To the end
9 Capítulo 9
Notas iniciais
{Gerard P.O.V}
Tinha acabado de ter minha primeira vez , que, além de ser perfeito foi com uma pessoa que eu amo de verdade. E eu fico muito feliz por saber que ele também me ama da mesma forma...mas teremos de encarar muitos desafios juntos para as pessoas aceitarem nosso relacionamento, e eu estou disposto a enfrentar isso.
Fiquei ali, acariciando seus cabelos macios por algum tempo, até eu ouvir um barulho que vinha da cozinha, resolvi ir até lá me levantando com cuidado. Era o celular de Frank tocando Wiskey in the jar do Mettalica, vi no visor e o número estava confidencial. Sem pensar duas vezes atendi.
— Alô Frank, sou eu. –era Victório com uma voz muito tranquila. – olha eu sei que você não irá falar nada agora, mas te liguei pra dizer que o nosso encontro será em um restaurante japonês. Te mandei umas 4 mensagens com o endereço...- em seguida ele falou com um tom de voz ameaçador- e espero que você vá, ou eu terei que contar algumas coisinhas gravíssimas que eu sei sobre você pra sua mãe e pro Gee. Tá avisado.
Ele logo desligou. Logicamente, fui até a caixa de mensagens e realmente tinha 4 mensagens não lidas com o tal endereço do restaurante. Anotei e apaguei a mensagem que li, pois não quero que ele não descubra que eu andei fuçando seu celular. Alguma coisa me dizia que era pra mim ir a esse encontro...e não sozinho. Pensei em várias pessoas que poderiam ir comigo...lembrei de uma pessoa que não via há algum tempo e que também adorava comida japonesa. Peguei meu casaco, escrevi um bilhete e deixei no mesmo lugar aonde estava o celular. Me despedi depositando um beijo em seus cabelos pretos, sussurrei um ‘eu amo você’ em seu ouvido e logo saí.
Antes passei em casa e como quem não quisesse nada, pedi algumas sugestões de restaurantes japonês para Mikey, que estava jogando videogame. Por coincidência ele me recomendou o restaurante que Frank iria aquela noite e logo me perguntou o porque e eu disse que Ray me pediu pra perguntar pra ele. Mikey me pareceu acreditar, pois assentiu e não tocou mais no assunto. Inventei uma desculpa esfarrapada pra minha mãe dizendo que nós dois tinhamos compromissos á noite e que deixaria para outro dia. Ela ficou um pouco chateada mas também assentiu. Troquei de roupa, colocando uma camiseta azul e um casaco de couro marrom.
Fui para a casa da minha amiga...bom ela era mais que minha amiga e, sim como uma irmã para mim. Ela se mudara já faz um tempo pois nossos pais tiveram uma briga e minha mãe decidiu que eu não a veria mais por conta disso. Eu nem falo nada, mas no fundo acho isso uma puta de uma idiotisse. Cheguei na casa dela, que é muito simples mas bem aconchegante. Já vim aqui várias vezes. Toquei a campainha e ela veio, abrindo um enorme sorriso por me ver ali, ela me abraçou com força.
-Gee, que saudades. –a abraçei do mesmo jeito
-Oi Lyn, tudo bem?- perguntei um pouco animado
Lyn-z e eu nos conhecemos desde crianças e apesar de tudo que aconteceu, nós somos amigos e nada, nem ninguém vai nos separar. Ninguém, nem mesmo o Mikey suspeitam que eu ainda a visito. Por causa da escola é um pouco difícil vê-la, mas nós sempre damos um jeito de nos ver para matar a saudade e colocar as novidades em dia.
-Tudo sim. Entra- disse dando espaço. Eu entrei e sentei em um dos sofás vermelhos que tinha ali na sala, enquanto ela se sentava ao meu lado.- e aí? Novidades?
-Dessa vez sim. –ela me fitava bastante curiosa — tô namorando. — ela ergueu as mãos pra cima susurrando ‘aleluia’ e eu tive que rir com a cena- não é pra tanto também.
-Claro que é, nunca na minha vida eu vi você em um relacionamento sério com alguém. Mas quem é a sortuda?
-Sortudo você quer dizer- ela me olhou boquiaberta e logo continuei- sim, estou namorando com um homem.
-N-Nunca pensei que...caramba! –ela levou uma de suas mãos até a boca- Então qual é o nome do sortudo?
-Frank Iero e é sobre isso que eu quero falar com você- ela fez um gesto para que continuasse- E eu vou precisar da sua ajuda, pode ser?- ela concordou- então...
Expliquei toda a história e ela escutava com toda a atenção. Assim que terminei ela concordou em me ajudar a ficar de olho em Frank. Ela foi se arrumar e enquanto esperávamos dar a hora, ficamos conversando. Estava sentindo que essa noite será muito tensa.
{Frank P.O.V}
Abri os olhos e fiquei fitando o teto por um bom tempo, lembrando da porcaria do encontro com o Victório a noite e as vezes me pegava pensando: o que Gerard pensaria se soubesse disso? Ele não poderia saber de jeito nenhum desse meu encontro. Por falar nisso, percebi que ele não estava ali e em nenhum lugar da casa. Me levantei e fui até a cozinha, aonde achei um bilhete em baixo do meu celular.
‘Amor, desculpa mas eu tive que ir. Espero que entenda meu pequeno.
Obrigado por hoje, viu! Pra mim esse foi o melhor momento da minha vida.
Saiba que eu te amo muito.
Beijos, Gerard’
Pelo menos ele deixou um bilhete...ufa! Preparei um café da tarde do jeitinho que eu gosto e me sentei á mesa. Comecei a mexer no meu celular e tinha 3 mensagens não lidas: era do Victório com o endereço do nosso encontro. Essa praga vai me infernizar até quando? Me perguntava as vezes o porque dele fazer isso: chantagear as pessoas, influenciá-las a fazer coisas erradas...ele é doente, só pode. E também me perguntava como eu pude ir pela lábia dele...eu era um imbecil aquela época, mas...
Terminei de tomar meu café e, irritado, fui me arrumar. Me vesti todo de preto e saí. Sei que vão me olhar torto por causa disso, mas tô nem aí. Cheguei ao tal endereço, que era um restaurante japonês. O encontrei vestindo um moletom vermelho e uma calça jeans, e com o cabelo espetado, valorizando seus olhos azuis-mar.
-Então você veio...sente-se Frankie- eu o encarava sem falar nada- sabia que você não iria a ceder ao meu pedido- ele ia acariciar meu rosto e eu tirei sua mão com toda violência
Eu só o encarava, sem dizer nada. Só falei no momento em que chamei o garçom e fiz os meus pedidos. De repente olhei para a porta do local e vi um casal não muito estranho, pois o homem me lembrava muito o Gerard. Mas a diferença era que o homem tinha uma aparência de mais velho e tinha cabelo...roxo? Achei esquisito, mas não me importei muito
{Gerard P.O.V}
Cheguei no tal restaurante acompanhado da Lyn-z. Ela usava uma saia preta que ficava pouco abaixo dos joelhos, uma camiseta florida com rendas e carregava um casaco vermelho. Já eu estava com a mesma roupa que usava de tarde, mas a única diferença era que eu estava usando uma peruca roxa e usava muito blush para me dar uma aparência mais velha.
Logo vieram nos receber e nos ofereceram uma mesa que ficava atrás a do de Frank. Seria perfeito para ouvir tudo o que eles conversavam... e tinha coisa aí, porque o clima estava muito tenso entre os dois.
-Diga logo o que você quer. –Frank disse
-Sabe, relembrar os velhos tempos de quando estudávamos juntos e...principalmente os tempos de quando nós fazíamos isso- Victório logo o puxou para um beijo e Frank o empurrou. Olhei morrendo de raiva
-Nem venha com essa. Eu sei que você se aproveitar de mim novamente- Frank revirou os olhos- como sempre né.
-Não só isso...mas também os tempos em que a Jamia estava entre nós, você sabe...- Victório disse em um tom irônico mas triste. Victório triste? Milagres realmente acontecem
-Você quer falar de uma coisa que me deixa mal até hoje, é isso?
-Sim, pois o que aconteceu aquela vez, de um jeito ou de outro você vai ter que pagar.-dessa vez era Victório que estava alterado-e eu nunca vou te perdoar por isso
-E você acha que eu fiz aquilo porque eu quis? Não. –ele se levantou e jogou alguma coisa em cima da mesa- e, por favor, NUNCA MAIS ME TOQUE NESSE ASSUNTO PORRA.- em seguida ele se retirou. Todos olhavam na direção deles, mas Victório pouco se importou
Fiquei um pouco assustado com tal reação. Me encostei na cadeira e tirei aquela peruca que estava me incomodando. Lyn-z se sentou do meu lado e me abraçou.
-Seguindo seu namoradinho Gerard?- olhei para Victório que me olhava com ódio. Ele se aproximou — toma cuidado com ele, viu. Você pode ser a próxima vítima – disse num sussurro e logo se afastou
Olhei para Lyn-z com uma cara de desentendido. O que ele quis dizer com isso?
-Calma Gee. Amanhã você conversa com ele sobre isso.
-Ele tem muita coisa pra me falar Lyn, e eu vou ainda hoje. –a fitei- quer ir comigo?- ela assentiu e nossos pedidos chegaram
Ficamos ali por uma hora, comendo e falando bobagens. Tentei esquecer o que Victório me falara, mas foi impossível. Estava decidido: iria até a casa de Frank conversar com ele sobre isso.
Quando cheguei na frente da casa do mesmo, respirei fundo.
-Vai lá Gee, qualquer coisa eu to aqui, viu- disse piscando em seguida
Caminhei e antes de apertar a campainha, verifiquei se a porta estava aberta...e por sorte estava. Entrei e ouvi um barulho na sala de TV. Fui até lá e encontrei um Frank com uma cara de choro. Me encostei na parede até ele perceber minha presença ali. Ele me viu e se levantou vindo me abraçar, não correspondi seu abraço. Só fiquei ali parado o encarando da cabeça aos pés.
-Gee, tá tudo bem contigo...
-Você não tem nada pra me contar não?
Notas finais
até a próxima lindos :*
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