Today Is All Ours
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Estava sozinho em casa, apenas admirando o quadro à minha frente. Tratava-se de um retrato meu enquanto criança. Como as coisas mudam... hoje estou aqui, chegando aos meus trinta e cinco anos. Passei por tantas coisas nessa vida. Tenho uma esposa, uma filha... e o Frank.
Ouvi um barulho vindo do meu quarto. Era o meu celular. Olhei o número. Reconheci na hora a palavra “honey” no visor, era ele.
—-Geeee! – disse com muita empolgação, eu diria que até me assustei.
—-Oi querido, o que quer de mim? – poderia dizer que ouvi-lo rir.
—-Quero que você venha até aqui, tenho uma coisa para te... – parou por um momento -- ... dar. —terminou a frase com certa, hm, malícia.
—-Sr. Iero, o que você está aprontando?
—-Venha até aqui e você vai descobrir. – disse, depois riu.
—-Okay, chego aí em uma hora, pode ser?
—-Está ótimo! Estou te esperando, beijos. – desligou.
Hm. Quero só ver.
Tomei um banho, não muito demorado, porque no fundo estava ansioso para saber qual era a tal “surpresa”.
O dia estava nublado, o trânsito tranquilo, apesar de ser quase 19:00hs da noite.
[Frank pov.]
Gerard já deve estar chegando, tenho certeza que ele vai adorar o meu presente, afinal, o que é proibido é sempre mais prazeroso.
[Gerard pov.]
Cheguei com certo nervosismo. Toquei a campainha e esperei. Tantas coisas se passavam em minha mente, mas todas nos levavam a mesma situação. Não deveria pensar nisso, mas era inevitável. Em certo ponto, era isso que eu queria, não posso negar.
—-Geee! – exclamou assim que abriu a porta.
Deus, ele estava só de toalha, ainda molhado por ter acabado de sair de um banho quente. As gotas de água percorriam seu corpo, e eu acompanhava cada movimento. Não deveria, mas o fiz.
—-Olá baixinho, vai me convidar para entrar?
—-Oh, claro, bom, eu estava tomando banho, bem, deu pra perceber. – riu.
Que tortura.
—-Frank, por favor, vá colocar uma roupa. Acho que não fica bem, sabe? – não me obedeça Iero.
—-Achei que não se importasse. – disse, irônico.
—-Não me importo – se quiser tirar a toalha— mas pode chegar alguém e, sei lá.
—-Estamos sozinhos, e vamos permanecer sozinhos a noite toda.
Okay, já posso morrer?
Acho que já está claro o que ele queria me dar.
—-Gerard, vem. – disse e pegou meu braço, me obrigando a ir atrás dele.
Estávamos indo em direção ao seu quarto. Isso me deixava mais nervoso ainda.
—-Frank eu acho que não...
Ele abriu a porta de seu quarto e estava tudo completamente diferente.
Havia doces, muitos doces espalhados pelo chão e em cima dos criados-mudos, onde também havia duas taças e vinho. Confetes, uma infinidade de bolinhas de chocolate coloridas formando um caminho desde a porta até a cama.
Nas paredes havia caveiras e na parede que se encontra atrás da cama, um espelho enorme. No teto havia correntes de todos os tamanhos e formas.
A cama estava forrada de lençóis pretos e uma colcha vermelha de seda, muito chamativa. Havia pétalas de rosas brancas em cima, deixando o clima mais romântico.
Mas o que mais me chamou atenção foi um quadro que estava pendurado em uma das paredes. Era uma foto, minha e de Frank, um dos muitos beijos que aconteceram durante nossa mais famosa turnê.
Deus, há quanto tempo Frank planejara isso?
—-O que é isso? – disse apontando o quadro.
—-Gostou? – perguntou com a voz cheia de desejo. – É uma imagem que representa a gente, juntos, o nosso carinho.
—-Eu não sei o que dizer. – ainda estava chocado, era simplesmente lindo.
—-Não diga nada, só...
[Frank pov.]
Eu sabia que ele iria gostar. Deu pra ver nos olhos dele. Só de me olhar eu percebia o desejo em seus olhos. E quando o beijei...
Depois de tanto tempo, sentíamos certa urgência, mas nada comparado à emoção de finalmente nos reencontrarmos. Deus, o quanto eu esperei por isso. Mas havia muito pela frente.
[Gerard pov.]
Eu deveria ter me afastado, mas meu corpo fazia exatamente ao contrário.
Acidentalmente --ou não-- a toalha de Frank caiu deixando a mostra seu corpo nu. Não posso dizer que não me recordava de cada parte de seu corpo, afinal, minha mente sempre cismava em me lembrar disso.
Nosso beijo foi quebrado, o ar era a única coisa que poderia nos separar e esse o fez.
Ainda ofegante, Frank me abraçou e deu leves beijos e mordidas em meu ouvido e pescoço.
—-Quero que se esqueça do mundo lá fora. De todas as pessoas que conhecemos. De extremamente tudo. Hoje somos apenas você e eu.— terminou com um baixo gemido.
—-Como quiser. – não havia como resistir a isso.
Então Frank me olhou nos olhos e sorriu. Deus, como ele pode ser tão lindo e desejável assim?
Foi então que ele começou a me despir, deixando-me no mesmo estado dele.
Sentamo-nos em sua cama, ele abriu o vinho e serviu-nos. Ele sabia provocar. Bebericava um pouco de vinho, em seguida levava vários confetes à sua boca e então, me pegava de surpresa me dando um beijo molhado, passando alguns confetes até minha boca.
Terminamos o vinho e então, ele deitou-se em cima de mim, esfregando-se vez ou outra. Chegou até meu ouvido e gemeu.
—-Eu quero que seja meu.
—-Vamos, faça o que quiser.
Sorri e ele me beijou.
—-Quero que aproveite cada segundo, Sr. Way. Quero que esse dia seja o melhor e mais inesquecível de toda a sua vida.
—-Com certeza será.
Frank então segurou minhas pernas e as afastou. Logo senti seus dedos em mim. Gemi de dor. Havia muito tempo que isso não acontecera, então, a dor seria inevitável, mas valeria a pena pelo o que viria a seguir.
Depois de algum tempo, já não havia a dor inicial, e ele me preparou com mais um dedo.
—-Quero mais. – disse, com um pouco de dificuldade. Ele sorriu.
Frank tirou os dedos e olhou-me nos olhos.
—-Eu te amo.
Em seguida, pude senti-lo me invadir aos poucos. Ele foi paciente, como sempre foi. Logo eu já pedia por mais. Então começou com movimentos leves e gemidos moderados, que foram aumentando cada vez mais. Começou a me masturbar no mesmo ritmo, e então, atingiu meu ponto fraco. Revirei os olhos de prazer. Gemi ainda mais alto, seu nome. Frank continuou atingindo-me ali, me levando a loucura. Senti que não aguentaria muito tempo.
—-Fraa-ank eu aah...
Não poderia terminar. Fôlego era algo que faltava, e muito. E quando atingimos o orgasmo juntos, foi o melhor momento da noite, ou talvez até de nossas vidas. Gozei em sua mão e ele em meu interior.
Frank deitou-se ao meu lado, lambendo sua mão e em seguida, me beijando.
Após alguns instantes, recuperamos o fôlego.
—-Há quanto tempo... essa com certeza foi a melhor.
—-Sim. – respondi, não sabia o que dizer, simplesmente concordei.
—-O seu presente... o que achou? Tenho certeza que você nunca ganhou algo assim. – riu.
—-Oh, não poderia ser melhor. E sim, só poderia ser você para me dar esse presente.
—-Seus olhos estão brilhando.
—-De felicidade. Só de estar com você eu já estaria feliz. E depois de uma noite dessas, não tenho como descrever o que estou sentindo. Eu acho que...
—-Eu te amo. – declarou Frank, me interrompendo.
—-Era exatamente isso que eu iria dizer.
—-Feliz aniversário, meu amor.
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