Notas iniciais
Hey ohh! Demorei? Desculpem-me. Estava meio enrolada, mas eis que volto e digo-lhes: as tretas só estão começando! Ah, quem disse que a menina da foto no capítulo passado era a Anna... Errou feio, errou rude. Aquela, meus caros, era a Mariana. Sim, muita gente acertou, parabéns a vocês pimpolhos! E hoje tem mais um ser estranho... LANCEM SUAS APOSTAS! Outra coisa muito importante: Paloma Davino, sua linda, vemk e me abraça *-* A-D-O-R-E-I a recomendação gata, muiiitooo obrigada S2 Capítulo dez chegando cheio de promessas, e dedicado à todos vocês que vêm acompanhando a fic. Lembro do rostinho de cada um viu, juro juradinho! Sem mais delongas... Boa leitura!

Esse tá facinho... Peguei leve com vocês. Quem é?

***

POV Narradora

Marcelo estava deitado em sua cama, com a cabeça apoiada a um travesseiro e o notebook no colo. Pensava em Anna... Sua Anna.

Não deixaria que um idiota como Luiz a roubasse dele. Não mesmo. Ela pertencia a ele, só a ele.

Marcelo ainda não sabia o motivo pelo qual a putinha da ex-namorada de Luiz havia se insinuado tão descaradamente para ele, pedindo-o que ligasse para ela. Mas ele se aproveitaria disso pra se vingar do imbecil que estava comendo sua namorada.

Fechou o punho, com uma súbita raiva invadindo seu corpo.

Respirou fundo, tentando se acalmar.

Ele não tinha certeza daquela afirmação, na verdade até pouco tempo nunca imaginara que Anna pudesse lhe trair... Ora, ele era tão bom pra ela. Que motivos ela teria?

Mas agora tudo estava diferente, ele quase sentia os chifres lhe perfurarem a testa.

Aquilo não ficaria daquele jeito. Luiz pagaria. E Anna também.

***

POV Anna

Voltei à sala que há pouco tempo Luiz estivera, com uma ponta de esperança de que ele continuasse por lá.

Totally Fail.

Ele não estava mais, é claro. Mas por onde ele estaria? Nem fora à aula...

Afastei os pensamentos ao avistar Charles no canto da sala, exatamente onde eu o havia deixado.

Charles era meu violão favorito. Eu havia aprendido a tocar com ele, e então Luiz me dera. Foi um dos melhores presentes que ganhei em toda a minha vida, e eu tinha muito ciúmes dele. Sem falar que, depois daquele dia, minha paixão pela música começou a ganhar vida. Confesso que ela já existia, e estava guardada em algum lugarzinho dentro de mim, entretanto só pude percebê-la ali, ao aprender a dedilhar meu primeiro instrumento.

Corri para alcançá-lo, pegando-o nos braços.

– Charles! – beijei suas cordas. – Meu amor, desculpe-me por ter tedeixado aqui sozinho, no escuro, com frio, com fome...

– Ei, o que é isso? – uma voz intrusa interrompeu o meu drama.

Mas não era qualquer voz.

– Luiz. – proferi, virando-me para encará-lo.

***

POV Narradora

Mari correu até o jardim da Universidade, após ouvir que o professor lindo-maravilhoso-perfeição estava dando aula por lá. Esperava que não estivesse muito atrasada.

Ainda estava surpresa com a história que Luiz a pouco contara a ela, porém igualmente feliz. Mari nunca confiou em Marcelo, nunca gostou dele, e achava que ele já merecia umas boas pancadas há muito tempo.

Só lamentava o fato de Luiz ter lhe dado apenas um soco.

Mariana avistou o jardim, e diminuiu o ritmo dos passos na medida em que ia se aproximando. Já bem perto dos demais alunos, ela ainda se locomovia a uma velocidade consideradamente alta, e precisou se apoiar em alguém pra conseguir frear. Seu alvo, um certo rapaz alto e loiro, com braços enormes e pele bronzeada. Ele estava de costas, mas ela sabia que ele lhe era familiar.

O garoto se assustou com o peso que lhe caiu sobre os ombros, virando-se subitamente. Por reflexo, segurou a menina que se desequilibrara com seu movimento repentino.

Mari encarou os olhos azuis, exclamando um “eu sabia!” em sua mente. Aquele era o menino bonitinho que há pouco estava sentado na primeira cadeira da terceira fileira de sua sala, perfeitamente comportado e prestando atenção à aula. Ela ainda não sabia seu nome, mas sabia que ele havia começado o curso há mais ou menos um mês.

Sorriu para ele batendo seus enormes cílios, que evidenciavam o castanho dos seus olhos.

O rapaz retribuiu o sorriso, ajudando-a a ficar de pé na sua frente.

Mari suspirou. Ele podia ter deixado que ela continuasse em seus braços...

O dono dos mais belos olhos azuis que ela já vira em toda a vida tossiu educadamente, pegando em sua mão.

– Você está bem?

Antes de responder, Mari lançou seu famoso sorriso encantador.

– Sim... Obrigada por me segurar. É que eu estava vindo muito rápido e...

– Tudo bem, não precisa explicar. – interrompeu-a gentilmente. – Você é Mariana, certo?

– A própria.

– Desculpe-me não ter me apresentado antes, sou Kauã. Vous avez de beaux yeux bruns. – falou próximo ao ouvido de Mari.

Esta, mesmo não entendendo nada do que ouvira, derreteu-se.

– Pode traduzir isso pra mim?

– Belos olhos castanhos. – pronunciou Kauã com uma doce voz rouca.

Mari sentiu um arrepio na espinha.

– Que encantador! – maravilhou-se. – Muito obrigada. Vem, você ganhou uma nova amiga. Vamos assistir à aula juntos. – sugeriu, passando um braço por dentro do de Kauã.

Este confirmou com a cabeça, levando-a até onde o professor de Fotografia estava.

Mari olhou para o rapaz de touca cinza ao seu lado, e então para Robert. O mais novo amigo era muito bonito, mas aquele outro homem fazia com que o seu coração batesse mais forte.

Tentou permanecer com os pés firmes no chão ao finalmente se aproximarem o suficiente de Robert. Seu lindo, perfeito e casado professor de Fotografia.

***

POV Anna

Luiz se aproximou, tirando Charles da minha mão e o colocando de volta à beira da parede.

Cruzei os braços, irritada.

– Caramba homem, não tá vendo que você o está arranhando?! – resmunguei ao ir pegá-lo de volta. Porém, Luiz me impediu, segurando-me pelo pulso. Em seguida passou a mão livre pelos cabelos, com o olhar baixo.

– Anna... Preciso falar com você.

Libertei-me da mão que me prendia pelo pulso e o fitei profundamente.

– Sobre o que você quer falar agora? Pra começo de conversa, a gente nem mesmo conversou sobre o que aconteceu naquele dia. Nem sobre a tal briga. Nem sobre nada. E, de repente, você decide conversar?! Conte-me mais sobre essa sua bipolaridade. – explodi, saindo do caminho dele.

– Anna! – gritou, indo atrás de mim. Agarrou-me o braço novamente, e não me permitiu soltá-lo dessa vez.

– O que foi? – perguntei entre suspiros, sabendo que ele não me deixaria sair dali.

Luiz me puxou pra mais perto dele, a fim de me contar o que quer que fosse. Entretanto, não foi este o resultado que ele conseguiu.

Apoiei-me em seu peito para me equilibrar, e senti seu coração acelerado.

– Anna, me escuta. – pediu.

– O quê? – murmurei, apertando as mãos contra sua camisa.

Luiz me segurou por ambas as mãos, afastando-as de si.

– Ei, não comece.

– Luiz... – pronunciei seu nome quase num sussurro.

“O que você está fazendo, Anna, sua idiota?! Aquiete-se!”

Tarde demais.

Caminhei até a porta e a tranquei, deixando Luiz surpreso.

Permaneci próxima a ela, ainda com a mão na chave.

– O que você pensa que está fazendo, loira? – gritou, indo até mim.

Quando ele chegou perto, puxei-o pela camisa e deslizei as mãos por dentro dela, até vê-lo livre da peça.

Luiz pareceu achar aquilo divertido, pois estava rindo.

– Não sei. – mordi o lábio. – Mas preciso disso, ou vou acabar louca.

– Interessante. – falou com um sorriso, prendendo-me contra a porta com as mãos, e se inclinando até o meu pescoço.

Passei os braços ao redor dele, pousando as mãos em seus cabelos, pra então agarrá-los, fazendo-o com que ficasse mais perto de mim.

– Vai assumir a culpa dessa vez? – perguntou, trilhando beijos até minha orelha.

Confirmei com a cabeça. Claro que era uma mentira, e eu o culparia eternamente depois. Mas não podia deixar que ele parasse.

– Lembre-se que promessa é dívida. – alertou, interrompendo os beijos e me olhando no mais profundo dos meus olhos.

– Claro, Luiz. Vou me lembrar.

E então passou as mãos por trás das minhas coxas, levantando-me. Sua expressão agora estava séria. Encostou-me novamente à porta e tirou minha blusa. Deixou escapar um sorriso ao desabotoar meu sutiã.

– Quero só ver.

Notas finais
Pra quem já estava sentindo falta das pegações, hahaha. E esse leso do Luiz ainda não contou à Anna, aff. Enfim, 125 acompanhando, 51 favoritos e 6 recomendações... Preciso dizer o quanto eu estou feliz com vocês? Melhores leitores, ever! Feliz décimo capítulo pra gente *-* (se comemora isso? rs). Vejo-os no próximo! Sejam bonzinhos e comentem, que a tia posta mais rápido com motivação. Beijão lindos e lindas do meu coração :*