Together By Fate.
18 Capítulo 17 - O ex e o atual.
Pov Sophia.
Quando eu estava saindo do banheiro e voltando para onde Bernardo estava, me lembrei de que tinha que pegar uns livros no meu armário. Andei até o corredor dos armários, que era o mesmo das salas de aula e comecei a procurar o meu armário. Eu nunca achava de primeira. 303, 303, 303... Assim que avistei o meu armário, escutei uma voz conhecida, bem atrás de mim.
– Corujinha? – eu gelei quando identifiquei a voz. Tinham alguns meses que eu não a escutava, mas o poder dela sobre mim era o mesmo. Eu me virei e encarei os olhos verdes que eu tanto conhecia.
– Felipe? – eu perguntei incrédula. – O que você... – ele me interrompeu e se aproximou de mim, fazendo com que eu tivesse que me encostar nos armários. Eu sentia meu coração martelar contra as minhas costelas. Era incrível, que mesmo depois de tudo que ele fez, eu ainda sentisse tanto.
– Corujinha, eu disse que tinha uma surpresa não disse? Agora eu estudo aqui, com você! Soph, eu fui um idiota por ter te trocado por aquela outra. – ele disse usando o mesmo tom de voz que usava pra falar comigo quando nós namorávamos. – Soph, eu não te esqueci! – a única coisa que eu consegui pensar foi: Alguém me tire daqui antes que eu me jogue nos braços dele. Antes que eu pudesse responder qualquer coisa a Felipe, alguém disse.
– Quem é esse cara, Sophia? – eu escutei a voz de Bernardo a minha direita e suspirei aliviada. Me virei para encara-lo e ele encarava Felipe, sério com os braços cruzados. A direita dele, Thalassa segurava a mão de Pietro e me encarava incrédula, assim como Helena e Páris. Eu troquei um olhar de entendimento com todos eles, principalmente com Bernardo. Eu precisava me livrar de Felipe, e esse era o único jeito. Respirei fundo e tentei não sofrer por antecipação com o que eu iria fazer. Eu me esquivei dos braços de Felipe e andei dando pulinhos, com falsa empolgação, até Bernardo.
– Esse é o Felipe, Bê. – eu disse segurando a mão de Bernardo e sentindo ele ficar tenso. Eu escutei Páris e Pietro prenderem risadinhas. Eu esperei que Bernardo dissesse alguma coisa, mas quem disse foi Felipe.
– Bê? – ele perguntou arqueando as sobrancelhas enquanto olhava para nossas mãos dadas.
– É. Bê e Sô. – Bernardo disse com um ar divertido e deu um beijo no meu rosto. O próximo a falar foi Pietro.
– Bom, Soph e Bear, nós vamos entrar, ok? Guardamos o lugar de vocês. – ele disse enquanto andava com os outros três para dentro da sala de aula.
– Então, Sô, você ainda não me disse quem ele é. – Bernardo disse encarando Felipe, que sorria com um riso irônico. Eu também encarei Felipe e forcei meu sorriso mais simpático.
– O Felipe é um amigo meu. Bem antigo. E que agora vai estudar aqui. – eu me virei para encarar Bernardo, que me olhou indignado. Felizmente antes que nós pudéssemos falar alguma coisa, o sinal tocou. Eu puxei Bernardo pelo braço. – Vamos, Bê! – nós passamos por Felipe e entramos na sala. O lugar que Pietro tinha guardado para nós era no fundo da sala, junto com ele, Páris, Helena e Thalassa. Revirei os olhos e andei até eles, sentindo o olhar de todos da sala nas minhas mãos. Foi quando eu percebi que ainda segurava a mão de Bernardo. Eu olhei pra ele e ele deu de ombros. “Foda-se!” eu pensei. Continuei segurando a mão dele e andei até a minha cadeira. Ele se sentou atrás de mim e assim que o professor entrou na sala, ele sussurrou no meu ouvido
– Mais tarde você vai me explicar o que tá acontecendo... E que porra é essa de Bê! – eu soltei o riso pelo nariz e o professor de química começou a falar.
– Bom dia turma! Abram as apostilas na pagina 56, cálculos estequiométricos... – ele foi interrompido pela monitora, Marta, que entrou na sala.
– Bom dia Professor Alexandre, bom dia turma. Eu gostaria de apresentar o novo colega de sala de vocês. – ela disse abrindo mais a porta e fazendo sinal para que alguém entrasse. Quando Felipe entrou, escutei Helena e Thalassa arfarem aos meus lados. – Felipe Bórgia, seja bem vindo a turma do 2º ano. Esse é o professor Alexandre, de química, você pode se sentar ali. – ela disse apontando para uma cadeira na frente da sala. Felipe cumprimentou o professor que entregou uma apostila a ele e se sentou.
*
No intervalo, nós 6 nos sentamos na mesa mais isolada do refeitório.
– Nós vamos com vocês dois hoje, ok? Quero saber de tudo! – Tessy disse olhando pra mim e pra Bernardo.
– Nem olhe pra mim! Sei tanto quanto você. – Bernardo disse.
– Eu não sei o que deu nele. Ele me disse ontem que hoje eu teria uma surpresa e... pimba! Apareceu aqui! – eu disse cansada – Era só o que me faltava!
– Tá ligada que ele vai ficar pegando no seu pé, ne? – pela primeira vez eu vi Páris falar sério
– A gente dá um jeito de ajudar ela! – Helena disse – Relaxa, ok, Soph?
– Ok. – eu disse assentindo com a cabeça sem me convencer muito.
*
– Sabe, eu achei aquela história de Bê e Sô bastante convincente... – Pietro disse com ar conspiratório, enquanto todos nós nos sentávamos ao redor da mesa de jantar da minha casa. Eu encarei ele incrédula
– Isso não é hora pra zoar, ok? É a minha vida que tá em risco!
– Sem drama, Sophia. – Helena repreendeu.
– Não é zoação! Foi bastante convincente! Eu acho que tá ai a sua salvação, Sophia. – Pietro disse e todos encararam ele confusos, menos Bernardo.
– Desenvolve, coisa lenta! – eu disse, mas quem respondeu foi Bernardo
– Ele tá propondo um namoro entre nós... – todos me olharam com expectativa.
– Jura? – eu quase gritei. Pietro assentiu com a cabeça. Eu parei pensando por alguns instantes. Namorar Bernardo pra afastar Felipe... A ideia de namorar Bernardo me deixava arrepiada, por algum motivo e Felipe realmente pareceu convencido com o teatrinho no corredor da escola. – Bernardo? – encarei ele que deu de ombros
– Contanto que você não me chame de Bê pelos corredores... Eu topo. – eu assenti com a cabeça, concordando com o que ele dizia. É, conclui insatisfeita, parece que acabei de entrar “em um relacionamento sério” com alguém que até pouco tempo era meu maior inimigo.
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