Todas as formas de amar
10 Capítulo 10 - Novas dimensões
Notas iniciais
Pov Boruto
Há alguns meses, não sei bem certo quantos – Eu parei de contar quando percebi que tudo era mesmo real, e não fruto da minha imaginação. – que minha vida virou de ponta cabeça. Eu, que tinha tudo, de repente de deparo com tanta infelicidade. Descobrir sobre o relacionamento do pai que eu tinha como meu herói, com a tia que eu admirava foi realmente destrutivo para mim. Só de pensar em toda a dor que minha mãe estava carregando ao ter que passar por toda aquela situação constrangedora, me deixou sem chão.
Apesar de meu pai ter sido um homem presente na minha vida, estar sempre ali quando eu precisava... A minha relação com a minha mãe era diferente, era como se ela vivesse por mim, como se respirasse por mim. Eu nunca disse, mas sabia que as vezes ela chorava, principalmente quando meu pai saia em viagem, ou não voltava para casa no horário, eles poderiam não saber. Mas eu sentia que algo ali não estava correto. Porém eu nunca poderia esperar uma traição daquelas, minha mãe não merecia isso.
E tudo o que eu conseguia sentir era raiva, decepção, exaustão, dor. A minha família feliz era uma farsa, doía lembrar.
|~|Alguns meses atrás|~|
Eu havia acabado de acordar. A noite anterior havia sido a mais difícil da minha vida, descobrir a traição do pai que eu amava com a tia que eu tanto gostava, era um pesadelo do qual eu odiava fazer parte. O café da manhã não poderia ter sido mais maçante, sentar à mesa com aquele traidor era algo que realmente eu não conseguia entender, tanto mamãe quanto minha madrinha agiam como se ele não existisse, então eu resolvi agir da mesma forma, quem sabe assim ele se tocava de que o lugar dele não era ali. Ele não tinha mais esse direito!
Naquela manhã, mamãe me pediu que fosse paciente, e respeitasse meu pai, pois para ela não importava o que ele lhe tinha feito, ele não deixaria de ser meu pai, então por isso era necessário que eu respeitasse-o e agisse com ele da melhor forma possível, ou da melhor forma que eu conseguisse. Eu não entendia, como depois de descobrir o que ela descobriu, ela ainda continuava a ficar ali, ao lado dele, dormindo na mesma cama que ele, agindo como se nada tivesse acontecido, ou como se ela não estivesse sofrendo.
Será que ela não sabia que eu conhecia cada detalhezinho dela, o modo como sorria fraco quando algo a incomodava, ou como passava as mãos apressadamente nos longos cabelos quando estava irritada, ou como estava fazendo agora... Com a sua mania de sempre colocar os outros acima dela. Ela não o perdoaria, ou perdoaria?
Com o tempo passando, eu procurei seguir os conselhos tanto da mamãe, quanto de meu padrinho, segundo eles eu deveria perdoar o meu pai – e seguir em frente como se nada tivesse acontecido, como pai, ele nunca havia falhado – e era isso que eu deveria levar em conta. Claro, que eu também ria com a minha madrinha que dizia que hora ou outra ela iria enfiar a mão na cara do meu pai, porque era o que ele merecia.
Logo as coisas mudaram, mamãe acabou assumindo a presidência da empresa, e me convidou para estagiar lá. Era realmente um sonho poder produzir os jogos que eu imaginava, com o auxílio da minha mãe, ela era realmente a melhor mulher do mundo. Porém o único incomodo era ter que ver meu pai e Sakura todos os dias, agindo como se fossem profissionais e que não mantinham um caso – agora conhecido por todo mundo -.
Sakua até tentou conversar comigo algumas vezes, mas eu nunca dei abertura para ela, o que ela fez com a minha mãe, para mim, não tinha perdão. Já meu pai, parecia o tempo todo “acabado”, dedicava-se ao máximo a empresa e foram pouquíssimas as vezes que ele tentou falar comigo, porque eu também não conseguia abrir a boca sem destratá-lo e para isso não acontecer, eu apenas balançava a cabeça, “sim” ou “não”, foi tudo o que ele ouviu de mim.
Quando mamãe me disse que se separaria de meu pai, ela pediu que eu ficasse, pois em casa eu teria conforto, melhores cuidados, e poderia continuar a trabalhar na empresa como sempre quis. Eu sabia que ela queria o melhor para mim. Ela iria para a pequena casa perto do orfanato, lá era o verdadeiro lar da senhora Uzumaki, porém o que ela não sabia, é que ela era o meu lar, então eu jamais iria abandoná-la. Se ela fosse embora, eu iria junto, aonde quer que fosse.
Então ela pediu que eu arrumasse as malas, pouca coisa por hora – eu sabia que ela gostaria que eu voltasse depois para ver meu pai – e que fosse para a casa de minha madrinha, porque ela teria uma conversa definitiva com o senhor Naruto, e não queria que eu estivesse ali. Ela não queria que eu visse, o quanto ela estava quebrada, ou o quanto ficaria depois daquela conversa.
O que eu não imaginava, era que na casa da minha madrinha, as coisas não estivessem muito diferentes, ela pediu que eu fosse para o meu quarto – sim, eu tinha um quarto na casa dela – enquanto ela iria resolver as coisas com o tio Shikamaru. O que resultou em briga, muita gritaria, discussão e lágrimas.
Eu nunca havia visto minha madrinha chorar. Depois da minha mãe, Temari era a mulher mais forte que eu conhecia, e me deixou muito irritado ver a forma como ela foi tratada por Shikamaru, quando lhe contou que ele seria pai. Eu sempre pensei que esse era o maior desejo de todo homem, mas ao ouvi-lo dizer “Esse problema é somente seu, Temari!”, eu percebi que outro homem que eu admirava, também era um moleque.
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E agora estamos aqui, nessa casa de dois quartos com uma família muito maior da que eu tinha antes. Duas mulheres grávidas, um adolescente de 15 anos, e um Padre. Poderia não parecer, mas eles sim eram minha felicidade.
Temari: Ai, eu não acredito! Como vamos colocar dois quartos para bebês nesta casa? – Disse exasperada. – Não tá cabendo nem a gente aqui.
Hinata: Calma, Tema. – Disse minha mãe, tranquila como sempre. – Ainda temos tempo. Mais alguns meses e vamos ver como resolver essa situação.
Pe. Micael: Eu concordo com a Hinata, vamos pensar na melhor forma de organizar isso tudo. – Disse um pouco preocupado. – Duas mulheres grávidas e um adolescente? – Riu desesperado. – Onde é que eu fui me meter?
E enquanto elas olhavam feio para meu padrinho, ele sorria. Logo, logo a família iria aumentar. E eu estava preocupado, mas gostando muito deste novo arranjo. Ali, naquela sala, estavam as pessoas que eu mais amava no mundo, assim como aquelas que eu iria aprender a amar e proteger, alheios a tudo dentro da barriga da mamãe e da madrinha.
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|~| Em algum lugar bem longe dali...|~|
Médica: Ela não vai aguentar por muito tempo! – Dizia no quarto de hospital, tentando conter a hemorragia.
Karin: A minha filha, eu preciso falar com a minha filha. – Dizia em um fio de voz.
Médica: Chamem a menina! Pode ser o último pedido dela. – Havia tristeza e conformismo na voz da doutora.
De repente uma menina entrou, aparentava ter pouco mais de 15 anos, pela clara, olhos e cabelos em um tom escuro azulado, escondendo atrás de uma franja, óculos vermelhos iguais aos que a mulher na maca usava.
Sarada: Mamãe? – Chorava, enquanto segurava as mãos da mulher. – Mamãe, não morra! – Desesperou-se. – Doutora faz alguma coisa! A minha mãe não pode morrer! Não pode.
A médica apenas observava aquela cena com pesar, não era a primeira, e infelizmente não seria a última vez a presenciar este acontecimento. Mas era sempre doloroso, assistir ao sofrimento de quem perde um ente querido.
Karin: Sarada... – Chamava em um fio de voz. – Sarada, pegue. – Colocou a mão da menina no pequeno colar que usava, era no formato de uma chave minúscula. – Abra o meu diário, leia tudo o que estiver escrito ali... – Chorava baixinho. – E por favor, me perdoa minha filha. – Dizendo isso, soltou a mão da menina.
A médica correu para a paciente pedindo que a filha se afastasse, e após tentar uma ressuscitação, suspirou e disse.
Médica: 05 de Outubro, hora da morte 20:48.
Enquanto segurava a pequena chave em suas mães, Sarada chorava sentada no chão frente ao corpo de Karin. Era isso, agora estava sozinha no mundo. Ou era isso que ela acreditava.
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Pov Naruto
Desde quando a paisagem de dentro daquela sala era tão monótona? Era tudo muito cinza. Era assim que se sentia toda a vez que entrava naquela empresa, ou que chegava em casa. Tudo parecia estar em preto e branco, e eu... Vivendo no automático.
Sempre achei besteira aquelas frases de efeito para determinados momentos da vida, tipo “só se vive uma vez”, “antes tarde do que nunca”, ou “só se dá valor depois que perde”. Essa última doía, em cada gota de meu sangue... Eu sentia toda a verdade por trás daquela sentença. Poderia estar ali, rodeado de pessoas, mas era alguém sozinho. E isso, por escolha própria. Havia escolhido ser assim, repugnantemente ridículo.
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Ainda me lembrava do desespero de Sakura ao contar que estava grávida, e ainda por cima grávida de mim. Por essa eu não esperava. Sempre amei Sakura, mas pensava que a mulher da minha vida era Hinata. Afinal ela era aquela que carregava meu sobrenome, e que aos poucos foi conquistando espaço em meu coração. Porém tudo isso pareceu mudar, quando a minha melhor amiga estava ali, se dizendo grávida, após a noite, onde a bebedeira nos havia levado àquela inconsequência.
Se eu estava feliz? Claro que sim! Eu seria pai. Mas não do jeito que eu queria, não com a mulher que eu queria. Aquilo tomaria proporções desconcertantes. Eu nem poderia imaginar o que aconteceria se descobrissem, mas o que fazer? Não conseguia imaginar como resolver aquilo, sem que ninguém saíssem machucado. Pensava principalmente em Hinata. Ela sempre me amou, e sempre se doou por mim. Será que me perdoaria? Será que perdoaria Sakura? Elas eram praticamente irmãs!
Só havia uma pessoa que poderia me ajudar naquele momento... Minha prima, Karin Uzumaki. Ela sempre foi minha confidente, e por sorte estava trabalhando em um hospital diferente, não queria depender dos meus pais. Ela iria me ajudar, eu tinha certeza! Levei Sakura até ela, e juntos pensamos em como resolver toda esta confusão.
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Foi despertado de minhas lembranças por minha mãe, que entrou em minha sala sem ser anunciada, como sempre fazia. Ela não era qualquer pessoa, era minha mãe, mesmo que a alguns meses, não me tratasse como seu filho.
Kushina: Fala, irresponsável! – Disse simplesmente ao entrar e sentar na cadeira em frente a que eu se encontrava. – Hoje Boruto vai dormir na minha casa. Então não ouse aparecer por lá. – Disse autoritária. – Entendeu?
Como estava sozinho em casa, ou melhor, estava sozinho com Shikamaru. As vezes passava para jantar com seus pais, mesmo a mãe o tratando daquela forma, nunca lhe negaria sua companhia, exceto quando Boruto estava envolvido na história.
Pensar no filho, o fez lembrar de Hinata, e da conversa que precisariam ter. Ela estava grávida, e de um filho seu, e ela não tinha ideia de que ele sabia. Precisavam resolver sua situação. É incrível, como a palavra “gravidez” era sempre algo complicado para lidar.
Naruto: Mas mãe... – Comecei com medo de continuar, minha mãe podia ser muito brava, as vezes. – Eu gostaria de ver Boruto... Não janto com ele à alguns meses. – Concluiu triste.
Kushina: Problema seu! — Ela sabia que eu estava profundamente arrependido, e como mãe ela me acolhia, e até ouvia minhas lamúrias as vezes. Mas sempre que lembrava, que eu havia destruído a minha própria família, ela virava uma onça. – Não ouse aparecer em casa hoje! Ou eu prometo, que nunca mais o seu amiguinho problemático aí, vai cantar! – Ameaçou apontando para as minhas calças.
Shikamaru: Falando de mim, dona Kushina? – Meu amigo apareceu do nada. Mas logo se arrependeu da graça.
Assim como Hinata, mamãe admirava muito o trabalho de Temari, a esposa – se é que ainda era – de Shikamaru, e como ela era doida pela Hina, ela também acabou se afeiçoando a Temari. O que resumindo, era terrível para mim e Shikamaru, ela estava nos odiando por fazer as “filhas do coração” dela sofrerem.
Kushina: Não falo com moleques de meia idade que abandonam a esposa grávida! – Vociferou e saiu batendo a porta.
Shikamaru: Sua mãe sabe como colocar o dedo na ferida, não é mesmo? – Perguntou mais para si do que para mim, e sentando-se triste disse. – Vim te convidar para almoçar, mas acho que perdi o apetite.
Eu entendia Shikamaru, e foi assim que ficamos naquele horário de almoço, tristes um olhando para a cara do outro... Como eu disse anteriormente “perdedores se reconheciam”.
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Pov Sasuke
A dor de cabeça já estava incontrolável. E estar ali, naquela empresa sujeito dar de cara com Sakura ou Naruto – ou pior eles dois juntos a qualquer momento. – Estava piorando o humor que já não andava dos melhores nos últimos meses. Para descontar toda a frustração e ódio que eu sentia, e evitar cometer um assassinato ali mesmo, eu limitava-me a participar das reuniões e sentar bem longe do presidente e de sua secretária. Mesmo que as vezes percebesse o olhar de um ou outro para mim, jamais corresponderia outra vez.
Eu estava realmente arrependido por não ter acompanhado Hinata, quando ela decidiu sair da empresa. Mas odiava pensar em deixar meu trabalho, eu amava o que fazia, e apesar dos pesares... Eu havia escolhido ficar. Mas ter que levantar toda a manhã, depois da bebedeira ou noitada estava acabando comigo. Tinha que admitir, como Boruto dizia “eu estava ficando velho”.
Pensar em Boruto me deixou com raiva. Não por causa do menino em si, eu amava aquele carinha. Mas sim, pela situação... Por causa de Sakura, eu havia decidido esperar o momento mágico da vida de todo homem “ser pai”, ela dizia que não queria estragar o corpo cedo, e que esperássemos para ter nosso filho. Tudo isso, enquanto ficava de sem-vergonhice, com meu ex-melhor amigo por aí. Eu era realmente deplorável. E agora, com meus 38 anos havia decidido, que era chegada a hora. E eu sabia muito bem quem poderia me ajudar... Eu só precisava que este dia passasse rápido.
|~| Algumas horas depois |~|
Eu esperava por ela no restaurante perto de seu trabalho, ela amava comer ali, pelo menos foi o que Temari me contou. Eu não era muito fã da loira, mas com o tempo, e vendo como ela fazia bem à Hinata, eu aprendi a gostar daquela louca também, e hoje éramos bons amigos.
E eu sorri ao me deparar com uma Hinata entrando no restaurante, e chamando a atenção de todos como sempre, afinal ela era linda. Porém, havia algo de diferente na minha amiga, era como se toda a dor, que eu via – e também carregava – no olhar, tivesse desaparecido. Ela estava sorridente, o que aqueceu meu coração. Hinata sempre teve o dom de me fazer sorrir. Nos abraçamos, e pude sentir que ela estava mais... Digamos “redonda”, de repente eu percebi.
Sasuke: Hina, não me diga que você... – Eu estava atônito.
Hinata: Isso mesmo. – Sorriu. – Você será novamente titio, Sasuke.
Ela me contou como tudo havia acontecido, e novamente eu senti raiva... Não da minha amiga, porque isso eu nunca consegui sentir por ela, mas... Porque novamente Naruto havia se dado bem, mais uma vez ele estava saindo em primeiro lugar. Ele teria o segundo filho, enquanto eu nunca pude vislumbrar nem o primeiro. Aquele infeliz, seria pai sem nenhum esforço e merecimento. Enquanto eu ainda correria atrás desse sonho.
Hinata pediu-me segredo, ela ainda não havia decidido o que fazer em relação a ele, mas pelo menos ele sofreria um pouco, longe do filho, por causa das palhaçadas que ele aprontou, comigo... Mas principalmente com ela. Prometi a minha pequena que estaria sempre ao lado dela, e ela me sorriu dizendo que desta vez, eu seria o padrinho de seu filho. E pela primeira vez depois de muito tempo, eu me permiti sorrir verdadeiramente.
Cheguei em casa naquela noite, após o longo e divertido jantar com a Hina, ela me contou sobre como estava sendo se preparar para receber um bebê novamente, e que desta vez seria uma menina... E eu não pude deixar de sorrir, acabei sentindo que não era a hora para falar sobre a adoção. Ela parecia tão empolgada e falante, nem parecia a mesma Hinata calada e frágil que eu conhecia. Suspirou, haveriam outras oportunidades para falar sobre isto, mas estava decidido. Iria adotar uma criança! Eu finalmente seria pai!
E só de pensar em Hinata com uma pequena bebê em seus braços. Pus-me a pensar “como seria ser pai de menina?” – Não pude evitar sorrir. Fui tirado de meus devaneios pela campainha que tocava insistentemente. Já passavam das 22:00. Quem seria aquela hora?
Assustei-me ao abrir a porta e me deparar com uma menina, adolescente para ser mais exato. Ela parecia muito familiar. Olhos e cabelos negros, em um tom azulado, me encarrava com aqueles olhos grandes escondidos atrás daquele óculos estranho.
Sarada: Você é Sasuke Uchiha? – Perguntou com a voz firme. Demonstrando autoridade demais, para uma menina que aparentava ter uns 15 anos no máximo.
Sasuke: Sou eu. – Respondi ainda confuso. – Mas quem é você? E como sabe meu nome? – Eu não fazia ideia de quem era a garota, mesmo que ela me lembra-se muito alguém.
Sarada: Quem eu sou? – Sorriu, pareceu baixar a guarda. – Eu sou sua filha.
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