To Be Who I Am

3 Bernardo: Você é sem graça!


Notas iniciais
Bernardo
Conforme os dias foram passando Victor me pareceu mais humano, é que quando eu gostava dele antigamente eu pensava nele como uma pessoa intocável, quase um dalit. Mas brincadeiras á parte a hora do ensaio era a melhor de todas. Na parte debaixo da casa o lugar é incrível, todo de vidro, com uma vista perfeita.

— May pega o baixo ae por favor! – me pediu Victor, no nosso quinto ensaio. Eu já estava á duas semanas aqui e eu não conseguia acreditar que isso era verdade. Entreguei o baixo pra ele e começamos o ensaio. Tínhamos cinco musicas, quero dizer, Victor e Nells tinham cinco musicas, por que foram eles que fizeram. Eu ainda to num projeto da minha, mas esta bem difícil, meus pensamentos estão bem bagunçados. O ensaio estava super dinâmico, fizemos um cover de Paramore, e outro de Swiftfoot, que quem cantava era o Victor. Nells e Victor tinham uma voz incrível, eu nunca soube desse dom dos dois.

— Acho que ta bom por hoje pessoal – Nells. Eu mau reparei que já estava de noite e que meu estomago clamava por comida.

- Vamos subir por que a barriga da Mayne ta anunciando fome hahah – brincou Bê. Sim, mania de Nells de chamá-lo assim, acabei pegando também. Subimos as escadas rindo e comemos rindo. O quintal da casa dava para o nada, ou para uma montanha que segundo Nells quando nevava era o lugar mais lindo do mundo. Era também um lugar perfeito pra relaxar, ou no meu caso, compor uma musica. O céu era a coisa mais linda que eu conseguia pensar neste momento. Todo cheio de estrelas, todo convidativo. Todo...

— Olá – Bê entrou no quintal e encostou na pilastra.

— Oi – respondi.

— Tentando compor?? – perguntou ele olhando para uma folha no piso. Sorri constrangida.

— Tentando... Definitivamente, tentando – respondi, ele sorriu e sentou do meu lado.

— Quer ajuda? – perguntou me, na verdade eu não queria.

— Acho melhor não, quero tentar compor ela sozinha.

— Sem ajuda você não conseguirá – ele brincou.

— Nells e Victor conseguiram – respondi. Parecia mais uma guerra de quem estava com a razão ou com a ultima palavra.

— Claro que não – ele olhou tão horrorizado que me forçou a ri dele – né... que foi?

— É que foi muito engraçado como você falou – eu ria tanto.

Ele fingiu não ouvir e continuou.

— Bom, os dois fizeram juntos todas as musicas (cinco) da banda – seu desprezo ao falar era tão cômico que eu fingir não ri, mas não agüentei. Soltei uma risadinha e ele me olhou de lado, querendo me matar.

— Okay, parei – ri. Bê parecia ser engraçado.

— Nells me disse que você fazia umas piadas sem graça, é... ela tinha razão – ele fez pirraça.

— TA DOIDO? Eu não fiz piadinha nenhuma pra você – Oo.

E assim eram as minhas conversas com Bê, se bem que em uma tarde sem nada pra fazer nossas conversas não passavam de meros.

— Bom dia – ele falava.

— E ae – eu respondia. Era mais um “bom dia pra você também” mas eu costumava abreviar.

Notas finais
Next!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.