Together By Fate.
38 Capítulo 37 - Matando a saudade.
Pov Sophia
Eu estava deitada no peito de Bernardo (que para variar, estava sem camisa), no novo quarto dele, observando-o enquanto ele brincava com meu cabelo. Ele parecia tão tranquilo, tão pleno, tão feliz. Eu também estava feliz, principalmente por estar com ele de novo. O silencio entre nós não era desconfortável, muito pelo contrário, era reconfortante.
— Senti sua falta. – ele quebrou o silencio enquanto fazia um cacho no meu cabelo. Eu respirei fundo, aproveitando a nossa proximidade para matar a saudade do cheiro dele
— Também senti a sua falta. – eu disse sorrindo. Ele sorriu e levantou meu rosto até que ficasse de frente para o dele
— Vamos matar essa saudade? – ele perguntou malicioso
— Agora? – eu questionei incrédula. Ele riu
— É. Agora. Aproveitar que não chegou ninguém ainda... – ele disse com malicia, girando o corpo para ficar por cima de mim
— Porque você me provoca tanto? – eu perguntei excitada com a proximidade. Ele não respondeu. Apenas riu e me beijou em seguida.
Não é necessário dizer que eu perdi completamente a noção de tempo e lugar. Gemi contra a boca dele, quando prensou o corpo contra o meu e pude sentir uma ereção já se formando. O fogo de sempre correu por mim mais avassalador do que nunca. Meu corpo pedia por ele. Bernardo se afastou de mim para tomar folego, aproveitando para se levantar e trancar a porta do quarto. Eu me levantei junto com ele e empurrei-o contra a porta do quarto, colando nossos corpos novamente. Bernardo me beijou novamente, dessa vez sem nenhum tipo de delicadeza e inverteu nossa posição. Agora, eu estava entre a porta do quarto e ele, que aproveitou para tirar a minha blusa e joga-la em algum lugar. As mãos grandes e quentes dele passearam pelo meu corpo, me provocando arrepios. Ele levou uma das mãos até a minha nuca, puxando meus cabelos com força, enquanto a outra tateava as minhas costas a procura do fecho do meu sutiã. Não demorou muito para que o tecido fosse substituído pelas mãos dele. Bernardo descolou nossas bocas, passeando com a boca dele pelo meu rosto até chegar ao meu pescoço, onde alternava entre mordidas e chupões, acariciou meus mamilos já rijos e eu gemi, enquanto meu corpo estremecia com o toque. Ele soltou uma risada rouca no meu ouvido
— Você é tão minha, Sophia... – meu corpo se arrepiou ainda mais ao escutar aquilo. Arranhei as costas dele com força, sabendo que ficariam marcas ali, e senti o corpo dele tremer. Como se fosse possível, ele apertou ainda mais nossos corpos e eu pude sentir o tamanho da ereção dele. Eu gemi e inconscientemente, guiei minha mão até o cós da sua calça e ele fez o mesmo comigo. Antes que eu me desse conta, minha calça e a calça de Bernardo já estavam jogadas no chão do quarto. Bernardo roçou o membro dele no meu sexo já úmido e nem a barreira da cueca e da calcinha foram suficientes para conter o fogo que percorreu meu corpo. Eu fechei os olhos com força e gemi alto, ignorando o fato de estarmos dentro da escola. Deslizei minhas mãos para o membro dele e acariciando-o por cima do tecido fino da cueca, foi a vez dele gemer. Foi como música para os meus ouvidos. Coloquei as mãos por dentro da cueca dele e comecei a estimula-lo, Bernardo reagiu apertando minha bunda com força e gemendo ainda mais. Eu aproveitei para tirar a cueca dele de uma vez e assim que acabei de tirar ele me empurrou com brutalidade na cama. Os olhos dele queimavam. Ele arrancou minha calcinha, deitou o corpo sobre o meu e distribuiu beijos pelo meu pescoço já marcado, enquanto suas mãos exploravam meu sexo úmido. Minha mente queimava, meu corpo queimava e eu emitia gemidos cada vez mais altos
— Bernardo... – eu gemi. Ele riu roucamente em resposta e mordeu meu pescoço com força, quando sentiu cravar minhas unhas no ombro dele – Por favor... – eu implorei entre gemidos. Ele tirou a mão do meu sexo e me beijou selvagemente, me impedindo de gemer. Eu subi a mão dos ombros para a nuca dele e arranhei com força quando senti ele me penetrar com força, tudo de uma só vez. Quando ele começou a se mover, eu pensei que não fosse mais aguentar. Bernardo estocava forte e eu não conseguia distinguir o que saia da boca dele entre gemidos e palavrões. Senti meu orgasmo cada vez mais perto e rebolei meu quadril querendo mais.
— Continua. – ele gemeu no meu ouvido e eu continuei me movimentando embaixo dele. A medida que eu aumentava o ritmo, ele também aumentava. Era alucinante, insano. Nós estávamos descontrolados. Bernardo foi fundo e eu senti como se minha alma deixasse meu corpo por alguns instantes, foi a sensação mais surreal que eu já havia sentido. Eu só conseguia gemer e entre esses gemidos, a única palavra que se distinguia era o nome dele. Quase que ao mesmo tempo, eu senti um liquido quente jorrar de dentro dele. O corpo dele tremia e ele gemia alto com os olhos fechados.
Bernardo caiu ofegante ao meu lado, sem falar nada. Eu não conseguia raciocinar direito, meu corpo ainda sob o efeito do forte orgasmo. Ficamos um tempo jogados e ofegantes, até que eu reuni toda a minha força de vontade e me virei para ele. Ele me olhou e me beijou lentamente, apaixonado
— Você me deixa completamente maluco. – ele disse descolando nossos lábios e encostando a testa na minha. Eu tentei formular alguma frase, mas Bernardo não deixou – Sophia, eu... – ele foi interrompido por alguém batendo na porta. Eu olhei pra ele assustada e ele se levantou
— Pro banheiro, rápido. – ele disse correndo pelo quarto, tentando reunir minhas roupas. Eu peguei elas e corri pro banheiro. Alguns segundos depois, escutei Bernardo abrir a porta do quarto
“E aí, Bear!” – era a voz de Pietro – “Pode ficar feliz, vou dividir quarto com você” – escutei Bernardo dar uma risadinha – “Tava indo tomar banho, pra tá enrolado nessa toalha?” – Pietro completou. Enquanto eu escutava a conversa deles eu me vestia o mais rápido possível
“É... Tava.” – Bernardo respondeu – “Calor né.”
“Muito calor...” – Pietro disse com um tom de sarcasmo na voz – “Mas vem cá... Você vai tomar banho com a Sophia dentro do banheiro?” – eu arregalei meus olhos de surpresa
“Sophia? Que Sophia?” – Bernardo engasgou. Pietro riu e eu escutei algumas batidas na porta do banheiro
“Soph, sai daí que você esqueceu sua jaqueta aqui, amiga.” – eu me amaldiçoei mentalmente enquanto corava. Respirei fundo e sai do banheiro. Pietro prendia o riso estendendo minha jaqueta para mim e Bernardo encarava o teto
— Babaca. – eu disse com o rosto pegando fogo enquanto puxava minha jaqueta das mãos dele
— É melhor você cuidar desse pescocinho, viu, Soph? Esses chupões aí vão ficar bem roxos. – ele disse rindo. Eu esqueci a vergonha que estava sentindo e encarei ele enraivada
— Ow, meu filho, olha o jeito! – Bernardo repreendeu-o. Pietro riu ainda mais
— Você também, Bear, melhor cuidar desses arranhões. Parece que você brigou com um gato descontrolado. – ele ria muito
— Babaca ein. – eu disse revirando os olhos e andando até a porta do quarto
— Também te amo, best friend. – ele disse correndo ate mim e me abraçando por trás. Eu ri e me esquivei do abraço, saindo do quarto em seguida. Atravessei o corredor respirando fundo e reparei na porta do meu quarto, onde mais dois adesivos haviam sido colados.
Sophia Chasemberg
Thalassa Shore
Helena Solace
Respirei aliviada. Pelo menos isso.
Notas finais
Obrigada a todos os reviews e a todas as recomendações, viu? Amo vocêssssssss, seus lindos!
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