Together By Fate.
33 Capítulo 32 - Em chamas.
Notas iniciais
Sábado, 23:45
Pov Sophia
Eu estava sentada na cama lendo quando alguém bateu na porta do meu quarto. Fechei o livro e esperei alguns instantes e minha mãe entrou. Ela fechou a porta sem fazer barulho e se sentou na cama a minha frente.
— Não tomou café da manhã porque acordou tarde, almoçou no quarto, passou a tarde inteira no quarto, jantou no quarto e tá aqui até agora... Por que se isolar tanto, Sophia? – ela perguntou num tom maternal
— Meus livros são meus melhores amigos. – eu disse e isso fazendo-a sorrir – Além do mais eu quero evitar conflitos. – eu disse naturalmente
— Sophia, você deveria dar uma chance a ele. Ele tá triste... – eu interrompi ela
— Mãe, não começa. – eu disse abaixando o rosto
— Sophia, leva em consideração o que ele sente por você... Ele sabe que foi errado e tá arrependido! – ela disse tentando me convencer
— E o que eu sinto, mãe? E o que eu senti quando vi ele beijando ela? – eu disse ainda sem olha-la. Ela respirou fundo
— Eu só quero que você fique bem, filha. Eu não quero que você fique do jeito que ficou quando... – eu não deixei que ela continuasse
— Mãe, relaxa. O Bernardo não é o Felipe, ele não vale a depressão. A grande verdade é que o Bernardo não vale porra nenhuma. – eu disse pegando o livro e reabrindo-o enquanto minha mãe se levantava
— Eu sei que no fundo você não pensa assim. – ela disse sorrindo enquanto andava até a porta – Boa noite, Soph. – ela disse antes de sair do quarto. Ela saiu e me deixou pensando no que havia dito. Eu também sabia que no fundo, não pensava assim.
Domingo, 13:55
Eu saí do quarto pela primeira vez no dia e dei de cara com Bernardo no corredor. Mesmo que ele estivesse vestido seria difícil ignorá-lo. Para variar, Bernardo estava usando apenas uma cueca boxer branca. Eu tentei desviar os olhos do corpo dele, mas não consegui. A visão era perturbadora demais. Se ele reparou não comentou nada
— Sophia, a gente precisa conversar. – ele disse me tirando dos meus devaneios e fazendo com que eu grudasse os olhos nos dele. Se existia algo mais perturbador que o corpo de Bernardo, eram seus olhos.
— A gente não tem nada pra conversar. – eu disse num tom rude logo depois de ter recuperado a sanidade
— É claro que tem! Não foi legal o que eu fiz, eu sei, eu assumo. Eu fui um filho da puta, mas... – eu não deixei que ele continuasse
— Mas nada. Já deu. Acabou. – eu disse definitivamente. Ele me encarou incrédulo
— Como assim “acabou”? Tá doida? E a gente? Você não pode estragar tudo! – ele disse assustado
— Quem estragou tudo foi você, Bernardo. – eu disse lembrando a ele – Acabou. Assim, acabando. E a gente? – eu repeti a pergunta para logo depois responde-la – Voltamos a estaca zero.
— Estaca zero? – ele repetiu confuso. Eu bufei com a falta de raciocínio
— É, imbecil. Estaca zero. Você na sua, e eu na minha. – eu falei impaciente
— Quer dizer então que você voltou a me odiar? – ele perguntou provocando – Tão rápido assim?
— Queria que eu ficasse te amando depois que eu vi você com aquelazinha? – eu disse sem mudar o tom da voz. Sem querer eu desviei o olhar e acabei encarando novamente o corpo dele. Senti uma fisgada no baixo ventre e meu corpo ficou mais quente — É difícil você se vestir? – eu disse visivelmente alterada
— Te perturba? – ele disse se aproximando de mim e me empurrando na parede com uma violência desnecessária – Perdeu a voz, sabidinha? – ele sussurrou colando o corpo no meu. Instantaneamente meu corpo inteiro se arrepiou e ele percebeu – Eu adoro te sentir assim. Arrepiada. – ele sussurrou numa voz sedutora. Eu senti meu corpo em chamas. Respirei fundo, reuni todo o meu alto controle e empurrei o peito de Bernardo com força
— Vá se fuder, Bernardo. – foi a única coisa que eu conseguir dizer antes de tentar andar até o meu quarto. Tentar, porque antes que eu desse qualquer passo, Bernardo me puxou e me beijou. Na verdade ele não teve nem tempo de beijar porque eu fiz a primeira coisa que me veio a cabeça. Eu dei um tapa na cara dele.
— Estaca zero, então? – ele perguntou desafiador, aparentemente sem se importar com o tapa. Eu assenti com a cabeça sem condição nenhuma de falar qualquer outra coisa – Eu consegui te conquistar uma vez e vou conseguir de novo. – eu olhei pra ele visivelmente duvidando. Ele riu com escarnio – Não duvide de mim, Sophia, você não me conhece. – ele disse com os olhos vermelhos, antes de se virar e entrar no quarto.
*
Eu gostaria de dizer que eu consegui dormir durante a noite, mas infelizmente eu não consegui. Eu passei o resto do dia com uma estranha sensação de calor. Meu corpo queimava, minha respiração estava pesada e ofegante e eu só conseguia pensar em Bernardo. Perdi as contas de quantos banhos frios eu tomei pra amenizar o desejo incontrolável que eu sentia por ele. Os banhos funcionavam a curto prazo, mas logo depois a sensação voltava. Eu precisava de Bernardo mais do que nunca.
Pov Bernardo
Eu me arrependi de ter provocado tanto Sophia. Agora era eu quem estava completamente arrepiado. Aquela situação estava me levando a loucura. Sophia estava me levando a loucura e já havia algum tempo. Respirei fundo e encarei minha cueca, que agora era preta e já tinha uma ereção aparente. Bufei e decidi tomar o meu centésimo banho frio do dia.
*
“Eu estava sentado, apenas de cueca, com as pernas esticadas na minha cama quando Sophia saiu nua do banheiro. Meu olhar percorreu instantaneamente todo o corpo dela e eu senti meu membro se enrijecer sob a cueca. Ela se aproximou de mim sensualmente
— Sophia... – eu sussurrei e ela me interrompeu com um beijo carregado de malicia. Ela descolou nossas bocas e percorreu o caminho do meu rosto até a meu ouvido, sussurrando em seguida
— Eu quero você, Bear. Eu quero você dentro de mim. – assim que ela disse isso ela guiou as mãos até minha cueca e retirou ela sem nenhuma dificuldade, revelando meu membro já ereto. Eu segurei ela pela cintura e puxei-a pro meu colo. Ela encaixou o sexo já úmido no meu membro e foi sentando devagar, me fazendo gemer. Eu apertei a cintura dela com mais força enquanto ela cravava as unhas no meu ombro, gemendo. Eu grudei a minha boca na dela e ela me beijou com intensidade, abafando os meus gemidos enquanto ela cavalgava sobre mim. O corpo dela estava quente e trêmulo e eu percebi pela quantidade de gemidos que eram abafados que ela logo atingiria um orgasmo. Eu também estava quase no meu limite. Com as minhas mãos em sua cintura eu aumentei os movimentos dela, fazendo com que quase instantaneamente as costas dela se arqueassem. O sexo dela fez uma pressão tão intensa no meu que foi impossível me segurar. Eu me entreguei junto com Sophia ao orgasmo mais intenso e violento que já havíamos sentido.”
Eu me acordei no meio da madrugada, completamente suado e com a respiração descontrolada. Encarei o quarto a minha volta procurando por Sophia e antes mesmo que eu terminasse de olhar, eu já tinha a resposta: Ela não estava ali. Tinha sido só um sonho. Ela estava me enlouquecendo de todas as formas possíveis e isso precisava acabar. Isso tinha que acabar o mais rápido possível.
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