Together By Fate.
23 Capítulo 22 - Quase sério.
Quinta, 22:50
Pov Sophia
Eu estava no meu quarto, deitada na minha cama, com meus fones de ouvido no volume máximo. Tentando esquecer todos os problemas que me cercavam. Tentando esquecer Felipe, o beijo de Bernardo, o próprio Bernardo. Querendo que minha mãe voltasse, querendo saber do meu destino no colégio, querendo outro beijo de Bernard... Eu me sentei na cama sobressaltada com meu pensamento involuntário. E eu percebi que eu realmente queria beijar Bernardo outras vezes. Enquanto eu pensava no quanto seria bom ficar – de verdade – com Bernardo, ele entrou no quarto e eu me assustei.
– Mal educado! Sabe bater na porta não? – eu disse tirando os fones de ouvido
– Eu bati, chamei por você, bati de novo e você não respondeu! – ele disse se sentando na minha frente
– E se eu tivesse me trocando? – eu perguntei me irritando e encarando os olhos dele. Eu não cansava de admira-los
– Seria muito bom. Muito bom mesmo. – ele disse me olhando maliciosamente. Eu olhei pra ele furiosa e ele percebeu – Por que você sempre acha ruim tudo o que eu faço, Sophia?
– Talvez porque você sempre faça tudo errado, Bernardo!
– Menos beijar, né? – ele disse chegando mais perto de mim
– Bernardo! – eu exclamei com raiva
– Assume Sophia! Assume que não para de pensar no nosso beijo! – ele disse se divertindo
– Eu penso em muitas coisas e nenhuma delas faria muito bem pra sua sanidade.
– Eu adoraria descobrir algumas dessas coisas. – ele disse quase me beijando. Eu estava tão irritada que peguei a primeira coisa que minhas mãos alcançaram – por sorte era uma almofada – e taquei na cara dele
– Menino besta! – eu disse enquanto ele se dobrava em risadas – Fala logo o que você quer, ou veio aqui só pra me atormentar? – ele respirou fundo e conseguiu conter as risadas
– Vim pra perguntar se você quer dormir comigo. – disse grudando os olhos nos meus. Tive que me esforçar pra não perder a concentração
– Ou seja, veio pra me atormentar. – ele sorriu sem desgrudar nossos olhos
– Para de onda, Sophia.
– Que onda o que, meu filho? E eu sou surfista? – ele me encarou tentando segurar o riso e esperando pela minha resposta – Não vou dormir com você! Sai daqui!
– Eu sei que você quer, Soph... – ele disse cantarolando
– Você é um palhaço, Bernardo! – eu disse enquanto ele se levantava
– Vem logo! – ele disse estendendo a mão e eu segurei ela. Bernardo me guiou até o quarto dele, apagando a luz quando saia do meu quarto
*
– Vai dormir de roupa mesmo? – Bernardo perguntou me olhando enquanto eu deitava com roupa normal
– Quer que eu durma nua?
– Não seria má ideia – ele disse rindo. Eu olhei pra ele com raiva – Calma, pit bull! Pega uma camisa minha, se preferir... – ele disse apontando pro guarda-roupa. Eu me levantei, andei até o guarda-roupa e peguei uma camisa qualquer preta.
– Por que sempre preto? – ele perguntou sem tirar os olhos de mim
– Preto é legal. – eu cruzando os braços e me encostando no guarda-roupa
– Ué, tá esperando o que pra tirar a roupa?
– Você fechar os olhos, ou sair daqui. – ele me encarou confuso – O que? Tava achando que ia ficar assistindo de camarote?
– A vá, Sophia! Eu aposto com você que um dia eu vou ver tudo isso aí! — ele disse se acomodando sentado na cama. Eu respirei fundo e andei até a porta do banheiro
– Vai sonhando. – eu entrei no banheiro e pude escutar a risada dele do lado de fora. Tranquei a porta e tirei a camisa e o short. Me olhei no espelho e vi que meu rosto estava vermelho. Eu só não sabia por quê. Vergonha? Raiva? Respirei fundo, joguei água no rosto e peguei uma toalha qualquer para me enxugar – provavelmente era de Bernardo, porque tinha o cheiro dele. – Vesti a camisa dele e como eu era baixinha ficou bem folgada e cobriu mais da metade das minhas coxas. Sai e encontrei Bernardo com os braços cruzados encarando fixamente a porta do banheiro.
– Testando sua visão de raio-x? – eu disse e ele sorriu
– Acho que não tá funcionando muito. – ele disse me olhando dos pés a cabeça – Aliás, minha camisa fica muito melhor você que em mim. – eu sorri e girei ao redor de mim mesma
– Jura? Parece que eu peguei emprestada de um gigante! – eu disse rindo e me sentando de frente pra ele
– É sério. Quer pra você? – eu encarei ele incrédula e ele riu – É sério, Soph! – eu sorri e cheirei a camisa.
– Tem seu cheiro... – ele me interrompeu
– Obvio, sou eu que uso. – ele disse rindo. Eu dei um tapinha no ombro dele fazendo ele rir mais. – Você fica linda irritadinha! – ele disse mordendo o lábio inferior. E ele ficava lindo fazendo isso.
– Babaca. – eu disse eu disse virando o rosto. Ele virou meu rosto pra ele e disse olhando pra minha boca
– Linda. – eu sorri e ele se foi se aproximando cada vez mais. Bernardo me beijou com vontade e eu correspondi. Quanto mais ele me beijava, mas eu queria. Era algo que só poderia ser comparado, talvez, a vontade de um drogado pela sua droga. Eu não sei o que acontecia, mas eu não escutava, não via e não sentia mais nada a não ser Bernardo. Ele me puxou pro colo dele, encostou nossos corpos deixando o beijo ainda mais intenso e apertou minha coxa. Eu entrelacei meus dedos no cabelo dele e minha outra mão foi para as costas dele, arranhando-a involuntariamente e fazendo ele parar de me beijar e soltar um gemido baixo. Quando ele se afastou foi que eu me dei conta da situação. Meu corpo estava quente e Bernardo começava a suar. Ele tentou voltar a me beijar, mas eu empurrei de leve o peito dele, mantendo ele afastado
– Bernardo... – eu falei sem folego. Ele me olhou surpreso
– Ué, que foi? – perguntou com a respiração cansada
– Vamos com calma, ne? – eu disse indo e me deitando no outro lado da cama. Ele me olhou rindo
– Então fica ai, quietinha e bem longe! – ele disse maliciosamente.
– Boa noite, Bernardo. – eu disse me cobrindo com o cobertor.
– Boa noite, coisa linda. – ele disse rindo.
*
Sexta, 3:30
– Sophia! – eu acordei com Bernardo apertando minha cintura – Acorda, Sophia.
– Puta merda! Que foi, Bernardo? – eu disse me virando e encarando ele
– Eu quero sorvete de chocolate. – eu encarei ele com raiva. Me acorda 3:30 da manhã pra dizer que quer sorvete? Qual é o problema que esse menino tem na cabeça?
– Mas eu não! Se vira! – eu disse enterrando meu rosto no travesseiro. Ele balançou meu corpo e eu olhei pra ele de novo. Ele me olhava fazendo biquinho – Bernardo eu não quero sorvete! Não gosto de sorvete de chocolate!
– Você também não gosta de nada né Sophia?! – ele perguntou com um ar divertido
– Gosto. Agora vai dormir, porra! – eu disse me virando. Senti o corpo dele mais perto do meu
– De que? – ele sussurrou no meu ouvido e eu me arrepiei
– De você! – eu disse sincera. Ele riu alto – Agora vai dormir, Bernardo!
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