Todoroki e Midoriya - Uma UA de Romeu e Julieta
2 Say my name, ou a música do século passado
Notas iniciais
Do outro lado da pista de dança, num lugar onde o povo fumava uns, Bakugou estava puto, já que tinha gastado tempo e dinheiro para ir naquela maldita festa, apenas para ser recusado pelo filho dos Capuleto (aka possível noivo), que não fez nem questão de olhar na sua cara. Agora estava preso ali por sabe-se lá quanto tempo, pois seus pais tinham dito que se ele voltasse solteiro iam cortar sua mesada e ele precisava manter seu padrão. Estava bufando e xingando cada um daquela linhagem quando um ruivo sorridente se aproximou, mas quando estava perto dele, o garoto tropeçou e caiu de cara no chão, fazendo Bakugou encerrar sua sessão de ódio gratuito para observá-lo.
"Wow cara, isso não foi nada másculo", o ruivo sussurrou. O cheiro de álcool explicava muita coisa naquele cidadão, mas mesmo assim Bakugou o achou interessante e resolveu dar uma chance para aquele corajoso e sarado rapaz que tinha se aproximado, mesmo que o loiro estivesse exalando uma nuvem negra de ranço em volta de si.
Conversa vai conversa vem, Bakugou achava aquele garoto cada vez mais interessante e, embora estivesse louco para liberar seu dragão interior, apenas colocou seu endereço num pedaço de papel e colocou nas calças do ruivo, afinal, não se aproveita de bêbados.
A ama dos Capuleto estava quase triplicando seu salário em uma aposta de quem bebia mais contra uma morena petulante (aka Momo) quando Midoriya chegou gritando ao seu lado, fazendo com que ela perdesse. Os dois rapidamente foram para a cozinha, afinal, o garoto parecia morrer.
"Porra, garoto, o que foi agora?", disse a trilouca ama. Rubro de vergonha e de um pouco de excitação (não pervertida, dado que nosso shounen nem sabe nada do mundo dos homens adultos ainda), Midoriya contou a ama que um belo jovem de cabelos e olhos bicolores o encarava fixamente enquanto ele próprio se perdia ao som de Pabllo Vittar. Não contou mais para não traumatizar a mulher que o criara (ele não sabia que ela era figurinha carimbada nas boates de Verona, mas ela que não ia contar).
"Meu filho, pode ser um serial killer, ou um stalker, você tá ligado, né"? Mesmo bêbada, a mulher era sensata. "Não posso deixar sozinho por um segundo essa desgraça" pensou a ama.
Mas Midoriya estava louco de hormônios da adolescência e não ouviu os sábios conselhos da ama por um segundo. Tudo o que pensava era no belo jovem que vira há pouco, naqueles lábios carmins e faces coradas... TÁ REPREENDIDO, "vou ter que me confessar depois de tamanha perversão que imaginei"... O garoto parecia que ia morrer de vergonha. Pensou em pedir ajuda para um de seus pais, mas Aizawa estava deitado sobre o tapete de entrada, fazendo várias pessoas tropeçarem e caírem comicamente, e Yamada estava louco nas músicas (aquele era o momento da banda “Abba” e nada ia segurar o velho).
Enquanto isso, Todoroki encontrara sua prima (que ainda estava sóbria, o que era impressionante) e não parava de lamuriar a dor que era estar longe do amado jovem de cabelos verdes etc etc. Momo ouvia tudo entediada, afinal, tanto drama pelo Shinso só para trocá-lo no dia seguinte. "Mas afinal, Momo, quem era tão belo homem?" Todoroki parecia querer chorar.
"Meu querido, o único cara com cabelos verdes que rebola do jeito que você descreveu é o jovem Capuleto". Ela prosseguiu: "altas baladas e aquele safado só fazia os caras passar vontade, não presta de jeito nenhum".
Estupefato, Todoroki parecia ter levado uma facada "mas filho dessa família maldita! Maldição, se não fosse minha paixão tão ferrenha, tamanha não seria minha dor. Por quê, destino cruel? Um vai ser padre e o outro é inimigo???"
"Dedo podre é elogio pra você", disse Momo.
"Não importa, Momo. Meu coração já é dele, e minha cabeça também. Me ajude a conhecê-lo!!!!"
Momo sabia de qual cabeça ele estava falando, mas resolveu ignorar o comentário desnecessário do primo.
"Ok, Todo-boy, eu manjo dos paranauê e por sorte conheço a ama desse guri, inclusive é minha parceira de shots. Fique sussa que eu vou arranjar esse match pra você”.
Enquanto isso, ao invés de tomar uma atitude, Midoriya recolheu-se em seus aposentos e resolveu tomar um ar. Mais sem noção impossível, né, você deve estar pensando.
Ao mesmo tempo, Todoroki se esgueirava por um labirinto no jardim dos donos da mansão, para chegar no local indicado por sua prima como a sacada de seu crush supremo. “Ai que nojo, quanto mato. Se sair uma aranha daqui eu taco fogo” Todoroki pensou. Já debaixo da sacada, sem ver o amado, Todoroki resmungava:
“Só esnoba um cara quem nunca pelo amado fora esnobado, já dizia meu cunhado. Meu querido se foi tão rápido, nem sei se me quer!”.
Subitamente, Midoriya aparece à luz do luar, olhando para o céu como um apaixonado retardado.
“Eis meu amado, poc que inveja até Neil Patrick Harris! É ele quem te inveja, meu querido, pois não há ninguém que dance Pabllo como você!”, Todoroki dizia e suspirava.
“Puta merda, nem peguei o endereço dele! Espera, ele é Montecchio, né”, Midoriya sussurrava, sem perceber o amado na escuridão.
“Oh anjo dos cabelos esverdeados, se quiseres o mundo, eu te darei. Quer o Sol também? Será seu. Eu sou rico, milionário, meu amor”.
“Todoroki, Todoroki! Ah, por que és tão tampa da minha panela, Todoroki? Renega o teu nome; se não quiseres, jura ao menos que não me iludes, que vais ser a metade da minha laranja, a força que me abraça, o sonho lindo de se ver! Logo deixarei de ser um Capuleto, logo.”
“Será que continuo amaciando meu ego ou respondo?” pensou Todoroki, lembrando de suas desilusões passadas.
“Afinal, o que é um nome? Uma rosa que não tem esse nome, ainda teria o mesmo cheiro, mesmo que se chamasse Roberval”.
Emocionado, Todoroki não aguentou mais: “SIM, ACEITO TUA PALAVRA, MEU AMOR! CHAMO ATÉ ROBSON SE QUISERES, BASTA MANDAR!”
“PUTA VIDA!” Exclamou Midoriya, assustado “QUEM É O FILHO DE ENDEAVOUR QUE TÁ ME ASSEDIANDO? SABE O SIGNIFICADO DE PROPRIEDADE PRIVADA NÃO?”
Apesar de magoado, uma vez que o nome do pai tinha virado um palavrão na cidade, Todoroki respondeu “Sou eu, meu amado, o sal da sua salada, o feijão do seu arroz, o ketchup da sua batata!”
“Minha nossa, não enxergo nada, mas ouço bem. Não és Todoroki, um dos Montecchio?”
“Nem um nem outro, se por isso não puder ter dois filhos e um cachorro contigo”, Todoroki proferiu.
“Mas jovem senhor, por que vieste? Como entrou aqui? Tem mais armadilhas no caminho para cá do que nas aventuras de Lara Croft em Tomb Raider, a fim de me afastar de sedutores como o senhor. Se fores aqui encontrado, meus pais não hesitarão em te dar de afiador de unha pros gatos. Eu não suportaria ver tão bela face maculada por feras tão cruéis”, Midoriya, com a mão sobre o coração, exclamou.
“Amor, Deus ajuda quem cedo madruga e, embora não tenha dado asas a cobras, deu-me a falta de juízo para buscar o que eu quero. Embora não seja o Lulu Santos, e não esteja no The Voice, digo com toda a certeza em meu coração: EU QUERO VOCÊ!”, disse Todoroki, ajoelhando-se e jogando uma rosa no ar.
“Ai” Midoriya enxugou uma lágrima “estou rubro dos pés à cabeça, só de ouvir tu falares tão bonito assim. Mas então digas de novo, professa-me teu amor! Sei que estou ignorando todos os conselhos de meus pais, mas não me julgues fácil — minha ama é testemunha de que fui um santo nas baladas”.
“Jamais te julgaria mal. Juro pela Lua, que nos observa do brilhante céu.”
“Não jures pela Lua, pois ela já traiu a Joelma. Jures por ti mesmo. Para um homem apaixonado, apenas uma palavra honesta vale.”
“Querido amado, leite do meu nescau…”
“PARE! Está tudo muito rápido, você inclusive bebeu todas. Vamos deixar esse amor amadurecer até que coloques uma aliança em meu dedo. All Might me ensinou na igreja a esperar. Até lá, adeus”.
“Mas vais me deixar assim, sem nem um beijinho?” reclamou Todoroki.
“Midoriya!” Uraraka gritou da porta do quarto do moço. “Meu anjo, tem como você se compadecer da sua pobre ama, que encheu a cara, perdeu dinheiro em aposta e não pegou ninguém nessa festa de arromba, e deitar na PORCARIA DA CAMA, FECHAR A BOCA E DORMIR?”
“Já vou, já vou! Perdeu dinheiro porque quis! Enfim, já disse que só depois do casamento, poxa!”
“Então casa comigo!” Todoroki jogou outra rosa.
“Puta merda, de solteiro a noivo num mesmo dia, que festa abençoada. All Might abençoe o rolê.” sussurrou Midoriya, sem que o amado ouvisse. “Aguarda só um minutinho eu acalmar o dragão! Já volto”.
Todoroki aguardava ansioso, estava noivo, carambolas! Ou não? Maldito, Midoriya não respondia.
Voltando ao balcão, Midoriya falou apressadamente: “Não tenho muito tempo senão vou apanhar, mas amanhã mandarei um fulano para que me escrevas onde e quando nos casaremos. Serei então teu para todo o sempre, até que a terra seja plana! Mas se fores me iludir, ludibriar esse inocente coração...”
“Por meu miojo…” Todoroki parecia arrasado.
“Beijos, beijos!” e Midoriya se foi.
“Ah, meu querido, aguardarei ansiosamente! ÀS NOVE HORAS!” gritou/sussurrou Todoroki, correndo rapidamente para salvar sua vida quando uma ama furiosa apareceu com duas facas na mão.
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