Together By Fate.

37 Capítulo 36 - Bem vindos.


Notas iniciais
Preciso pedir imensas desculpas a vocês pela demora! Tô fazendo o que posso para escrever o mais rápido possivel, mas não tem sido fácil. Vou tentar agilizar nos próximos, ok?

3 meses depois.

Domingo, 07:40

Pov Sophia

– Vamos, Sophia! Você vai se atrasar! – minha mãe berrava na porta do meu quarto enquanto eu terminava de me arrumar. Eu tinha que estar no colégio as 8 em ponto para pegar o numero do meu quarto, uniforme e todas as outras coisas. As aulas só começariam no dia seguinte, mas o diretor fez questão de que todos os alunos fossem um dia antes, e lá estava indo eu. Você deve estar se perguntando: “E Bernardo?” Bernardo, pelo o que me disseram, iria direto da casa da avó. Ou seja, minha insatisfação só aumentava.

Quando eu finalmente peguei minha mochila e saí do quarto, minha mãe não estava mais no corredor. Desci as escadas e quando cheguei à sala ela acabava de colocar minhas malas no carro.
– Precisa disso tudo? — ela questionou olhando para as minhas roupas assim que eu saí de casa
– Tenho que causar uma boa impressão. – eu disse sorrindo irônica
– Desse jeito o que você menos vai causar é boa impressão. – minha mãe desdenhou enquanto entrávamos no carro e dava partida.

*

Quando nós chegamos na porta do colégio, minha mãe começou com toda aquela ladainha sobre eu me comportar como uma mocinha, usar casaco quando fizesse frio e escovar os dentes antes de dormir. Eu parei de prestar atenção no que ela dizia quando olhei pela janela e vi, em meio a outros alunos, Pietro e Bernardo conversando na porta da escola. Bernardo parecia tenso enquanto Pietro falava animadamente. Minha mãe reparou que eu não prestava atenção nela e voltou sua atenção para onde eu olhava
– Nem pense em sair desse carr... – eu não escutei ela acabar de fala porque abri a porta do carro e sai em disparada na direção de Bernardo, sem me preocupar em fechar a porta do carro. Esbarrei, empurrei e até derrubei algumas pessoas, sem parar para pedir desculpas. Quando Bernardo me viu, o rosto dele se iluminou, felizmente, eu já estava perto o suficiente para me jogar nos braços dele.

Bernardo me abraçou pela cintura com firmeza e me apertou contra ele num beijo intenso. E pelos deuses... Como eu estava com saudades daquilo. Em poucos instantes eu esqueci onde estávamos e a quantidade de pessoas a nossa volta. Eu queria Bernardo e se fosse possível, queria naquele momento. Eu agarrei os cabelos dele e puxei-os de forma suave, o que fez com que Bernardo apertasse minha cintura possessivamente. Com o meu subconsciente eu poderia escutar algumas risadinhas das pessoas as nossas volta e os apelos frenéticos de Pietro para que nós parássemos. Pouco depois, pude ouvir junto à voz de Pietro, a de Tessy, de Helena e de Páris. Eu não me importava. Eu só queria que aquele momento durasse para sempre. A urgência com que ele me beijava, o corpo dele colado no meu, o toque dele sobre a minha pele e os arrepios que tudo isso me provocava. Eu queria isso. Sempre.

Como tudo que é bom, dura pouco, nós fomos interrompidos. Dessa vez não por Pietro ou por qualquer um dos outros
– Vão parar com isso ou vamos precisar usar um extintor de incêndio? – eu escutei a voz grossa de Ares as minhas costas. Bernardo arfou e se afastou de mim com a boca um tanto quanto vermelha e inchada. Eu tive a leve impressão de que a minha estava da mesma forma
– E ai, pai. – ele disse ofegante. Ares revirou os olhos enquanto minha mãe ria
– Se eu fosse vocês seis eu iria até a recepção, já passa das 8 e pelo visto ninguém sabe onde vai ficar. – ela disse sorrindo – Sophia e Bernardo, deixamos as malas de vocês junto com a de todos os outros na recepção. Nós já vamos. Cuidem-se.

*

O colégio em nada parecia com o meu antigo colégio. Pra começar, assim que saíamos dos jardins e entrávamos no colégio, nos deparamos com um corredor. Não tinha como ir para frente, apenas para os lados. Uma placa na parede ajudou a nós orientar

< Recepção — Dormitórios >

< Direção — Salas de aula >

< Psicopedagoga — Educação física >

< Ala Administrativa — Cantina >

Nós seis respiramos fundo ao mesmo tempo
– Acho que nós vamos pra lá. – Helena apontou para o caminho que indicava “Recepção” enquanto analisava a placa
– Seja o que Deus quiser. – escutei Bernardo murmurar ao meu lado.

Seguimos direto pelo corredor e logo estávamos na tal recepção. Apesar o passeio ter sido ‘curto’ deu pra notar que a escola estava muito mais acolhedora que antes. A recepção era separada do resto da escola por portas de vidro, que graças a uma película muito forte, eram pretas. Bernardo passou na frente e abriu a porta, esperando que todos nós passássemos. Entramos na sala e atrás de um grande balcão de madeira escura – cuja qual eu não reconheci – uma mulher morena de no máximo 40 anos acabava de atender duas meninas. Assim que entramos as meninas saíram e quando passaram por nós, deram risadinhas ao examinarem atentamente os três meninos. Eu me contive a apenas revirar os olhos. Senti mãos me empurrarem na direção do balcão e escutei a voz de Páris atrás de mim
– Os menores primeiro. – ele disse arrancando risadas dos outros. Me aproximei do balcão e forcei o meu melhor sorriso simpático para a moça
– Olá, você deve ser uma aluna certo? – ela se adiantou sorrindo. Eu assenti com a cabeça – Qual a série e o seu nome?
– 2º ano. Sophia... – eu disse – Chasemberg – completei quando a vi começar a procurar
– Ok... Sophia Chasemberg. Só um instante. – ela disse se levantando e andando até uma prateleira que cobria toda a parede atrás dela. A recepcionista pegou uma mochila e voltou até mim – Aqui. Seus uniformes, livros e quaisquer materiais que você venha a utilizar estão ai dentro. – ela informou enquanto me entregava a mochila, que tinha meu nome bordado. Antes que eu saísse para deixar que os outros pudessem pegar os materiais, ela me interceptou com alguns papeis em mãos – Aqui tem o quarto que você vai ficar, seu armário, as regras da escola, o mapa da escola, a sua grade horaria e informações gerais. Esse adesivo aí embaixo, você deve colar na porta do seu quarto assim que encontra-lo, para melhor identificação. Suas malas já te esperam lá. Qualquer duvida não hesite em nos procurar, sim? – ela completou com o que pareceu ser um discurso ensaiado e já repetido muitas vezes. Novamente, antes que eu pudesse reagir ao acumulo de informações, outra moça, dessa vez mais jovem, entrou na sala e andou prontamente até o meu lado – Essa é Cristina. Ela vai te acompanhar até o seu quarto, Sophia. Seja bem vinda.

*

Quando eu cheguei ao meu quarto (4D) tratei de dispensar Cristina ao ver que minhas companheiras ainda não haviam chegado. Joguei minha mala numa cama qualquer (das três disponíveis) e peguei o adesivo para cola-lo na porta. Sai do quarto e fechei a porta, ficando de costas para o corredor enquanto colava o adesivo. Quando finalmente me virei para o corredor, Bernardo me encarava encostado na porta do quarto em frente
– Sempre separados por um corredor, né? – ele disse mordendo o lábio, malicioso
– Essa gente não tem noção do perigo. – eu respondi no mesmo tom.



Roupa da Sophia (tava sem inspiração para as outras, sorry): http://www.polyvore.com/together_fate_sophia_chasemberg_cap%C3%ADtulo/set?id=54815163

Pra vocês terem uma noção de como eu imaginei os quartos: http://pt.floorplanner.com/projects/23636619-quartos-tbf/edit#assets (Dica: Clicando em 3D no cantinho fica melhor de visualizar)

Notas finais
Gostaram? 116 leitores... FANTASMINHAS, MOSTREM-SE u__U