Together Until The End
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Um beijo! =)
Prólogo
A luz branca daquele lugar me irritava profundamente, não aguentava mais esperar, olhava para o teto, para o meu relógio e nada. Estava quase me levantando e indo embora quando ele entrou pela porta. Engoli em seco, era a hora, não tinha mais como voltar atrás.
— Olá doutor – falei em uma tentativa desesperada de quebrar o silêncio, minha tentativa falhou, ele apenas me olhava.
- Melissa não tenho uma notícia muita agradável para te dar.
— Fale doutor, não me deixe curiosa – Falei desesperada. Ele apenas me deu um envelope branco, quando eu abri, não pude acreditar no que meus olhos viam, as lagrimas caiam pelo meu rosto.
— Melissa, este quadro é reversível, talvez o diagnóstico esteja errado, nada que mais uma bateria de exames não resolvam. Eu admito que não escutei nada o que ele disse, apenas peguei minha mochila e sai correndo, pude ouvir a voz do médico chamar meu nome mais não voltei, continuei correndo até que achei a saída do hospital. Assim que cheguei na rua só esperava por um táxi, queria minha casa, minha mãe, meu quarto. Dei sinal para um táxi e ele parou bem na minha frente, entrei e pedi para ele me levar até o centro, recostei-me no banco e chorei em silêncio para que o motorista não pudesse ouvir.
Capítulo I
Cheguei em casa bem rápido, entrei e vi minha mãe arrumar as coisas na cozinha, não queria contar para ela os resultados do exame, então tentei subir as escadas em silêncio, minha tentativa falhou, minha mãe me chamava na cozinha.
- Mel, querida? Vem aqui! Conte-me, como foi no medico?
- Tudo bem mãe, os exames não deram nada demais – Dei de ombros.
- Que boa notícia Mel, não teremos nada com que nós preocupar em Londres – Dei um sinal positivo com a cabeça e fui para o meu quarto, afinal tinha que arrumar as minhas coisas, ao chegar no meu quarto, me joguei na minha cama, afundei a minha cabeça no travesseiro e chorei até pegar no sono. Acordei com os dedos gelados de alguém cutucando minha cabeça, quando virei o rosto vi que era minha mãe. Minha mãe tinha cabelos vermelhos que no momento estavam soltos e brilhavam muito com o sol. Querida não arrumou suas coisas ainda? – Falou ela com sua voz doce. Não mãe, estava muito cansada então fui dormir um pouco. Tudo bem filha, mais não demore para arrumar nosas coisas, afinal, nós vamos nos mudar amanhã. – Disse ela passando pela porta, me levantei, cocei meus olhos e fui até o armário, joguei todas as minhas roupas no chão do quarto e fui separando tudo em pilhas de blusas, calças e roupas intimas. Fiquei horas fazendo isso, só parei quando meu estômago começou a dar sinal de fome, sai do me quarto com cuidado pra não tropeçar nas roupas espalhadas pelo chão, vi caixas pelo corredor, aquilo me deprima um pouco, não estava pronta para outro lugar, outro país. Desci as escadas correndo e quando cheguei na sala vi meu pai vendo tv com minha mãe, aquilo era tão fofo que não aguentei e fui até eles, me jogando no meio dos dois. Mel que isso minha filha, está carente? – Perguntou meu pai sarcástico. Haha, muito engraçado meu velho, estou com fome – Falei fazendo uma cara de cachorro abandonado. Bom que tal pizza? – Sugeriu minha mãe se levantando e pegando o telefone. Pode ser – Falei sorrindo, minha mãe foi para a cozinha telefonar e eu fiquei com me pai, nós brincamos e rimos bastante, meu pai era um pouco mais velho que minha mãe, ele tinha cabelos castanho escuro e feições alegres, ele era o chefe de um famoso restaurante e havia sido transferido para Londres, esse era o motivo de nossa mudança. Em menos de uma hora a pizza chegou, nós comemos. Meu pai ajudou minha mãe a lavar a louça, fiquei um pouco com meus pais e subi para meu quarto, tinha que botar as roupas nas malas. Fiquei fazendo isso até o sono bater, quando meus olhos já estavam quase se fechando, me joguei na cama, mais não dormi, pensei em tudo que estava acontecendo ou que podia acontecer e cheguei a conclusão que eu era uma ótima atriz para fingir daquele jeito, mais eu não ia ficar ligando muito, eu ia viver os meus últimos anos sem me preocupar com aquela maldita doença, depois de horas pensando na minha vida finalmente adormeci.
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