To The Person I will Love No Matter What
2 Taeyeon's Narration Version
Meu nome é Kim Taeyeon. Essas são as últimas palavras que escrevo.
Tudo aconteceu em uma velocidade que eu não consegui acompanhar. Um dia, eu estava com o grande amor passando pelos melhores momentos da minha vida. No outro, estávamos separadas e eu estava impedida de vê-la. Eu não podia sentir seu cheiro, abraça-la, ver seu sorriso, seu olhar. Eu não podia mais sentir seus lábios junto aos meus.
Três dias trancada sozinha foi tudo o que eu consegui aguentar. Eu não suportava mais ficar longe dela. Eu tinha tomado umas doses de soju pouco depois anoitecer e perdi a cabeça. Era de madrugada quando decidi que iria vê-la de qualquer maneira, não importava onde. Ofereci um pouco de soju para o oppa que ficou na minha casa cuidando para que eu não pudesse entrar em contato com ela, fingi adormecer e depois de algum tempo ele fez o mesmo .
Era a hora. Roubei a chave do carro e desci pelo elevador de funcionários. Entrei no carro e liguei. Meu Deus, eu não sabia nem qual era o próximo passo! Eu queria desesperadamente sair de lá, mas eu não tinha nem mesmo carteira de motorista. Lembrei-me de alguns comentários da maknae e consegui fazê-lo andar. Lentamente, consegui sair da garagem. Agora eu podia ir para onde quisesse. Mas onde procurá-la? Decidi ir em direção a casa de uma das amigas dela, provavelmente era lá que ela estava dormindo.
Tentei pegar um caminho que eu conhecia, mas a verdade é que eu não tinha senso de direção. Fui onde achava que era certo e, como as ruas estavam vazias, pensei que podia acelerar. Mais e mais. Até o fim. Aquele vento que batia no meu rosto aumentava a adrenalina que corria no meu sangue assim minha pressa em encontrá-la. Já estava a quase 180km/h. E aí, aconteceu. Em uma curva um pouco mais fechada perdi o controle do carro e ele acabou capotando. É tudo o que eu lembro desse dia. Depois, tive um sonho estranho.
Era um bordel. Estávamos de chapéu e sobretudo, usando vestido por baixo. Ela vestia rosa, eu azul. Eram aqueles mesmos vestidos que usamos na performance de “Moulin Rouge”. Entramos e todos nos fitavam disfarçadamente. Por algum motivo, tentávamos nos esconder, não queríamos que ninguém soubesse o que estávamos vestindo. Tiramos os chapéus e penduramos logo na entrada. Sentamos em uma mesa ao longe, mas ninguém nos tirava do olhar. Chamamos o garçom. Depois de anotar nosso pedido, ele nos olhou fixamente e gritou “OLHEM! OLHEM O QUE ELAS ESTÃO VESTINDO!”.
Todos os clientes nos olharam assustados, com cara de nojo e começaram a gritar coisas que eu não conseguia entender. Aquilo tudo parecia errado, estávamos fazendo algo errado. Trocamos olhares e decidimos fugir. De mãos dadas, corremos até a porta de entrada para pegar os chapéus, mas só lá fora percebemos que não eram os nossos. Voltamos para trocar e, ao atravessarmos a porta, estávamos na escola. No lugar em que nos conhecemos. Uma coisa intrigante é que estava cheio, mas ninguém nos notava. Ninguém ligava para o fato de estávamos com vestidos e de mãos dadas.
De repente, todo mundo começou a correr desesperadamente, gritando “CORRE, CORRE, INUNDAÇÃO!!” e vimos uma enorme onda de água sobre nossas cabeças. Tentamos correr, mas não foi o suficiente. Dentro da água, não soltamos nossas mãos, mas eu já não conseguia ver o rosto da minha amada. Eu já estava quase inconsciente quando ouvi “TAEYEON!! TAEYEON! ACORDE! NÃO ME DEIXE SOZINHA!” ao longe e consegui recuperar minhas forças, consegui abrir os olhos. Era Tiffany, eu tinha certeza! Mesmo com ela desmaiada ao meu lado, eu sabia que era ela. E então, apareceu um homem sem rosto envolto em uma bandeira em uma canoa, dizendo que ele podia salvar a Fany. Em troca, ele precisava da minha memória. Ou minha memória, ou Tiffany. Ou todas as nossos momentos, toda minha vida ou minha querida Fany. Não precisei nem pensar, pedi com lágrimas nos olhos que ele a salvasse. Por fim, ele disse “Você fez a escolha certa. Agora ela poderá ser feliz.”. E então, vi seus dedos lentamente se desentrelaçarem dos meus e desaparecerem.
Acordei.
Aquilo tudo era muita informação para mim. O que isso significava? Eu tinha que escolher? Fany-ah, você realmente seria mais feliz sem mim? E, espera, o que eu estava fazendo no hospital?
Eu ainda estava com os olhos fechados quando ouvi dois managers na porta do meu quarto conversando.
– Não sei o que vai acontecer agora. É inviável colocá-las em um mesmo projeto. O chefe não quer nem que elas compartilhem a mesma área. – disse o mais alto.
– Eu lembro que desde cedo Tiffany disse que tinha interesse em atuar, então agora que não podem mais cantar, ela vai ter aulas de atuação enquanto até esse escândalo ser esquecido. Quem sabe um dia possa cantar novamente. – disse o outro, enquanto mordia seu donuts.
– Taeyeon também pode estar envolvida em outros projetos, mas provavelmente não vai poder atuar, né? Não tem como as duas continuarem no meio artístico.
– Eu sei, é uma pena mesmo. Nosso país não vai aceitar esse tipo de relacionamento, não agora. O problema é que Tiffany não vai querer continuar trabalhando se não estiver Taeyeon ao seu lado. — disse o manager que já sabia do relacionamento antes.
– Os médicos me disseram que talvez Taeyeon possa perder a memória por causa da intensidade da pancada. Temos que esperar ela recupera a consciência...se isso vier a acontecer, então seria bem melhor. Elas poderiam terminar o relacionamento, ia gerar comoção da população e futuramente voltar a cantar. Não juntas, é claro. Mas não é o que elas mais querem fazer da vida?
Era isso! Tudo agora fazia sentido. Aquele sonho, essa conversa. Era um sinal, eu precisava perder a memória. Só assim Tiffany poderia continuar lutando pelos seus sonhos, fazendo o que ela mais amava na vida! Então, decidi fingir.
Todas as vezes que o médico vinha, eu simulava não saber meu próprio nome, não compreender onde estava e não reconhecer nenhuma das minhas visitas. Logo, fui diagnosticada com amnésia e informada que iria precisar de um tratamento psicológico em outra cidade.
No dia da minha saída foi o dia mais doloroso. Vi o amor da minha vida no final do corredor. Meu coração começou a bater aceleradamente e eu não conseguia controlar meu olhar. Eu não podia fraquejar, não agora! Era o melhor para nós duas, ela precisava continuar fazendo o que amava. Sem mim. Dei passos lentos porque queria sentir sua presença pela última vez.
Quanto mais perto chegava, mais rápido meu coração batia. Fingi fechar os olhos e relaxei o meu corpo para parecer debilitada enquanto os dois rapazes me escoltavam. Passei ao seu lado. Consegui escutar ao fundo ela dizendo “Taetae, eu estou aqui!” e meu coração parou. Algo estava lá, apertando meu coração com força, fazendo-o sangrar. Meu corpo não conseguia mais suportar tanta dor. O que era aquilo? Fechei os olhos com força e continuei a andar. Eu não podia olhá-la, não podia ver pela última vez seu sorriso, seus olhos, sua boca.
Fany-ah, eu prometi fazer do mundo meu inimigo para nos proteger, mas não fui capaz nem de proteger o seu sorriso. Eu estava apenas te prendendo nessa mentira chamada amor? Quando eu penso nisso, meus olhos começam a lacrimejar e eu não consigo te ver. Quando penso em você, sua imagem desaparece atrás dos meus olhos, eu tenho medo, eu sinto que posso te esquecer a qualquer momento. Mas é tudo necessário, é melhor a se fazer. Então, por favor, seja feliz Ppani-ah! Saranghae.
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