Todas as formas de amar
4 Capítulo 4 - Motivações
Notas iniciais
Hinata: Foi quando eu escolhi ficar.
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Naruto olhou-me profundamente incomodado. Eu não sei o que estava passando pela cabeça dele naquele momento, mas eu poderia com toda certeza, afirmar que era muito informação de uma vez só.
Naruto: Hinata, eu –
De repente ele foi interrompido por um furação loiro que chamava meu nome. Sorri, minha melhor amiga estava ali. Na certa ela acreditava que estaria me resgatando do “príncipe do mal” ou “Babaca Uzumaki”, que era como Temari se referia à Naruto. Desde que nos conhecemos, ela, que era minha médica pessoal, e acabou se tornando como uma irmã para mim, nunca conseguiu entender como eu pude ficar ao lado de Naruto todos esses anos, mas isso não a impedia de me apoiar e estar sempre disposta a me salvar.
Temari: Hina, mulher eu só consegui sair agora do traba... – Ela parou de falar quando deu de cara com Naruto, e sem graça, ela me sorriu, percebendo que interrompera uma importante conversa. – E eu acho que estou atrapalhando...
Sorri para Temari que lançava um olhar mortal para Naruto que se encolhia com a presença dela, eles nunca se deram muito bem, justamente por ela saber de tudo, pois era ela que me ouvia e consolava. O respeito que ela ainda mantinha por Naruto e Sakura, e que a impedia de tentar acabar com os dois, era o amor em comum que sentiam por Boruto, uma vez que Temari era sua madrinha.
Hina: Tema, porque você não vai lá com o Boruto? Eu já, já estou indo também.
Temari: Ah... Certo! Meu afilhado em primeiro lugar. – Ela relaxou ao mencionar Boruto. – Seu babaca. – Ela disse mostrando a língua para Naruto. Eu sorri.
Naruto: Talvez agora eu saiba porque ela me odeia tanto. – Naruto disse cabisbaixo e eu dei de ombros.
Hinata: Bom... Eu acho que você tem muito o que pensar... Vamos parar por aqui... Boruto deve estar me esperando. – Eu disse querendo sair daquela conversa, por mais que eu soubesse que aquilo era necessário, a tristeza de Naruto ainda era incômoda para mim.
Naruto: Claro... Boruto em primeiro lugar... Como sempre. – Ele disse amargo, e pela primeira vez durante muito tempo, eu me permiti sentir raiva dele. O que ele queria dizer com aquelas palavras?
Hinata: O que você quer dizer com isso? – Perguntei visivelmente irritada.
Naruto: Que sempre foi ele, sempre em primeiro lugar, Boruto, Sasuke, Temari... Você nunca pensou em mim, Hinata. Você nunca pensou em nós dois! – Ele disse, e pude perceber que existiam lágrimas em seus olhos... Mas ele não tinha o direito de dizer aquilo, nunca teve e muito menos agora.
Hinata: Se há alguém que não pensa em “nós” aqui. – Enfatizei . – Esse alguém não sou eu, Naruto. – Eu disse entre dentes e subi as escadas.... Mas algo me impediu.
Era Naruto, que me segurava fortemente por trás. Pude sentir seu rosto molhado em meu ombro, ele chorava, enquanto seus braços me prendiam em um forte abraço pelas costas. Naruto tremia, e eu não conseguia entender sua reação. Não fazia sentido... Não era ele quem deveria estar sofrendo com tudo aquilo.
Naruto: Eu te amo, Hinata... Eu nunca deixei de te amar... Nem quando... Quando eu estava com ela. – Ele pronunciava cada palavra pausadamente, como se sofresse com cada uma delas.
Eu não podia acreditar que estava ouvindo todas aquelas “baboseiras”. Amor? Naruto me amava? Eu não acreditava em nenhuma daquelas palavras. “Eu te amo” era uma frase que não estava no repertório dele... Se por 15 anos ele nunca disse isso... Então porquê agora? Isso não fazia sentido.
Certas coisas não podem ser concertadas com simples palavras, palavras vazias e sem sentido... Porém, ao contrário de Naruto, eu amava. Amava minha família, e ele também fazia parte dela, e por mais que eu soubesse que ele era o causador de muita dor, eu precisava consolá-lo... Só um pouco. Afinal, eu tinha muito amor dentro de mim.
Hinata: Sabe... Algo que tem durado por 15 anos não pode ser falso. – Eu disse, e Naruto me soltou. – O amor costuma durar muito mais tempo. – E sorrindo para ele eu subi as escadas, mas ainda pude sentir seus olhos tristes em mim.
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Temari: Boruto adormeceu agora a pouco, ele está muito decepcionado com o babaca do pai dele. – Disse e me olhou profundamente. – Hina... Vamos deixá-lo dormir e ir para outro lugar, ok? – Ela disse e eu assenti.
Fomos até meu quarto, mesmo à contragosto de Temari, que me contou que Boruto chorou, primeiro de raiva, por saber da cachorrada do pai com a tia que ele admirava, e depois de desespero, por pensar que sua família agora estava destruída... Saber que meu filho estava desolado assim, me machuca até a alma, Boruto não merecia passar por isso. Mas o pior ainda estava por vir, e isso me causava arrepios.
Hinata: Eu não sei o que pode acontecer daqui para frente. E isso realmente me assusta. – Eu disse sentando ao lado de Tema em minha cama. – Meu pai e Sasuke não ficarão parados. E eu tenho medo de como isso possa afetar Boruto. – Eu disse aflita.
À essa altura do campeonato todos já devem saber sobre Naruto e Sakura, e isso afetaria diretamente à imagem da empresa que sempre foi limpa e livre de qualquer escândalo.
Todos conhecem a história de “TECNOLOGY”, uma das maiores empresas de tecnologia de Tóquio, fundada pelas famílias Uzumaki Namizake e Hyuuga, duas das famílias mais influentes do país... Tudo isso para apoiar o “amor dos herdeiros”, e por “herdeiros” eu me refiro à Naruto e eu. Foi uma boa jogada de marketing na época, visto que rapidamente crescemos como empresa e família, logo depois sendo apoiados por outros investidores, como a família Uchiha, por exemplo.
Todos sabem que Naruto, Sasuke, Sakura e eu somos amigos... Êh, que desastre...
Temari: Ei, nosso menino é forte. – Disse minha amiga segura. – Micael perguntou se podemos passar amanhã lá, por causa das missas que ele tem que celebrar, ele não conseguirá vir aqui e ele está muito preocupado com Boruto. – Ela sorriu. – Você sabe que a gente – Se referiu à nós duas. – Ele atura, mas o nosso garotão, é o xodózinho dele.
Logo que fiz amizade com Temari a convidei para ir até o orfanato comigo, mesmo ela sendo obstreta, nunca foi muito fã de crianças. Mas eu sabia que os meus meninos poderiam fazer ela mudar de ideia. E foi dito e feito, hoje em dia o maior sonho dela é ser mãe – Algo que tem sido adiado por causa da indecisão de seu “namorido”, que continua evitando filhos mesmo depois de 10 anos de casamento. – Em virtude das visitas no orfanato, ela e Padre Micael acabaram se tornando bons amigos também. Como eu já disse antes, é ele quem escuta todas as nossas lamúrias e somos nós que escutamos seus sermões.
Hinata: Ah, sim! Seria ótimo... Faz tempo que não juntamos nossa trupe. – Eu disse e ela fez careta.
Era engraçado pensar que um grupo nada comum formado por uma médica, uma programadora, um padre e um adolescente. Sorri ao pensar que eles eram minha parcela de felicidade.
Temari: Hina... – Ela chamou minha atenção, séria. – Agora é o momento perfeito para você dar um pé na bunda desse paspalho e se permitir ser feliz.
Hinata: Mas eu sou feliz, Tema! – Eu disse, ela fez uma carreta mais sabia que eu era sincera. – Eu tenho Boruto, você, o Pe. Micael, as crianças do orfanato... Minha família. Eu sou feliz. – Eu sorri, enquanto ela me olhava atenta.
Temari: Eu sei que você tem muito amor dentro de você, Hina. Mas você também precisa ser amada. – Eu ia dizer algo. – E não venha dizer que é. Tô falando de amor, mulher! Amor de mulher, você ainda é jovem, e linda. Não vai faltar colheita na sua horta! – Nós rimos juntas.
Nós ficamos ali conversando, Temari ligou pra Shikamaru, seu marido, e avisou que ficaria essa noite comigo. Ele era amigo de Naruto e também deveria estar por dentro de tudo que aconteceu na empresa. E essa confusão só iria aumentar.
Naquela noite Naruto não dormiu em casa... E nós sabíamos exatamente onde ele estava.
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Pov Naruto
Quando foi que as coisas saíram do controle? Eu realmente não sabia como concertar toda aquela situação. E agora eu estava aqui, no bar, esperando minha amiga ou melhor, minha amante.
Sakura: Você está acabado. – Disse ao sentar do meu lado e pedir uma dose de algo que eu não me importei em saber o que era. – Acho que não estou muito melhor que você. Sasuke terminou nosso noivado e me expulsou de casa. – Ela disse enquanto tomava um gole daquela bebida amarga.
Naruto: Hinata sabia sobre nós dois. – Eu disse amargo. Sakura engoliu em seco.
Sakura: Como assim? Hinata sabia sobre nós dois? – Ela disse alterada. – Há quanto tempo? – Perguntou preocupada.
Naruto: Há 15 anos. – Disse derrotado.
Sakura: Eu não acredito nisso... – Disse com lágrimas se formando em seus olhos. – Ela nunca nos disse nada... Sempre agiu com... Sempre agiu com amor para com nós dois. – Já chorando. – E eu sempre me senti culpada.
Naruto: Ela amava à Boruto e Sasuke. – Eu disse amargo. E Sakura me olhou interrogativa. – Ela disse que foi por causa deles que nunca falou nada, ela ficou para proteger os dois, para proteger a empresa... –
Sakura: Para nos proteger! – Disse arrependida. – Ela nunca quis machucar as pessoas com a verdade. Tão típico de Hinata. – Disse saudosa como se lembra-se de algo. – Ela sempre colocou todos acima de si. E é por isso que você ama aquela garota. – Concluiu sorridente.
Eu me permiti sorrir para ela. Sakura era a única pessoa no mundo que me conhecia melhor do que ninguém. Ela sabia de todos os meus medos, minhas dores, pois eram compartilhados por ela também. Quando em uma noite de bebedeira depois do trabalho, nós acabamos perdendo a linha e dormimos juntos, acordamos nos sentindo as piores pessoas do mundo e tudo piorou quando ela descobriu que aquela fatídica noite tinha gerado um fruto... Fruto este que nunca nasceu, recordei amargo.
Naruto: O que teria acontecido se nosso filho tivesse nascido? – Perguntei amargurado. Era difícil tocarmos naquele assunto.
Sakura: Eu realmente não sei... – Ela disse enquanto tomava outro gole de bebida.
Naruto: Por que nunca pusemos um ponto final nisso? Todas aquelas vezes nunca fizeram sentido depois que aconteciam. – Eu questionava, enquanto deixava as lágrimas caírem.
Sakura: Eu não sei Naruto, eu realmente não sei... – Ela também se questionava. – Curiosidade, dor, solidão, prazer... – Ela suspirou.
Naruto/Sakura: Nenhuma dessas opções faz sentido. – E lá estávamos nós dois, como tem sido há 15 anos desde que perdemos nosso filho... Deploráveis.
A perda da criança que ninguém soube que existiu causou um grande dano em Sakura, que ficou infértil, e em mim, que não pude ficar ao seu lado enquanto ela passava por toda aquela situação. E talvez, tentando lidar com nossas dores, nós a substituímos por culpa, decorrente das traições à Sasuke e Hinata.
Eu amava Sakura, sem dúvidas sobre isso. Mas o amor que eu pensei sentir por ela durante minha infância e adolescência... Não erra nada comparado ao amor que eu desenvolvi por Hinata Hyuuga, a mulher da minha vida e por sorte, que eu nunca soubera valorizar, minha mulher, mãe do meu único filho, Boruto.
Ela era a razão de toda minha culpa, era ela quem eu amava, era ela quem eu desejava, era ela quem me motivava. Sempre linda e sorridente, entusiasmada com o mínimo que eu tinha para lhe oferecer. E logo pude perceber, que Sakura era apenas minha amiga, amada de meu melhor amigo, Sasuke. E Hinata era a mulher dos meus sonhos, todos os tipos de sonhos que você possa imaginar.
O tempo foi muito bom com a Hina, que mesmo depois de um filho, ainda parece jovem em seus 20 bons anos de juventude. Mas por 15 anos eu tenho errado com ela, por 15 anos eu tenho à tratado como se não fosse digna de amor e ela sabia de tudo... E mesmo assim, todas as manhãs, ela me sorria e eu me apaixonava cada vez mais.
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Pov Hinata
O sol chegou ferrenho naquela manhã, e tanto Temari quanto eu, precisávamos ir trabalhar. E o desconforto só aumentou com o café da manhã mais estranho de toda a minha vida, onde Boruto, Temari e Naruto compartilhavam a mesma mesa que eu – Não que isso não tenha acontecido antes, mas o clima estava mesmo tenso – Naruto parecia mais abatido que à noite anterior, Boruto ignorava totalmente o pai, enquanto Temari reclamava de ter que trabalhar cedo. Mesmo de um jeito torto, eles ainda pareciam uma família, minha família.
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Àquela poderia ser considerada a “semana do desconforto”, ou como diz o filósofo contemporâneo Homer Simpson – O pior (semana) dia da minha vida até hoje – Estávamos agora na sala de reunião principal, por causa da “reunião principal” que havia sido convocada pela equipe Hyuuga, ou seja, meu pai.
Hiashi: Eu tenho certeza que todos os presentes sabem o motivo desta reunião. – Disse visivelmente irritado.
Naruto e Sakura pareciam bastante intimidados, Sasuke com certeza estava com raiva, Shikamaru e Neji pareciam indiferentes à toda aquela situação, enquanto Hanabi e Konohamaru se entreolhavam como se planejassem fugir dali.
Os mais alterados eram meu pai, Hiashi, e Kushina, mãe de Naruto. Enquanto Minato, pai de Naruto, apenas permanecia calado e enigmático... Todos os outros presentes conservavam-se comedidos e imparciais.
Kushina: É claro! Está estampado em tudo quanto é lugar! Para quem quiser ver, que a boniteza do senhor Naruto Uzumaki e sua secretária mantêm um romance de escritório. – Minha sogra parecia realmente indignada, ela sempre acreditou que Naruto e eu vivêssemos um “conto de fadas”. – Eu estou realmente decepcionada com vocês dois!
Minato: Kushina, controle-se. Não é o momento para sermos sentimentais. – Meu sogro disse e ela fez bico.
Sasuke: As ações da empresa estão um caos! Não sei como podemos solucionar isto. – Meu amigo, mesmo chateado, sabia ser profissional.
Neji: Infelizmente a imagem da empresa foi afetada... Estamos recebendo muito comentários negativos... – Disse imparcial. A coisa estava feia, isso era um fato.
Shikamaru: Muitos trabalhos foram cancelados pela metade... – Ele olhou para Naruto como se pedisse desculpas. – Softwares extremamente importantes tiveram a produção suspensa. Pelo cancelamento de contratos. – Suspirou... Oh, aquilo era mal... Eu era uma das programadoras, todo o meu trabalho estava sendo prejudicado por causa dessa confusão.
Mesmo depois de uma semana nada pareceu melhorar... Boruto não consegue perdoar o pai, e mesmo com os conselhos de Pe. Micael sobre amor e perdão, ele demonstra-se irredutível. Sasuke tornou-se frio e literalmente enfiou a cabeça no trabalho. Os pais de Naruto não estão sabendo lidar com a situação e mostram-se extremamente decepcionados com o filho, assim como meu pai... E Sakura... Ela parece vazia, seus olhos não possuem a mesma cor de antes.
Todos me preocupam! Está tudo um caos!
Minato: Temos que pensar em uma forma de amenizar tudo isto para que não sejamos mais prejudicados.
Kushina: Mais do que já estamos sendo... – Ela disse, se direcionou para Naruto e Sakura e, cruzando os braços, fechou a cara.
Neji: Eu tenho uma ideia. – Ele disse simplesmente, como quem acha a solução para uma complicada equação. – Precisamos nos livrar da raiz do problema.
Hanabi: Ahah! Vamos nos livrar de Naruto e Sakura, pronto. – Ela disse rindo. Eu confesso que queria rir também, mas permaneci calada.
Toda aquela situação era muito vergonhosa, ninguém ali parecia disposto a resolver nada... Eles apenas queriam condenar Naruto e Sakura, e apesar de tudo... Eu não me sentia confortável em fazer parte daquilo. Talvez se eu continuasse quietinha, eu conseguiria sair dali sem ser notada.
Minato: Vamos analisar a proposta de Neji. E não Hanabi, não vamos nos livrar de Naruto e Sakura. Eles também fazem parte desta empresa. – Ele disse e minha irmã se emburrou.
Konohamaru: Então tio, como podemos resolver isso? – O namorado de minha irmã parecia de fato curioso. Ele era muito amigo de Naruto, e deveria estar preocupado com o mesmo.
Hiashi: Naruto é o presidente a empresa, enquanto Sakura é a secretária principal... São colocações das quais não podemos simplesmente nos livrar. – Meu pai disse com desdém.
Minato: Não vamos nos livrar de nada... – Ele olhou novamente para Hanabi – E nem de ninguém. – Suspirou. – Vamos substituí-los.
Hiashi: Ah, eu entendi. Estamos propondo a troca de presidente e secretária principal. Estamos propondo a troca do núcleo principal da TECNOLOGY. – Meu pai disse decidido e todos pareceram concordar.
Naruto: Mais quem poderia ser o presidente desta empresa? – Ele se manifestou pela primeira vez, mesmo parecendo derrotado, era uma questão válida.
Meu pai era engenheiro civil e amava sua profissão, apesar de dedicar muito do seu tempo à nossa empresa. Os pais de Naruto eram médicos, tinham seu hospital, mas também dedicavam muito tempo a empresa. Neji era publicitário e responsável pelo marketing, enquanto Sasuke era mais ligado à parte burocrática. Hanabi e Konohamaru trabalhavam no RH.
Ninguém ali estava preparado para lidar com a presidência, era muita responsabilidade. Precisávamos de alguém capaz de lidar com as duas coisas, a responsabilidade e o trabalho duro. E apesar de Shikamaru ser um excelente trabalhador, ele jamais aceitaria tanta responsabilidade, ainda mais com Temari na cola dele para terem seu primeiro filho.
Ah, a coisa estava feia... E por mais que eu pensasse e pensasse, seria uma loucura tirar Naruto da presidência. Ele e Sakura eram os melhores no que faziam, se tínhamos crescido tanto a ponto de sermos uma das melhores empresas do país, foi também por conta do grande esforço e trabalho deles.
Eu teria que me manifestar, eu precisava falar alguma coisa... Quando de repente eu ouço meu nome sendo proferido por meu pai e minha sogra, que diziam em uníssimo.
Hiashi/Kushina: Hinata! – Eu não estava prestando atenção, e quando ia perguntar o que eu tinha a ver com aquilo, meu sogro se manifestou.
Minato: Você foi escolhida como a nova presidente da empresa, Hinata. Todos concordam? – Ele disse calmo e decidido.
Todos me olhavam satisfeitos, balançando a cabeça em afirmativo. Mas como isso poderia ter acontecido? Como eu iria resolver essa situação?
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