Notas iniciais
Olááááá meus amores! Meu deus, eu nem sei como começar a agradecer vocês, não consigo nem descrever meu sentimento de felicidade em ver a quantidade de comentários que recebi, e pelas lindas palavras lidas por mim! Muuuuuuuuuito obrigada também às minhas leitoras que me acompanham desde o inicio da minha outra fic "Say Something" e que leram e aprovaram essa história também! Espero que gostem do capítulo e dedico à todas as pessoas que leem e que também comentam. Beijossss

Pov. Ally

– Ally, filha, meu amor, acorda! Acabamos de chegar em Miami na nossa casa nova, duvido que não esteja empolgada em ver o novo lugar!- disse minha mãe com sua doce voz.

– Mamãe, deixe-me dormir mais um pouco, não tenho aula hoje!- disse totalmente manhosa, já que sabia que hoje não tinha aula.

– Allycia Marie Dawson, acorda logo, é uma ordem e não um pedido! Levanta dessa poltrona já!- gritou meu pai, o super indelicado me assustando.

– Onde estou, o que estou fazendo nesse jatinho? Mãe, dá pra me explicar?- perguntei abrindo os olhos e me acostumando com a visão- e não era pra ser tarde aqui, por que parece que está começando o dia?

– Querida, estamos em Miami, se esqueceu que aqui é a nossa nova casa novamente?- perguntou minha mãe divertida.

Nossa, pior que é verdade, depois de ter sonhado mil vezes com meu retorno à Miami, aqui estou eu, finalmente em casa; e de repente, recordei que podia me reencontrar com Austin a qualquer momento, e que ele pode não me reconhecer, mas com certeza, eu o reconheceria, não é possível que eu cometeria essa gafe após sonhar por anos e anos em vê-lo novamente, sentir seu abraço carinhoso e caloroso mais uma vez, me sentir protegida de todo mal, pois é, somente com um abraço, ele era capaz de tornar isso real. Escutei minha mãe me chamar novamente, pensei em perguntar de Austin, mas desisti da ideia, porque ela não deve ter contato com a família dele ainda né?! Bom, pelo menos nunca me disse nada; então, fui me trocar na cabine, pois estava em Miami, minha cidade natal! Me vesti e logo sai, e me surpreendi, já que os meus olhos não viam a mesma casa em que eu morava antes e não era nem um pouco parecida com a que morávamos em Paris e se aquela já era enorme, imagina essa!

Estou totalmente boquiaberta, o jardim é incrível e tem até mesmo uma estufa e um jardim de inverno, uma fonte e de acordo com minha mamis, tem uma cachoeira, mas tem que ir de cavalo até lá. Simplesmente fiquei encantada, em Paris, nossa casa era grande, mas não tinha espaço para um jatinho pousar, não tinha cachoeira e o mais importante, não tinha a minha sonhada casa na árvore. Isso mesmo, sempre sonhei em ter uma casa na árvore e a primeira coisa que meus pais fizeram foi me falar da surpresa e me levar até lá; um local totalmente tranquilo, nem havia conhecido a casa, mas já havia montado no meu antigo cavalo: senhor snow e junto dele e da minha mãe fomos a um local e lá, ela me mostrou A casa na árvore, porque era literalmente perfeita, uma mansão em cima de uma árvore; é toda de vidro no exterior, tem uma sacada incrível e o interior foi decorado especialmente para mim, tinha tudo que eu gostava lá, e era o meu paraíso, meu cantinho de reflexão.

Infelizmente tive que me retirar do paraíso e fui conhecer a minha outra casa, a que seria compartilhada por 6 pessoas, eu, meu pai, minha mãe, meus irmãos trigêmeos: Tom, Matthew e John e também Sophie, minha pequena irmã de 2 anos, além da enorme quantidade de seguranças, empregados e babás, tudo para que minha vida esteja sendo fiscalizada o tempo todo, quanto mais tempo, melhor. Observei a sala, era gigante e tinha uma decoração muito chique e elegante, mas ao mesmo tempo, receptivo. Subi as escadas correndo e chegando ao segundo andar, vi que meu quarto não estava naquele local e sim uma imensa sala de musica, outra de estudos e outra de brinquedos/ jogos para meus irmãos e minha irmãzinha e a segunda surpresa, meu closet era nesse andar; adentrei nele e uma única palavra pra descrever o ambiente: incrível! Era todo branco e dourado, os armários eram espelhos, o que tornava o lugar maior, tinha a minha penteadeira, única coisa material que tenho de quando tinha poucos anos de idade, pufes, um grande carpete e até mesmo manequins! Descobri também que era interligado ao meu quarto, localizado no terceiro andar através de 2 opções: um escorregador ou uma escada.

Subi animada e encontrei um outro paraíso, era um quarto totalmente lindo, onde estava a cama, tinha varias estantes de livros, um armário com algumas roupas especiais, uma televisão e felizmente era uma suíte! Descendo alguns degraus, via-se uma sala privativa, ótimo para uma tarde com as amigas e até mesmo para passar um tempo sozinha, estudando, refletindo. Ou seja, simplesmente amei essa casa! É perfeita, apesar de muito grande.

Ao longo do dia, descobri que meus pais colocaram meus 3 irmãos em internatos para que não cometessem os mesmos erros que eu cometi e que só voltariam para casa em feriados e férias e que eu já havia sido matriculada em uma escola, a Marino High School; o motivo: um colégio elitizado, que só tem patricinhas, mauricinhos ou talentos que conseguiram ganhar bolsa pra estudar na escola. Meus pais também contaram que eu teria que cuidar de Sophie, pois apesar de ela ter 2 anos, meus pais não a podiam carregar em suas viagens de negócio, então a deixariam sob minha custódia e de babás, tudo para que eu não tenho tempo de fazer as mesmas coisas que fiz em Paris, é acho que eles nunca vão se esquecer do tal noticiário dizendo que a dama da realeza musical foi vista saindo de uma boate acompanhada de 2 garotos e que todos estavam totalmente alterados! Mas sabe, acho que de vez em quando, meus pais não tem noção do que estão fazendo, porque estão simplesmente abandonando sua filha e que futuramente, pode sentir a falta de um amor paternal e maternal não recebido e acabar se tornando uma menina totalmente fria e sem sentimentos, o que espero que não aconteça com Sophie, pois apesar de ela ser pequena, sinto que temos uma sintonia, uma conexão, algo que não sinto com meus irmãos.

Diríamos que o resto da tarde, eu fiquei arrumando minhas coisas e escutando minha mãe falar coisas do tipo: “Sabe que estamos em Miami para evitar que sua fama na França não nos afete e que aqui não aconteça a mesma coisa”, “Espero que não arrume nenhum menino por enquanto, contanto que seja decente e de família respeitosa e digna” e blá blá blá, acabei nem prestando atenção no resto e de repente, me deu um aperto no coração; apesar de viver sonhando com a minha volta para Miami, sinto falta de meus amigos, principalmente de Anne, minha primeira amiga na França e de Charlie- meu “amigo”- que tinha voltado a ser meu namorado a pouco tempo atrás, e sim, se está pensando nisso, minha mãe que nos juntou novamente para a minha fama não voltar a se espalhar pela escola e pelo país. E como vim para outro continente, terminei com Charlie, acho que ficou chateado com a minha partida repentina e jurou que viria me visitar; coitado, acha que estou apaixonada por ele, com certeza, eu o considero muito como meu amigo, meu possível melhor amigo, mas nunca senti algo a mais por ele além de gratidão, amor fraternal e compaixão. Porém, me desculpe querido, meu coração pertence a Austin e pretendo reencontrá-lo novamente e matar as saudades do tempo perdido e foi com esse pensamento que acabei tirando uma soneca.

Fui acordada por meus pais dizendo que já teriam que viajar para resolver vários problemas, citou uma bíblia do que eu não devo fazer e disse que minhas aulas começariam amanhã; acabei me surpreendendo, pois achei que teria pelo menos um recesso de 1 semana para me acostumar com um novo clima, um antigo novo local, mas não, terei que lidar com um novo fuso horário, já teria que lidar com novas amizades, eu vou ter que meio que construir uma nova vida e que talvez, uma hora ou outra, me reencontrarei com o amor da minha vida e eu simplesmente não vou saber o que falar; seria um: oi, tudo bom? Se lembra de mim, a pessoa que sumiu por 4 anos e voltou agora querendo que tudo volte a ser como antes ou seria: oi amor da minha vida, eu voltei como prometi, pode voltar a ser meu para sempre? Ri com as minhas loucas impossíveis falas e acabei sendo tomada pelo cansaço do dia e com a esperança de que o dia seguinte seria ótimo tomou meus sonhos me fazendo sonhar com o loiro mais uma vez.

Pov Austin

Mais uma segunda de tédio! Aulas chatas, aulas insuportáveis, pessoas melosas, falsas e tudo mais! Único momento bom do meu dia integral na escola: meu treino de futebol para as estaduais. Eu e meus amigos acabamos indo para a diretoria conversar sobre a escola, em relação aos esportes, porque não há muitos investimentos nessa área, e acabamos escutando uma parte da conversa em que a diretora estava muito feliz com a vinda de uma aluna super exemplar e que ela com certeza se adaptaria a nossa escola e com isso, depois que falamos nossas propostas de intervenção e melhora, ela aceitou sem contestar; desconfio que a aluna que entrará no colégio ou é de uma família muito importante ou é muito inteligente ou é uma ótima atleta, algo assim, porque nunca vi diretora Smith tão feliz.

Voltei para casa e subi diretamente para meu quarto e liguei a televisão. E a principal noticia do dia era: uma menina de uma família importante da França veio para Miami e nossa, que garota linda! Mas desconfio que ela seja daquelas meninas que se acham A princesa por ter vindo de um lugar cheio de frescura e que acham que são pertencentes da realeza e como ela está no noticiário principal da cidade e parece ter entre 15 e 16 anos, deve ser a tal aluna nova do colégio, a qual deixou a diretora muito feliz, quase que explodindo de alegria. Com certeza, vou adorá-la vê-la amanhã, tem uma beleza estonteante, mas acho que ela não é tão bonita como a Ally, como será que ela é?! Loira, morena, alta, pequena?! Entretanto, acho que tenho que parar com isso, já está ate parecendo uma obsessão, porque com certeza, ela já seguiu em frente, já deve estar bem com outro cara, então sim, eu preciso parar com essa minha mania de lembrar dela em todos os momentos, em todas as horas do meu dia; ela pode continuar sendo, com certeza pro resto da minha vida, o amor da minha vida! Como será que seria reencontrá-la: um simples trocar de olhares, um rápido dialogo ou um duradouro abraço. A forma, eu não sei, mas de uma coisa eu sei: de que o momento vai ser perfeito! E com esse pensamento e a sensação de que o próximo dia seria muito bom e até mesmo com alguma surpresa, acabei adormecendo com um sorriso no rosto!

Notas finais
Espero que tenham gostado e se querem saber, o encontro dos melhores amigos está próximo! Continuem lendo, acompanhando e comentando para saber o que estão achando, alguma crítica ou até mesmo alguma ideia! Beijosss e até mais