Tokyo Drift
1 Tokyo Drift,cap 1
Notas iniciais
Ps(Princesa Satsu ): Não sei escrever bem,então..Tchau u_u
Mais uma vez ao dia senti meu celular vibrar ao meu lado em cima da cama fazendo com que todo o colchão se estremecesse também e me fizesse despertar de meu sono pesado.
Isso certamente soava um tanto comum para mim já que a noite começara a se fazer presente e como sempre, lá ia eu mais uma vez. Eu poderia dormir horas seguidas, dormir como uma pedra, mas nada me fazia relaxar completamente enquanto eu não conseguisse uma garantia de vida e de saúde para meu irmão mais novo, sendo assim eu conseguiria olheiras profundas de desgaste enquanto fosse preciso.
Obviamente que minhas condições financeiras não era lá das melhores...Bom,verdade seja dita,quantas vezes eu já precisei passar fome para que Ruki pudesse comer?Infelizmente a vida era injusta com muitas pessoas boas e infelizmente eu e Ruki fomos uma das vítimas da vida que mais nos parecia injusta.
Parei de reclamar da vida e fui atender o celular sem a mínima vontade.
_ Moshi moshi...
_ Uruha,você percebeu algo errado? — Era o dono da boate onde eu trabalhava. Se existia alguém mais grosso, esse alguém era ele, Akira Suzuki, meu “patrão“ meu...Cafetão.
_ Hn, algo errado..? Não, por que Akira? — Perguntei ainda um pouco sonolento e me sentei ao colchão duro em que antes dormia, segurando o celular em minha orelha ao mesmo tempo em que fazia um esforço tremendo para prestar atenção.
_ Tem certeza? Porque não sei se já notou, são 00h30min e seu horário de trabalho é de 00h00min até as 07h00min. Os clientes estão lhe esperando, ok? E se tem amor a sua vida, é melhor que chegue logo. — Fim de ligação
Me levantei de um pulo da cama e fui tomar banho. Como eu desejava nesse momento ter um chuveiro de água quente em meu banheiro para que não precisasse esperar meu corpo se acostumar com a temperatura e demorar no banho. Tudo ali era questão de jogo rápido e se eu não fosse alguém persistente, concerteza já estaria morto, provavelmente de angústia e de fome.
Sequei meu corpo com uma toalha felpuda que fazia questão de pinicar minha pele, sentindo o cheirinho gostoso de sabonete que havia ficado em meu corpo e fui me vestir.
Toda noite eu era obrigado a me vestir para matar, eu tinha que seduzir ser simpático, levar pessoas para a cama sem nenhuma proteção, correndo risco de vida podendo pegar qualquer doença nojenta, cobrar algum dinheiro que garantisse pelo menos a compra dos remédios do Ruki, ir para casa e dormir até não poder mais até que chegasse minha hora.
Depois de todo o ritual de beleza falsa, sim porque eu só parecia bonito externamente, internamente devia ser uma poça de podridão devido a tudo que eu faço, lá fui eu ao quartinho minúsculo em que Ruki se encontrava. Me aproximei de sua cama e me sentei ao seu lado,ajeitando seu cobertor para que se mantivesse aquecido enquanto eu trabalhava e o beijei na testa.
_ Kou, você vai sair de novo?
_ Eu preciso ir, onii-chan. Você sabe que preciso.
_ Eu sei, só queria que passássemos mais tempo juntos. Faz tempo que não cuidamos um do outro como antes.
_ Hn...- Fui obrigado a abaixar a cabeça quando ouvi as palavras de Ruki,provavelmente ele se culpava por tudo que vinha acontecendo desde que ele adoeceu e nossa mãe faleceu. Mas eu não tinha muito tempo para tratar disso, não agora mesmo que minha consciência me mandasse parar, olhar em seus olhos e conversar com ele, mas como eu havia dito, tudo era questão de jogo rápido e eu não poderia ouvi-lo nesse instante...Mais uma vez. Ignorei totalmente toda sua sensibilidade e carência e beijei sua testa novamente logo me levantando e indo em direção a saída.
_ Kou... — Parei imediatamente ao escutar a voz doce de Ruki me chamar e me virei, o olhando. _ Eu te amo.
_ Eu..Também te amo,Ruki. Muito. — Ele sorriu. Eu gostaria de ser, pelo menos em algum momento como Ruki e entender, como, apesar de todas essas dificuldades, mesmo estando doente, ele consegue sorrir.
E eu...eu,estando bem,saudável por pura sorte,talvez porque Deus ainda lembre de mim,reclamando da vida feito um velho caquético quando ainda posso andar,sorrir,falar,me divertir sem nada que me impeça tendo apenas a saúde de Ruki que é um complemento em minha vida,olho apenas para o meu rabo e reclamo. Quantas pessoas nesse mundo querem a vida que eu tenho? Que estão dando TUDO para nada?
Eu realmente tenho sorte, sorte de ter Ruki em minha vida, de ter seus sorrisos para me confortar em momentos difíceis, de tê-lo para amar como ele me ama. Ainda que me falte um verdadeiro amor para que seja consumado um sentimento de amor e sexo, ainda que eu sinta falta disso, tenho sorte de ter Ruki na minha vida, de tudo apesar de conseqüências e ainda assim... Ele sorriu.
Notas finais
Sei que,como sempre,está uma bosta,mas..Reviews?
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