Notas iniciais
Olá. Este é o penúltimo capítulo da fanfic. Boa Leitura!!!

P.O.V Monique Lockwood (Asuna)

Hellfihaim...

Quanto tempo já faz que eu não coloco meus pés aqui.

A floresta sombria e o céu nublado continuam sendo familiar e harmonioso. Eu estou em casa... Não a casa em que eu nasci, mas a que me deu um lar, a qual me fez ser a Andarilha Dos Sonhos mais forte já existida.

— Vamos lá, Monique. É só encontrar o Caim na biblioteca de livros enfeitiçados e lar de todas as poções. – Sussurro para mim mesma assim que termino de atravessar a floresta, chegando até as escadas enormes que dariam ao enorme castelo de pedras escuras de Lúcifer.

Adentro as enormes portas de madeira vermelha, tomando a direção para o lugar que eu mais conhecia, a biblioteca encantada. Assim que chego lá me deparo com o garoto de cabelos pretos e olhos também pretos com faíscas em vermelho – fogo –, ele me olha e logo sorri, mostrando todos seus caninos afiados.

— Olá, Caim. – Digo também sorrindo.

— Asuna, que bom que veio logo. – Ele vem em minha direção me dando aquele abraço que me tirava do chão e girávamos.

— Você ama me erguer do chão. – Digo, e ele sorri malicioso.

— Ainda que é em um abraço e não fazendo outra coisa. – Reviro meus olhos, mas acabo rindo. Eu já estava acostumada com essas atitudes. Viver com demônios por anos..., é você acostuma com o humor malicioso deles.

— Pervertido. – Ele ri voltando para a bancada em que ele se encontrava anteriormente. – Mas então, me chamou aqui para o que? Não parece que foi só por saudades de uma beldade como eu. – Falo brincando, e ele sorri novamente.

O bom dos demônios, é que você nunca consegue ficar triste, de alguma forma eles sempre tiram sorrisos e risadas suas, por conta do humor brincalhão e malicioso deles, um ótimo humor. Diferente do humor sem graça dos anjos, que ficam sempre sérios, como se ser engraçado fosse um pecado.

— Eu estava checando umas coisas e assim como você sabe, hoje será o grande dia, então pesquisei e fiz algumas poções para ampliar mais seus poderes, afinal como você ainda tem essa forma humana... – Sinto a repulsa dele ao dizer a palavra “humana”. – Sua força de andarilha não está completa.

— Você está me assustando dizendo que preciso ampliar mais. – Digo com um riso nervoso.

— Nós dois sabemos o quanto você cansa quando usa demais seus poderes, cada ajuda é bem-vinda. Eu gostaria de ir, mas nós dois sabemos que se Sairaorg me ver, ele me mataria em um olhar. – Ele diz, e eu concordo com a cabeça. – Não que eu tenha medo dele, mas quero permanecer vivo ainda.

— Eu sei. O que tem em mente para mim? – Pergunto.

Caim logo começa a me mostrar todas as suas pesquisas e o que ele conseguiu elaborar para me ajudar.

~~~~~*~~~~~

Caim já havia me preparado para a batalha, confesso que sinto que estou mais forte, mas ainda acho que não é o suficiente...

Ando pelos corredores sem entender porque ainda permanecia naquele castelo, porque ainda não havia voltado a Terra. Paro em frente a porta do grande salão, aquele salão onde havia o trono de Lúcifer e sua parede de gelo que mostrava tudo o que ele quisesse.

Por que não entra?— Uma voz ecoa pela minha mente.

Ele sabia que eu estava parada em frente à sua porta.

Era óbvio que ele sabia!

Antes que eu me virasse e tivesse tempo de fugir dali..., a porta se abre.

Não posso mais fugir... Ótimo...

Entro naquele breu, a única iluminação, que era pouca, era do gelo e que surpresa, era eu quem o gelo mágico mostrava. A grande janela da lateral esquerda estava escurecida, então não podia se ver nada por ela e muito menos permitia que a luz entrasse.

Levo um susto assim que escuto o barulho das grandes portas se fecharem atrás de mim. Eu não tinha medo de Lúcifer, eu apenas me sentia estranha quando estava com ele... De alguma forma, tínhamos uma ligação, não sei se ele sentia isso também, mas eu sentia.

— Vejo que Caim te mostrou alguns de seus brinquedinhos novos.

“Não malicia, Monique. Não malicia.” Isso era tudo o que minha mente conseguia pensar para tentar afastar qualquer pensamento impuro que pudesse surgir em minha mente.

Merda... Por que eu passei tanto tempo nesse lugar perverso? Será que virei uma pervertida que nem eles?

— É engraçado ouvir sua mente. – Escuto uma risada gostosa vindo da direção do trono, as tochas de cor avermelhadas acendem e iluminam seu rosto. Não era uma alta iluminação, mas via ele e seu olhar penetrante a luz vermelha.

— Ler minha mente te torna um pervertido. – Digo, e ele sorri.

Ele quase nunca sorri, quer dizer..., quase nunca mais sorria depois daquele dia em que separamos nossos caminhos de vez. Será que tem algo errado?

— De certa forma, todos demônios são. Por que o Rei deles seria diferente? – Ele tinha certa razão. Observo-o levantar e andar a passos lentos em minha direção, eu estava parada observando aquele corpo tão... quente.

Castiel ficaria irado se soubesse tudo o que eu acabo e já acabei vendo no Inferno. Pior, ele iria querer vir aqui bater em todos.

— Esse humano realmente te conquistou. – Ele diz sério, era impossível saber o que ele sentia. – Algo que eu nunca poderia tentar... – Ele sussurra, mas eu acabo escutando por conta do silencio na sala.

— Eu... – As palavras fogem da minha boca.

— Não precisa dizer nada. Apenas me deixe te dar um presente. – Ele sussurra já estando em minha frente.

Lúcifer se aproxima de mim pegando em meu queixo me fazendo ficar a centímetros de seus lábios, mas sem encostar. Sua outra mão percorre meu braço e logo escuto barulho de serpentes, elas sobem em meu corpo, enrolando-se em tudo, braços, pernas, cintura, mas sem machucar ou apertar. Elas não eram serpentes normais, eram de magia.

As serpentes evaporam com o tempo me fazendo sentir que a minha magia aumentara. Sinto que agora estava preparada para a batalha. Eu não perderia tão fácil!

— Há algum tempo poderíamos ter sido amantes... – Ele sussurra, meus olhos permaneciam fechados e eu ainda sentia seu toque e calor emanando. – Mas eu não serei egoísta, não com você... – Eu queria falar algo, mas não conseguia. – Você sempre será a minha Rainha, mesmo que o seu Rei seja outro agora. Até mais, LightMare.

— Lorde? – Sussurro assim que seu toque some.

Abro meus olhos e observo que me encontrava já na Terra. Ele havia me mandado de volta para cá.

Eu nunca consegui entender ele realmente.

Para todos, ele parecia intocável, frio, egoísta, maléfico. Mas para mim... ele nunca foi nada disso, Lúcifer me deixou entrar nas suas portas mais profundas e trancadas. Por mais que ele tenha me afastado, eu trilhei caminhos que ninguém trilhou, caminhos que ele nunca permitiu que alguém chegasse antes.

Lúcifer tinha um coração. Não para todos e não demonstrava de maneira perceptível, mas tinha. É apenas questão de olhar nos detalhes, mesmo nos poucos.

O engraçado..., é que eu sempre amei os detalhes.

~~~~~*~~~~~

— Lensiel, Kastel, Morran, Kalisto, Hells. – Digo assim que vejo os cinco filhos de demônios maiores em minha frente. O motivo de eu conhecer o nome dos cinco, é porque eles eram os demônios que eu mais tive contato no castelo.

— É incrível como você só fica mais bela a cada tempo que passa. – Diz Morran pegando na minha mão e me girando enquanto assobia. Eu sorrio pela sua atitude e por poder vê-la de novo, na verdade, ver a todos novamente. Ela tinha cabelos vermelhos ondulados, olhos de gato na cor verde, pele feito mármore. Morran era filha de Leviatã.

— Ei, pare de babar por nossa demoninho em fase de crescimento. – Diz Kalisto me dando um enorme abraço. Kalisto havia se tornado como uma irmã para mim, ela sempre tentava me proteger no Inferno mesmo sabendo que sou imortal. Mesmo com a perca de contato, nosso vínculo nunca desapareceu. Seus cabelos brancos com sua pele roxa eram lindos, assim como seus olhos rosas. Ela era filha de Asmodeus.

— Já chega vocês. Ou vamos acabar fazendo uma suruba de reencontro. – Diz Hells irritado, mas no fundo eu sabia que ele só estava irritado por eu ter ido embora sem dizer nada a ninguém. Hells, assim como Kastel (seu irmão), tinha cabelos castanhos, pele branca cintilante, mas a diferença estava nos olhos, Hells tinha olhos azuis e Kastel olhos amarelos, ambos filhos de Azazel.

Por último, havia Lensiel, eu já havia me encontrado com ele, pois foi ele quem me avisou que eu lideraria a tropa de Lúcifer. O que dizer de Lensiel? Sim, ele era lindo, assim como todos os demônios. O filho de Mammon, Lensiel, tinha a pele negra com cabelos dreadlock escuros e olhos pratas.

— Vai vir mais alguém? – Pergunto e eles concordam com a cabeça.

— Os demônios guerreiros, mas resolvemos vir na frente. – Diz Lensiel e eu lembro de quais demônios ele se referia. Os demônios guerreiros nada mais são que os demônios médios que parecem humanos a menos pelo fato de terem asas escuras.

— E ainda, acho que vai vir alguns vampiros, feiticeiros, licantropos. Ah, e as fadas também, mas apenas para proteger. – Diz Kalisto. Por mais que os submundanos não fossem ligados a Lúcifer, eles não queriam ver o fim da Terra, pois todos eles tinham interesse em algo daqui.

— A colina não é muito longe, é só continuarem subindo. Se quiserem já irem. Eu ficarei aqui para checar se não terão armadilhas que possam nos pegar de surpresa caso tivermos que correr. – Explico, e vejo a careta de todos.

— Por que fugiríamos? – Pergunta ofendido Hells.

— Não sabemos se poderemos vencer. Sairaorg está mais forte graças a Belzebu, Astaroth e Naamah. Mesmo que Mammon foi derrotado, os outros ainda fortalecem Sairaorg. – Digo, mas eles ainda estavam irritados por eu ter sugerido uma fuga.

— Você nos conhece muito bem para saber que não fugimos de uma luta. – Fala Kastel, eu suspiro me sentindo derrotada.

— Eu sei, mas não custa tentar.

Logo que eles foram, voltei ao meu foco pela floresta de achar qualquer sinal de magia que poderia nos prejudicar, para assim, desarmar.

P.O.V Ângelo Trindade

Eu andava apressadamente pelo castelo onde toda a turma se encontrava. Havia pedido para todos me encontrarem no salão porque eu tinha algo importante para falar a eles.

Assim que chego ao salão, encontro todos, menos a Magali e Mônica.

— Bem, mesmo que nem todos estejam presentes, eu... – Antes que eu completasse a minha fala, escuto o barulho de um portal acima de mim, perto do alto teto do salão. Voo e pego uma Magali desmaiada. Ela estava exausta!

— Maga! – Grita Cascão desesperado vindo até mim quando eu desço com a Magali ainda em meus braços.

— Ela está bem, só cansada. – A levo até a um dos sofás que tinha no salão e a deito. Coloco a minha mão na cabeça dela a dando um pouco de força para acordar.

— Ah... onde estou? – Pergunta ela abrindo lentamente os olhos.

— Está segura. – Diz Cascão se aproximando da namorada.

— O que aconteceu? – Pergunta Cebola também se aproximando da comilona.

— Eu... derrotei Astaroth. – Ela diz, e eu logo a encaro surpreso assim como todos ao meu redor.

Astaroth era muito mais forte que uma feiticeira, eu sei que ela é a herdeira da casa de Hécate, mas... ainda assim é surpreendente como ela conseguiu. Mesmo que eu tenha milhares de perguntas, é melhor deixá-la descansar e perguntar mais tarde.

— Bom trabalho. Agora você precisa descansar. – Digo, e ela concorda com a cabeça fechando um pouco os olhos.

Cascão fica segurando a mão dela enquanto está ajoelhado ao seu lado. Cebola havia trazido uma manta de não sei que lugar que ele havia achado, apenas para cobrir a amiga, cuidando do conforto da mesma.

— O motivo ao qual reuni todos aqui é porque conjurarei uma barreira de proteção para que ninguém saia e ninguém entre além dos anjos. Como a proteção com anjos daqui estará menor por conta da batalha, a barreira protegerá a todos. Vocês poderão olhar a batalha pela parede de magia a sua frente. – Aponto para a barreira que no momento apenas brilhava num tom dourado perolado. – Quando chegar a hora, vocês poderão acompanhar. Enquanto isso, terei que ir para procurar a Mônica e me preparar para a batalha.

— Eu não vou ficar aqui parado enquanto a Monique está lá! – Grita Castiel totalmente irado partindo para cima.

— Eu também não quero perder uma luta! – Diz DC decidido de que iria também.

— Eu sei, por isso... – Meus dedos começam a brilhar e eu jogo a magia nos dois, fazendo-os desmaiar. – É só para eles não cometerem nenhuma idiotice, eles irão acordar quando a barreira de proteção celestial estiver erguida.

Sem mais delongas, eu saio do salão. Peço ajuda para outro anjo, que ficaria protegendo o local, para assim eu conjurar a barreira mais rápido e poder partir. Depois de pronta, voo para a Terra, afinal, eu tinha que encontrar a Mônica.

O meu exército logo viria, inúmeros anjos guerreiros e alguns arcanjos. Se viria algo mais forte? Eu não saberia dizer, ainda não haviam me comunicado sobre quase nada, apenas que era para eu achar a Mônica e para me preparar porque logo iria começar a grande batalha.

P.O.V Selene Schlüter

Estava pelas árvores procurando qualquer criatura ao redor da colina em que Sairaorg Gremory se encontrava, eu precisava eliminar qualquer ser que aparecesse contra ele. Escuto barulho de passos em gramas e galhos caídos ao longo das árvores. Pulo de árvore em árvore rapidamente até chegar ao ser, logo o atacando.

Dou um grito ao atacar, mas quando eu ia acertar a pessoa, ela teleporta para outro lugar me fazendo cair de cara no chão. Me levanto em posição de ataque e encaro o ser, era uma garota, mas eu sabia que não era apenas uma humana, ela era um Andarilha Dos Sonhos.

— Por que está me atacando sem motivos, Selene? – Tento atacá-la novamente sem me importar com o motivo dela saber meu nome.

— Qualquer aliado aos anjos é meu inimigo! – Grito e ataco-a novamente agora arranhando seu braço esquerdo levemente, mas que logo se cura.

A ataco ferozmente e rapidamente com minhas garras, ela pulava e desviava quase que perfeitamente, mas mesmo quando eu a acertava, sua cura era muito rápida, algo surreal para apenas uma Andarilha com forma humana ativa. Ela usava a defesa como seu ataque, assim que eu ia pular nela, a mesma desviava e eu acabava me batendo em algum tronco. Mesmo assim, eu não desistiria de tentar derrotá-la, custe o que custar, nem que eu morra tentando, afinal, não me importo mais com a minha vida, só me importo com a minha vingança.

— Chega! – Ela grita fazendo o chão tremer, logo os pássaros que estavam parados próximos nas árvores voam para bem longe assustados, dava de ouvi-los ao longo da montanha que dava a uma colina, ao redor haviam mais montanhas. Ela conjura flores que me prendem me impossibilitando de me mexer. – O que os anjos fizeram? – Ela pergunta tranquilamente se aproximando de mim.

— Isso não te interessa! Eu vou acabar com todos e você não vai me impedir! – Rosno com ódio.

— Se não quer me dizer, irei descobrir por mim mesma. – Ela coloca suas mãos na minha cabeça e fecha os olhos.

Logo começo a relembrar quando estava vivendo minha vida feliz com meu amado, Gabryll. Em como tudo estava tão belo, tão tranquilo. De repente, aquele arcanjo aparece, ele arranca o coração do meu amado apenas por ele ser um subjugado. Eu lembro da expressão de divertimento do arcanjo ao ver meu sofrimento, o sofrimento de alguém com sangue demoníaco. Eles dizem que os de sangue de demônio são cruéis, mas eles são piores! Eles se sentem superiores sendo que todos os demônios e com sangue de demônios também tem sangue angelical, a diferença é que nosso sangue tem a magia obscura criada da magia angelical.

A Andarilha me solta e eu caio no chão aos prantos, com ódio. Meu coração, que por mais que não bata mais, está completamente machucado, destruído.

— Eu, mais do que ninguém, sei o quão cruel os anjos podem ser... – Ela diz, e eu encaro seus olhos que pareciam querer me deixar transparecer todo o sofrimento que ela já suportou, não para eu ter pena dela, mas para eu saber o quanto ela me compreendia. Ela não estava do lado dos anjos!

— Eu não me importo mais com esse mundo... Gabryll me ensinou o que é amar de verdade, como é ser feliz sem precisar ter que matar os humanos por beber todo o seu sangue sem sobrar uma única gota. – A garota que eu não sabia o nome, ainda me encarava como se tivesse uma ideia.

— Você... me disse que ele arrancou o coração do seu amado. Por acaso ainda tem o corpo e o coração? – Ela me pergunta, e eu ainda a encaro sem entender.

— Tenho. – Digo e os olhos azuis claro dela começam a faiscar preto.

— Me leve até ele!

~~~~~*~~~~~

Eu observava-a conjurar magias que eu nunca ouvira antes na vida. Ela não parecia uma Andarilha normal, nunca vi aquele tom preto avermelhado em magias de nenhuma outra Andarilha.

Eu a havia levado até a catacumba em que eu tinha deixado meu amado, guardei o coração dele em uma caixa. Por mais mórbido que pareça, eu não tive coragem de pôr de novo, então deixei em uma caixa de madeira escura forrada por dentro de veludo vermelho.

— Invoco-te Gabryll! Da Terra dos mortos! Renasça como filho de sangue! – Assim que ela coloca o coração dele de volta no corpo um som alto parecido com o de um trovão, ecoa, e uma nevoa cinza paira pelo ar me impedindo de vê-los.

O que está acontecendo?

Tento forçar a vista para ver algo, mas ainda não via. Ela me pediu para não entrar no círculo mágico, pois poderia prejudicar a magia, então só me restaria esperar. Escuto um grito alto e logo toda a nevoa some, assim como o círculo mágico.

Meus olhos não conseguem acreditar no que veem.

Ele estava sentado ali! Seus olhos percorriam a catacumba inteira assustado. Assim que seu olhar para focando no meu, ele fica tranquilo e sorri mostrando suas presas de vampiro, seus olhos estavam vermelhos também como sinal de vampirismo.

Ele estava vivo! E agora como vampiro.

— Gabryll! – Corro para abraçá-lo.

— Ele é um vampiro agora. Não acho que eles irão atrás de vocês novamente. – Diz a garota, e eu logo a olho sem saber como agradecer.

— Eu... – Ela balança a cabeça negando qualquer agradecimento. Seus cabelos dourados estavam brilhando, mesmo com aquela magia, ela parecia ainda tão forte, incansável!

— Você estar feliz com quem ama já é o melhor agradecimento para mim. – Ela sorri, e eu retribuo. Estava realmente feliz de ter conhecido ela e de agora ter meu amado de volta. – Agora vão! As coisas vão ficar feias por aqui, apenas fujam para o mais longe. – Ela diz, e eu concordo com a cabeça.

Ajudo meu amado a se levantar da mesa de mármore em que ele estava. Logo corremos para o mais longe, mas antes pude ver o sorriso dela pela última vez. Um sorriso tão radiante como ela.

Eu nunca poderia agradecê-la, mas espero muito que ela nunca tenha que passar pelo mesmo que eu.

Ninguém merece perder quem ama.

Ninguém merece permanecer sozinha por toda a eternidade.

P.O.V Mônica Souza

— Acha mesmo que seu brinquedo iria lhe salvar de minhas mãos?

Sua voz rouca e imponente incomodava fortemente meus ouvidos, mas isso estava longe de ser o pior. Esse monstro é incrivelmente poderoso e parece que não tenho chances contra ele...

— Eu só quero o João de volta!

Sinto como se um murro atingisse minha cara com força, fazendo com que eu caia de costas no chão rochoso. Tento me levantar e a única diferença que percebo é que ele tinha movimentado seu dedo anelar direito enquanto ainda estava sentado.

— Seu lindo amante não existe mais. Apenas fique quieta e sirva ao seu novo Deus!

— Jamais! – Fico de pé e mesmo com certa distância, o encaro. – Eu nunca me ajoelharei perante alguém!

Sairaorg lentamente se levanta de seu trono e flutua suavemente em minha direção. Um forte frio na espinha e na barriga ocorrem ao mesmo tempo no meu corpo, junto com minhas pernas que estão trêmulas, não obedecem aos comandos do meu cérebro. Nunca havia sentido essa sensação antes, e ao perceber que ele está a pouquíssimos metros de mim, finalmente entendo o que estou sentindo...

O verdadeiro terror.

— Eu admito que fico muito excitado com mulheres fortes e de personalidade... – Como se tivesse sido teletransportado, ele coloca sua mão esquerda em meu rosto. – Mas você está passando dos limites, Mônica.

— Tire suas mãos assassinas de mim!!!

Corro pra minha esquerda tentando pegar distância dele, limpando o suor de ansiedade que tomava toda a minha testa. Também sinto um odor de sangue no local onde havia tocado, qual me faz sentir uma leve ânsia de vômito no estômago.

— Eu sou o seu João agora. Pensa em mim como o seu antigo namorado, só que mais bonito, maduro e poderoso. – O deboche era marcante em todas suas falas.

Avanço para cima dele tentando o socar, mas em uma arqueada de sobrancelha dele, meu corpo é lançado para longe por uma força invisível fazendo com que eu fique à beira de um precipício. Não importava o quanto eu lutasse, o quanto eu tentasse, parece que nada do que eu fazia o atingia.

— Não importa o quanto seja difícil, eu vou trazer o João de volta. Ele não está morto! – Grito com ódio, aquele demônio escroto... Como gostaria de ter mais força para bater nele!!!

— Minha paciência já se esgotou com você, garota!

— Eu sei que o João está aí dentro. Aquele menino tão doce e tão puro... – Abaixo a minha cabeça e alguns momentos com aquele menino ruivo me vem à mente. – Mesmo que se tenha passado pouco tempo desde que nos conhecemos, ele me tratou bem, falava comigo, e transmitia uma doçura tão pura e um riso tão alegre... – Sinto lágrimas caindo involuntariamente de meu rosto enquanto meu corpo desaba no chão. – Ele não mediu esforços ou adicionou poréns para me namorar, apenas me tratou com carinho e sempre ajudou a pessoas, mesmo que ele as conhecesse a pouquíssimo tempo. Ele era tão especial, tão lindo! João... Não escute Sairaorg, você consegue retomar o controle, só seja forte. – Digo tentando me levantar mesmo com a força mágica que me mantinha de joelhos.

— Oh, Mônica! – Meus olhos brilham ao ouvir a voz de João e ver o rosto dele reaparecendo no lugar daquele monstro. – Mônica, é você?

— Sou eu. – A força que me mantinha no chão havia desaparecido. Me aproximo até João. – Você conseguiu! Você realmente conse... – Assim que me aproximo dele, Sairaorg retorna e coloca sua mão no meu pescoço me enforcando um pouco enquanto me tira do chão.

— Como você é tola! – A risada dele ecoava por toda a colina. – Você realmente pensou que seu discursinho de merda iria adiantar algo? Como pode ser tão burra?!

Eu não sabia o que dizer..., ele estava rindo por ter conseguido me enganar e eu me sentia humilhada... Ele realmente me enganou apenas se parecendo com o garoto por quem me apaixonei e me importo.

— Mônica, Mônica. Achei que como líder da turma fosse mais inteligente. – Ele me joga com força em uma mesa de pedra que apareceu rapidamente, logo Sairaorg conjura raízes que me prendem a mesa.

— Me solta! – Grito com raiva.

Me sinto uma inútil, sem força. Sou um nada comparada a ele. Eu não consegui nem despertar o João, como posso me salvar dessa?

— Vou adorar me divertir com você... Coisa que o João não foi homem para fazer. – A risada dele só aumentava assim como seu sorriso malicioso.

Fecho meus olhos torcendo, implorando para que tudo cessasse.

P.O.V Sairaorg Gremory

Estava me deliciando com a expressão de pavor e desespero de Mônica. Torturar ela, tocar ela onde eu tivesse vontade. Tão divertido, poderia fazer isso para sempre.

— Magnifico Sairaorg, aquele anjo da guarda está se aproximando. – Me informa um demônio de sombras, servo meu, aparecendo.

— Deixe-o chegar à colina. – Ordeno.

— Sim, mestre. – O demônio logo some.

— Onde estávamos? – Pergunto para mim mesmo já que eu tinha amordaçado aquela humana tola. – Ah é. Agora é a vez de você morrer. – Sorrio mostrando todos os meus dentes afiados.

Ela tentava falar algo mesmo com a mordaça. Eu não entendia o que ela queria dizer e nem me importava. Crio uma adaga de magia e logo preparo para enfiar no coração dela. Havia cansado de deixá-los vivos, era hora de matar a todos!

Sinto uma aura angelical se aproximar da entrada da colina. Assim que vejo o Ângelo, enfio a adaga no coração de Mônica, tão rápido que não teria tempo de impedir por conta da distância. Sinto toda a vida dela evaporar, se esvair pela ponta de meus dedos.

O que é mais divertido? A expressão de incompetente de ter chegado atrasado do Ângelo ou sentir a vida da Mônica se esvaindo por minhas mãos? Lambo meus dedos que estavam ensanguentados, o sangue dela.

— Chegou tarde. – Rio malignamente, minha risada ecoava pela colina toda.

— Você me paga! – Ele grita e quando se prepara para correr até mim, eu ergo minhas mãos invocando milhares de meus demônios inferiores, e faço com que o meu feiticeiro apareça, todos se pondo a bem mais a frente de onde me encontro.

— Invoco Belzebu e Naamah! Juntem-se a mim. – Chamo-os e logo eles aparecem. Astaroth havia sido eliminado como o fraco que ele sempre foi. Nem quis ir atrás e nem me importo, afinal o poder dele veio para mim. Tudo o que importa mesmo sou eu!

— Esqueceu de mim! – Exclama Capitão Feio chegando todo atrapalhado.

Por que mesmo deixei ele ser um aliado? Ele é muito fraco. Ah, tanto faz, se ele não morrer na batalha, eu mesmo o mato depois. Aos poucos vejo o exército de anjos chegar e tomar suas posições próximo de Ângelo que estava do lado oposto do meu na colina.

De repente escuto uma expressão de repulsa vindo da floresta. Logo vejo vários demônios médios e superiores aparecerem. Era a tropa de Lúcifer, mas onde está o brinquedinho de meu pai?

— Que demora, criatura! – Uma demônio exclama, e eu logo vejo Asuna aparecer. Ela parecia mais forte, mas ainda assim seria facilmente derrotada por mim. Todos seriam! Eu sou o mais forte e poderoso!

— Anjos e Demônios lutando juntos? Ironia, não é?! – Gargalho e logo vejo a expressão de ambos os lados de repulsa.

— Nunca! – Grita os demônios e logo escuto sons de cobras. Eles haviam trazido os bichinhos de estimação. Que deprimente!

— Ataquem! – Ordeno e a batalha começa.

Invoco uma taça e pego o sangue que escorria da humana morta. Desfaço a mesa, fazendo o corpo sem vida cair e deslizar as escadas do altar até o chão da colina.

Crio um trono ainda mais alto para assistir. Afinal, até alguém chegar até mim, eu tenho muito tempo de apreciar o fracasso dos meus inimigos. Sento-me e começo a beber.

A minha vitória está chegando!

P.O.V Monique Lockwood (Asuna)

Minhas tropas e as tropas de Ângelo atacavam os demônios que surgiam. Eu conseguia ver ao longe, Dona Morte eliminando os demônios inferiores silenciosamente, ela aparecia e sumia exatamente como eu já sabia que ela faria, pois aquela é a sua tática de luta.

Eu matava cada demônio inferior que aparecia em minha frente sem muito esforço. Não era difícil, apenas demorado por ter inúmeros.

— Eu sou o Capitão Feio e vou lhe derrotar. – Diz um maluco com uma capa aparecendo e se preparando para me lançar uma magia de poeira e sujeira que eu bloqueio facilmente.

Sorrio assustadoramente o fazendo ficar com medo e começar a recuar, entretanto, antes que ele conseguisse fugir, eu viro um dragão de fumaça negra enorme. Passo por dentro dele o destruindo, não fazendo sobrar nem a poeira dele para contar história.

Aproveito o tempo que me restava ainda com a transformação para morder outros demônios, que assim que atingiam meus dentes também de magia escura, sumiam rapidamente, morrendo para voltar ao lugar de onde vieram.

Volto ao normal ofegante e sentindo que estava um pouco cansada. Aquele dragão foi uma surpresa muito forte, mas ainda assim me desgastou um pouco.

— Ataque-a, feiticeiro! – Escuto Naamah ordenar ao cara encapuzado que logo vem com tudo para cima de mim.

— Nos reencontramos novamente, mas vejo que está mais forte. – Ele diz com um sorriso, começo a usar magia nele, todavia, o mesmo consegue desviar de tudo.

— O que está ganhando por se aliar a ele, feiticeiro? – Pergunto sem entender o que um feiticeiro da força dele poderia ganhar com uma aliança com Sairaorg. Ele apenas ri depois da minha pergunta.

— Nada. A propósito, não sou aliado dele. – Assim que ele diz isso, o mesmo me empurra com tudo para uma parte mais afastada do meio da batalha, onde haviam poucos demônios.

— O que está fazendo? – Pergunto confusa quando o vejo conjurar um feitiço de ligação de magia em mim. Ele estava “emprestando” sua magia a mim até que a conjuração fosse desfeita por um dos lados (meu ou dele)!

— Sou um infiltrado, agora estou aqui para ser sua fonte de energia para que você não canse na batalha. – Ele explica e logo cai de joelhos, ele estava ficando mais fraco, e eu, mais forte.

— Não! – Grita Naamah que começa a vir em minha direção. Logo conjuro um selo de proteção que apenas quem está dentro pode quebrar. Naamah tenta passar pelo selo para matar o feiticeiro, mas é empurrada para longe por conta da força poderosa que protegia o selo.

— Você me paga! – Ela grita me encarando logo partindo para cima de mim.

Ela começa a conjurar bebês fumaça de magia que saiam da terra para me atacar. Rapidamente conjuro lâminas mágicas e começo a golpear todos, os partindo ao meio o que os faziam explodir.

— Só tem isso? – Pergunto debochadamente o que a faz ficar mais furiosa ainda. Escuto o grunhido dela e travamos uma luta corpo a corpo, ela com garras enormes e eu com minhas lâminas.

Com nossa fúria e batalha voltamos ao meio do campo. Ao mesmo tempo que eu estava lutando com Naamah, via que Belzebu havia atacado Ângelo e assim eles lutavam. Ângelo estava apanhando para Belzebu e eu confesso que também estava um pouco. Naamah não era tão fraca, mesmo que meus poderes tivessem mais fortes do que nunca, não sou poderosa o suficiente para derrotar uma deusa demônio do porte dela.

Todo o lugar que ela pisava ficava seco, ela não tinha só a força da infertilidade, ela parecia ter uma podridão por dentro. Tudo o que ela toca de vivo e frágil, morre e fica seco imediatamente.

Eu voava e desviava das garras que ela me jogava. As garras pareciam lanças, passavam rapidamente por mim, era muito difícil desviar, por isso acabava me atingindo de raspão. Quando eu a atingia, que não eram muitas vezes, acabei por reparar que Naamah não se recuperava fácil de cortes, não como eu.

Isso é uma ótima vantagem! Só preciso ser mais forte!

Preciso de mais força e poder!

P.O.V Ângelo Trindade

Estava lutando contra alguns demônios inferiores que apareciam. Não estava difícil, então não exigia muito de meus esforços.

— Cuidado Ângelo! – Grita um dos anjos da minha tropa a mim.

Através do aviso, consigo saltar desviando de Belzebu que havia virado uma bola enorme de magia arcana. Ele queria me esmagar, mas fui rápido. Vejo que Belzebu havia voltado a sua forma roliça de antes, Belzebu era um dos raros demônios que eram enormes, talvez seria por ser o demônio da gula ou ele havia se tornado o demônio da gula por conta disso, não sei, mas também não estou aqui para descobrir isso, estou aqui para derrotar Sairaorg!

Ao longe, vi que o Arcanjo Gabriel havia aparecido. Gabriel é um anjo com quase dois metros de altura, ele estava vestindo uma armadura de cor branca com listras douradas, e em uma mão, empunhava uma espada enorme de cor cinza. Gabriel apresentava serenidade em seu rosto, com longos cabelos loiros e olhos azuis. Sua face escondia o tremendo poder que ele possuía.

Sairaorg, após avistar o ser celestial em sua frente, abre um sorriso de vitória. Quando o demônio estava prestes a iniciar seu ataque com magia contra o arcanjo, ambos evaporam. Arcanjo Gabriel havia os levado a outro lugar através de magia para lutarem, e assim, ninguém saberia quem venceu, até que um retornasse. Tenho quase certeza que Gabriel irá conseguir, ele é um dos superarcanjos mais poderosos já criados por Deus.

— Vai ser muito bom ter mais um par de asas de anjo da guarda para minha coleção. – Diz Belzebu com seu sorriso malicioso.

— Tente! – Digo e logo ele se irrita por tê-lo afrontado.

Belzebu começa a lançar magia arcana pelas mãos e a se mover rapidamente para tentar me atingir de inúmeros lados para assim ser difícil de desviar. Com esforço desvio delas, mas algumas ainda me atingiam, ele era muito mais forte que eu.

O demônio acaba conjurando um feitiço de encantamento me fazendo ficar paralisado por alguns instantes. Sorte minha que um dos anjos consegue me lançar outro, quebrando o feitiço anterior. Antes que eu pudesse agradecer ao meu colega, o vejo ser atingido pelas costas por um demônio de espinhos, o que o faz morrer instantaneamente.

Não estava muito fácil a batalha, os demônios eram fracos, mas ainda assim em grande quantidade faziam um estrago. Volto minha atenção a batalha com Belzebu que havia conjurado uma costela.

— Essa batalha me deixa com uma fome. – Ele diz e ao mesmo tempo que devora a costela, me lançava mais discos de magia arcana. Ele fazia tudo aquilo como se fosse uma brincadeira, eu era uma piada para ele, apenas por ser mais fraco. – Cansei... Hora de te matar, anjo.

Assim que ele vem em minha direção eu recuo rapidamente, mas acabo batendo em alguém ao andar de costas. Quando me viro vejo Asuna, quer dizer, Monique, me encarando com sua magia saindo pelas mãos e seus olhos brilhando fogo. Eu nunca havia visto aquele poder antes, nem nela, nem em qualquer outro andarilho, seria obra de Lúcifer?

— Vejo que também está com dificuldades. – Digo apontando para Naamah que desfere outra magia. Instintivamente, ela e eu fazemos um escudo de proteção que acaba se unindo e ao impacto da magia de Naamah, a bola rebate voltando para a mesma que lançou a fazendo cair para trás.

— Não somos amigos, mas o que acha de unir nossos poderes? – Ela sugere me encarando com seus olhos normais, ela havia tido a mesma ideia que me surgira. A nossa barreira junta foi tão poderosa que causou danos a uma deusa demônio.

— Estou de acordo.

Logo bloqueamo-nos de vários ataques seguidos de Naamah e Belzebu, quando eles param por estarem cansados de nos atingir e desviar das próprias magias. Monique e eu apontamos nossas mãos a Naamah e lançamos um poderoso raio com partes douradas (vindas de mim) e pretas (vindas de Monique). A deusa não teve tempo de desviar e assim que o raio enorme a atingiu, ela evapora como se nunca estivesse existido.

— Isso! – Comemora a loira, entretanto, logo a mesma faz uma cara de brava para o Belzebu que estava nos encarando com um pouco de medo.

— Você é o próximo! – Digo me empolgando depois da empolgação da minha antiga amiga, agora ex-amiga.

Começamos uma batalha 2x1, onde Belzebu tentava desesperadamente nos acertar, mas sem sucesso. Quando um de nós ia ser atingido, o outro conjurava uma proteção. Rodopiávamos e corríamos lançando a magia ao mesmo tempo. Belzebu rapidamente conjura uma magia para ficar maior. Desse modo, olho para minha colega de batalha que logo me encara, era certo, estávamos pensando a mesma coisa... Espadas!!!

Monique atacava rapidamente com sua espada negra de fogo avermelhado, enquanto eu atacava por baixo com minha espada branca com fogo azulado. Ela empunhava a espada como uma perfeita espadachim, rápida e ágil. Eu estava um pouco desastrado por ficar a olhando lutar. Aquilo era tão viciante..., a olhar lutar. Ela lutava com o coração e com toda sua força.

— Cuidado! – Ela grita e logo vejo um tentáculo sair de dentro de Belzebu me acertando e me lançando para longe. Nem tive chance de desviar. Ela corta um dos tentáculos, mas outro a atinge, entretanto, antes que Monique atingisse o chão, eu a seguro.

— Tem algum plano? – Pergunto ofegante. Aquela batalha estava drenando toda minha energia.

A Andarilha começa a pensar. Enquanto, Belzebu ainda estava se preparando para nos atacar juntando mais força para um grande golpe, nós tínhamos alguns minutos restantes nesse meio tempo.

— Já sei! – Ela diz, seus olhos brilhavam em prata ainda podendo ver a cor natural por conta do plano que ela havia pensado. Os olhos dela estavam sendo um tremendo mistério para mim. – Eu virei um dragão antes. Não é o suficiente, mas eu posso atravessar ele enquanto você me lança seu fogo celestial. – Concordo com a cabeça, pois poderia dar certo.

— Preparada? – Pergunto e assim que ela concorda já vira um dragão de fumaça negra.

Monique se prepara para atingir Belzebu e eu começo a canalizar todo meu fogo celestial nela fazendo-o ficar ao seu redor, completamente cheia de um fogo dourado com branco. A visão era tão sensacional que parecia surreal.

A Andarilha passa com uma velocidade sobre-humana pelo demônio que fica com um buraco enorme na barriga por onde ela acabara de passar. Rapidamente Monique volta e começa a circular Belzebu, reprimindo qualquer efeito de cura.

Era minha deixa!

Avanço novamente com a espada e atravesso o peito de Belzebu, logo Monique desfaz seu dragão no ar e antes de atingir o chão atinge as costas de Belzebu com a sua espada. Nos afastamos e vimos que ele começou a se contorcer, não sabíamos o que estava acontecendo com o demônio até que o mesmo simplesmente explode, sujando a todos e tudo ao redor com uma gosma verde brilhante.

— Que nojo! – Ela exclama tentando tirar a gosma do cabelo.

— Olha o lado bom. Conseguimos! – Digo com um sorriso.

— É, até que como dupla damos para o gasto. – Ela confessa, e meu sorriso aumenta. – Mas ainda assim você é um cretino.

É oficial, ela sempre vai me odiar pela traição. O que eu esperaria? Eu sempre soube que não deveria partir seu coração, sabia que ela detestava traições.

A vejo ao longe tirar toda a gosma que havia nela e também, a vejo se preparando para lutar contra mais demônios. Mesmo exausta, Asuna não desistiria da guerra. Bem..., vou seguir o exemplo, mas confesso que preferiria desaparecer daqui por conta dessa exaustão, ao qual me encontro.

Notas finais
O que acharam? Até!