Todo Dia

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Olha quem vai abrir o gênero Yuri na categoria K.A.R.D... EUZINHA! Espero que gostem, foi escrita para uma pessoa muito especial e me sinto honrada de poder postá-la como primeira SoWoo do Nyah! É um casal que eu adoro muito (eu sou um desastre, nem quando devo shippar casal hétero em um grupo eu consigo). Bom, sem mais delongas, apreciem a minha história cheia de coisas fofinhas e melosas. Esta história é contra-indicada para pessoas diabéticas.

Capítulo Único — You make me happy (everyday).

A pequena loira suspirava, aliviada pelo fim do dia letivo demasiadamente exaustivo. Estava cansada e contava os minutos para chegar ao pequeno apartamento que dividia com uma das pessoas mais importantes de sua vida. O imóvel localizava-se razoavelmente perto da instituição, fazendo Jiwoo ter que andar apenas algumas dezenas de minutos até sua residência.

Passava-se das seis da noite e fazia um frio considerável em Seul; pessoas caminhavam de um lado para outro de modo preguiçoso pela calçada, relaxando seus músculos tensos pelo estresse de seus afazeres e uma fina garoa escorria do céu parcialmente escuro.
A jovem ajeitou sua mochila lilás em seus ombros cobertos pelo sobretudo grosso que quase a fazia desaparecer por entre as vestes e ajeitou o cachecol de tricô de tom roxo escuro em seu pescoço, para então andar calmamente até sua casa.

Era um dia muito importante, afinal. A Jeon sabia que uma pessoa estaria a esperando ansiosamente para comemorarem uma data tão importante quanto os mil dias de namoro. Não era todo dia que comemorava quase três anos ao lado da mulher que desejava passar o resto de sua vida. Jiwoo reconhecia que era sortuda demais por ter Somin consigo.

Conheceram-se quando ainda estavam no colegial e em pouco tempo viraram melhores amigas. Dividiram por meses seus lanches e conversas animadas, muitas vezes até sobre garotos, desfrutando cada vez mais da companhia uma da outra. Dividiram peças de roupa, bichos de pelúcia e até a própria cama quando uma cismava de fazer um “dia das melhores amigas” com direito a pipoca e filmes românticos.

Até o dia que dividiram algo que fez o sentimento amigável que compartilhavam mudar de rumo totalmente: o primeiro beijo. Foi um tanto desajeitado e muito tímido, após mais uma daquelas palavras tão conhecidas por Jiwoo escapar pelos lábios carnudos de Somin. A morena lhe sussurrara um “eu te amo”, e, por impulso, acabou por colar os lábios nos da mais baixa. A loira lembra-se bem de ter ficado chocada com o movimento da melhor amiga, e preferiu ignorar aquilo como se nada tivesse acontecido. Dias passaram-se depois daquele singelo toque entre os lábios macios, mas a amizade não permaneceu a mesma.

Cada vez que Somin lhe dirigia a palavra, o coração da menor acelerava a um ritmo frenético dentro de seu peito. O sorriso da morena lhe desconcertava de forma que não ocorria antes do beijo e apenas um toque, ainda que involuntário, era necessário para o estômago de Jiwoo gelar violentamente. Mais uma vez foi necessária a coragem de Somin para que conversassem – ainda que tímidas e com rostos demasiadamente corados – sobre como seria a relação tão bonita que compartilhavam dali em diante, com o desfecho da conversa sendo totalmente esquecido quando a morena, em mais um ato de coragem, selou novamente os lábios nos da mais nova naquele porão abandonado do local onde estudavam.

Desde então o relacionamento que tinham entre si mudou da água para o vinho, mas no melhor sentido possível. Somin lhe sussurrava palavras ainda mais doces, recheadas de sentimento e que faziam as bochechas da loirinha esquentarem estupidamente. Tiveram então o primeiro beijo – de verdade –, a primeira noite juntas como mais do que melhores amigas e tiveram também a tão “temida” primeira vez, que de longe estava em primeiro lugar na lista dos melhores momentos de sua vida. Terminaram o colégio já com uma relação estável e não se preocuparam em dizer para a família que namoravam, afinal, sabiam como seria o preconceito caso assumissem estar juntas.

Apenas arranjaram um emprego – algo que rendesse algum dinheiro além das mesadas que ganhavam de seus pais – e assim que conseguiram a quantia suficiente, deram entrada em um apartamento. Não era tão grande e recheado de móveis caros, mas viviam confortavelmente; o melhor de tudo era que podiam dormir embrenhadas no corpo uma da outra, com beijos quentes e risadas gostosas antes de finalmente serem dominadas pelo sono. Fazia pouco mais de três meses que Jiwoo desfrutava da companhia de sua amada e dividia seu lar com a própria.

Quase não brigavam, apenas uma coisa acabava por chatear a Jeon mais velha: Jiwoo não era tão boa em demonstrar seus sentimentos. Sempre que Somin lhe dizia palavras de carinho, as bochechas da loira tomavam uma coloração avermelhada e suas palavras eram sempre as mesmas: um “pare com isso” ou até mesmo uma risada alta – significando que a mais nova não sabia o que lhe responder.

Porém a morena já convivia há tanto tempo com a pequena que já estava acostumada às suas reações. Procurava ignorar a falta de demonstração de afeto de sua parceira e fazia o possível para demonstrar ainda mais o que sentia. Esperava a mais nova voltar da faculdade com um jantar delicioso, um par de garrafas de soju sabor laranja – o preferido de Jiwoo – e, assim que a porta era destrancada, Somin voava como uma felina em direção à loirinha, jogando seu material escolar em um canto aleatório e prensando o corpo menor na parede, lhe arrancando um beijo afoito e repleto de saudades. Sempre tinha como resposta um tapa em sua testa após o beijo caloroso, mas sabia que a mais nova adorava suas demonstrações de afeto constantes.

E, por aquele motivo, Jiwoo esperava ser recebida com mais um daqueles beijos de lhe arrancar o fôlego, esperava também que suas roupas grossas rapidamente fossem arrancadas de seu corpo curvilíneo quando a maçaneta fosse girada, simbolizando que ela enfim tinha chegado a casa.

O que não aconteceu.

Ao invés de mais uma daquelas recepções calorosas que tanto amava, a residência encontrava-se engolida num breu total. Estranhou aquilo tudo e decidiu retirar os tênis de cano curto que vestia, substituindo por seus chinelos felpudos de tom lilás. Jogou também a mochila em cima do armário localizado na entrada do apartamento e tateou às cegas pelo interruptor, a fim de iluminar a moradia que a deixava em arrepios por estar tão escura. Aquilo tudo era muito estranho. Será que Somin ainda não tinha chegado de seu trabalho? Mas a cafeteria onde trabalhava costumava fechar antes de seu retorno da faculdade. Será que algo tinha acontecido? O coração da loira acelerou em angústia com a possibilidade de sua namorada estar em perigo.

Seu suspiro de alívio foi ecoado pelo cômodo silencioso quando a jovem finalmente encontrou o interruptor. Logo a casa estava clara e seu coração se instabilizou ao ver a pequena mesa de madeira que dividiam a companhia durante as refeições com um pequeno candelabro e duas velas longas apagadas. Uma panela acobreada fervia algo com um caldo e de cheiro maravilhoso, fazendo a Jeon mais nova sorrir com aquilo tudo. Somin não estava em perigo, tudo fazia parte de uma surpresa feita por sua namorada. Ela também tinha lhe feito o jantar – que parecia delicioso apenas pelo aroma – e a proposta era um jantar à luz de velas, ela presumia. Mas se tudo tinha feito para si pela morena, tinha algo faltando.

Onde estava Somin?

Quando estava pronta para tirar o sobretudo e deixá-lo preso no cabide de casacos perto da porta, Jiwoo notou que havia um post-it lilás colado na mesma. Aproximou-se desconfiada, pensando no que poderia ser aquilo e notou a caligrafia muito bem desenhada de sua amante. Um sorriso singelo estampou sua face ao ver as letras arredondadas e delicadas e, antes de ler o conteúdo do papel, retirou seu casaco e o pendurou em seu devido lugar. Tremeu levemente pelo frio causado pela falta do agasalho morno que esquentava seu corpo, ignorando totalmente o fato de sua casa estar tão gelada e voltou toda a sua atenção nas palavras escritas no papel quase amassado em suas mãos suadas e levemente trêmulas.

“Olá, querida. Se notou esse bilhete é porque já está aqui. Como sei que você é demasiadamente curiosa, aposto que já viu o jantar que preparei para nós comemorarmos essa data tão especial. Tire o casaco e vá até a geladeira, outro bilhete lhe espera. Amo você.”

Jeon sorriu e estalou a língua no céu da boca, balançando a cabeça negativamente. Somin definitivamente não existia. Segurou o post-it em suas mãos e caminhou apressadamente até a cozinha, vendo que realmente tinha outro papelzinho colado à geladeira. Suas mãos afobadas foram em direção ao papel do recado, que dessa vez era de tom vermelho.

“Aposto que ficou curiosa, não é? Você é muito curiosa e também muito teimosa, mas isso é uma das coisas que mais gosto no seu jeito. O papel é vermelho para lembrar a cor do batom que você tanto gosta de usar e o quanto gosto de vê-la com os lábios vermelhos... Tão sexy. Abra a geladeira e pegue o bolinho que pedi para que fizessem hoje especialmente para você. É um cupcake de gotas de chocolate, o seu favorito. Coma devagar e quando terminar vá até o banheiro. Outro bilhete está lá. Te amo.”

E Jiwoo obedeceu a mais velha, como raramente acontecia. Degustou do pequeno bolinho gelado recheado com pequenos pedaços de chocolate. Era fofo e macio, sem dúvidas o melhor que já tinha comido até aquele momento. Lambeu os lábios quando o pequeno doce já estava inteiro em seu estômago, jogando a embalagem que o cobria no lixo da cozinha, rumando então ao seu próximo destino, o banheiro. Acendeu a luz do cômodo e bem em cima do espelho grande que ocupava o local, mais um post-it estava preso ali. Dessa vez era um simples, de cor branca. Jiwoo se perguntava como a namorada tinha feito aquilo tudo antes de ir para o trabalho, já que elas saíam praticamente no mesmo horário; Jiwoo para a faculdade e ela para a cafeteria. Procurou ignorar todas as questões que nublavam a sua mente, tentando apenas se concentrar na linda homenagem que ganhava da mulher que amava. Pegou o papel com a letra tão bonita quanto nos outros dois bilhetes e sorriu largo ao ler o conteúdo.

“Olhe para frente. Olhou? Pois bem, esse é o motivo pelo qual me apaixonei quando éramos apenas melhores amigas. Você é linda, Jeon Jiwoo. Não só por fora, mas por dentro também. Olhar o seu rosto é como ver o meu reflexo, já que combinamos tanto. Mesmo que esse rosto bonito envelheça e se encha de pequenas ruguinhas, sempre serei grata por ter a mulher mais linda do mundo ao meu lado, lembre-se disso. Sem mais delongas, perto da televisão tem algo que lhe espera. Já sabe, não é? Eu amo você.”

Como todas as outras vezes, a loira correu até o local mandado por Somin, procurando de forma quase desesperada por uma pista de onde a morena se encontrava, apesar de estar aproveitando mais do que deveria de todos aqueles bilhetes recheados de palavras bonitas que deixava a mais nova com o rosto mais enrubescido. O post-it dessa vez era de um tom verde limão, quase neon, e estava preso em um DVD de um filme que Jiwoo conhecia muito bem: Ghost – Do Outro Lado da Vida. A capa do filme estava surrada, dava para ver que se tratava de uma relíquia muito importante. A loira lembrava-se bem de quantas vezes fora obrigada a assistir o filme americano pela Jeon mais velha, e acabou por gostar tanto do filme que quando uma estava triste, de consolo sentavam juntas atrás de um balde enorme de pipocas, muito refrigerante e coisas gordurosas e assistiam ao clássico. Aquele sem dúvidas era o filme favorito do casal. Deixou a embalagem de DVD de lado e procurou ler mais da letra bonita de sua namorada, sorrindo pela décima vez ao ler as palavras.

“Lembra-se deste filme? Ele sempre foi o meu filme favorito. Mas o que você não sabe, meu anjo, é que eu gostava muito de ver você chorando quando a Molly finalmente conseguia enxergar o Sam. Eu conseguia ver que, por trás de todo esse seu jeito sério, você tem um coração enorme. Ver você triste com a cena me fazia ver a menina doce que sempre foi, e que continua sendo até hoje. Espero que tenhamos um romance como o do Sam e da Molly, espero estar ao seu lado até o fim da minha vida. Agora volte até a mesa do jantar que preparei para nós duas, aposto que você não notou um lembrete grudado na cadeira onde você costuma sentar. Já está acabando, prometo.”

No fundo a mais nova não queria que as mensagens acabassem; aqueles bilhetes recheados de conteúdos sentimentais a fazia voltar ao passado, mergulhar na época que era apenas uma adolescente descobrindo a aventura que era estar apaixonada pela melhor amiga. De fato demorou tempo demais para que correspondesse aos sentimentos que Somin nutria por si, mas no fundo se sentia tão abobalhada – ou até mais – quanto à própria. Até antes daquele simples colar de lábios.

Chegou até a pequena mesa elegantemente posta com aquela panela fervente – que expelia um cheiro maravilhoso, por sinal, e procurou ignorar os sinais que seu estômago dava para si. Tateou a cadeira de mogno em busca de mais um papelzinho e o encontrou, rapidamente deixando junto com os outros. O lembrete tinha um tom de rosa claro, quase branco, mas nessa altura a loira não se importava mais com a cor do papel.

“Você olhou o que eu cozinhei para jantarmos? É sopa de carne desfiada picante. Não sei se você lembra, mas foi o que pediu no nosso primeiro encontro como “mais do que amigas”. Lembro-me de você comer tanto que no final acabou tendo que passar na farmácia para comprar um remédio de dor de estômago. Foi engraçado você tentando esconder que estava passando mal, sendo que já te conhecia mais do que suficiente para saber o seu nível de dor apenas por uma das suas enigmáticas caretas. Deixarei você comer um pouquinho, mas não demore muito, sim? Ainda estou te esperando ansiosamente no seu destino final. Aproveite a degustação do jantar e quando terminar vá até o quarto de hóspedes.”

Ainda com um sorriso adornando-lhe a face, sentou vagarosamente na mesa e serviu-se com uma pequena quantidade do caldo quente que parecia tão apetitoso. Ainda estava quente e borbulhante, isso o deixava ainda mais convidativo. A loira sabia que sua amada cozinhava tão bem, ao contrário de si, que nunca foi muito boa em culinária. Quem sempre tirava as notas mais altas no colégio através das tarefas era Somin, e mesmo que ficasse um pouco chateada com o seu desempenho, adorava ver a mais velha ser boa naquilo que fazia. O resultado de todas as tarefas cumpridas com êxito pela mais alta era o maravilhoso dom gastronômico que exerceu.

Após degustar o jantar maravilhoso feito por sua namorada, a pequena logo estava de pé caminhando até o quarto de hóspedes. Apesar do apartamento pequeno, os cômodos eram bem distribuídos e que lhe dava direito a uma suíte, um quarto de hóspedes e um banheiro espaçosos. Sem falar a cozinha e a sala de estar, que eram grandes demais para apenas duas pessoas. Girou a maçaneta do cômodo com um friozinho gostoso no estômago, com a sensação de que a Jeon mais velha estava aprontando. Quase não entravam naquele lugar, afinal.

Seus lábios formaram um pequeno “o” quando os olhos passearam atentos pelo cômodo. Os uniformes que usavam – em um passado não tão distante – estavam presos na parede, a mesma sendo repleta por fotos do colegial e várias outras lembranças que compartilharam juntas durante todo aquele tempo. Na cama de casal pousavam alguns dos vários presentes que trocaram durante aqueles mil dias de namoro. Alguns mais simbólicos e outros mais materialistas. Era mais como um “recanto” de memórias de tudo aquilo que tinha feito Jiwoo feliz durante aquele tempo.

Junto a um urso de pelúcia estava mais um lembrete feito pela morena, fazendo Jeon esquecer seu rosto embasbacado por um instante para que finalmente pudesse encontrar sua amada. O papel amarelo ainda tinha a mesma letra bonita dos outros cinco bilhetes, a mais nova não conseguia acreditar no quão empenhada Somin tinha ficado para escrever tanto assim. Ela não duvidava nem um pouco do quão importante significava para sua parceira. Até porque a mulher fazia questão de lembrá-la todos os dias.

“Você gostou? Coletei algumas de nossas melhores lembranças para fazer uma pequena surpresa, pois você merece. Tem um motivo significativo para o post-it ser preso a este ursinho: ele foi um dos primeiros presentes que ganhei de você. Foi mais como um “eu não o quero mais, fique com ele”, mas foi tão significativo para mim que guardo comigo até hoje. Talvez você nem se lembre disso, mas é para lembrar que todos os simples gestos feitos por você eu guardo como se fosse a coisa mais incrível do mundo. Estar ao seu lado é dar valor à coisas pequenas.
Finalmente, estamos no fim! Vá até a porta do nosso quarto e leia o bilhete antes de entrar. Rápido!”

A jovem saiu tão depressa do local que por pouco não escorregou e caiu no chão. Seu coração martelava contra sua caixa torácica, em um misto de ansiedade e nervosismo tão conhecido por si. Aquele era o efeito que a mais velha causava em seu interior. Mesmo que ela fosse incapaz de dizer – e tímida demais para fazê-lo –, o que a boca não fala, o corpo demonstra. Suas mãos transpiravam e a loira encontrava-se até um pouco ofegante. Chegou em segundos até a porta de seu quarto, checando o último post-it preso na mesma. O último bilhete era de um tom azul claro, deixando um sorriso ladino se apossar do rosto da baixinha. Se lilás era a sua cor favorita, azul claro era a cor favorita de Somin. A caligrafia arredondada e caprichosa lhe dominou a vista pela última vez naquela noite. Deu um leve pulo de susto quando a calmaria e o silêncio do ambiente se esvaíram, mas o sorriso alargou-se em seu rosto bonito ao ouvir a melodia que tocava de dentro daquele cômodo. A canção calma e romântica na voz de Shin Hyobum, I love you lhe invadiu os tímpanos de forma suave. Resolveu então ler o sétimo bilhete, antes que a vontade de entrar no quarto lhe consumisse.

“Bem, aqui estamos. Procurei fazer você se lembrar do que passamos durante esses mil dias. Obviamente, se eu ficasse aqui tentando fazer você lembrar-se de tudo, eu não pararia mais. Você sabe o quanto eu gosto de demonstrar tudo o que sinto e já me acostumei ao seu jeito de quem não demonstra nada, e, ao mesmo tempo, tudo. Obrigada por estar comigo durante todo esse tempo, prometo me esforçar para lhe dar apenas momentos felizes e fazer você se sentir amada, afinal, você é maravilhosa demais para não ser amada trezentos e sessenta e cinco dias por ano, meu amor. Feliz aniversário de para nós duas. Entra, estou te esperando para fazer você se sentir a mulher mais feliz do mundo.”

E a loira girou a maçaneta com um sorriso no rosto. Jiwoo já se sentia a mulher mais feliz do mundo, afinal, tinha a pessoa que mais amava ao seu lado durante todo o dia. E esperava que fosse assim durante toda a existência.

Notas finais
Caso queiram me ver em outro lugar, eu sempre estou aqui: https://spiritfanfics.com/perfil/svtenso então não se acanhem em falar comigo por lá. Até a próxima.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!