Todo Cambiaste

66 Capítulo 66 - "Que susto que você me deu"


Notas iniciais
Nosso Maxi está vivo! ~NaxistaAndFalbanática

POV Naty

Não estava conseguindo dormir de jeito nenhum, olho o relógio e era de madrugada, sinto um aperto em meu peito, algo estranho dentro de mim, como se um pedaço de mi estivesse indo embora, escuto alguém gritar, espera... eu conhreço essa voz... Maxi? Dei um pulo da cama, desci as escadas rapidamente, o grito vinha de fora. Assim que cheguei na piscina não estava acreditando no que estava vendo, Maxi estava dentro da piscina, imóvel, com a cabeça dentro d'água, começo a chorar desesperadamente.

Naty: Essa não!

Pulo na piscina com dificuldade, chego até ele, o pego e aos poucos consigo chegar com ele na borda, o tiro da piscina com muita dificuldade, chorando bastante, o deito perto da borda e subo.
Começo a fazer contrações, a fazer respiração boca a boca e nada, choro desesperadamente, não podia perder o amor da minha vida.

Naty: Por favor... não, por favor... não me deixa, não sou nada sem você.

Falava chorando e fazendo respiração boca a boca, tentava de todos os jeitos, sua boca estava gelada, não havia mais cor nela, aquilo me fez me desesperar mais ainda, aquele rostinho dele estava molhado pela água, estava gelado, pálido, as lágrimas desciam em meu rosto, como uma cachoeira. Não posso o perder.

Naty: NÃO ME DEIXA, EU TE AMO. Acorda por mim, não posso viver sem você.

Não posso perdê-lo, vou me arrepender pelo resto de minha vida se isso acontecer, não posso o perder.

XX: O que esta acontecendo? — era o Diego se aproximando

Naty: Diego, o Ma-Maxi ele se af-afogou — falava entre soluços

Digo: Calma — se ajoelhou do meu lado -Já fez contrações, respiração boca a boca?

Naty: Já, não aconteceu nada

Diego: Tá, calma.

Ele pegou o punho do Maxi e abriu um leve sorriso.

Naty: O que foi?

Diego: Ainda tem pulsação.

Naty: Graças à Deus — cheguei perto do Maxi e o bejei no rosto

Diego: Mas temos que levá-lo pro hospital o mais rápido possível, se não ele não pode resistir, ele está muito fraco.

Naty: Acho que tem um aqui perto.

Diego: Vai se trocar, te espero aqui.

Naty: Ta.

Subi as escadas correndo e coloquei qualquer roupa que vi pela frente, desci as escadas e cheguei no carro do Diego, onde o Maxi já estava, eu fui atrás com ele, enquanto o Diego dirigia. Chegando no hospital, demos entrada e o médico levou o Maxi, eu insisti pra ir mas o médico me impediu. Fiquei na sala de espera com o Diego, já era umas 3 da manhã.

Diego: Se quiser já pode ir pequena, deve estar cansada.

Naty: Não. Só vou sair daqui quando eu souber que o Maxi esta cem por cento bem.

Diego: Você o salvou.

Naty: Não aguentei ver ele ali na água desacordado, meu coração se apertou, se ele estivesse morto provavelmente a esta hora eu estaria também.

Diego: Vocês se amam, deveria dar uma chance a ele.

Naty: É isso que vou fazer quando ele acordar, nada e nem ninguém vai nos separar — abri um leve sorriso

Me sentei na cadeira junto com o Diego e encostei minha cabeça em seu peito, ficamos calados a espera do médico e esperando uma boa notícia. Estava decidida a dar outra chance ao Maxi, não vou mais deixá-lo escapar de mim, sou louca por esse moreno de olhos castanhos.

[...]

Já era seis da manhã e nada, mas não estava cansada, estava mais acordada do que nunca, ainda fui com o Diego no refeitório tomar um café, ele até pediu pra que eu comesse alguma coisa, mas não descia nada, não sei como consegui tomar um café. Voltamos pra sala de espera e não demorou muito, o médico aparece.

Naty: E aí doutor como ele esta? Diz que ele esta bem.

Doutor: O paciente Pontes está bem, são o que dele?

Diego: Sou um amigo dele doutor, quer dizer que está bem?

Doutor: Sim. O senhor Pontes esta bem, necessita ter cuidado, pois ele está fraco, mas nenhum risco de vida.

Abracei o Diego na mesma hora, como eu estava feliz, a dor em meu peito sumiu, aquela dor de perda desapareceu e deu lugar a uma enorme alegria, soltei o Diego e voltei a falar com o Doutor.

Naty: Será que posso vê-lo, Doutor?

Doutor: Bom pode, mas um de cada vez, o paciente ainda esta dormindo deve acordar já, já.

Diego: Vai você primeiro pequena.

Naty: Valeu, Diego.

Doutor: Por favor, me acompanhe senhorita.

Vou seguindo o médico pelos corredores que não acabava mais, nos corredores pude ver mães chorando, desesperadas, criancinhas tristes, agradeci a Deus pelo Maxi estar bem, mas confesso que fiquei triste ao ver aquelas cenas nos corredores. Minha felicidade logo volta ao ver que tinha chegado no quarto do Maxi, o Doutor abre, era o número 7. Assim que a porta se abre, o vejo deitado na cama, dormindo feito um anjo.

Doutor: Vou deixar você sozinha com ele, mas lembre-se: ele ainda está fraco, então não puxe muito papo com ele.

Naty: Pode deixar, doutor.

Ele sai e fecha a porta. Ando em direção a cama onde ele dormia e fico ao seu lado esquerdo, pois no direito havia soro e uma agulha enfiada em seu braço. Aliso seus cabelos aos pucos, enquanto ele ainda dormia, sua pele já não estava mais gelada e sim um pouco quente, seus lábios agora tinham vida novamente.

Naty: Que susto você me deu — falava tocando em seu rosto — Achei que fosse te perder pra sempre.

Ele continuava dormindo, toquei em sua mão aberta e a outra em seus cabelos, uma lágrima caiu em meus olhos, era emoção, alegria pela minha vida não ter ido embora, pelo meu mundo não ter me deixado.

Naty: NUNCA mais vou deixar, ouviu? EU TE AMO.

Senti minha mão ser aperta, era a mão do Maxi que antes estava aberta, mas agora se agarrava a minha a segurando forte. Vejo seus olhinhos se abrindo aos poucos, até que ele acorda por completo.

Maxi: Naty — falou ainda baixinho, ainda fraco.

CONTINUA...

Notas finais
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