Together

1 Chapter 01 — Novice


Notas iniciais
Bom, essa fic eu pretendo terminar... Estou com muitas ideias para ela, estou montando um enredo que eu pretendo deixar complexo o suficiente para entreter vocês... Eu nunca escrevi nenhuma Wincest, (considero Wincest porque mesmo que não sejam irmãos na fic, são os irmãos Winchester...) Espero que gostem... Eu pretendo postar os capítulos com um intervalo normal de 2 em 2 dias, porém tenho meus bloqueios que só desaparecem depois de horas de insistência, então é normal eu demorar uma semana ou duas para postar os capítulos.

Eu sou Dean, loiro, um metro e oitenta e cinco centímetros de altura, 17 anos. Estou no último ano do colegial. Eu mal acredito nisso, é como um sonho enfim terminar o colegial. Meus sonhos podem finalmente começar a se concretizar. Como por exemplo, sair da casa do meu pai, ir fazer a faculdade de veterinária que eu tanto sonhei e me casar. Eu não sou muito exigente para homens. Só preciso que alguém me ame. Sim, eu sou gay.

Não há nada de muito interessante para se ter conhecimento sobre mim. Nada de mais acontece na minha vida. Além desse garoto, Sammy, ou como ele prefere: Sam Winchester. Na verdade, não fui eu quem conseguiu descobrir isso. Nem para isso eu sirvo. Foi meu melhor amigo, Castiel, quem foi atrás dessas informações para mim.

Castiel é gay também e mesmo nós dois sendo gays, nunca tivemos nada. Ele é só meu amigo. Nossa “história” é até engraçada. Conhecemo-nos na escola e depois de alguns meses descobrimos que tínhamos a mesma preferência: Homens! Mesmo assim, preferimos continuarmos amigos. Foi uma decisão em conjunto então ninguém se arrepende.

— Hey! Hey Dean! Acorda! Chamada... — Castiel cutucou minhas costas com o lápis, seu numero é 8 e o meu é 9, então, eu sempre esperava que ele respondesse para que eu gritasse meu nome. Dessa vez, me perdi em meio meus devaneios e esqueci-me de prestar atenção. — Oito está presente, professora!

— Obrigado, e desculpe... — Simplesmente acenei com a cabeça. Era hora do intervalo, não obstante ao contrário dos outros dias, simplesmente larguei tudo na mesa e fui pra fora com meus fones.

— Dean, você não pode entrar em uma depressão toda vez que o Sam falta. — Quando foi que Castiel chegou aqui nas arquibancadas da quadra mesmo? — Dean? — Antes que eu pudesse fazer isso por mim mesmo, tirou-me dos ouvidos o fone.

— Cass, eu não estou assim porque o Sammy faltou. — Menti

— Bom, pode ser impressão minha, mas se não for, anime-se, ele chegou... — Cass se levantou e desceu alguns degraus — Vem, ele está sozinho no refeitório.

— Sério? Eu poderia demonstrar um pouco de solidariedade ao novato e emprestar as matérias de mais cedo certo? — Não sorri, não queria que Cass pensasse que eu estava feliz por ele ter chego.

— Sim... — Cass acenou com a cabeça — A propósito, eu vou indo pra próxima aula, mesmo que ainda esteja deveras cedo, eu preciso terminar os exercícios que a professora pediu aula passada.

— Ok, eu vou falar com o Sammy.

Levantei, cruzei o campo, cheguei ao refeitório. Sammy não estava lá. Corri pela escola procurando-o. McKinley é realmente uma grande escola, cansei-me rápido. Fui até o bebedouro mais próximo e me enchi com um pouco de água gelada, o máximo possível. Continuei minha busca, pátio, refeitório novamente, corredores, biblioteca, lanchonete, diretoria, escadas... Nada. Fui ao banheiro, precisava de uma água no rosto...

— Vamos seu nerd idiota! Mas não vá morrer afogado hein... — Karl ria enquanto enfiava a cabeça de Sammy no vaso e dava descarga. Seus dois amigos, ou melhor, capangas, seguravam suas mãos e pés que se debatiam. Posso ser pequeno, mas eu não pensei meia vez antes de ir pra cima deles.

Bati a porta na cabeça de Azazel, o maior, e derrubei Shemihazah acima do primeiro, desmaiei ambos, mesmo que o segundo ter batido a cabeça no chão para ficar desacordado não tenha sido proposital. Lúcifer, — nomeação carinhosa dada a Karl — desferiu um golpe em meu queixo quando me viu derrubando seus amigos. Senti o filete de sangue escorrer pelos meus lábios, logo após sentir o gosto metálico em meu paladar. Sammy ainda recobrava o ar que lhe faltou e a meu mando, trancou-se na cabine. Éramos somente nós dois. Karl errou dois socos projetados para acertar minha face, eu contra-ataquei em seu queixo enquanto me esquivei do segundo. Ainda não era o suficiente, queria deixá-lo inconsciente.

Sentia meu sangue ferver dentro de mim. Esquivei-me de um soco direito, todavia fui pego por sua mão esquerda, que acertou meu peito, me deixando sem ar. Ignorei a dor e impulsionei minha mão fechada contra seu estômago. Karl urrou de dor e estatelado, seus olhos vidrados constatavam a sua dor. Aproveitando a brecha em sua defesa me projetei contra seu corpo e joguei-o contra a parede. A lacuna na qual o enfiei era estreita, porém perfeita para que desse alguns murros em sua cara. Gritava de satisfação e não pude evitar um sorriso anormal em meu rosto, me assustaria se pudesse me ver no espelho aquele exato momento.

Antes mesmo de me dar conta do ocorrido, Sammy puxou meu braço e me segurou. Quando fez isso, percebi a merda que eu tinha feito.

— Dean, Dean, calma, você vai matar o cara! — Ele olhava assustado, com sua testa franzida, eu ofegava, minhas mãos vermelhas e doendo condenavam a força que depositei nos golpes desferidos.

— Sam... Você está bem? Eles te machucaram? — Recobrei minha sanidade, se pode assim dizer, e automaticamente preocupado comecei o interrogatório — Esses desgraçados! — Chutei as costelas de Azazel no Chão

— Calma Dean, eu estou bem, agora vamos dar o fora daqui antes que alguém nos veja! — Sammy segurou minha mão e me puxava para fora dali quando... — Pera, lava seu rosto primeiro, você está sangrando, meu deus, você não precisava me ajudar, que merda Dean! — Parando no lavatório, rasgou a barra de sua camiseta e molhou, passava nos meus machucados e apertava levemente para estancar o sangramento. — Mesmo assim, muito obrigado... — Enquanto ele disse isso, ele olhou profundamente em meus olhos. Nunca tinha visto ele tão de perto, Murmurei um “Não foi nada” e continuei deslumbrando a cor mal definidas de seus olhos que variavam entre verde-mar e um azul-perolado. Realmente, ele é o homem mais lindo que já passou pelos meus olhos, não obstante antes que eu pudesse aproveitar mais a vista, ele cortou o contato visual lavando seu rosto...

— T-Tudo bem, mas agora vamos, já devemos estar atrasados! A nossa próxima aula é Literatura Clássica. Uma das três aulas que assistimos juntos — Dessa vez eu quem o puxei pela mão, levando-o até a sala de aula. Para minha sorte, ou melhor, nossa sorte, a professora ainda não tinha chego à sala então entramos e fomos aos nossos respectivos lugares.

Sammy sentou-se ofegante e arrumou uma mecha de cabelo para trás da orelha, olhou para mim, sorriu de forma aparentemente desconfortável e assentiu com a cabeça, desviando seu olhar para suas próprias anotações. Algum tempo após isso, com a professora já em sala, senti Castiel cutucando meu ombro com a ponta desagradavelmente afiada de seu lápis e ouvi-o dizer que Sammy havia pedido para me entregar algum papel.

“Dean,

Muito obrigado por mais cedo no banheiro, parece que fico te devendo uma, mas juro que irei pagar de forma apropriada.

Estava pensando em sair essa noite, não quero ficar em casa.

Então, está afim?

—Sammy”

Dobrei o papel que possuía uma caligrafia bruta e mal distribuída — Quase sua totalidade era distribuída no meio da folha, sua letra era absurdamente grande e desnecessariamente espaçada — guardei no bolso apertado da calça jeans e olhei para Sammy que retribuiu o olhar com um sorriso. Eu, obviamente, sabia que era um passeio de amigos e não deveria, digo, não poderia alimentar nenhuma esperança, eu sabia também que nada iria passar daquilo... Mesmo assim, não pude evitar sorrir para Sammy e perguntar a que hora iriamos nos encontrar. Sammy só pediu para que Dean o esperasse na saída, pois a professora poderia advertir-nos.

Na saída da escola, eu esperava Sammy chegar. Olhando o relógio compulsivamente — o qual marcava meio dia e trinta e sete — trocava meu anel entre o dedo indicador e o polegar, o que era um sinal de meu nervosismo combinado com sua impaciência, esse tique é iminente quando sou posto sobre pressão.

— Onde está você Sammy? — Perguntei-me ao desdobrar o papel que foi-me entregue por Castiel — Ah, Hey Cass, você viu o Sammy por aí? — Castiel se dirigia ao carro de seu pai enquanto eu perguntava. Gesticulou um “Não sei” com as mãos levantando os ombros e as mãos.

— Dean! Desculpa a demora, fiquei preso em uma prova... Desculpe. Vamos aonde? — Cansado e ofegante, Sammy parou ao meu lado, curvando-se e apoiando as mãos nos joelhos. Quase agachando de cansaço.

— Não tem problema, vamos tomar um sorvete e andar por aí... Não tem muita coisa para se fazer nessa cidade além disso... Podemos ficar sentados no parque. — Perdendo-me em seus devaneios de onde poderíamos ir, acabara de lembrar que foi Sammy a convidar-me para sair, todavia antes que pudesse dizer isso, Sammy concordou com a ideia que para ele parecia excepcional, logo não havia muito a se fazer.

Chegando à sorveteria pedimos sorvetes de flocos, coisa que o Sammy fez questão de pagar já que eu salvara sua vida mais cedo. Fomos até o parque e sentamos nos bancos. A ida até lá foi sustentada com conversas sobre a escola. Percebemos que compartilhávamos o mesmo gosto e que aspirávamos às mesmas faculdades. A santa trindade, Yale, Princeton ou Harvard; a santa trindade!

O dia nublado me fazia mais feliz, me deixava mais animado. Estava mais disposto e me sentia radiante. Se a felicidade pudesse ser medida em auras, naquela tarde estaria mais brilhante que o sol, mesmo que o próprio sol estivesse coberto por massivas, pesadas e pretas nuvens.

— Sammy... Porque você mudou-se de escola? E de onde você era antes? — Essa pergunta me intrigou desde muito tempo atrás. Afinal, desde que Sammy entrou na escola comecei a me interessar por ele, e isso acontecera há quatro meses.

— Ah... Longa história. Eu perdi minha mãe em um acidente. Um tipo de incêndio nada convencional. Meu pai é um alcoólatra desde então e eu preferi me mudar para cá logo após alguns anos de dinheiro acumulado trabalhando fora. Eu me sinto muito sozinho desde então. E receio que eu tenha que voltar para a casa de meu pai, o aluguel é muito alto e eu moro sozinho, como ainda só consegui trabalho para o mês que vem, não sei como pagarei a casa esse mês. — Enquanto falava, Sammy parecia muito triste. Ele definitivamente não queria ir embora e eu senti isso.

— Eu... Desculpe fazer você falar sobre isso... Perdão... — Me senti péssimo por tê-lo feito tocar em um assunto tão delicado como esse. Eu sei como é. Afinal, eu também não tenho minha mãe mais.

— Não tem importância... Dean? — Novamente fui vítima de meus devaneios. — Planeta terra chamando!

— Desculpe Sammy... É que está tão bom ficar...

— Oh merda! Está chovendo, vamos... Ali tem um toldo, estaremos seguros da chuva ali. — Interrompeu-me me puxando pelo pulso até o toldo de uma loja fechada ao meio do parque. — Ah, mas o que você ia falando?

— Hm, nada, só estava lembrando que você perdeu as aulas mais cedo então poderia querer a matéria perdida. Só se lembre de me trazer amanhã para a aula de Biologia, me entregue na entrada. — Menti, porém tinha uma saída muito conveniente para a situação.

— Sim, perdi. Obrigado Dean, eu adoraria, caso você não precise para estudar mais tarde, claro... — Tendo como resposta um “não” à sua preocupação em “atrapalhar meus estudos mais tarde”, pegou o caderno que estendi em sua direção após retirar da mochila e guardou-o em sua bolsa. O dia estava perdido com essa chuva. Era melhor irmos embora.

— Eu tenho um guarda chuva, vamos embora? Acho que o parque acaba de perder seu encanto... — Abrindo o guarda chuva ficamos abaixo de sua proteção durante o percurso até a chuva parar. E foi nesse ponto que nos distanciaríamos.

Amanhã terá aula, e isso me deixa feliz... Não fico satisfeito com a ideia de não ver Sammy durante 3 dias. Era feriado, e o dia era sexta feira, não obstante nossa escola estava alguns dias atrasada com as aulas devido à greve então tínhamos de nos adiantar a qualquer custo. Muitos relutavam, inclusive faltavam, mas eu não poderia perder essa oportunidade... Não poderia perder nenhuma oportunidade de estar com o Winchester...

— A propósito Sammy, pretende ir pra escola amanhã? Tenho a sensação de que estará vazia. — Antes de me despedir, não queria ficar na dúvida.

— Vou sim. Ouvi dizer que não terá nada de importante, mas mesmo que seja verdade, correrei o risco! — Acenando um adeus para mim, e eu correspondendo-o, nos afastamos pela extensa avenida, e nos misturamo-nos dentre tantos rostos, dentre tantas pessoas vazias que vivem sem um propósito.

Chegar à minha casa era só como aterrissar na lama para abastecer e logo após decolar de novo, aspirando a voltar para onde se sentia seguro; escola. Sei que esse tipo de pensamento possa parecer absurdo para muitos jovens, porém é onde eu me sinto seguro.

Casa. Finalmente. Ou não.

Notas finais
Heeey, então? Gostaram? Se gostaram já sabem, clica em favorito aqui do lado, curta esse vídeo e se inscreva no canal... Não, pera... Sério agora gente, Reviews são muito legais viu? Só um "Hey mano, que merda em?" já vale. Anyway, obrigado por lerem, pretendo continuar então, acompanhem bitches!

PS: Ignorem minha mania de "Hey", pretendo perder isso, está bem melhor agora, se serve de consolo, tinha fics que todos os diálogos começavam com "Hey".

PS2: A partir de agora, quando vocês forem mandar review, mandem sua opinião sobre o casal; O Sammy é Seme ou Uke do Dean? (Para quem não está acostumado com essas duas gírias: Sammy é ativo ou passivo?) Minha opinião? Na minha opinião, o Sammy é meu eterno Ativo... (reparem no MEU eterno ativo... MEU...)