To live
1 Capítulo 1
As pessoas nunca imaginam como será seu
fim, de forma natural, trágica, por doenças, poramor e sei lá mais o que. A vida é uma coisa tãolinda e ao mesmo tempo te faz sofrer com coisasidiotas e sem sentidos, ou você realmente não temsorte. Umas acreditam e tem fé em Deus — eu.Outras não, que na verdade são a minoria na minhaopinião.Ter um quase câncer aos dezessete anosnão é qualquer jovem que tem um preparopsicológico para isso, alguns se suicidam, outrostentam viver o máximo e aproveitar o quantopuder ou procuram ajuda médica. Nessas horas oque mais precisamos é de nossa família por perto,para nos apoiar e nos motivar sempre queprecisarmos.Eu por exemplo, peço a Deus todos os diaspara que me mantenha viva por uns bons anos.Moro com a minha mãe em uma rua calma etranquila, era o que eu precisava quando eu soubeque tinha problemas respiratórios, não posso meestressar com nada, ou terei que colocar opequeno cilindro de oxigênio. De uns tempos paracá, a tecnologia vem avançando e criaram um jeitode diminuir o cilindro, ele é uma caixinha pequenacom os tubinhos tranparentes, na qual me trazemoxigênio e conforto para respirar melhor.Acordei as seis da manhã para ir ao colégio,minha mãe, a dona Helen fez questão de meacordar abrindo as janelas e chamando por mim. Osraios do sol queimavam a minha visão, fazendo comque eu não conseguisse abrir os olhos direito.- Poxa, mãe.- Está atrasada!- Não estou, são seis horas em ponto. -retruquei olhando para a tela do celular.- Você sabe como é, demora mil anos parase arrumar e beber um suco. — ironizou.- Argh!Helen, a melhor pessoa e mãe do mundo. Elasempre esteve ao meu lado e ainda mais depois quemeu pai morreu. Sempre quando saimos juntas, aspessoas nos confundem como irmãs. Minha mãe éuma mulher jovem e está cursando uma faculdadeonline de nutrição. Me faz comer coisas saudáveise não gosto disso, sempre que posso dou umaescapadinha.Não demorei tanto para me arrumar, apenascoloquei uma regata, calça jeans e tênis.Corri para o andar debaixo e entrei nacozinha. O cheirinho de ovos mexidos estava ótimo,até eu saber que ela colocou umas verduras e umsuco de limão natural — podia ser de laranja. Mascomo minha mãe sempre diz "limão é uma maravilhapara baixar o colesterol quando a pessoa vivecomendo besteiras", sim, é uma indireta bemdireta.Coloquei o suco até a metade do copo etirei a maioria das verduras do prato.- Maya Suzanne Grewhall, você não está sealimentando direito, faça um favor de comer. — elame olhou feio. — Sabe que precisa de nutrientes,filha.Fiz um esforço para comer aqueles matosque chamam de alface, salsinha e coentro. E bebiaquele suco azedo e quase sem açúcar todinho.Depois de terminar, dona Helena não deixoueu dirijir o carro e me levou para o primeiro diade aula na Hamilth High School. Não demoroumuito tempo para chegarmos até lá.- Fique bem minha querida, qualquer coisaligue para mim. — disse dando uma piscadela.- Claro, mãe. — desci do carro. — Te amo.- Também te amo.O colégio estava cheio, e fui direto aosarmários pegar o livro de geografia e química.Amie, minha melhor amiga veio até mim.- May! Como está?- Como acha que estou? — semicerrei osolhos.- Que mau humor. Sabia que vai entrar umgaroto novo aqui?- Sério? Nossa que notícia maravilhosa. -ironizei e Amie bufou. — Desculpa, não estou legalhoje.- Percebi de longe. Vamos, o sinal vaibater.Entramos na classe número cinco e nosacomodamos em duplas como de costume, eesperamos o professor de Educação Física chegar.Faltava um aluno para chegar, atrasaso!O professor John entrou acompanhado deum garoto em que instantaneamente fiquei presaao olhá-lo.
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