Together By Fate.

42 Capítulo 41 - O passado negro de Tessy.


Notas iniciais
Notas finais.

1 semana depois, quarta, 15:30

Pov Sophia

Eu estava no quarto de Felipe, com ele, matando aula de educação física. Pode parecer estranho, mas isso vinha acontecendo muito nos últimos dias.

– Eu não aguento mais, Sophia. – Felipe dizia passando a mão pelos cabelos. Ele parecia desesperado
– Fica calmo. – eu disse me sentando na cama, ao lado dele e tentando acalmá-lo
– Ficar calmo? – ele repetiu, se levantando e me encarando – Ela tá cada dia mais afim dele, Sophia! Eu tenho que fazer alguma coisa. Eu não aguento mais escutar ela dizer como o Bernardo é maravilhoso, simpático e amável... – eu interrompi-o
– Ela fala isso? – perguntei surpresa. Ele revirou os olhos e assentiu impaciente – Ok, definitivamente isso tem que acabar. – completei
– Isso vai acabar. – ele afirmou decidido e até um pouco agressivo
– O que você pretende fazer? – eu perguntei apreensiva. Ele soltou uma risada pelo nariz
– Nada contra o seu namoradinho. – ironizou. Eu me levantei e encarei ele de perto
– Bom mesmo. – respondi no mesmo tom. Ele revirou os olhos novamente
– Vai me ajudar?
– Ajudo mantendo o Bernardo bem longe dela, serve? – eu respondi e ele assentiu
– Serve muito.
– Eu vou pro meu quarto... Não vai ser nada legal se alguém vir nós dois juntos aqui. – eu disse andando até a porta
– Sophia... Obrigado. – ele disse antes que eu saísse. Eu sorri de lado
– Não se empolgue muito. Não sou sua amiguinha nem nada do tipo... Estou fazendo isso pelo Bernardo, pelo meu namoro, não por você.

Pov Thalassa

Helena havia acabado de sair do vestiário feminino e eu tinha ficado sozinha, quando escutei uma voz de homem nas minhas costas
– A gente precisa conversar. – eu fechei meu armário com um baque e me virei assustada, dando de cara com Fábio
– Eu não tenho nada pra conversar com você. – disse a primeira coisa que me veio a cabeça.
– Você sabe que tem, Tess.
– Não me chama assim. – eu respondi evitando olhá-lo. Ele respirou fundo
– Olha, Tess... Thalassa, eu sei que tudo o que rolou entre nós... – ele começou a falar, mas eu interrompi-o
– Esquece isso. Já deu, já foi. – eu disse me afastando dele — O que é que você quer, Fábio? Porque você voltou? – eu completei finalmente encarando-o
– Thalassa, já fazem dois anos. Eu não sabia que você iria estudar aqui, ok? – ele explicou – Não tenho intenção nenhuma em te causar mais problemas do que já causei.
– É? Não parece! – eu disse com amargura — Olha, Fábio, a minha vida finalmente estava voltando ao normal. A minha relação com o meu irmão está quase voltando a ser a mesma e eu finalmente consegui um namorado. Um cara legal, que eu gosto de verdade e que realmente gosta de mim... – eu comecei a dizer
– Eu sei, o Pietro. – ele me interrompeu – Ele parece ser um bom garoto.
– É, ele é! E você não vai estragar isso. Você não pode estragar minha vida de novo. – eu falei firme
– E eu nem pretendo. – ele disse em tom de desculpas – Na verdade, eu só quero que você tente ter uma relação de aluna-professor comigo. É difícil olhar pra mim sem sentir raiva, eu te entendo, mas eu preciso desse emprego, Tessy.
– Ok. – eu assenti – Se depender de mim, ninguém nunca vai saber disso. Você sabe, né? Não é uma coisa da qual eu me orgulho muito – eu falei com azedume e antes que ele pudesse responder, completei – É melhor você ir, alguém pode entrar e enfim... Não queremos complicações, não é professor? – Fábio soltou uma risada seca pelo nariz e saiu do vestiário. Quando ele finalmente saiu, eu pude finalmente respirar aliviada. Mas não por muito tempo. Alguns segundos depois, Pietro entrou no vestiário
– O que o professor de biologia tava fazendo aqui dentro? – ele perguntou curioso– Que tipo de complicações vocês não querem?
– Você tava escutando a nossa conversa?– eu tentei mudar o foco do assunto, me fazendo de indignada. Pietro me encarou friamente
– Eu não vou cair nessa. – ele disse e completou em seguida – Você tá estranha desde que esse cara chegou e agora eu escuto essa conversinha de vocês... O que é que tá pegando ein? – eu encarei Pietro e pensei por alguns segundos. Se eu não pudesse confiar nele, não poderia confiar em mais ninguém.
– Senta, é melhor você sentar. – eu disse apontando para o banco. Pietro sentou e me olhou fixamente. Respirei fundo – Antes de tudo, você não pode tirar conclusões precipitadas. Nem tudo é o que parece. – Pietro assentiu com a cabeça inexpressivo e eu continuei – Há dois anos atrás, quando eu tinha 15 anos, o meu irmão se tornou amigo de um cara e ele começou a frequentar constantemente a nossa casa. Ele tinha 25 anos e era o cara mais lindo que eu já tinha visto na minha vida. Era simpático, gentil, inteligente... E eu me senti atraída por ele. Atraída de verdade. Ele nem olhava pra mim. Eu era uma menina querendo aparecer e ele era um homem, que nunca olhou pra mim... Até o dia que eu decidi provoca-lo. E você sabe, Pietro, eu sei fazer muito bem isso. – eu contei sem encarar Pietro e sentindo um nó se formar na minha garganta — No começo ele resistiu de todas as formas, mas quanto mais ele resistia mais eu queria. Era um jogo sem fim. Ele continuou resistindo durante um tempo, até o dia que quando ele chegou à minha casa, eu estava sozinha. Era o momento perfeito. E foi. Eu provoquei, ele relutou, eu provoquei mais e ele caiu. Nós ficamos, se é que você me entende, ele disse que aquilo nunca mais iria se repetir... Mas tinha sido tão bom, que eu fiz de tudo para que se repetisse. E se repetiu. Se repetiu muito até que meu irmão descobriu. Ele descobriu, eles brigaram e o amigo dele sumiu do mapa, me deixando com toda a culpa, como se eu tivesse sido a unica a tirar proveito da situação. A minha relação com o meu irmão nunca mais foi a mesma. Os meus pais nunca souberam, eu acho... Meu irmão disse que não contaria, disse que seria vergonhoso demais para nossos pais. E é vergonhoso. Não é algo que eu me orgulhe. – eu completei e finalmente encarei Pietro. Ele me encarava incrédulo e muito confuso
– O que o Fábio, o professor de biologia, tem haver com isso, com esse pedófilo, Tessy? – ele perguntou com a voz embargada. Eu soltei uma risada sem humor
– Ele não era pedófilo, ok? Eu provoquei! Ele não teria feito nada sem que eu tivesse provocado. – eu expliquei
– Me responde! – ele pediu impaciente
– O Fábio é o amigo do meu irmão, Pietro... – ele me interrompeu
– Você só pode estar brincando comigo! – disse se levantando irritado
– Não, Pietro... – ele não me deixou acabar de falar e saiu do vestiário andando rápido. Eu saí atrás dele, tendo que correr para acompanha-lo – Pietro, aonde você vai? – eu gritei
– Se o seu irmão não tomou atitude nenhuma quanto a isso, eu vou tomar. – ele disse parando de andar, já na quadra e me encarando — Você era uma criança e eu tenho nojo só de pensa... – eu interrompi-o
– Não, Pietro. Você não vai fazer nada! Nada, entendeu? – eu disse tentando deixar a minha voz firme. Pietro bufou ironicamente e voltou a andar. Felizmente, antes que ele pudesse sair da quadra, Bernardo, Páris, Sophia e Helena, apareceram, fazendo com que Pietro parasse. Os quatro nos encararam
– Aconteceu alguma coisa? – Sophia perguntou. Pietro me encarou e respondeu a Sophia
– Aconteceu sim. Sua amiga aí já deu pro novo professor.


Notas finais
Devo dizer uma coisa a vocês, meus leitores fieis e queridos: Together by Fate está em reta final. A verdade é que não sei quantos capitulos serão (provavelmente mais uns 5), mas sei que a história esta se encaminhando para o final. Depois de TBF já tenho ideias para novas fics, portanto, não ficarei "parada". Obg a todos e desculpem pela demora.