Todo Mundo Odeia o Dia da Pizza...Menos o Dante.
2 QI é o ''Queijo Inlatado'' da minha pizza.
Notas iniciais
San Frascisco, 4:30 da manhã.
Dante estava no colégio. Mas ele não estava lá com a cara enfiada em livros, nem nada disso. Ele estava sentado como costumava fazer habitualmente, com os pés sobre a mesa. E ao seu redor tinha pizza. Muita, muita pizza. O colégio parecia um paraíso para o mestiço. Que, além de estar cercado de sua comida favorita, estava cercado de várias garotas bonitas. Tinha alguém lhe servindo. Parecia um garoto negro, não conseguia visualizá-lo com clareza. Era um lugar onde Dante queria estar para sempre.
As pessoas o ovacionavam gritando : Dante, nosso héroi! Dante, nosso herói!
Esse sem duvidas, estava sendo um dos melhores sonhos de Dante. Tirando a parte de estar em um colégio, claro. Até seria um dos melhores sonhos se não fosse Lady interrompendo o sono do mestiço com batidas frenéticas em uma panela seguidas de um bradar alto, fazendo Dante cair de sua cama.
—Acorda, senhor um mais um é onze! Você tem aula hoje e não pode se atrasar! — Lady gritava enquanto batia em uma panela.
Dante, que se encontrava literalmente com a cara no chão, disse para Lady, com a voz sonolenta:
—Que o Vergil me mate. Eu já sou bem grandinho para ir ao colégio. Eu não sou estúpido, eu só tenho que matar demônios e nesse momento tudo o que eu quero é terminar de dormir e sonhar e nada vai me impedir de...
Dante teve seu discurso interrompido quando um demônio adentrou o quarto. Lady disparou vários tiros no demônio, mas ainda assim ele se recusava a sucumbir. Dante rapidamente pegou a sua Ebory & Ivory e disparou contra ele...Aquele demônio parecia forte demais. Então, Dante colocou sua espada Rebellion nas mãos e com um golpe partiu o demônio ao meio.
— Eu ainda espero o dia em que terei um sono terminado totalmente. — Suspirou Dante.
—Dante, vamos lá. Comece a se arrumar, o Vergil está esperando você na frente da loja pra te levar no colégio. — Disse Lady ao mestiço, que fez uma careta em seguida.
—E quem disse que eu quero ir? — Dante cruzou os braços.
—Se você for, eu prometo que vamos fazer uma festa aqui na loja com direito a tudo o que você mais aprecia. Pizza, por exemplo... Sundae de Morango, quem sabe.
Dante semicerrou os olhos e olhou para Lady. Parecia uma proposta tentadora.
—Agora você está falando a minha língua. É por isso que eu te adoro, Lady. —Dante foi até a garota e abraçou, apertando-a contra si.
Depois disso, Dante foi se arrumar e Lady partiu em direção a frente da loja, onde Vergil os esperava dentro do carro, que começou a ter um ataque quando viu Lady saindo da loja sem Dante.
—Mas o que? Aonde está o idiota do Dante? —Exclamou Vergil, nervoso.— Você sabe que horas são, Lady? 4:45 da manhã! Temos que estar no colégio ás 5:30!
—Calma ai, meu amor. Tivemos alguns imprevistos— Lady dizia enquanto andava em direção ao carro— um demônio apareceu e nós tivemos que acabar com ele. O Dante não queria vir, então eu tive que convence-lô dizendo que nós vamos dar um grande festa regada a Pizza e a Sundae de Morango quando ele retornar do colégio. —Lady chegou no carro e como ele não possuia teto, simplesmente pulou dentro dele, se acomodando no banco de trás.
—Você convenceu ele a vir e eu acho que estou cego por que não estou vendo o Dante em lugar algum. —Respondeu Vergil, com seu tipíco mau humor.
Lady bufou. Ás vezes o mau humor do irmão mais velho de Dante a irritava. Mas o que ele não tinha de humor, tinha de beleza. Até demais.
—Se ele não descer em 10 minutos, eu vou até lá trazê-lo não importa como ele esteja. —Disse Vergil a Lady.
Lady se inclinou em direção ao banco de Vergil e disse, em tom intimidador:
—Você traria o Dante até mesmo nu? Eu iria adorar!
Vergil balançou a cabeça em negação. Colocou seus cabelos meticulosamente espetados para trás. Não queria ter a imagem de seu irmão mais novo nu. Nem muito menos ouvir Lady dizer que adoraria vê-lo assim.
—Você fez o meu mau-humor aumentar em cem por cento agora. Meu deus, Lady. Eu nunca pensei que você quisesse tanto...
Vergil interrompeu sua própria fala quando viu Dante, finalmente, na frente da loja. Estava trajado com suas costumeiras roupas: Jaqueta vermelha, botas marrom, a espada Rebellion nas costas e os cabelos caídos no rosto.
Dante foi andando para o carro, que estava estacionado do outro lado da rua. Chegando no veiculo, Dante deu um pulo e se acomodou no banco da frente.
— E aí, galera! Como eu estou para o primeiro dia de aula, Vergil?— Perguntou para seu irmão mais velho, que girava a chave do carro para, depois de muito tempo de espera, dar a partida.
—Creio que não te deixarão entrar no colégio com objetos pontiagudos, seria interessante se você não levasse a Rebellion. — Vergil disse, sério.
—Como assim não levar a Rebellion? — Dante arregalou os olhos — E se algum demônio aparecer?
—Tente agir como um aluno normal. Deixe a espada na loja, por favor. —Disse Vergil.
Dante se virou para trás onde Lady se encontrava acomodada, olhando para cima esperando Vergil dar a partida no carro.
— Você pode levar para mim? Por favor? —Perguntou Dante a Lady.
—Por que você não leva? —Perguntou Vergil, interrompendo Dante.
—Porque a ideia de me levar a um colégio foi de vocês. Se vocês estão incomodados com o que eu estou levando, vocês que levem o que eu não preciso de volta para o lugar. —Respondeu Dante.
Vergil suspirou de raiva, pegou a espada de Dante bruscamente e saiu do carro com a espada nas mãos e partiu em direção a loja.
—Nossa...Parece que o mau-humor dele está pior hoje. Era eu quem deveria estar assim, acordado a esta hora para ir a um colégio. —Disse Dante, indignado.
Depois de algum tempo, Vergil retornou ao carro e finalmente deu a partida.
O dia estava nascendo e os primeiros raios de sol iluminavam a cidade. Vergil dirigia em silêncio, enquanto Dante e Lady conversavam sobre conhecimentos gerais. Entre perguntas e respostas, Lady perguntou algo que Dante não hesitou em responder com toda a certeza:
—Dante, você sabe o que é QI? —Perguntou ela a ele, que a olhava pensativo.
—QI?
—Sim, QI. Me responda o que é isso, se você souber eu juro que faço o Vergil voltar daqui de onde estamos. —Desafiou Lady.
Dante ficou introspectivo por um tempo, pensando no que QI significava. E Vergil, que parecia estar indiferente a conversa dos dois, começou a rir baixo pensando na próxima resposta épica que Dante daria.
''Dessa vez, não tenho certeza do que ele irá responder, as possibilidades dessa vez são ilimitadas. Meu irmão e essa cabeça-oca'' —Pensou consigo mesmo.
—E então, Dante? Não vai responder? —Perguntou Vergil a ele.
—Já sei! —Exclamou Dante , de repente— QI significa...
Lady e Vergil ficaram em silêncio esperando ansiosos a resposta de Dante.
—QI é Queijo ''Inlatado''. —Respondeu, como sempre, convencido de sua resposta.
— E desde quando enlatado se escreve com I, Dante? — Indagou Lady, não acreditando na resposta dele.
—Não, Dante! QI significa Quociente de Inteligência, um fator que mede a inteligência das pessoas com base nos resultados de testes específicos. Resumindo: É uma coisa que você não tem...Por enquanto. — Respondeu Vergil, dirigindo seu olhar novamente para a estrada.
Entre risadas e respostas absurdas, quando viram, já estavam na frente da Escola Secundária Corleone.
—Chegamos. —Disse Vergil, estacionando o carro na frente do colégio. —Lady, você poderia dar a mochila dele?
—Claro. —Respondeu ela , pegando a mochila vermelha e entregando a Dante. — Boa sorte, bebê! Vai lá e aumente o seu QI.—Disse Lady a ele.
Dante respirou fundo e antes de sair do carro, sussurrou em voz baixa:
—Tudo isso por Sundae de Morango e Pizza no fim do dia...
Dante saiu do carro, fechou a porta e se dirigiu para a entrada do colégio, onde os alunos estavam entrando para o começo das aulas.
—Ele vai se sair bem...— Disse Vergil para Lady, dentro do carro.
—Se não expulsarem ele por ser tão burro. — Disse Lady , por fim. — E ainda tem a festinha que eu prometi fazer a ele para comemorar o primeiro dia de aula e...
—Como assim uma festa? —Perguntou Vergil.
—Falei pra ele que se ele fosse ao colégio, nós daríamos uma festa regada a Sundae de Morango e Pizza assim que ele chegasse. —Lady sorriu.
—Nós? Não tem essa de nós. Você deu a ideia, você a desenvolva. — Vergil respondeu.
Vergil ligou o carro e partiu de volta para a Devil May Cry, pensando em como Dante se sairia em seu primeiro e oficial dia de aula em um colégio.
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