To Die With The Sun
3 Capítulo 03 - O Mapa da Família
Notas iniciais
Azkaban, 3 de setembro de 1989.
Sirius Black. Com certeza aquele homem caído no chão não se parecia com Sirius Black, melhor amigo de James Potter e Remus Lupin. Mas era, com os cabelos embaraçados caídos até os ombros, dentes já amarelos, rosto magro e pálido e olhos que antes tinha um brilho alegre agora estava apagado. Mas ao contrário dos outros prisioneiros, Sirius ainda sabia quem era. Sabia que dia era e o ano, Sirius não estava louco como os outros. Mas se sentia morto. Os dementadores, estavam matando ele aos poucos e ele sentia isso. Suas memórias felizes estavam todas sumindo mas tinha uma que ainda fazia ele ficar vivo, ainda o fazia sorrir. Era uma lembrança do Remus segurando um bebê, dançando e cantando para que a criança dormisse. Sirius sabia quem era o bebê que seu amigo segurava, Sophie. Ah sim, ele ainda se lembrava de Sophie do mesmo modo que ainda se lembrava de Harry.
Sophie Potter, ele ainda se lembrava do cabelo da menina, dos olhos e dos risos que ela dava quando ele se transformava em cachorro. Ela já devia ter 11 anos pelo calendário que Sirius fez na parede, ele podia seguir as datas e os dias e os anos e hoje, ele sabia que sua pequena Sophie estava em Hogwarts. Em seu primeiro ano. Ela deve estar tão linda, pensa ele sorrindo, e dando muito trabalho para Remus sem dúvida.
Remus... seu amigo. Será que Remus ainda acredita em sua palavra depois de todo esse tempo? Será que seu Remus, seu lobisomem ainda acredita que ele não fez aquelas coisas? Do fundo de seu coração, ele já não sabia mais, depois de todo esse tempo, até ele, algumas vezes, chegou a pensar que matará aquelas pessoas. Mas ele tinha fé, apesar de tudo, que Remus ainda esperava por ele.
Agora, Harry. Seu afilhado deveria estar morando com aqueles tios horríveis, o pior tipo de trouxa que Sirius já viu na vida e olha que ele gosta dos trouxas mas a irmã de Lily era demais. Mas pelo menos, seu afilhado tem um lar para morar, comida e uma cama.
Hogwarts 3 de setembro 21h39. Salão Comunal da Grifinória.
Sophie estava sentada no canto da sala estudando quando Fred se sentou ao seu lado e Jorge e Harriet, uma amiga que eles fizeram que era da casa da Corvinal e do primeiro ano, se sentaram em frente.
— Tá estudando o que? — Perguntou Jorge sorrindo.
— A Revolução dos Duendes. Prof Binns vai passar isso na próxima aula. — Disse Sophie. — É uma das histórias mais chatas que eu já vi na vida. Não que eu seja contra os orelhudos.
— A próxima aula da História da Magia é na quinta Soph, me da isso aqui! — Disse Fred pegando o livro da mão da ruiva. — Você tem tempo para isso depois!
Harriet e Jorge riram enquanto Sophie revirava os olhos e sentia Fred passar os braços em volta de seus ombros.
— Vamos fazer algo divertido? — Perguntou Fred animado.
— Eu tenho medo de perguntar mas, o que? — Perguntou Harriet fazendo Sophie sorrir.
— Eu ainda não sei.. — Disse Fred. — Alguma ideia Jorge?
— Não... mas eu to com fome. — Disse o Weasley tocando na barriga.
— Eu disse que você tinha comido pouco. — Disse Sophie revirando os olhos. — Ainda está cedo, vamos até a cozinha para arrumar algo para seu estomago.
— Minha heroína. — Disse Jorge sorrindo mas depois ficando sério. — Mas não sabemos onde a cozinha fica.
— Eu sei. — Disse Sophie se levantando. — Meu pai me ensinou como chegar lá. Vamos!
Os quatro se levantaram e foram até a entrada do Salão Comunal, saíram, desceram as escadas, esbarrando em alguns alunos do quinto, quarto e sexto ano que não ligaram para eles e Sophie que graças a Remus sabia onde ficava a cozinha os guiou até lá e quando passaram pela passagem do quadro da fruteira de prata ela pode ouvir a exclamação de surpresa dos amigos.
O aposento em que entraram era amplo e com um teto alto e grande, tal como o do Salão Principal, repleto de tachos e panelas de latão empilhados ao redor das paredes de pedra, um grande fogão de tijolos no extremo oposto.
— Eu não acredito! — Disse Fred surpreso. — Elfos?
— Quem você achava que fazia a nossa comida? — Perguntou Sophie sorrindo. — Eles são tão fofos!
— Obrigada minha senhora! — Disse uma elfo se aproximando deles e fazendo uma reverencia exagerada. — Sou Laila.
— É um prazer Laila! — Disse Sophie se agachando. — Eu sou Sophie, e esses são Harriet, Fred e Jorge. Olha o meu amigo, Jorge, não comeu suficiente no jantar, não porque estava ruim, mas porque ele estava sem fome na hora.
— Oh eu entendo, isso acontece comigo de vez em quando. — Disse Laila sorrindo. — Eu vou prepara alguma coisa para o seu amigo, qual deles é?
— Eu. — Disse Jorge sorrindo. — Sou Jorge Weasley.
— É um prazer senhor, vamos, tem uma mesa ali. — Disse Laila guiando os garotos até a mesa. — Os outros vão querer alguma coisa?
— Bom se tiver Suco de abóbora a gente quer. — Disse Fred sorrindo.
— Irei trazer! — Disse a Elfo.
Eles se sentaram na mesa e ficaram conversando, Laila trouxe os sucos e logo depois a comida de Jorge e alguns petiscos para Sophie, Fred e Harriet. Eles convidaram Laila para se sentarem com eles e ela, envergonhada fez.
— Vocês são de que ano? — Perguntou Laila.
— Primeiro. — Respondeu Harriet gentilmente.
— Isso é estranho, a maioria dos alunos que vem aqui são do terceiro ao sétimo ano. — Disse Laila. — Vocês perguntaram a alguém onde a cozinha ficava para vir aqui?
— Não foi preciso, o meu pai tinha me explicado a onde ficava. — Disse Sophie sorrindo.
Eles ficaram conversando até perderem a noção do tempo, e quando Jorge, que já estava bem cheio, olhou no relógio quase caiu da cadeira quando percebeu que já era uma hora da manhã.
— Essa não! — Disse Jorge chamando a atenção dos amigos. — Tá super tarde galera, se voltarmos para o dormitório seremos pegos para uma detenção.
— Deus! Perdemos totalmente a noção do tempo! — Disse Harriet. — E agora?
— Tem uma passagem aqui na cozinha que leva em frente ao escritório do diretor, só que da sala do diretor até o Salão Comunal da Grifinória não tem nem uma vistoria durante 20 minutos. — Disse Laila querendo ajudar.
— Você tem certeza Laila? — Perguntou Sophie olhando para os amigos.
— Sim! — Disse Laila.
— Certo, confiamos em você. — Disse Sophie sorrindo. — Nos leve até essa passagem!
— Mas eu sou da Corvinal. — Disse Harriet nervosa. — O que irei fazer?
— Você passa a noite no dormitório das meninas da Grifinória hoje. Ai amanhã cedo, você vai até o Salão Comunal da Corvinal. — Explicou Sophie como se fosse uma das coisas mais óbvias do mundo.
— Por aqui. — Disse Laila batendo na parede quatro vezes e ela se abriu. — Sigam reto até chegarem em frente a uma Fênix...
— Laila, Filch está aqui! — Disse um outro Elfo aparecendo atrás de Laila.
— Essa não! Vocês tem que ir! — Disse Laila entrando em desespero.
Sophie, Harriet, Fred e Jorge correram para fora da cozinha e antes de que Sophie agradecesse Laila pela ajuda, a passagem já estava fechada. Eles seguiram correndo o mais silenciosamente que podiam até chegarem em frente a uma enorme ave de bronze com as asas abertas.
— Essa deve ser a sala do Dumbledore. — Disse Fred encantado.
— Sim, depois iremos admirá-la Fred, vamos! — Disse Jorge puxando a manga do irmão.
Sophie já ia seguindo os três quando viu algo caído no chão em frente a estatua. Era um enorme pedaço de pergaminho. Sophie ficou olhando para o pergaminho e para a ave e alguma coisa lhe disse para pegar a varinha.
— Sophie! — Chamou Harriet baixo.
Sophie continuou parada em frente a ave e então pegou a varinha e uma frase que Remus havia lhe dito uma vez lhe veio em mente. Então ela sussurrou: Eu juro solenemente não fazer nada de bom. E então o pergaminho começou aganhar linhas de tintas muito finas se espalhando por todo ele. Convergiram, se cruzaram, se abriram como um leque para os quatro cantos do pergaminho e em seguida, no alto, começaram a aflorar palavras, grandes e floreadas, verdes, que diziam:
Os Srs. Moony, Wormtail, Padfoot e Prongs,
fornecedores de recursos para bruxos malfeitores, tem a honra de apresentar
O MAPA DO MAROTO
- Pai.. — Sussurrou Sophie sorrindo.
Claro que ela já ouvirá de Remus sobre o Mapa do Maroto mas não esperava encontrá-lo jogado no chão em frente a sala de Albus Dumbledore. Ela sorriu e abriu o mapa, procurou por sua localização e encontrou, lá estava um ponto com seu nome, ela procurou para ver se vinha alguém para pegá-los e ficou aliviada quando não encontrou ninguém.
— Perfeito! — Sussurrou ela.
— Sophieee! — Chamou Fred dessa vez.
Sophie correu até os amigos e mostrou o Mapa para eles e todos ficaram encantados. Fred e Jorge só faltavam soltar fogo de artifício.
— Agora temos que tomar cuidado e prestar muita atenção no Mapa. — Disse Sophie. — Depois eu explico tudo como ele funciona.
— E como você sabia? — Perguntou Jorge. — Como ele funciona?
— Porque meu pai, é um dos fundadores do Mapa do Maroto. — Disse Sophie sorrindo. — Ele foi o que teve ideia para criá-lo.
— Legal! — Disseram Fred e Jorge.
— Insano mas esperto! — Disse Harriet sorrindo.
Sophie apenas estava feliz por ter algo que pertencia ao seu pai. Era um pedacinho dele que agora ela tinha. Eles tomaram cuidado com todos os monitores, fantasmas, e professores e chegaram no Salão Comunal da Grifinória, entraram e viram que o lugar estava totalmente vazio.
— E agora? — Perguntou Fred. — Como faz para... bem, desaparecer isso?
— Malfeito feito!— Disse Sophie. — Se não qualquer um pode ler.
— Eu estou amando esse Mapa! — Disse Jorge alegre mas logo bocejando. — Nossa, bateu um sono...
— Bateu mesmo. — Disse Fred. — Vamos dormir mas Senhorita Sophie, amanhã é sábado e teremos o dia de folga, iremos querer uma explicação para esse Mapa.
Sophie revirou os olhos, beijou a bochecha de Fred e Jorge e subiu com Harriet logo atrás. E quando entraram no quarto, ela percebeu algo, ela teria que explicar sobre o Mapa, e o Mapa levava ao sobrenome Potter que a propósito apareceu no seu pontinho no Mapa. Foi uma sorte seus amigos não terem visto o sobrenome mas de qualquer forma, eles iriam saber a verdade quando fossem usar o Mapa novamente.
Sophie pensou quase a noite toda em como inventar uma mentira para os amigos mas então percebeu que seria mais errado mentir para os amigos, ela não poderia fazer isso. Principalmente com Fred e Jorge que simplesmente estão com ela desde do Expresso de Hogwarts. Sem contar que eles são totalmente confiáveis, Harriet então, mais confiável ainda. Então, Sophie dormiu, com a certeza de que iria contar os amigos seu verdadeiro nome.
Fale com o autor