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9 Disputa Declarada! Lucy finalmente abre os olhos
LUCY
Natsu, Loke e Jellal olhavam-nos com um misto de mágoa, raiva e ciúme. Natsu encara Gray mortalmente, mas nada diz, simplesmente sai andando furioso.
— O que deu nele? — pergunta Gray, sem perceber que Loke e Jellal estavam com o mesmo semblante raivoso.
— Você é idiota por acaso? — sibila Loke, então me olha. — Lucy, você pode nos dar licença por um instante? — pede-me ele gentilmente.
— Claro, mas quero saber o que está acontecendo. — respondo retirando-me. — Porque eu não estou entendendo nada.
Saio a passos lentos, indo em direção a um corredor de lojas de roupas.
NATSU
"Gray, seu filho da puta!" xingo mentalmente, entrando no carro e dando a partida sem um destino em mente.
— Lucy, Lucy... — sussurro para mim mesmo. — Quando você vai perceber? Quem você vai escolher?
Me encontro nos fundos do colégio, saio do carro batendo a porta e me deparo com Juvia encostada na parede, estudando um caderno com atenção. Aproximo-me e quando encosto-me na parede ao seu lado ela parece notar minha presença.
— Oi, Natsu. — cumprimenta-me gentilmente. — O que está fazendo aqui?
— Fiquei com vontade de fazer uma coisa. — comento.
Ela guarda o caderno em sua bolsa e me olha curiosa.
— E o que seria? — pergunta erguendo uma sobrancelha.
Não sinto necessidade de responder, simplesmente puxo-a pela cintura e selo nosso lábios, mas depois que passa o choque ela se separa rapidamente. Juvia estava a ponto de me bater, mas quando percebe minha expressão abatida, me abraça carinhosamente.
— Venha. — diz ela soltando-me e sentando-se num dos bancos do jardim, deito a cabeça em seu colo, relaxando aos poucos com o cafuné que a azulada fazia em meus cabelos. — Me conte o que aconteceu.
— Eu vi a Lucy e o Gray se beijando. — respondo tristemente.
Juvia fica estática por um instante, então suspira e volta a fazer carinho em mim, olho-a de soslaio.
— Não vai surtar? — pergunto, quase que esperando ela me derrubar no chão e começar a gritar histericamente.
Ela me lança um sorriso gentil.
— Não há motivo para isso. É verdade que fico triste com a notícia, mas não é como se eu e Gray tivéssemos alguma coisa. — explica calmamente. — Não sei Gray, mas Lucy definitivamente não está apaixonada por ele. — acrescenta.
Um fiapo de esperança surge em meu peito.
— Como você sabe disso? — pergunto desconfiado. — Conhecemos ela a muito pouco tempo.
— E você já se apaixonou por ela. — retruca a azulada ironicamente.
Touché.
— De qualquer maneira. — continua Juvia depois de um momento. — Para mim, as pessoas são como a água, transparentes. É óbvio que Lucy gosta apenas de aproveitar a vida sem se envolver.
Sinto uma pontada no peito.
— Certo... — comento num suspiro, então levanto-me num pulo e beijo sua bochecha. — Obrigada, Juvia.
— Só quero ajudar. — responde ela dando de ombros. — Mas nunca me beije de novo.
— Claro, desculpe. — digo constrangido. — Bom, nos vemos amanhã. — digo acenando e indo embora.
— Claro. — ouço-a dizer. — Boa sorte nessa briga, Natsu. — sussurra, esperando que eu não ouvisse.
"Que briga?" penso, mas logo deixo esse assunto de lado.
LOKE
Encaro Gray mortalmente, ele nos olhava confuso.
— Por que vocês estão com essa cara? — pergunta o moreno.
— Você, definitivamente, é um idiota. — sibila Jellal raivosamente.
"Por que Jellal estava assim? Eu que sou apaixonado pela Lucy." Penso.
— Gray. — chamo-o, controlando o ciúme. — Estamos irritados porque você ficou com a Lucy. — explico.
Ele me olha irritado.
— E daí? Eu é que devia ficar irritado porque vocês nos interromperam. — rosna Gray. — Que eu saiba ela é tão solteira quanto eu.
— Tem razão. — diz Jellal. — Mas você devia ter percebido que não é o único interessado nela.
— Quem mais? — pergunta Gray curiosamente, esquecendo a raiva.
— O Natsu. — eu e o azulado respondemos juntos.
— Ah. — diz o moreno surpreso. — Então era mesmo isso... — sussurra para si mesmo. — Se esse é o caso, só posso dizer que não vou desistir da Lucy tão fácil, ele terá que lutar por ela. — anuncia Gray mais alto.
Ele não espera resposta e vai embora, então eu e Jellal vamos em direção ao ponto de táxi. Ficamos o percurso inteiro em silêncio, cada um absorto em seus próprios pensamentos.
LUCY
Chego em casa cheia de sacolas de compras, Gajeel me olha e ergue uma sobrancelha.
— Você não foi ao cinema com o Gray? — pergunta ele sentando-se no sofá.
— Fui, mas tretas aconteceram. — digo.
— O que? — pergunta Gajeel curioso.
Sorrio diabolicamente.
— Te conto se levar essas sacolas para o meu quarto. — anuncio.
Ele bufa, mas logo se levanta e pega as sacolas e coloca elas no canto.
— Espere aí, vou tomar um banho e te conto. — digo, ignorando protestos e indo tomar um banho rápido.
Depois do banho, visto uma lingerie preta de renda, uma de minhas preferidas, e saio do banheiro.
Gajeel arregala os olhos e desvia o olhar, corado.
— Achei que você tinha parado com isso. — diz ele sem me olhar.
Me aproximo dele rindo e faço-o me olhar.
— Você já viu mesmo. — justifico. — Eu gosto de andar assim em casa, pergunte para o meu tio quando ele voltar.
— Certo, certo, agora senta aí e me conta. — resmunga ele, que estava preguiçosamente jogado em minha cama.
— Nossa, você até parece uma garota. — brinco, fazendo-o revirar os olhos.
Deito a cabeça em seu colo e o encaro, ele estava com as costas apoiadas no encosto da cama.
— Eu e Gray ficamos. — digo.
— E daí? — diz Gajeel entediado.
— Natsu, Loke e Jellal viram. — continuo.
O moreno assovia.
— Isso é um problema. — diz ele. — Acho que Natsu e Loke são loucos por você.
— Natsu? — ergo uma sobrancelha descrente.
— Você só pode ser retardada para não ter percebido, Bunny Girl. — diz Gajeel como se fosse óbvio. — Ele com certeza gosta de você.
— Duvido que ele goste de mim. — digo franzindo as sobrancelhas.
— Duvide das coisas depois. — retruca ele. — Mas e aí? O que aconteceu?
— O Natsu foi embora irritado, aí o Loke me pediu para deixar ele e o Jellal conversarem com o Gray.
— Por que o Jellal também estava nessa? — pergunta Gajeel pensativo.
— Eu fiquei com ele também, ele pode ter achado que eu ficaria só com ele ou coisa parecida. — sugiro dando de ombros.
— Quando você ficou com ele?
— Hoje, depois da Áries ter me dispensado da aula de teatro, ele também não tinha aula e me convidou para ir para a casa dele jogar Mortal Kombat. — explico.
— Perdeu feio, imagino. — ri Gajeel. — Ninguém é melhor do que ele, e quando decide usar o Sub-Zero, é invencível.
Sorrio.
— Ganhei. — anuncio orgulhosa, fazendo Gajeel arregalar os olhos. — Todas as partidas, e ainda deixei ele escolher meu personagem.
O moreno me olha com atenção.
— Por favor, case-se comigo. — diz ele emocionado. — Você é tudo que eu poderia querer.
— Claro que eu caso, Lata de Lixo. — digo rindo.
— Amanhã vou esfregar na cara do fondue de morango. — comenta ele feliz.
— Quem?
— O Natsu.
— Ah tá. — digo.
— Lucy? — chama Gajeel depois de um tempo.
— Hum? — pergunto de olhos fechados, estranhando o fato dele ter me chamado pelo meu nome.
— O que você sente por eles?
— São meus amigos. — respondo de pronto. — Por quê?
— Porque um dia você terá que decidir. Hoje eles devem ter declarado guerra. — explica-me ele.
— E quem exatamente faz parte dela?
— Hum... O Natsu e o Gray, o Jellal, o Loke, e acho que o Laxus também. — diz, cutucando minha barriga a cada nome.
— Hum.
— Quem você pretende escolher? — sussurra ele sério.
Abro os olhos e o encaro.
— Não sei, não sinto nada em particular por nenhum deles. — respondo sinceramente. — Não estou preparada para escolher nada agora.
— Bom, espero ter te ajudado te falando tudo isso. — suspira ele. — Já que você é cega e não percebe nada.
— Certo, Lata de Lixo. — resmungo. — Agora me deixe dormir.
Ele suspira ainda mais alto e se deita, ajeitando-me em seu peito.
— Posso dormir aqui? — pergunta.
— Pode, você é confortável. — digo sonolenta.
Gajeel ri.
— Eu te amo, Bunny Girl. — sussurra ele depois de um momento, provavelmente achando que eu estava dormindo.
— Também te amo, Lata de Lixo. — sussurro.
Ouço um risinho e sou vencida pelo cansaço, já sentindo que o dia seguinte me traria muitas surpresas.
CONTINUA...
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