Together

14 Chapter 13 — The Drunk Girl and The Moon…


Notas iniciais
OLÁ OLÁ OLÁ, VOCÊ SABE QUEM SOU EU? ISSO MESMO GRAÇAS A DEUS... Bem... demorei sim, mas voltei... Voltei e voltei com tudo... -sqn... Bem gente, estou sem criatividade nenhuma ultimamente... estou demorando bastante porque só agora o chapter ficou como eu queria... Bem, ainda acho que dava para melhorar, mas seria crueldade faze-los esperar mais do que isso... bem, 28 dias sem capítulo, espero que gostem..

“Voaram” é uma definição que simplesmente não define a velocidade com a qual os dias cruzaram as portelas da vida. A festa de Sammy e Castiel se aproximava, tal como a festa de San Diego na Paróquia. Já era dia 22 e eu ainda não tinha ideia de o que comprar para ambos os aniversariantes, para ser bem sincero e justo comigo mesmo, em minha defesa alego que odeio a tarefa de escolha de presentes... Acabei pegando avenida abaixo e passeando pelas ruas movimentadas de uma que poderia muito bem ser o maior centro comercial do mundo. Achava-se de tudo para comprar ali, era definitivamente o lugar do qual eu precisava.

Castiel tinha um gosto visual muito refinado, ao contrário de Sammy que era definitivamente uma pessoa sinestésica, ou seja, que preza pelos conceitos de conforto ao invés dos de moda e estética, uma pessoa que apurou suas preferências para não o que é belo, mas sim o que é confortável. Eu sou uma pessoa completamente visual, que é praticamente o oposto dos sinestésicos; não me importo em passar o dia inteiro com uma camiseta que incomode, com uma calça extremamente desconfortável e um sapato que machuque meus pés, contanto que eu esteja fabuloso!

Claro que há as pessoas auditivas, e estou longe de desmerecer vossa existência, não obstante eu acho que Castiel está mais para uma pessoa cujos filtros visuais sejam predominantes. Com esses fatores em mesa, tudo fica mais fácil. Sei que tenho que comprar algo que faça Castiel parecer fabuloso, mesmo que tenha que ser algo desconfortável, que incomode ou machuque, e sei que tenho que comprar algo que faça Sammy se sentir bem, confortável, ou que seja cheiroso. Uma pessoa sinestésica não aprecia apenas o conforto, ela também tem como preferências coisas que tenham um cheiro aprazível e comidas com um bom apreço ao paladar. Ou seja, talvez seja este o motivo de Sammy gostar tanto de minhas comidas. Pessoas sinestésicas adorariam, por exemplo, receber um perfume como presente, ou uma poltrona, ou mesmo roupa, mas uma que seja completamente confortável. Um pijama poderia ser o tema perfeito para se basear o cunho de um presente destinado a uma pessoa Sinestésica... Pantufas talvez...

Para visuais, tudo era igualmente dificultado, sabia que Castiel apreciava tudo que era belo, é uma qualidade dos visuais, mas eu não sabia seus conceitos de moda, então decidi que comprar roupa não seria a melhor opção, pensei em comprar um sapato, mas me deparei com o problema de preferência novamente, sabia também que não haveria tempo de descobrir o que comprar nos próximos cinco dias, então, tudo tinha de ser naquela tarde! Não poderia tirar da balança dos calçados um fato dos mais incômodos; eu não saberia dizer qual é seu número.

As lojas pelas quais eu passava eram sempre irrefutavelmente belas, um mais do que a outra, com pessoas bem vestidas dentro, de bom porte, chiques, com classe e etiqueta. Algumas até mais do que outras, mas todas tinham seu valor. E esta uma era cara. Uma loja em especial me chamou a atenção perceptivelmente. Era uma loja de joias. Com peças na vitrine de altíssimo apreço qualitativo, e sua numeração quantitativa não ficava perdida em meio ao pódio. Pedras exuberantes e cada vez maiores. Um colar com um ônix rodeado por ouro e com diamantes encravados nas laterais me chamou a atenção. Este se alocava na parte de dentro da loja, tão logo me decidi por entrar na loja a fim de tirar as minhas tão pertinentes curiosidades.

O colar era um modelo feminino, e não poderia dar aquilo para nenhum dos dois, no entanto, eu acharia ali o presente ideal para ambos os aniversariantes. Seria algo discreto, belo, confortável, enfim, perfeito! Alguns metros depois do colar, eu observei as seções de alianças, depois eu vi anéis de formaturas, com pedras modeladas e cada uma representando a honra de sua respectiva profissão, é geralmente comprada por grandes empresários magnatas para seus filhos ou filhas que acabaram de findar uma faculdade.

Em uma vitrine especial, no meio da loja, com uma placa com as escritas “acervo especial” com letras prateadas e torneadas em um brilho cintilante que me chamou a atenção. Três anéis dourados, com uma pedra roxa em cada um, por dentro deles, podiam ser lidos as palavras “amizade”, “amor” e “fraternidade”. Uma senhora de aparência adorável se aproximou, após constatar a veracidade de meu interesse pelo anel, e um possível cliente em minha pessoa.

— Ah, esses, esses três tem uma história muito curiosa. — Ela começou sem qualquer bagatela cerimonial — Eles foram encontrados pouquíssimo tempo atrás. Três grandes amigos fizeram esses anéis, grandíssimo reis de três reinos que hoje são o que chamamos de Alexandria, três irmãos. Eles estavam na grande livraria quando aconteceu sabe? O incêndio. Foi realmente muito triste. Eles foram achados há muito, muito tempo, mas ninguém demonstrou interesse na restauração os anéis até algumas dúzias de meses... O que durou milênios! Claro que falo figurativamente... — Ela, sutilmente, riu um pouco. — Os anéis tem um valor grandiosíssimo, era para estarem em um museu privado. No entanto temo que tenha sido decidido que deveríamos ao menos tentar vender depois dos especialistas restaurarem ele. Foi preciso muito trabalho para eles voltarem a ser o que eram antes do incêndio. As pessoas geralmente pedem por apenas um, ou dois, mas não, só podemos vender o trio, isso na verdade tirou muito o preço dele; claro que eles continuam muito, muito caros... E então meu jovem, o senhor está disposto a pagar pelos anéis?

A senhora não precisou perguntar meia vez, o anel foi a aquisição mais bem pensada em toda a minha vida. Agora, eu, Castiel e Sammy, estaríamos revivendo o legado de três irmãos, destinados à glória e ao amor um pelo outro. Nós três, pelo que eu sei, poderíamos até mesmo ser os três irmãos que morreram no incêndio em alguma vida passada, é possível. Mas não tinha tempo de pensar nisso. Preciso embalar os anéis transcendentais de Alexandria! Até porque, um loirinho invocado e um delicado anjo caído esperam por eles...

Mesmo que eles não saibam disso ainda.

XXX

Dia de festa. Apenas duas horas até que devêssemos estar na paróquia. Minha roupa jazia obviamente e devidamente passada acima de minha cama, agora, só faltava tomar um belo de um banho e eu poderia começar a me vestir. A água quente da banheira da suíte do meu quarto era simplesmente divina. As bolhas que ela começava a soltar quando a água se agitava eram simplesmente de outro mundo. Massageavam-me e faziam uma quantidade de espuma imensa! Não conseguiria ficar ali por qualquer quantia de tempo que fosse inferior a meia hora. Simplesmente não conseguiria! Mas incapacidades a parte, eu não conseguia me manter menos eufórico do que o extremo possível...

O presente dos dois meninos já estava embalado e protegido de qualquer “espiada”. Guardara-o acima do guarda roupa, dentro de uma pequena caixa de joias que tinha vindo junto com as coisas do incêndio. Era da minha mãe... Dentro de cinco dias, apenas, Castiel e Sammy fariam seu aniversário conjunto... Eu já tinha em mente o que cozinhar para ele. Três cupcakes, porque sim, dentro dos quais haveria uma surpresa; exato! Um Ferrero Rocchierre. Por cima manteiga de amendoim, com noz picada. Cobertura de caju e um pequeno brigadeiro no topo de tudo. A “cereja do bolo”. Enquanto pensava em tudo, em como entregar os presentes inclusive. Lembrei que vinte minutos de banho já haviam passado, e terminei minha higiene rapidamente.

— E então Dean, vamos? — Sammy apareceu à porta de meu quarto, com aquela sua roupa que era a que eu mais amava; Sport Fino. Uma calça Jeans destroyed acompanhada sutilmente de uma camisa social salmão, que carregava o ornamento de uma gravata cinza. Acima deste conjunto se via um blazer cujos botões se juntavam um pouco acima do umbigo. Apenas a ponta do seu cinto era visível, e provavelmente só era possível a visualização do mesmo devido à posição em que Sammy se encontrava. O sol se punha tarde nessa época do ano. E mesmo que não fosse machucar a vista de Sammy, ele optou por óculos escuros com a armação prateada finíssima. A seus pés um sapatenis ordenava seu visual de pé. — Já estamos quase na hora...

— Calma, ainda temos uma volta no relógio. — Eu disse olhando ao mesmo e vendo que só tinha levado uma simplória hora no me próprio preparo. — Não precisa se apressar, sim? Agora, venha cá e me de um beijo senhor Samuel. — Puxei-o para mim e procurei seus lábios novamente. Suas mãos tocaram a pele sensível de minha cintura, e não pude fazer algo que não fosse me retrair. Mas não pude me desvencilhar de seus braços, ou sequer cessar o nosso contato. Mutilava meus lábios com meus dentes enquanto observava seus orbes a me fitar. Lacei seu pescoço com meus braços, e seus braços me seguraram a cintura novamente. Selei ternamente nossos lábios em um que era um beijo quente, apaixonado e que se principiava nos caminhos dos necessitados. Separei-nos, e rimos. Sim, rimos. Pois estávamos apaixonados. E porque percebemos que Castiel estava parado e observava aquela cena da forma mais exasperada possível. Estava eufórico. Saiu quase saltitando, afinal, fora esse o primeiro beijo que Castiel me vira dar em Sammy?

— Dá pra fazer muita coisa em uma hora. — Sammy sugeriu — Muita mesmo.

— Realmente... Mas não vamos, caso contrário levaria mais uma hora para tomar banho e me arrumar... — Virei-o e empurrei-o por suas nádegas — agora vá, e se certifique de que não sairá desta casa sem mim, homem!

Virando as costas para Sammy, sentei-me na cama. Minha cabeça me pregava peças constantemente agora que eu e Samuel estávamos juntos... Juntos... Estamos sequer juntos? Eu não sei... Se juntos significar que sua alma e a de seu amado estão laçados até a hora da morte, sim, estamos juntos... Todavia, levemos o conceito mais concreto de “juntos” como peso à balança... Estar junto de alguém é assumir um relacionamento, chamar de amor, planejar sobre o futuro, e essas coisas? Se esse for o sentido de “Juntos”, eu acho que o abstracionismo acaba de virar meu estilo preferido de arte...

Meus devaneios me deixaram assim que deixei o assento no qual me abstive por aqueles instantes... A mente segue o corpo, e a alma é tragada ao caminho pelo vácuo de suas ações...

Juntos...

Juntos...

XXX

Tivemos de estacionar três quadras antes da festa. Ou melhor, da paróquia. A festa propriamente dita estava acontecendo por todos os lados. Barracas de doce, de salgado, de brinquedos, pessoas com seus acompanhantes, parentes, amigos... E eu, bem eu estava com Dean... E Cass, claro... Cass andava conosco, mas ele procurava por seus amigos, Meg e Kevin, o garoto que não fazia ideia de quem era... De certo era outro amigo que Cass fez enquanto eu estava no meu coma...

Mas isso já não importa... Estava com Sammy, e era com ele que passaria a noite.

— Ah! Quem é vivo sempre aparece! — Gritou Masters do outro lado da rua, com os braços abertos e com um copo de uma que deveria ser a bebida mais forte disponível para compra na festa, pois suas pernas dançavam como loucas, era como se ela não exercesse qualquer controle sobre as mesmas. Sua voz ligeiramente afetada pelos resquícios de seu pecado permitira-me rapidamente confirmar com que tipo de gente Castiel voltara a andar... Tinha medo de que isso eventualmente ocorresse... — Vem logo Cass! Ou prefere ficar segurando vela para esses dois? — Meg passou os olhos por mim e por Sammy quando se aproximou, assentiu com a cabeça delicadamente e soltou um típico texano “Alô cowboy”.

— Vá Cass... Não tem importância... Eu e Sammy estaremos por aí... Qualquer coisa só tem de ligar para nós... — Castiel queria ir, ele apenas estava receoso, de me magoar... Mas ele não tinha com o que se preocupar... Não que eu esteja desmerecendo sua companhia, mas eu gostaria de passar um pouco de tempo com Sammy...

Castiel saiu andando com Meg e no resto da noite, apenas o vimos quando voltamos para casa... Muito ocorrera neste meio tempo... Assim que Cass virou a primeira esquina com a sua acompanhante, eu e Dean decidimos que queríamos dançar. Nas adjacências avistamos pouquíssimos lugares onde teríamos acesso a este tipo de entretenimento... Constatamos que esta festa não seria o mais propício para tal, então sentamos no banco mais próximo da Paróquia — que a esta altura do campeonato estava entupida de fiéis, alguns combalidos, procurando por algum aplacar para sua enfermidade... Muitas vezes com muita carestia em seu peito — busquei algo para comer... A noite estava tão bela... Uma linda Lua cheia...

— Sabe Sam — sentei-me ao lado de Sammy novamente e entreguei-o o sorvete que se vertia sobre mim — Eu estive pensando muito sobre isso ultimamente. E... Obrigado... — Sua face para mim condenava seu nulo conhecimento sobre o assunto da conversa. — Bem, você esteve lá, o tempo todo, do meu lado... O Castiel me contou que até contar histórias para mim você contava... Todos começaram a achar que eu não me safaria, que eu morreria naquele leito, mas não você... Outrossim, para Castiel, que também não desistira de mim... Eu não sei o que faria sem você, e...

Shh... — Posto o dedo em meus lábios, Sammy cerrou minha fala e simplesmente olhou-me em meus olhos... A verdade estava ali. Tudo... Ali era o antro da criação, tudo o que Deus tinha intenção de fazer neste mundo... Jazia ali... E ali por sua vez, jazia seu amor por mim. Seus olhos se decifravam ante mim e quanto menos segredos ainda restavam, mais duvidas pairavam sobre minha mente... Como foi que tudo isso ocorrera mesmo? Eu estava feliz em estar sozinho. Não precisava de um amor... Mal sabia que tudo que eu precisava era estar errado... E... Bem... Eu estava... E em seus olhos constatei o quão bom era o equívoco letal do amor... Estava apaixonado, e apaixonado, comecei a amar. Sammy piscava delicadamente, e aquele que era o homem da minha vida, ficava cada vez melhor.

— Eu... — principiei após retomar meu fôlego.

— Eu disse Shh... — com um esboço de sorriso em seus lábios umedecidos pelo sorvete de creme, ele reiterou o ato com o dedo, exprimindo sua vontade de que eu me calasse... Por um breve instante, me senti como o outro lado da moeda. Senti-me no lugar dele, em meus olhos, senti o amor que ele enxergou, em meus lábios, senti o doce sabor do anseio de sua vontade por acabar me beijando ao fim da noite. Senti em todo o meu corpo, a o que eu supostamente provocava nele... E aquele breve instante mostrou-me que fomos feitos para ficar juntos... Para todo o sempre... — Fique quieto meu alemãozinho... É mais fácil de me manter sóbrio assim...

— Não há rum neste sorvete Sammy... — Avisei de modo descontraído, enquanto saboreava por minha vez, minha parcela do que tinha comprado para mim.

— Sua beleza Dean... — Sammy disse passando por meu rosto a costa de seus dedos longos e macios. — Sua beleza é meu rum... Meu rum, minha vodca, minhas vitaminas e proteínas, é o sol do meu dia... A lua de minhas madrugadas... — Sam, empolgado, falava como se recitasse um poema... — e por falar na lua... Esta querida amiga das noites dos perdidos foi o que muito me consolou durante sua doença... Ademais, se não fosse por ela, não sei se teria suportado sua ausência tão firmemente como eu fiz... Dean olhe para a lua... Ela é, a partir de agora, a ponte eterna, um meio de comunicação imutavelmente permanente, cuja minudência nenhuma irá abalar as estruturas... A lua, Dean, é o nosso comunicador divino... Quando quer que seja, onde quer que seja, apenas, olhe para ela, e falo comigo... Idem para mim... Farei o mesmo, e através dela, conversaremos Dean... Ela é o que nos manterá juntos quando estivermos separados, hoje, e para todo o sempre...

Seus lábios buscaram pelos meus. Nossas mãos, lado a lado, se uniram no espaço entre nossos corpos sentados paralelamente naquele banco de madeira branca. Algumas pessoas começaram a cochichar entre si, cousa da qual só me dei conta horas depois. Nossos olhos não estavam abertos, e sabia disso, pois nosso amor já se unira. E nossas almas já eram apenas uma. E tudo o que ele fazia eu fazia, e tudo o que ele sentia eu sentia, e tudo o que ele era, eu era... E tudo o que eu sou, ele é...

A lua realmente estava bonita.

Notas finais
EAI EAI EAI??? GOSTARAM? ESPERO QUE SIIIIIIIM BEEEM, se gostaram, deixem review, se não gostaram, deixem tmb, dsjag~jkads~g~jakdsg~kajkd... qualquer coisa escrita errada, por favor, me corrijam, estou escrevendo este chapter às 4:46 a manhã, e por mais que estivesse escrevendo ele no decorrer deste mês, nunca se sabe o que meus olhos deixaram passar, não? ~jgkjsdagjasjdgjkg enfim, obg por tudo galera, fic chegando no final, e é isso awe... mais uns dois capítulos e é nóix, vão estar livres de mim... jdsag~jkasjgkjasgjajsg... beijos pra vocês, amo todos vocês, obrigado por todo o tempo bom, e daqui a alguns dias é nóix na fita com chapter novo... jakgjajk~ggjkasgjkajsdgj~d~sjkc,;basaafdjkhrhnç bjus