Notas iniciais
É a partir de agora que vai começar realmente a historia, na verdade começou no segundo capitulo.
E peço novamente, por favor, divulguem a fanfic.
Bjs e boa leitura.

A multidão não os perseguia e sim os pedestres mais próximos que andavam na rua. Quebravam os vidros dos carros parados e arrancavam partes de seus corpos e se alimentavam das mesmas, estava tudo ensanguentado e mal cheiroso, os gritos e a tristeza tomaram a fala de todos durante o caminho todo, ficando todos em silencio.

O Motorista dirigiu até sua casa, que ficava um pouco distante da cidade, abriu a garagem de sua casa e colocou o carro na mesma e logo a fechou. Assim todos puderam se acalmar e respirar.

- O que foi aquilo tudo? — perguntou Georg.

- Zumbis? — arriscou Gustav.

- Eu sabia! — disse Bill.

O Motorista saiu do carro e todos foram a traz dele.

Ele abriu um armário meio empoeirado da garagem e tirou de la algumas armas.

- Mas o que é isso? — perguntou David.

- Eu era segurança antes de ser motorista a alguns anos atras, achei que um dia fosse precisar delas.

- E elas ainda funcionam? — perguntou Bill.

- Espero que sim...

Os seis passaram o resto do dia protegendo a casa, trancando as janelas com madeira e as portas também e quando tiveram certeza de que estavam protegidos foram para a sacada no andar de cima e para treinar a mira.

Estava escuro, mas o dia estava quase amanhecendo, os seis ficaram em silencio esperando algum, o que eles acreditavam ser, um zumbi, mas antes observavam pelo rifle para ter certeza.

O primeiro a atirar foi o Motorista, acertou um tiro certeiro na cabeça, ele ainda não perdera a pratica, então ensinou os de mais. David e Gustav demoraram um tempo para acertarem alguns zumbis, mas pegaram o jeito. Já Georg e Tom acertaram rápido, pois sempre jogavam video games de tiro juntos, chegavam a se divertir.

Chegou a vez de Bill. Ele se ajeitou e respirou fundo, estava vindo um errante, ele mirou na cabeça, sentia suas mãos suarem como nunca suaram, engoliu a seco, abaixou a mira e disse:

- Eu não consigo...

- Como assim não consegue? — perguntou o Motorista.

- E-eu não consigo...

- Deixe de ser fresco Bill — disse Tom.

- Fresco Tom? Estamos atirando em pessoas!

- Fale mais baixo Bill — disse o Motorista.

Bill entregou o rifle para o Motorista e entrou na casa.

- Como pode Bill ser tão marica, nem parece meu irmão... — disse Tom assim que Bill saiu da sacada.

- Pega leve com ele Tom — disse David — olha a situação que estamos...

- É, você sabe como Bill é sensível. — disse Georg.

- Sim, mas ele não pode ser sensível agora! — reclamou Tom.

- E você não pode ser tão reclamão. — Tom olhou o motorista com um ar confuso — quer dizer... Temos que nos unir.

- O Motorista tem razão — disse Georg — vá se desculpar com Bill...

- Mas ele que ta errado!

- Tom!!

- Ok... Ok... Já vou!

Tom respirou pesadamente e entrou procurando Bill. Achou-o sentado na escada fungando o nariz, tentando engolir o choro.

- Bill... — disse Tom no alto da escada.

- O que você quer? — Bill limpou rapidamente as lagrimas que escorriam em seu rosto.

- Me desculpe... Eu fui um groso, entendo por você não conseguir... — Tom começou a descer as escadas.

- Como você consegue ser tão frio? Nem parece ser meu irmão.

- Eu sei, mas a gente tem que fazer isso... — disse Tom sentando ao lado de Bill.

- O que? Matar pessoas?

- Qual é Bill, eles estão mortos! São zumbis! — disse Tom aumentando um pouco o tom da voz, pois não compreendera como Bill não entendia a gravidade da situação, mas se controlou.

- Você não sabe Tom, eles podem estar apenas doentes, talvez haja uma cura para isso!

- Talvez haja, mas enquanto não existe uma eles são perigosos e podem te matar Bill — Tom deu uma pausa — E se um deles te morderem? Se você for infectado? O que vai ser de mim?

Bill olhou para Tom com os olhos cheios da lagrima e abriu um pequeno sorriso no canto da boca e ambos ficaram em silencio. Bill sabia que sempre que chorava, Tom acabava chorando também, a cada suspiro que dava Bill tinha mais certeza de que ele choraria. Fingiu que não notou.

Os dois ficaram em silencio ouvindo a respiração um do outro e os sons dos tiros abafados, e alguns gurnidos distantes que pudiam ouvir, o silêncio de um jeito os unia. Queriam que aquele momento durasse para sempre, e que quando acabasse, a vida fosse como antes, que a discussão fosse sobre como Bill deixa o banheiro todo molhado quando toma banho, ou sobre os modos de Tom.

- Vamos subir? — Bill quebrou o silencio apos um longo suspiro.

Tom sorriu de canto e se levantaram ao mesmo tempo, passou seu braço pelos ombros de Bill como se quisesse protege-lo, e queria, e subiram as escadas juntos.

Quando abriram a porta do quarto se depararam com os quatro sentados no sofá, que ficava de costas para a janela, conversando em tom baixo.

- Eai se resolveram? — perguntou Georg.

A resposta de Bill foi interrompida por um barulho de gurnidos e objetos caindo que parecia próximo, todos olharam para a janela da sacada. Haviam dois zumbis subindo pela sacada vagarosamente, deixando derrubar as armas e as balas que estavam na beirada (a maioria).

Quando perceberam motorista se levantou e apontou a arma para um deles, mas Gustav o impediu.

- Zumbis são cegos — cochichou Gustav.

- E dai? — o Motorista cochichou de volta.

- E dai que eles tem o olfato e a audição mais aguçada que o normal, se dermos um tiro com certeza outros irão ouvir e vir para cá.

- E qual sua ideia? — perguntou o motorista abaixando a arma.

Tom pegou o abajur que havia ao seu lado e quando o zumbi entrou no quarto pela porta da sacada tacou em sua cabeça, jogando-a para fora da sacada, Tom comemorou a boa tacada e em seguida decapitou o outro zumbi da mesma forma.

- Bela tacada — disse David.

- Só temos um problema — disse Gustav — nossas armas...