava indo ao quarto de Shiro. chegando próximo ao objetivo, uma enfermeira se aproximou.
– Bom dia, desculpe o incomodo,mas faz parte do regulamento,o Senhor tem permissão para entrar em um quarto com essa carga ?
– Sim, eu trabalho para a CCG, os motivos de estar portando essa maleta não podem ser revelados por questões de segurança. – O Investigador mostrou seu distintivo da Comissão Contra Ghouls.
A Moça permitiu a passagem e logo Ele continuou, finalmente chegando ao quarto. Entrando lá, era apenas um quarto comum de hospital, deitada na cama, quase sentada estava Shiro, ao seu lado apoiados na beirada da cama, alguns livros.
– Ah... Bom dia, Kishou-kun! – A Garota virou-se e sorriu.
– Como você está?
– Já melhorou, ainda dói um pouco, mas acho que logo vou poder voltar ao trabalho.
– Não se esforce demais, se não sua eficácia vai piorar e ainda vai si machucar de novo.
Ele sentou numa cadeira próxima a cama.
– Você já leu os três livros que eu trouxe, quer que eu traga mais?
– Hmmm... eu devo sair em uma semana, mas se você quiser.
Ambos permaneceram em silêncio, apenas admirando a paisagem de um parque pela janela e apreciando a brisa.
– Logo eu vou participar de uma missão, O Iba-san estará comandando um esquadrão para buscar vestígios da Organização da Coruja e agora que temos um Grupo organizado de Ghouls, é perigoso, Investigadores que se destacaram na batalha ficarem sozinhos, então todos agirão em Trios. – O Jovem Investigador explicou. – Você também foi designada para essa missão, mas como está aqui, não poderá participar no inicio, O Investigador Rank 1 Kawarami vai ficar aqui para lhe proteger até que saia.
– ... O Kawarami-san ?
– Sim, eu perguntei se poderia ser trocado, mas parece que Eu serei necessário na missão, eles parecem estar contando com meu desempenho em combate.
– Haha... Não se preocupe, Kishou-kun, só de tentar já vale.
Arima continuou ali, Leram alguns mangás juntos, um passatempo comum da Garota, porém o Investigador não era acostumado a ler esse tipo de coisa. Cerca de 40 minutos depois, Shiro acabou adormecendo, Seu namorado permaneceu ainda alguns minutos, Ele levantou-se e fitou o rosto da garota, encostou a mão no cabelo da mesma, acariciando seus fios de cabelo macios e finos. Sem uma única palavra, Arima se retirou do quarto.
Duas semanas atrás, Invasão ao 2° Distrito...
As balas ressoavam, buscando o sangue de seus alvos, as colisões de Kagunes e Quinques, o liquido vermelho se misturando a água da chuva no chão, esse era o Cenário de batalha.
O Esquadrão 1 de Reforços, Comandado por Mado Kureo e Arima Kishou, haviam derrotado vários Ghouls no caminho, estavam quase chegando no Escritório mas conseqüentes grupos de inimigos chegavam para atrapalhá-los.
– Kishou-kun! – Shiro chamou e logo em seguida continuou a avançar. – Mais dois pequenos grupos chegaram, estão nos cercando.
– Certo. — O Jovem Investigador respondeu.
Arima defendeu consecutivamente quatro inimigos, estava ocupado cuidando desse problema, então não deu nenhuma ordem, eram realmente inimigos fortes.
– Sasaki, Kurokasa, separem-se cada uma com um pequeno grupo e lidem com os atrasos, quando exterminarmos os principais passaremos para reforçá-los! – O Líder do Esquadrão, Mado ordenou.
– Sim, Senhor!
Logo as duas investigadoras separaram-se do grupo original para cuidar dos demais inimigos que surgiram.
Shiro seguiu para o leste, consigo um grupo de 7 investigadores. iniciaram contato com os Inimigos e também com a luta.
Haviam cerca de 15 Ghouls e no centro do grupo tinham mais dois, Um deles carregava um companheiro.
– Shiro para o Primeira Classe Marude, fizemos contato visual com um pelotão inimigo, são cerca de 17, entre eles eu acho que... existe um anormal.
– Anormal?! como assim garota!? – Respondeu Marude, que cuidava da comunicação e comandos a distancia.
– Não sei explicar, ele simplesmente... me parece perigoso.
Poucos minutos de batalha adentro e antes que Shiro percebesse, a maioria de seu grupo haviam sido massacrados, 5 mortes do seu lado contra 9 Ghouls exterminados, porém com o tal “Anormal” em combate a situação mudou totalmente.
A Kagune do Inimigo mortal, atravessou o ar contando as gotas de água da chuva, com o intuito de perfurar Shiro. a mesma se esquivou no momento final, Aparentemente ele possuía uma Kagune semelhante a uma cauda de cor roxa com vários tons vermelhos.
– Aparentemente o inimigo trata-se de um Bikaku! – Continuou com o seu “relatório”
Depois de esquivar, empunhou sua Quinque Yukimura bravamente e avançou no alvo, que permaneceu imóvel, Um Ghoul veio a protege-lo atacando de mãos vazias, mas foi rapidamente retalhado pela Jovem e Bela Investigadora, alcançando seu Alvo, desferiu diversos cortes, sentido eles atravessarem a carne inimiga e a mesma viu o sangue respingar, ombro, cintura, costelas e antebraço, todos foram retalhados profundamente.
– Shiro contatando novamente, O Inimigo anormal foi eliminado!
Ao finalizar sua frase, conseguiu enxergar como um vislumbre uma mancha, mas antes de visualizar tudo, sentiu uma pancada de força absurda, atingindo o seu braço, em seguida as costelas... O Impacto chegou com tudo e Shiro voou ao menos 12 metros no ar,onde encontrou uma parede de alguma construção próxima e ao se impactar com o prédio, estatelou-se no chão ensangüentada.
– O... que...?
Sua visão ficou turva, mas antes que parasse de enxergar tudo, viu alguém se aproximar e logo a voz ressoou, reconfortando-a.
– Rank 2 Arima contatando, O Primeira Classe Marude, estou entrando na zona de combate da Investigadora Shiro, irei exterminar o alvo e seguirei em frente.
Nesse meio-tempo em que Arima chegou todo o esquadrão de Shiro havia sido destruído.
– Existem sobreviventes? – Marude indagou.
– Apenas a Investigadora Shiro, ela está em estado critico. – Kishou continuou com seu tom calmo. – Estou entrando em batalha, são 8 inimigos, um desacordado, provavelmente chefiados por esse Ghoul que atacou a Investigadora Shiro... Rank SS Devorador de Multidões.
Nesse momento, A Garota levantou-se ofegante e desesperada, estava deitada na cama de hospital, já era tarde da noite, fitou o seu lado e em um Criado mudo estavam 2 Livros, acompanhados de um papelzinho recortado escrito “O Primeiro é um mistério, O Segundo eu comprei hoje a tarde, é do seu Autor favorito de mangás, ele fez um Livro e lançou ontem.”
Ela sorriu enquanto lia o papel.
– Tenho certeza que pegou alguma fila gigante para conseguir esse livro... Obrigado, Kishou-kun.
5 dias depois...
– Etooo!
Gritou alguém na multidão das ruas, A Meia-Ghoul estava apenas passeando por ali, carregava uma bolsa, vestia-se com um casaco e uma saia longa.
Seguiu o som e encontrou com seu companheiro, Tenshi.
– Foi mal gritar o seu nome.
– Ah... não tem problema.
– O que você está fazendo por aqui?
– Eu vim entregar algumas coisas para meu Editor e você?
– Editor? – Tenshi ergueu uma das sobrancelhas.
– Sim, um editor, estou pensando em publicar um livro.
– Não sabia que você fazia esse tipo de coisa e sobre eu estar aqui, eu moro na rua ao lado, costumo passear por ai há essa hora.
Ainda estavam por volta das 7 da noite.
– Eu tenho escrito coisas há muito tempo, tive algumas idéias novas e então resolvi tentar um livro, O Editor me disse que sou algo como um gênio, mas isso não me importa muito.
– Um... Gênio? Você é boa em tudo que faz?
– Não... Eu fico bêbada facilmente.
– Hã? – Tenshi não entendeu a frase,como ela poderia ficar bêbada?
– Aconteceu umas 6 ou 7 vezes, Eu estava com muita fome, então acabei comendo alguns humanos bêbados... é uma sensação interessante, mas no dia seguinte fiquei com muita dor de cabeça, não vale a pena.
– Fome né... faz um tempo que não tenho problemas com isso, Ayakashi-san... ele fazia uma ótima gestão de territórios então conseguia comida facilmente, não sei se vou continuar tão bem assim.
– Eu me acostumei com isso, desde que eu era muito nova, era difícil encontrar comida facilmente, na maioria das vezes algum idiota vinha roubar o que eu conseguia, foi então que eu comecei a matar os meus primeiros Ghouls... em seguida eu tive que aprender a comer a nossa própria espécie, por pura falta do que comer, era um grande problema.
Eles permaneceram em silêncio, estavam andando em ruas vazias dessa vez, assim ninguém os ouviria.
– Deve ter sido difícil... desculpe puxar esse assunto. – O Baixinho desviou o olhar, fitando uma parede.
– Você não costumava ser assim antes... era mais arrogante e convencido. – Eto o circulou e surgiu no seu campo de visão.
– Eh!.... Acho que... A Morte do Ayakashi-san e do Ryushi devem... – Tenshi não concluiu sua frase e mais uma vez, desviou o olhar.
– Mortes... né? teehehehe... – Um sorriso diferente, talvez um tanto cômico, surgiu em sua expressão. – Você tem certeza que... Não está tentando ser legal comigo ? Sabe, para se aproximar de mim.
Eto soltou uma risadinha contida e apenas continuou.
– Aah!? Claro que não, você enlouqueceu garota?!
A Meia-Ghoul posicionou sua mão na testa e logo comparou sua altura com a do Companheiro.
– Hmm...uns 12 centímetros mais alto ? e é porque é um garoto hehehe e agora eu sei onde moro também.
Ela circulou o Baixinho mais algumas vezes e então parou na frente dele e o encarou, fazendo uma expressão desanimada.
– Vou te dar uma chance... Agora espere 4 anos, quando eu tiver 18 penso em alguma proposta pra você, Ten-chibi!
O Baixinho corado apenas abaixou a cabeça.
– Isso é meio embaraçoso...
Depois de uma batalha imensa como a do 2º Distrito, as coisas estavam se endireitando, mas quanto tempo mais eles teriam para rir? Se recuperar, ler, sair ou tirar folga. Nunca se sabe quando uma nova batalha surgirá, Um ataque do CCG, Um ataque organizado.
As batalhas agora são imprevisíveis e que cada lado lide como puder com isso.
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