Todo Cambiaste
70 Capítulo 70 - Casamento e acidente.
Notas iniciais
POV Maxi
Mathylda: Isso mesmo que ouviu, você vai ser pai.
Maxi: Mas como isso aconteceu?
Mathylda: Como aconteceu? Acho que você já sabe como acontece esses negócios, né Maxi.
Maxi: Não me lembro de ter transado com você.
Mathylda: Foi naquela boate, não se lembra?
Maxi: Não.
Meu mundo desabou, a Naty vai me odiar, um filho? Da Mathylda? Sempre quando estou feliz tem que vir alguma coisa pra me fazer infeliz, não falo do filho, mas sim da Mathylda. Não me lembro de ter transado com ela, sempre, sempre fui fiel com a Naty.
Maxi: Tem certeza?
Mathylda: Sabia que iria perguntar isso, ta aqui o resultado.
Maxi: Deixa eu ver.
Ela me entregou um envelope grande, abri o mesmo e passei meus olhos torcendo pra não achar a palavrinha que iria mudar minha vida, mas acabei achando “positivo“.
Mathylda: Agora acredita em mim?
Maxi: Tem certeza que esse filho é meu?
Mathylda: O que acha que sou? Uma puta? — SIM — É claro que esse filho é seu.
Maxi: O que fazemos agora?
Mathylda: Sabe muito bem.
Maxi: Como assim?
Mathylda: Casamento. Ou as fãs vão saber que o Maxi, o queridinho delas abandonou uma mulher grávida de um filho dele.
Isso não esta acontecendo, ela esta me chantageando? É isso mesmo? Tem que ter outro jeito, mas não tem. Como fui um tolo, devia ter me protegido, mas uma vez vou perder a Naty, dessa vez pra sempre.
Mathylda: E então, vai se casar comigo? Ou seus fãs e o mundo todo vai sab...
Não deixei ela terminar.
Maxi: Eu me caso com você. Poderia chamar a Naty? Preciso falar pra ela.
Mathylda: Com muito prazer meu noivo, futuro marido — tentou me beijar, mas novamente virei o rosto.
POV Naty
Eles já estavam demorando tempo demais, já esta escuro, era umas seis da noite, será que ela esta o interrompendo o tempo todo pra ele não terminar? Será que ele desistiu? Comecei a ficar angustiada, a dor em meu peito voltou novamente, minha vontade era de entrar naquele quarto imediatamente, mas fiquei esperando, ansiosa, mas fiquei.
[ ... ]
Até que a Mathylda chega na sala de espera com um sorriso no rosto, estranho. Ela disse que o Maxi queria falar comigo, suas palavras me assustaram. Me levantei e fui em direção ao seu quarto, estranhei, Mathylda vinha atrás, entrei e fui direto beijar o Maxi, que não demonstrou nenhuma emoção, meu coração se apertou cada vez mais, Mathylda ficava na porta do quarto, de braços cruzados, sorridente.
Naty: O que ta acontecendo?
Maxi: Me perdoa meu amor, nunca se esqueça que TE AMO! — fiquei mais assustada ainda.
Naty: Como assim? Alguém pode me dizer o que esta acontecendo.
Maxi: Não consigo — uma lágrima escorreu em seu rosto.
Naty: Ainda estão juntos?
Mathylda: Mais do que isso queridinha.
Mathylda se aproximou do Maxi, me afastei deles, fiquei um pouco longe, uma lágrima solitária já se escorria em meu rosto.
Naty: Dá pra falar?
Mathylda: eu estou grávida e o filho é do Maxi.
Aquelas palavras me invadiram como uma facada em meu peito, grávida? Do Maxi? Não, não, não, não pode ser. Só pode ser um sonho, eles vão ter um filho? Vão fazer uma família? Não, isso não entrava em minha cabeça.
Naty: É mentira Maxi
Maxi: Pior que não Naty, ela me mostrou o resultado.
Naty: Cadê?
Mathylda: Veja com seus próprios olhos.
Ela me entregou o envelope, puxo o papel de dentro dele e meu coração se dispara, meus olhos procuravam aquelas oito letrinhas que comprovavam a afirmação dela, até que as encontro, estava escrito “POSITIVO“ uma lágrima escorre e caí no papel, no meio da palavra, entrego o papel a ela.
Naty: Não acredito — levo minhas mãos a cabeça, não acreditando no que estava acontecendo, será que nunca vou ser feliz?
Maxi: Me perdoa.
Mathylda: Tem mais.
Naty: Mais?! Acho que nada mais me afeta.
Mathylda: Olha que afeta, hein.
Naty: Como assim?
Mathylda: Fala, amor.
Maxi: Eu e a Mathylda vamos... nos ca-casar.
Se com a facada em meu peito que eu tinha acabado de levar tinha feito uma ferida nele, agora desperdiçou o mesmo em pedaços, pedaços que jamais poderei juntar. As lágrimas escorriam em meu rosto rapidamente, uma atrás das outras, casamento? Agora sim que estou destruída, acabada, completamente ferida. Me viro e saio daquele quarto, escuto o Maxi chamar meu nome, mas estava muito ferida pra tentar raciocinar. Saio daquele hospital às pressas, vou ao estacionamento e entro no carro, ligo o mesmo e dou partida. Vou passando as marchas rapidamente, primeira, segunda, terceira, quarta, até que chego na quinta, a velocidade do carro já passava dos cento e vinte, estou sendo modesta porque já estava em cento e oitenta, não havia muitos carros em minha frente, começou uma chuva, que no começo era fraca, mas foi ficando forte cada vez mais, ligo o para brisa, que não adianta muito, meu pé só vivia no acelerador, em nenhum momento no freio, já havia passado em dois sinais vermelho e em um amarelo.
As palavras não saiam de minha mente, aquelas palavras ecoava em minha cabeça o tempo todo “eu estou grávida, e o filho é do Maxi “.
Desvio de um caminhão e volto a correr, lágrimas escorriam uma atrás das outras, em filerinha, mas uma vez eu me lembrava das palavras, das cenas “eu e a Mathylda vamos nos casar“.
Acelero cada vez mais, curvas, lombadas, placas, viadutos, passava rápido em tudo, até que vou passando em um cruzamento, olho pro lado e vejo um caminhão enorme vindo em direção ao meu carro, perco o controle do carro, sinto um choque no carro, sendo arrastado, sinto o carro virar umas duas vezes, depois disso uma luz branca me invadiu, apaguei.
CONTINUA...
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