To Die With The Sun
9 Capítulo 09 - Onde a Aventura Começa
Notas iniciais
Os dias foram passando, Sophie continuava ajudando Dumbledore, estudava, ajudava Harry e Rony com algumas lições e se divertia com os amigos. A visita para Hogsmeade estava se aproximando cada vez mais rápido e isso deixava todos os alunos do terceiro ano super animados. E mesmo animada, Sophie mantinha os olhos abertos em direção a Harry.
O garoto de dera bem com todos em Hogwarts, parecia que todos gostavam dele. Menos, os alunos da Sonserina, onde aparentemente se encontrava o inimigo que seu irmão arrumara. Draco Malfoy. Um garoto de cabelos loiros quase branco, do rosto pálido e olhos cinzas que odiava seu irmão. E o sentimento era recíproco pois Harry odiava o garoto com mais força ainda. E o ódio de Malfoy só aumentou quando o viu que o moreno não havia sido castigado por estar na vassoura voando, desobedecendo o que a Madame Hooch havia ordenado.
E Sophie se lembrava muito bem dos acontecimentos ao dia seguinte após o incidente com a vassoura. Afinal ela havia feito tanta parte nele como Harry. Havia sido na hora do jantar. Sophie conversava animadamente com os amigos sobre Hogsmeade enquanto Rony e Harry conversavam sobre partidas de Quadribol quando Malfoy, Crabbe e Goyle passaram pelos dois.
— Comendo a última refeição Harry? — Perguntou Draco zombeteiro. — Quando vai pegar o trem de volta para a terra dos trouxas?
A mesa do jantar estava um pouco vazia, a maioria já tinha saído, e Harry e Rony estavam um pouco mais afastados de Sophie, Fred, Jorge e Harriet mas ela podia ouvir claramente o que diziam.
— Você está bem mais corajoso agora que voltou ao chão e está acompanhado de seus amiguinhos. — Disse Harry com uma voz tranquila.
— Enfrento você a qualquer hora sozinho! — Disse Draco irritado. — Hoje a noite se você quiser. Duelo de bruxos. Só varinhas, sem contato. Que foi? Nunca ouviu falar de duelo de bruxo, suponho?
— Claro que já! — Agora foi a vez de Rony falar. — Vou ser o padrinho dele, quem vai ser o seu?
Harriet fez menção em protestar por aquela ideia maluca de Rony mas Sophie fez sinal com a mão para ela ficar quieta. Ela queria saber onde isso ia dar e estava, no fundo, orgulhosa por seu irmão. Mas o outro fato é, Dumbledore falou para ela não impedir nenhuma ação de seu irmão, mesmo ela sendo errada.
— Crabbe, meia-noite está bem? — Perguntou Draco para Crabbe. — Nos encontramos na sala de troféus, está sempre destrancada.
Depois que Draco foi embora com os amigos, Sophie, Fred, Jorge e Harriet se levantaram sem dizer nada, e depois quando estavam suficientemente longe do Grande Salão, Harriet falou.
— Você vai deixar isso? — Perguntou ela nervosa. — Pode ser uma armadilha.
— Eu sei que pode mas Dumbledore pediu para mim não impedir Harry de fazer nada. Mesmo ela sendo errada. — Disse Sophie baixo andando para fora do Castelo, agora será aula do Trato das Criaturas Magicas.
— Bom, ele deve ter suas razões para pedir para você isso. — Disse Fred ao lado dela.
— Sim. — Disse Sophie. — Antes da meia-noite eu vou avisar para Dumbledore sobre o que eles vão fazer.
— Não acho que devia incomodar ele com isso. — Disse Jorge. — Por que não vamos nós mesmos seguir os dois para ver onde isso vai parar?
— É uma boa ideia Jorge! — Disse Fred sorrindo. — O que você acha Sophie?
— É... é uma boa ideia. — Disse Sophie. — Mas ele não pode ver a gente!
— Pode deixar! — Disse Harriet.
Os amigos planejaram ficar escondidos perto da sala dos troféus quando fosse quase meia-noite e esperariam por Harry e Rony. Mas quando já estava na hora do duelo, os quatro notaram que Malfoy e os dois amigos não deram as caras e perceberam na hora que devia ser uma armadilha, principalmente quando Harry e Rony apareceram, mas não sozinhos, estavam acompanhados por Hermione e Neville Longbottom estavam com eles e passaram correndo para a sala de troféus.
Sophie olhou o Mapa do Maroto e viu que Filch estava indo em direção a eles, os quatro correram para dentro e Sophie bateu de frente com Harry, Fred com Rony, Harriet com Hermione e Jorge com Neville.
— O que estão fazendo aqui? — Perguntou Sophie fingindo-se de confusa.
— Aaah.. nós... — Harry parecia nervoso.
— Não temos tempo Sophie! — Disse Fred entendendo o jogo da amiga. — Vamos rápido! Filch está vindo para cá!
Rony pareceu ficar furioso, Hermione e Neville ficaram assustados e Harry ficou sem reação. Os oito correram para até uma porta distante e nessa hora eles ouviram a voz de Filch.
— Eles estão por aqui. — Disse o zelador baixo. — Provavelmente escondidos.
Correram sem fazer barulho para fora, e quando estavam perto, Neville tropeçara em alguma coisa e caiu em cima de uma armadura fazendo um enorme barulho.
— CORRAM! — Gritaram Sophie e Harry.
Fizeram a curva firmando-se no alisar da porta e saíram galopando por um corredor atrás do outro, Harry e Sophie na liderança, sem a menor ideia por onde ia, e sem olhar para o Mapa, seguiam sem saber onde estavam. Atravessaram uma tapeçaria, rasgando-a, e encontraram uma passagem secreta, precipitaram-se por ela e foram sair perto da sala de Feitiços, que sabiam estar a quilômetros da sala de troféu.
— Acho que o despistamos. — Disse Harry olhando para trás e depois para Sophie que concordou com a cabeça.
— Eu... disse... a vocês. — Hermione falou sem fôlego. — Eu disse...
— Disse o que? — Perguntou Sophie olhando para Harry. — O que vocês estavam fazendo na Sala dos Troféus?
— Nós... — Novamente Harry não conseguia dizer nada.
— Malfoy desafiou Harry para um Duelo a meia-noite na Sala dos Troféus. — Disse Hermione fazendo Rony olhar feio para ela. — Só que ele não apareceu.
— Uma armadilha. — Disse Sophie. — Não confie no Malfoy, Harry. Por mais que ele diga que sabe das coisas, ele não sabe de nada.
— Sim. — Disse Harry concordando. — Você não está brava comigo?
— Por que estaria? Eu também estou fora da cama. — Disse Sophie sorrindo e bagunçando o cabelo de Harry. — Vamos. Vamos embora.
Sophie se esquecera do Mapa no bolso e não viu quando Pirraça, o Poltergeist estava se aproximando e aparecendo bem em frente deles. Ele soltou uma alta gargalhada.
— Ora, ora aluninhos fora da cama! — Disse ele. — Potter's esperava mais de vocês que coisa feinha os Potter's e os Weasley's vão ser apanhadinhos! — Disse rindo maldoso e olhando para Sophie que gelou.
— Cala a boca Pirraça! — Disse Rony. — Vai fazer a gente ser expulso!
— Eu devia contar ao Filch. — Disse ele. — Os Potter's estão fora da cama! É para o próprio bem de vocês.
— Saia da frente! — Disse Rony baixando o braço em Pirraça. Péssimo erro.
— ALUNOS FORA DA CAMA! — Gritou Pirraça. — ALUNOS FORA DA CAMA NO CORREDOR DE FEITIÇOS!!
Passando por baixo de Pirraça e correram em direção a uma porta que para a tristeza aparente de Rony, estava trancada.
— Trancada! — Disse ele. — Estamos mortos!
— É brincadeira? — Perguntou Sophie tirando a varinha do bolso. — Você é um bruxo! Alohomora.
Eles entraram as pressas e fecharam a porta, Sophie, Fred e Harry colocaram o ouvido na porta para ouvir o que Filch dizia.
— Para onde eles foram Pirraça? — Perguntou Filch. — Depressa, me diga!
— Esqueceu do "por favor". — Respondeu Pirraça.
— Não me enrole Pirraça! Para que lado eles foram? — Rosnou Filch irritado.
— Não vou dizer nada até você dizer "por favor" — Disse Pirraça com uma voz irritante enquanto ria.
— Está bem! Por favor! — Disse Filch quase gritando.
— NADA! Ha haaa! Eu disse a você que não dizia nada até você dizer por favor! Ha ha! Haaaaa! — Eles ouviram Pirraça voar longe enquanto Filch xingava.
— Ele acha que a porta está trancada. — Disse Harry olhando para Sophie que concordou. — Acho que escapamos. Sai para lá, Neville! — Disse Harry para Neville que puxava a roupa do garoto.
— Jorge dá um tempo! — Disse Sophie para o Weasley que fazia o mesmo que Neville.
— Que foi?! — Perguntaram Harry e Sophie olhando para os amigos e entenderam o que foi. E por alguns segundos acharam que haviam entrado em um pesadelo pois aquilo superava qualquer coisa.
Não estava numa sala como achavam, estava em um corredor. O corredor proibido do terceiro andar, e agora Sophie e Harry entenderam muito bem por que de ser proibido.
Estavam encarando um cachorro monstruoso, um cachorro que ocupava todo o espaço entre o chão e o teto. Com três cabeças, três enormes pares olhos que giravam enlouquecidos; três narizes, que franziam e estremeciam farejando-os; três bocas babosas, a saliva escorrendo em cordões viscosos das presas amarelas.
Sophie ainda surpresa, percebeu que os cachorros ainda não haviam matado eles pois também haviam sidos pegos de surpresa e já se recuperavam. Tão depressa que ela se impressionou, ela girou o corpo em direção a porta e a abriu puxando o irmão junto e gritando para os amigos correrem. Todos saíram empurrando e os cachorros, já raivosos, começaram a latir. Fred fechou a porta com força e os oito começaram a correr com toda a pressa que tinham, sem perceber por onde iam até chegarem a escadaria e depois para o quadro da mulher gorda.
— Por onde vocês andaram? — Perguntou a Mulher Gorda.
— Não interessa! Focinho de porco! — Disse Harry ofegante. — Focinho de porco!
O quadro se abriu e eles entraram e caíram no sofá. Todos ofegantes e tremendo pelo que acabara de acontecer. Aslan foi rápido até Sophie subindo no colo da garota que já estava acostumada.
— Agora sabemos o que tem no corredor proibido. — Disse Fred fazendo Sophie, Harriet e Jorge rirem.
— Mas o que eles estavam pensando com uma coisa daquelas trancada numa escola? — Perguntou Rony ainda com medo. — Se existe um cachorro que precisa de exercícios é aquele.
— Vocês não usam os olhos usam? — Perguntou Hermione com rispidez. — Não viram em cima do que ele estava?
— Desculpe Hermione mas as cabeças chamaram mais a minha atenção. — Disse Jorge sorrindo.
— Do que eles estavam em cima Mione? — Perguntou Sophie se recuperando e agora séria.
— De um alçapão. É obvio que ele estava guardando alguma coisa! — Disse ela seria.
— Guardando alguma coisa? — Sussurrou Sophie se levantando.
— Agora se não se importam, eu vou dormir. Antes que esses dois — Nisso apontou para Rony e Harry. — Tenham mais alguma ideia que possa nos matar ou pior nos expulsar.
Sophie olhou para Hermione que já virava as costas e sumia para o dormitório.
— Algo muito errado está errado nessa frase dela. — Disse Sophie sorrindo. — Rony, Harry e Neville é melhor vocês irem também.
Os três concordaram. E quando já estavam longe ela olhou para os três amigos.
— Tenho que ver o professor Dumbledore. — Disse ela se virando para sair.
— Ah não! Você vai dormir! Amanhã você vê o professor Dumbledore! — Disse Fred rindo. — Vamos pessoal. Vem Aslan, você vai dormir com sua dona hoje.
— Vocês viram a reação do Harry quando a gente entrou na sala de Troféus? — Perguntou Harriet. — Ele ficou olhando para você Sophie com medo.
— Sim. E depois ainda perguntou para ela se ela tinha ficado com raiva dele por estar fora da cama. — Disse Jorge fazendo Sophie olhar para ele.
— É como se ele se importasse com o que você pensa dele. — Disse Fred.
— Vocês acham? — Perguntou Sophie olhando para os três.
— Sim. E acho que você não viu mas ele achou estranho o Pirraça falar Potter's no plural. — Disse Harriet. — E se ele for tão teimoso quanto você, vai se perguntar o porque de Pirraça ter dito Potter's e não Potter.
Sophie naquela noite foi dormir com as palavras de Harriet e de Hermione martelando na cabeça. O que aquele cão estava guardando? E será que o irmão se importa mesmo com o que ela pensa dele e pior ainda, será que ele realmente vai ficar se perguntando pelos "Potter's"? Sophie não sabia e ela odiava não saber.
Na manhã seguinte, ela comeu rápido e foi falar com o diretor antes da próxima aula.
— Professor! — Disse ela entrando na sala.
— Bom dia Sophie. — Disse Dumbledore virando para ela e sorrindo. — Como foi a noite? Agitada eu presumo?
— Sim eu... espera. O senhor já sabe? — Perguntou Sophie surpresa.
— Sim já sei. — Disse Dumbledore sorrindo.
— Não está bravo? — Perguntou Sophie.
— Bravo? Por que estaria? Sophie você fez o que eu pedi. Eu pedi para você deixar seu irmão fazer o que achasse, sendo certo ou errado. Para falar a verdade você fez mais que isso, você deixou ele fazer e ficou de olho nele. — Disse Dumbledore sorrindo. — Mas tenho que dizer que não seria bom nenhum de vocês entrarem naquele corredor novamente. Está bem?
— Claro. — Disse Sophie sorrindo. — Mas senhor?
— Sim?
— O que o cão está guardando? — Perguntou Sophie.
— Algo muito valioso para um amigo meu. — Disse Dumbledore. — Diga-me Sophie, você já ouviu falar na Pedra Filosofal?
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