To the end
11 Capítulo 11
Notas iniciais
me desculpem de verdade, é que eu não tava muito inspirada em escrever a continuação...mas as coisas mudaram nesse feriado: além de eu me entender com o meu amigo *que me deixou muito feliz*, o frank virou pai *que me deixou mais feliz ainda* e amanhã é o aniver do homem da minha vida *que está me deixando pirada de felicidade* e me deu inspiração para continuar...além de eu estar criando mais uma frerard *siiim*
mas enfim *eu falo demais, é..*
Enjoy!
{Mikey P.O.V}
No hospital o clima já estava tenso por causa do acidente de Frank, mas agora que a minha mãe já sabe que Gerard está namorando com o mesmo, ela não estava com uma cara legal. A observava quase o tempo todo e ela demonstrava cara de nojo. Nunca comentei com ninguém, mas sempre soube que ela era contra relações homossexuais, pois é católica fiel. Não aprovo tais atitudes que ela toma por causa da religião, mas infelizmente sou obrigado a agüentar.
Vi Gerard sair correndo feito louco do hospital. Fiquei um pouco assustado, e contei até 10 para ir atrás dele. Fiz um gesto para meu pai que ia dar uma volta e ele assentiu. Caminhava em passos rápidos, até reconhecer Gerard por causa dos seus cabelos vermelhos em um parque sentado perto de um campo cheio de rosas. Só que também vi alguém se aproximar. Usava uma capa preta com gorro e botas, justamente para não ser reconhecido...mas eu consegui reconhecer graças a uma mancha que possuía em sua mão.
–Ah, não... –murmurei entre dentes
A minha sorte era de que eu sabia aonde Gerard iria ser levado. Fui até o local e fiquei escondido ali, esperando a pessoa aparecer. Tratei de mandar uma mensagem para o Ray, provavelmente ele poderia me ajudar. Em pouco tempo ele me respondeu dizendo que ficaria em um estabelecimento que ficara perto. Eu só tremia de raiva — Ninguém fará nada de mal com você Gerard, eu juro. – pensei.
{Gerard P.O.V}
–Você vai realmente contar a verdade pra ele?
–Sabe, eu to com pena do Frankito por ele estar deitado naquela cama de hospital e ele não deixaria me aproximar do Gerard de jeito nenhum, pois ele sabe quais são minhas intenções, mas...
Eu reconhecia aquelas vozes de algum lugar, mas eu ouvia como se fosse em forma de cochicho. Encontrava-me sentado em uma cadeira, amarrado e estava com uma dor de cabeça terrível. Senti se aproximarem de mim e tratei de não reagir.
–Finalmente acordou Gee- seguraram meu queixo para me fazer olhar em seus olhos. Sim, era o infeliz do Victório – Isso é muito bom. Bob pode trazer a seringa.
Comecei a tremer, pois eu tenho pavor a agulhas. Victório acabou percebendo.
–Tem medo de agulhas é Gerard? – ele se aproximava cada vez mais e eu tentava me afastar, só que como estava amarrado, acabei caindo junto com a cadeira– Calma, antes de eu injetar isso na sua veia, preciso te contar uma coisa sobre seu namoradinho...
–Qual será sua próxima mentira Victório?
–Não iria mentir se eu dissesse que seu namoradinho é um assassino e que-
Antes de ele terminar a frase, alguém abriu a porta bruscamente.
–Solta ele Victório. – Mikey disse – E Bryar, pode tratar de aparecer aqui
Ele pegou Victório pelo colarinho e o colocou contra a parede, enquanto Ray me soltava.
–Seu filho da puta. Eu te disse pra não mexer com o meu irmão...
–Eu n-não ia falar disso com ele, não agora.
–Tem certeza? – Dava pra perceber que Mikey estava com muita raiva. Victório afirmou. – é bom mesmo. Tá tudo bem com você Gee?
–T-Tá – disse
–Vão indo na frente que eu tenho que resolver uns probleminhas aqui
Eu e Ray saímos correndo dali e fomos até uma cafeteria que ficava ali perto. Sentamos em uma mesa e fizemos nossos pedidos: dois chocolates quentes. Depois disso, ficou um silêncio muito chato entre nós, até que Ray decidiu se pronunciar.
–E-Eu sinto muito pelo Frank...
Sorri um pouco falso. Ainda me sentia um pouco mal pelo Frank, mas fiquei ali pensando no que Victório me dissera: será que Frank é realmente um assassino? A frase que ele me dissera repetia várias vezes em minha mente, sabia que não podia guardar isso pra mim, de um jeito ou de outro, iriam ficar sabendo.
–Você sempre foi meu melhor amigo e... –tinha que escolher as palavras certas para dizer isso a ele- e acho que não iria conseguir esconder isso de você por muito tempo.
–Aconteceu alguma coisa Gee?- acenei positivamente
–Digamos que...pouco antes de você e o Mi chegarem no local onde eu estava, ele disse que o Frank é um assassino e...eu preciso saber o que você acha disso.
Ray arregalou os olhos e apoiou seu queixo em uma das mãos, como se fosse parar pra pensar. Logo nossos pedidos chegaram e bebericamos um gole do chocolate. Já estava ficando aflito com a demora da resposta dele.
–Olha Gee... -finalmente ele tinha se pronunciado, aleluia- acho que ele não iria mentir sobre isso. Toda vez que ele dizia que fulano matou cicrano ele tava mais do que certo e-
–Será? Isso é muito grave e o Fran não seria capaz de matar uma mosca sequer.
–Vai saber, né? –o problema desse ser cabeludo é desconfiar de tudo e de todos, mas enfim- Só que...você já parou pra pensar que o Frank sabe de boa parte das nossas vidas e nós sabemos pouca da dele?
Eu quase engasguei quando ele disse isso. O pior que era verdade, realmente nós sabíamos pouco da vida do Frank. Ia responder a pergunta, só que Mikey apareceu um tanto irritado.
–Oi pessoal. – se sentou de qualquer jeito na cadeira nos assustando
–Ta tudo bem Mi? – perguntei
–Tudo ótimo, melhor impossível- disse um tanto irônico
Dei de ombros e voltei a falar com Ray.
–Pior que você tem razão cabeludo, mas como iremos descobrir isso?
–Nós não, você vai. –serrei os olhos — calma meu querido, você irá pedir para a mãe dele contar um pouco sobre a vida dele, como quem não quisesse nada. Você tem lábia para conseguir convencê-la a falar sobre isso.
–Por acaso vocês estão falando sobre o Frank?- afirmei- bom, acho melhor vocês não bancarem os detetives sobre isso. Ele ficaria fulo da vida se soubesse que vocês estão querendo saber sobre a relação dele com o Victório.
–Ué, mas por quê?
–Porque o Victório me contou algumas coisas sobre o Frank que... – Mikey se levantou- Bom deixe quieto. Vou indo pra casa, to exausto. – ele acenou e nós retribuímos
Ray me olhou um pouco desconfiado, mas não era só ele que estava assim. Mikey sabia de alguma coisa, mas provavelmente não iria contar nada.
–Acho que o Mikey ta me escondendo alguma coisa...
–Eu também acho...ele por acaso conhece o Victório da onde? – dei de ombros como se eu não soubesse nada
–Bom, ele pode não falar sobre o Frank, mas ele pode-me falar sobre ele e o Victório.
–É...
Ficamos ali conversando sobre isso e uma vez ou outra falávamos de outros assuntos. Era lá por umas 16h30 quando fomos para casa. Quando abri a porta da casa, estava um baita silêncio. Subi as escadas e encontrei Mikey com os fones de ouvido.
–Mikey, posso falar com você? – me sentei ao seu lado e o mesmo se encontrava de olhos fechados – Mikey? – o cutuquei, mas ele nem deu bola para a minha presença. Desliguei o notebook e ele me olhou raivoso- Posso saber da onde você conhece o Victório?
Foi só eu falar isso pra ele ficar sem reação...é, realmente aí tinha coisa.
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