Together By Secrets

12 Bf mentirosa //


Notas iniciais
Olááá :)

~dia seguinte~

Estacionei o carro e desci, caminhando, hesitante, até à porta da casa de Toby. Pelo caminho, apanhei a correspondência deles, no chão. Fiquei parada, durante uns segundos, mas quando ganhei coragem bati na porta. Como ninguém abria, tinha a intenção de voltar a bater, mas a porta foi aberta, assustando-me.
–Oi. — saudei Toby e estendi-lhe a correspondência — Isto estava no chão quando passei.
Ele pegou, ainda com a corrente na porta. Toby ia fechar a porta.
–Espera, estou aqui para ser tua tutora. — avisei — Não ligaram para avisar?
Toby fechou a porta na minha cara e eu apanhei o cabelo, loiro, num frouxo. Enquanto isso a porta voltou a abrir-se e desta vez sem corrente.
–Porquê tu? — perguntou, olhando desconfiado.
–Porque estou muito avançada a Francês... E voluntariei-me. — respondi nervosa, mordendo o lábio — Podemos apenas nos encontrar três vezes por semana...
Toby olhou nervoso para dentro de casa e então encostou a porta, saindo para fora.
–Não podes entrar, Bianca. — avisou ele — Jenna está em casa.
–Ok. — concordei, ainda nervosa — Há algum lugar onde podemos ir?
–Não posso ir a lugar nenhum. — respondeu, olhando para a pulseira e eu segui o seu olhar.
Eu assenti triste e a sentir a injustiça a que ele está submetido.
–Eu vi-te no outro dia na esquina. — disse Toby, o que eu tanto temia.
Respirei fundo, antes de olha-lo. E quando ganhei coragem, olhei-o nos olhos.
–Eu não queria...
–Bianca, a questão é: porque estavas a chorar? — corrigiu ele.
–Eu detesto injustiças. — confessei, nervosa e voltei a morder o lábio — Eu disse-te. Não sou como me pintas-te.
–Pois... — sussurrou e eu sorri docemente.
–Bem, e Jenna iria importar-se se nos sentássemos na janela? — perguntei, mudando de assunto e Toby encolheu os ombros.
Ainda nervosa, caminhei até ao degraus e sentei-me, então ele sentou-se ao meu lado. Coloquei a mala sobre as minhas pernas e retirei um livro de Francês.
–Trouxe isto para ti. — disse, estendendo-lhe o livro, que Toby pegou.
–"L'attrape-coeurs." — leu ele, alto e eu sorri — "O apanhador de Corações"?
–É "O apanhador no Campo de Centeio". — corrigi, ainda sorrindo — Não existe uma tradução literal, mas ajuda ler um livro que já se leu em Inglês. Eu consegui assim...
Toby olhou-me desconfiado.
–Como sabes que já li? — perguntou ele.
–Eu vi-te uma vez, na escola. — respondi baixo.
Toby assentiu e baixou a cabeça, folheando o livro distraidamente, enquanto eu mexia nas mãos, ainda nervosa.
–O que estás aqui a fazer, afinal, Bianca? — perguntou ele e percebi que era o que ele queria dizer desde o momento em que me viu ali.
–O Sr. Carinci quer que tu revejas o modo condicional e o texto... — ignorei por completo a sua pergunta, procurando algo na mala.
–O que queres? — repetiu, interrompendo-me.
Eu olhei Toby.
–O que te faz pensar que quero alguma coisa, Toby? — perguntei confusa.
–Porque tu estás com elas. Não fazem nada sem um motivo, nunca fizeram. — acusou ele e eu estou cansada que acusem as minhas amigas, e a mim.
–Eu não passo a ser como elas, só por sermos amigas. E elas não são assim. Talvez Alison fosse. — avisei e acrescentei — Não podes acreditar em tudo o que te dizem.
–Tu, Bianca, não podes acreditar em tudo o que te dizem. E ninguém me precisou de dizer nada! — exclamou, enquanto nos olhávamos nos olhos.
–Elas nem queriam que eu viesse. — confessei, lembrando-me — Mas eu sempre te disse que acreditava na tua inocência. Acho que foste incriminado.
–E porquê vires falar comigo agora? — perguntou Toby, mais calmo.
–Porque acho que estão a tentar fazer o mesmo com a Spencer. — disse.
–Como é que ela se sente? — perguntou ele, irónico.
–Nada bem. Ela está assustada, mesmo não querendo mostrar. — respondi.
–E porque alguém iria atrás dela? O que a faz tão importante? — perguntou Toby confuso — Porque estás tu aqui?
–Eu não sei. — respondi para todas as perguntas, olhando em frente, para o nada.
–Talvez ela saiba algo que não devesse e por este ritmo tu vais atrás, Bianca. — avisou Toby.
–Todas as vezes que pensamos saber algo passam-nos a perna e caímos de bunda no chão. — confessei.
–"É um pena." — disse ele, em Francês e eu sorri, inclinando a cabeça.
–"É guerra." — retribui na mesma língua e ambos sorrimos.
–Sinto muito... Por tudo. — sussurrei e acrescentei — A blusa com o sangue da Alison... Disseste que lhe deste naquela noite.
–Eu dei. — concordou ele.
–E depois ela entrou num carro. — continuei e ele assentiu.

–Com algum rapaz. Não consegui ver quem era. — disse Toby e rapidamente olhou-me — Eu não devia estar a falar sobre isto.
–Sabes como a blusa possa ter voltado para a tua casa? — perguntei esperançosa.
Ouvimos algo e viramo-nos assustados, vendo um sombra na janela, depois, olhamo-nos.
–Eu tenho de ir, Bianca. — avisou ele — Obrigada pelo livro.
Toby levantou-se.
–Sim, de nada. — disse eu e ele entrou em casa.
Pegue nas minhas coisas, levantei-me e dirigi-me para o carro, conduzindo, um pouco, até casa de Emily. Bati à porta, que foi aberta por Pam, mãe de Em. Ela mandou-me subir e assim o fiz. Conversamos um pouco e depois Emily começou a fazer os trabalhos de casa.
–"O que tu achas de modificação genética?" — leu Em, a pergunta do trabalho de casa.
–Cientistas não estão bancando deus? — expliquei — Como isso vai afetar a saúde humana a longo prazo?
–Então sou contra isso. — disse ela.
–Ele é diferente, Em. — confessei.
–Como? — perguntou Emily.
–Diferente do que pensei que seria. — expliquei melhor.
–"Como humanos alteram os genomas das espécies por milhares de anos?" — voltou ela a ler.
–Através de seleção artificial. — voltei a explicar e acrescentei — Tem alguma coisa nele que é... Não sei.
–Uau! — exclamou Em e olhou-me — Uma pergunta que Bianca Williams não sabe a resposta? Interessante. Talvez Spencer saiba.
Eu ri alto e Em juntou-se.
–Não é assim tão... interessante. — corrigi, ainda rindo — Já acabei o teu trabalho de casa, Em?
–Sim e obrigada. — respondeu sorrindo.
–Fico a tentar achar uma ligação... — sussurrei e ela olhou-me confusa.
–Com o Toby?
–Com a Alison e o Toby. Com a Spencer e com o Toby. — respondi — Seria mais fácil se tivesse conhecido a Alison...
–Não digas isso, Bii. — pediu Em.
–Temos a certeza que não foi ele. — confirmei, ignorando o que ela disse- Então alguém o incriminou totalmente.
–Bianca, para, por favor. — pediu ela e eu olhei-a confusa — Porque estás fazer isto? Para provar a inocência de Toby? Para ajudar-nos? Ou há outra coisa aí?
–Eu só quero ajudar, Emily. — expliquei sorrindo docemente.
–Não vais conseguir isso sentada na varanda dele, recitando francês. — avisou Em.
Ri alto.
–Se ele não te disse é porque não pode. — disse ela, enquanto eu me preparava para ir embora — Tens a certeza que ele quer mesmo que voltes?
Eu parei e olhei-a preocupada.
–Eu acho que sim. Espero que sim. — respondi e sorri, então saí.

Pov. Autora

Bateram à porta da casa de Spencer, que abriu, beijando de seguida Jeremy. Ele entrou e sentaram-se, juntos, no sofá.
–Como foi o teu dia? — perguntou ele, beijando a testa dela com carinho.
–Cansativo. — respondeu — E o teu, amor?
–Normal. — respondeu Jer e acrescentou — Parece que algo te está a incomodar, Spence.
–Não achas que devíamos contar à Bianca? — perguntou ela, pois havia recebido uma carta no correio, com fotos deles e uma mensagem "Segredos são ótimos, a não ser, que sejam descobertos. -A".
–Concordamos os dois.
–Sim, mas e se ela sabe por outra pessoa? — propôs Spencer.

–Não vai. Só nós sabemos. — disse ele, beijando-a.
Spencer retribuiu, ignorando o sentimento de arrependimento e de culpa. As meninas sabiam, menos Bianca. Spencer estava a mentir para a melhor amiga e para o namorado.
Jeremy sentia-se mal por mentir à irmã, demasiado. Mas era pelo bem do seu relacionamento.

~dia seguinte~

Pov. Bianca

–Quando é a vez da Emily? — perguntei, sentando-me, nas bancadas, junto das meninas, acabada de chegar.
–Ela é a âncora. Nada mais rápido por isso fica para ultimo. — respondeu Aria sorrindo.
–Porque estamos sentadas com Caleb? — perguntei, piscando para Hannah.
–Não comeces Bianca. — pediu ela sorrindo.
Assim que Emily nadou e venceu, nós levantamo-nos e batemos palmas, gritando palavras de orgulho para ela. Em sorriu para nós e depois dirigiu o seu olhar a Paige, pelo que pude ver.

Depois, eu e Spencer fomos juntas para o edifício da escola e percebi que ela parecia estranha. Esqueci essa ideia quando ela fechou a cara, então segui o seu olhar e encarei Ian com Melissa.
–Sabes uma coisa? Vou voltar para casa. — avisou Spencer.
–Ei, Spence. — agarrei o seu braço, antes de ela se afastar — Não temos falado muito. Está tudo bem?
–Sim, obrigada pela preocupação, Bii. — agradeceu a minha melhor amiga — Vou andando.
–Tudo bem. Vejo-te depois. — despedi-me, largando o seu braço com certas duvidas.
O meu telefone apitou, então retirei-o da mala e cliquei para abrir: "Ela parece-te tão mentirosa, quanto me parece a mim? Queres saber o que se passa com a tua melhor amiga? Pergunta ao teu irmão. -A". Olhei à volta, enquanto sentia o meu coração acelerar e quando dei por mim já andava à volta, tropeçando e sendo segura por alguém. Respirei fundo, tentando me acalmar. Olhei para cima e vi ... Sean.
–Oi, Bianca. — saudou ele sorrindo e eu tentei retribuir — Já não falamos à algum tempo.
–Hey. — saudei de volta nervosa e ofegante.
Percebi que ele ainda me segurava, então olhei para as suas mãos na minha cintura. Sean percebeu e afastou-se, eu agradeci mentalmente.
–Obrigada. — agradeci sorrindo, já mais calma.
–Estás bem? — perguntou preocupado.
–Sim, foi só uma tontura. — respondi, ainda sorrindo.

–Ok. — concordou e baixou a cabeça, parecendo nervoso.
–Que foi? — perguntei preocupada.
–Nada. Estava só a pensar que podíamos sair...
–Sair? — perguntei, começando a ficar nervosa — Tipo ... num encontro?
–Sim. — respondeu sorrindo para mim — Então?
Comecei a respirar depressa e a morder o lábio, o que acontece quando estou nervosa. Ele olhava-me esperançoso e imagens de Hannah e daquela noite que Laurent interrompeu percorriam a minha mente.
–Eu.. tenho... teste ... amanhã. — menti, sentindo remorsos — Tenho de ir.
Sean assentiu e sorriu, mas um sorriso torto.
–Desc...
–Tudo bem. Eu também estou muito ocupado. — mentiu, certamente.
Caminhei para longe de Sean e olhei para trás, antes de virar a esquina, vendo-o encostado à parede, com a cabeça baixa enquanto esfregava a cara. Senti-me mal, mas continuei a caminhar, pois ia-me sentir pior se aceitasse.
Sai da escola, recebendo uma mensagem "Vem cá. Preciso de te falar. — Toby." , refleti sobre como tem ele o meu numero, mas ignorei isso e o facto de "A" me ter enviado uma mensagem e dirigi até casa de Toby, como ele pediu. Estacionei um pouco longe e sai do carro, subindo as pequenas escadas. Vi os óculos de Jenna um chávena de café na mesinha cá fora. Vi a porta a abrir e assustei-me, mas vi Toby, então sorri.
–Recebi a tua mensagem, mas não percebi muito bem. — confessei.
–Isto... não vai dar certo, Bianca. — disse Toby e estendeu-me o livro que lhe emprestei — Aqui, toma.
Fiquei a olha-lo durante alguns segundos, sem saber o que dizer.
–Toby, eu vim porque achei que te podia ajudar. Ajudarmos-nos um ao outro.- expliquei.
–Não podemos. — avisou ele e continuou com o livro estendido — Pega no livro e vai.
Peguei no livro em francês, enquanto olhava nos seus olhos verdes azulados. Toby afastou-se e entrou para dentro, deixando-me, ainda, atordoada com tudo aquilo. Apenas virei as costas e caminhei até ao meu carro.
Voltei para casa e tomei um duche longo, preciso depois de tudo o que está a acontecer. Vesti uma roupa confortável, mas não pijama. Enquanto via Tv com a minha familia recebi uma chamada. Afastei-me deles, indo até à cozinha e atendi.
–Alô, Bii. — saudou Hannah, com a voz embargada.
–Que se passa, Hann? — perguntei preocupada.
–A Aria sabe de tudo. — disse — Sobre o ingresso. Sobre tudo, por causa de "A".
–O quê?! — exclamei baixo, para eles não me ouvirem — "A" quer nos virar umas contra as outras...
–Nos? — perguntou, para eu corrigi e percebi a asneira que cometi.
–Vocês. — corrigi, então.
–Só queria que soubesses que Aria não sabe que tu sabes. — avisou e sorri.
–Podias ter dito, vou falar com ela de alguma maneira. — disse eu.
–Tenho visitas, vou desligar, Bianca. — avisou.
–Quem? — perguntei curiosa e ela riu abafado.
–Caleb. — sussurrou — Não digas nada.
–Ok... — disse, tentando manter-me calada, mas ri — Divirtam-se e não penses em coisas más.
–Está bem, boa noite Bii. — despediu-se.
–Adoro-te Hann.
–Eu também. — retribuiu, então desligamos.
Voltei para a sala e sentei-me no mesmo sitio. Olhei para Jeremy e pensei em perguntar algo, pensei seriamente.
–Jer... — sussurrei e ele olhou-me sorrindo, então perdi a coragem.

–Sim? — repetiu, esperando eu falar.
–Nada, só... tenho saudades tuas mano. — respondi e podia não ser o que queria dizer, mas não era mentira.
–Não sejas tonta. Estou aqui. — tranquilizou-me, puxando-me para o seu peito e beijando o topo da minha cabeça.

Notas finais
Espero que gostem
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.