Notas iniciais
Rose sabia que tinha algo de errado com Mackenzie Lonbottom, a ruiva estava louca para entender o por que desse interesse repentino da morena no seu primo.
— Eu já sei! – Lily Luna exclamou um pouco alto demais fazendo com que Alvo se mexesse um pouco na cama da Ala Hospitalar.
— Shh! – Rose a repreendeu e Lily colocou uma das mãos sobre a boca.
— Eu acho que a Mackenzie gosta do meu irmão – a ruiva menos falou em um sussurro e depois sorriu como se tivesse gostado da ideia.
— O QUE?! – exclamou Rose e Alvo pulou de sua cama.
— MACACOS NÃO ME COMAM! EU NÃO SOU UMA BANANA! – gritou o menino e depois ele olhou em volta percebendo a presença de sua irmã e prima – Eu disse macacos? Na verdade eram homens das cavernas super fortes e assustadores.
Rose revirou os olhos e Lily segurou a risada.
— Alvo, espera um pouquinho. – disse a ruiva mais velha e logo em seguida se virou para sua prima sussurrando. – Como alguém pode gostar daquilo? – a manina fez gestos em direção ao primo e o mesmo vez uma careta. – Ele sonhou que era uma banana!
— Eram os maca... Homens da caverna que acharam que eu era uma banana! – protestou Alvo se sentindo ofendido.
— Cala a boca, Al – disseram as duas ruivas ao mesmo tempo.
— Eu sei que meu irmão pode ser um completo bobão, mas ele é gente boa! Não é tão estranho assim – disse Lílian.
— Poxa, valeu mesmo maninha – o garoto falou com sarcasmo.
— Cala a boca, Al – disseram elas juntas novamente.
— Eu sei, mas o Alvo é mais um amigo do que um namorado – comentou Rose franzindo a testa. – Posso ver ele em uma festa segurando vela.
Alvo fechou a cara já bastante ofendido. Elas falavam mal dele como se o garoto não estivesse ali ouvindo tudo.
— Achei isso bem ofensivo.
— Cala a boca, Al.
Antes que as meninas podessem mais uma vez continuar aquela conversa que não estava deixando o Potter nada feliz, James, Fred, Hugo e Dominique entraram na Ala Hospitalar. Alvo nunca ficou tão feliz de ver seu irmão mais velho e os outros três primos.
— ByeBye ruivinhas! – disse James assim que entrou. – Está na hora dos primos mais velhos... e do Hugo passarem um tempo com o Alvito.
As garotas reviraram os olhos, mas por fim se despediram de Alvo e foram embora para a felicidade do garoto. Por mais que gostasse das primas, o garoto havia sofrido um grave acidente e poderia ter corrido risco de vida e enquanto ele sofria elas falavam mal do garoto bem na sua frente.
Aquilo era tão deselegante!
— E ai priminho? Como está sendo sua estadia na Ala Hospitalar? – perguntou Dominique sentando ao lado do primo na cama e todos os outros o encararam.
Alvo decidiu contar a eles sobre a garota misteriosa que havia vindo visitá-lo. Talvez seus primos e o seu irmão pudessem saber quem era a sua garota misteriosa, então Alvo começou a contar tudo.
— Que romântico, Al! – exclamou Dominique emocionada e com lágrimas nos olhos.
— Isso é mais assustador que romântico, Domi — James disse e ela mostrou a língua, fazendo o garoto rir. — Mas e daí, Alvito pegador – disse James dando um tapinha de leve no ombro do irmão. – Sempre soube que ele iria puxar o melhor irmão do mundo aqui.
— Você disse que ele iria segurar vela nas festas. – falou Fred II e Alvo revirou os olhos.
— Essas plavras nunca sairam da minha linda e beijável boca – James revirou os olhos. Fred riu e se virou para o primo sentado na cama.
— Nós iremos te ajudar a achar essa menina – falou o moreno e todos concordaram.
— Eu vou entrar a sua garota Alvinho! – falou Domi suspirando.
— Opa! Opa! – James começou dizendo.
— Olha lá! – falou Fred II
— Vish! – acompanhou Hugo.
— O que foi? – perguntou a loira levemente confusa.
— Desculpe belezura, mas essa missão é para os machos – disse Fred abraçando a prima pelos ombros gentilmente e Dominique arregalou os olhos.
— Eu sou uma garota e posso perfeitamente ajudar o Alvo a achar outra garota! – protestou. — Melhor que vocês até!
— Mas Dominique... – James pareceu estar tentando ser gentil – garotas atrapalham.
Dominique bufou irritada e se levantou indo até a porta da Ala Hospitalar, mas antes de sair se virou mais uma vez para os seus primos.
— Se eu conseguir achar a garota misteriosa primeiro vocês três terão que ficar de cueca no Salão Principal!
Antes que algum deles pudesse dizer algo Dominique saiu.
— Ela é louca. – disse Hugo depois de um tempo e todos os outros presentes concordaram.
— Mas nós não podemos deixar que ela ganhe! – falou James. – Alvo você disse que a garota misteriosa tem cheiro de mel, então nós podemos...
— Já sei! — exclamou Alvo tentando ser útil, afinal era a sua garota misteriosa – Nós podemos cheirar todas as meninas de Hogwarts até achar o cheiro certo.
— Poxa, Al – comentou Jay. – A sua ideia é bem melhor que a minha. É muito mais fácil sair cheirando as garotas de Hogwats do que ter que invadir o dormitório delas.
E com isso a missão “encontar a garota misteriosa com cheiro de mel” estava começando.
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Rose Weasley chegou um pouco atrasada em sua aula de história da magia com a Sonserina e infelizmente o único lugar vago era do lado de Scorpius Malfoy.
Mackenzie Longbottom dormia na mesa da frente que dividia com Matthew Zabini enquanto o garoto escrevia algo em seu caderno que Rose tinha quase certeza que não eram anotações da aula. A ruiva queria muito acordar a morena à frente para perguntar sobre Alvo, Rose precisava de explicações, mas ela não podia fazer nada agora, principalmente com o olhar de Scorpius Malfoy seguindo cada ação sua.
— Vai ficar me encarando até quando, Malfoy? – perguntou ela perdendo a paciência.
— Apenas observando essas caretas engraçadas e fofas que você estava fazendo – respondeu o loiro com o seu típico sorriso idiota estampado no rosto, Rose desviu o seu olhar do dele assim que sentiu sua bochecha esquentar. Como ela odiava não ter contole dessa parte do seu corpo.
— Cala a boca – ela resmungou emburrada e Scorpius riu a achando fofo o esforço que ela fazia para se manter daquele jeito.
— Não deveria falar assim com um ser tão perfeito quanto eu. – o garoto se gabou como sempre fazia e Rose teve que revirar os olhos pela décima vez no dia. Isso que dava passar tanto tempo com idiotas.
— Nossa, como eu fui burra de esquecer de agradecer a Merlin por me permitir sentar ao seu lado nesse dia lindo e ensolarado! – falou a Weasley ironica e o Malfoy deixou escapar um risada que Rose diria ser bem sexy, mas é claro que ela nunca diria falar isso em voz alta, pelo menos não naquela época.
— Se agradecer pra mim e não pra Merlin eu posso até te recompensar – disse o loiro num tom completamente malicioso chegando mais perto da ruiva. Assim que Rose percebeu a próximidade do seu rosto com o do Malfoy a mesma se distanciou fingindo prestar atenção na aula, mas na verdade seu coração batia tão rápido que Rose pensou que ele pudesse sair a qualquer momento do seu corpo.
Scorpius, por outro lado, parecia bem calmo. Ele não sentia esse afeto, esse amor, porque amar era destruir e ele não queria isso, mas o loiro amava um desafio e Rose Weasley era o seu desde que revirou os olhos para ele pela primeira vez.
Quando a aula terminou ele chegou próximo da garota, mas a mesma estava ocupada demais guardando seus materiais e tentando controlar o seu corpo ao mesmo tempo, mas sentiu os batimentos do seu coração ficarem mais fortes quando ouviu Scorpius Malfoy sussurar no ouvido:
— Você será minha, Rose Weasley.
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